Ir para o conteúdo

The New York Times

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
The New York Times
All the News That's Fit to Print
Capa do The New York Times de 24 de maio de 2020
PeriodicidadeDiário
FormatoStandard
SedeThe New York Times Building, Manhattan, Estados Unidos
PaísEstados Unidos
Fundação18 de setembro de 1851
Fundador(es)Henry Jarvis Raymond
George Jones
Edward B. Wesley
ProprietárioThe New York Times Company
EditorA. G. Sulzberger
Editor-chefeJoseph Kahn
Conselho de redação1.700 jornalistas em 2023
IdiomaInglês
Circulação11.880.000 assinantes de notícias, incluindo 11,3 milhões exclusivamente digitais, em agosto de 2025
Publicações irmãsInternational Herald Tribune, 1967–2013
The New York Times International Edition, 1943–1967 e desde 2013
ISSN
1553-8095, eletrônico 0362-4331
1553-8095, eletrônico
OCLCOCLC 1645522
Websitenytimes.com

The New York Times (NYT)[nota 1] é um jornal diário sediado em Manhattan, na cidade de Nova Iorque. Publica notícias locais, nacionais e internacionais, artigos de opinião e resenhas. É um dos jornais de circulação mais longa dos Estados Unidos e um dos jornais de referência do país.

Em agosto de 2025, o Times tinha 11,88 milhões de assinantes, dos quais 11,3 milhões eram exclusivamente digitais e 580 mil recebiam a edição impressa. Eram os maiores números de assinantes entre os jornais dos Estados Unidos, por ampla margem.[1] O jornal é publicado pela The New York Times Company, presidida pela família Ochs-Sulzberger desde 1896. A. G. Sulzberger preside a companhia e publica o jornal. A sede fica no The New York Times Building, em Midtown Manhattan.

O Times foi fundado em 1851 como o conservador New-York Daily Times. Ganhou projeção nacional na década de 1870 com sua cobertura do político corrupto Boss Tweed. Após o Pânico de 1893, Adolph Ochs, editor do Chattanooga Times, adquiriu o controle da empresa. Ochs foi sucedido em 1935 por seu genro, Arthur Hays Sulzberger, que ampliou a cobertura europeia. O filho de Sulzberger, Arthur Ochs Sulzberger, tornou-se editor em 1963 e reformulou o jornal em resposta às mudanças da indústria. Em 1964, o Times esteve envolvido no caso New York Times Co. v. Sullivan, no qual a Suprema Corte dos Estados Unidos restringiu a possibilidade de autoridades públicas processarem a imprensa por difamação.

Em 1971, The New York Times publicou os Pentagon Papers, documentos internos do Departamento de Defesa sobre o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, apesar da oposição do então presidente Richard Nixon. No caso New York Times Co. v. United States, a Suprema Corte decidiu que a Primeira Emenda protegia o direito de publicar os documentos. O jornal iniciou sua passagem para a tecnologia digital na década de 1980 e lançou o nytimes.com em 1996. No século XXI, deslocou parte crescente de suas atividades para a internet em meio ao declínio mundial dos jornais impressos.

O Times mantém sucursais com jornalistas em seis continentes. Seus outros produtos editoriais incluem The New York Times Magazine, The New York Times International Edition e The New York Times Book Review. Também produz séries de televisão, podcasts, entre eles The Daily, e jogos digitais. O jornal recebeu 135 prêmios Pulitzer desde 1918, mais do que qualquer outra publicação, e esteve envolvido em controvérsias relacionadas à sua cobertura e às suas práticas editoriais.

Um estudo de 2025 do Pew Research Center examinou o grau de escolaridade do público de trinta veículos de imprensa dos Estados Unidos. Entre os jornais diários analisados, o Times tinha a maior proporção de leitores com formação universitária, com 56% de sua audiência possuindo ao menos um diploma de bacharelado.[2]

The New York Times é por vezes chamado de "The Gray Lady", ou "A Dama Cinzenta". O apelido faz referência à cor do papel-jornal e à oposição do Times à imprensa marrom.[3][4]

História

[editar | editar código]

1851–1896

[editar | editar código]
Este prospecto anterior à publicação expunha a proposta do jornal, que prometia "examinar livremente o caráter e as pretensões dos homens públicos, os méritos e deméritos de todas as administrações de governo, nacional, estadual e municipal, e o valor de todas as instituições, princípios, hábitos e profissões".[5]
A primeira edição de The New York Times, então chamado New-York Daily Times, foi publicada em 18 de setembro de 1851. O nome mudou para The New-York Times em 1857, após a suspensão da edição vespertina. O hífen foi eliminado em 1896.[5]

The New York Times foi fundado em 1851 como New-York Daily Times pelos jornalistas Henry Jarvis Raymond e George Jones, do New-York Tribune.[6]

O financista Edward B. Wesley é creditado como o terceiro cofundador. Ele foi o primeiro gerente comercial e forneceu metade do capital inicial. Wesley vendeu sua participação no jornal em 1860.[7][8][9][10][11]

O Times alcançou grande circulação, especialmente entre leitores conservadores. Horace Greeley, editor do New-York Tribune, elogiou o jornal.[12] Durante a Guerra Civil Americana, seus correspondentes obtiveram informações diretamente dos estados confederados.[13] Jones herdou o jornal de Raymond em 1869.[14] Raymond já havia mudado o nome para The New-York Times.[15]

Sob Jones, o jornal publicou artigos contra Tammany Hall e seu chefe político, William M. Tweed, apesar da oposição de outros jornais nova-iorquinos.[16] Em 1871, divulgou os livros contábeis de Tammany Hall. Tweed foi julgado em 1873 e condenado a doze anos de prisão. A cobertura tornou o Times conhecido em todo o país.[17]

Jones morreu em 1891. Seus filhos não tinham experiência empresarial para dirigir a companhia e o testamento impedia a venda do jornal.[18] O editor-chefe Charles Ransom Miller, o editor de opinião Edward Cary e o correspondente George F. Spinney criaram uma empresa para administrar o Times,[19] mas enfrentaram dificuldades financeiras durante o Pânico de 1893.[20]

1896–1945

[editar | editar código]

Em agosto de 1896, Adolph Ochs, editor do Chattanooga Times, adquiriu The New-York Times. Ochs orientou o jornal ao público comerciante e retirou o hífen de seu nome.[21] Em 1905, o Times inaugurou a Times Tower.[22] O jornal passou por um realinhamento político na década de 1910 em meio a desacordos dentro do Partido Republicano.[23]

The New York Times noticiou o naufrágio do Titanic enquanto outros jornais se mostravam cautelosos diante dos boletins da Associated Press.[24] Sob o editor executivo Carr Van Anda, o jornal dedicou mais espaço aos avanços científicos. Publicou matérias sobre a então pouco conhecida teoria da relatividade geral de Albert Einstein e participou da cobertura da descoberta da tumba de Tutancâmon.[25]

Ochs morreu em abril de 1935 e foi sucedido por seu genro, Arthur Hays Sulzberger.[26] A Grande Depressão obrigou Sulzberger a reduzir as operações do jornal.[27] Mudanças entre os jornais de Nova Iorque deram origem a publicações maiores, entre elas o New York Herald Tribune e o New York World-Telegram.[28] Ao contrário de Ochs, Sulzberger incentivou o uso da telefoto.[29]

O Times cobriu extensamente a Segunda Guerra Mundial, muitas vezes com grandes manchetes,[30] e publicou matérias exclusivas sobre acontecimentos como o golpe de Estado iugoslavo.[31] Sulzberger ampliou as operações durante a guerra. Em 1944, comprou a WQXR-FM, primeiro investimento fora do jornal desde a época de Jones, e criou um desfile de moda no Times Hall. Mesmo com a redução da equipe causada pelo recrutamento militar, o Times manteve mais jornalistas do que qualquer outro jornal.[32]

A edição impressa passou a ser distribuída fora dos Estados Unidos por meio do Army & Air Force Exchange Service. The New York Times Overseas Weekly chegou ao Japão pelo Asahi Shimbun e à Alemanha pelo Frankfurter Zeitung. A edição internacional deu origem a um jornal separado.[33]

O jornalista William L. Laurence divulgou a corrida pela bomba atômica entre Estados Unidos e Alemanha, o que levou o FBI a apreender exemplares do Times. O governo dos Estados Unidos recrutou Laurence para documentar o Projeto Manhattan em abril de 1945.[34] Ele foi o único jornalista autorizado a acompanhar o projeto. Funcionários do jornal perceberam a extensão de seu acesso depois do bombardeio atômico de Hiroshima.[35]

1945–1998

[editar | editar código]

Após a Segunda Guerra Mundial, The New York Times ampliou suas operações.[36] O Subcomitê de Segurança Interna do Senado, órgão ligado ao macartismo, investigou um suposto envolvimento comunista dentro de instituições da imprensa. Arthur Hays Sulzberger demitiu um revisor que havia invocado a Quinta Emenda, decisão criticada dentro e fora do jornal.[37]

Sulzberger renunciou em abril de 1961 e nomeou seu genro Orvil Dryfoos, presidente da The New York Times Company, para sucedê-lo.[38] Sob Dryfoos, o jornal criou uma edição sediada em Los Angeles.[39] Em 1962, a adoção de prensas automatizadas, motivada pelo aumento dos custos, alimentou temores de desemprego tecnológico. O New York Typographical Union iniciou uma greve em dezembro. Quando a paralisação terminou, em março de 1963, Nova Iorque tinha três grandes jornais remanescentes, o Times, o Daily News e o New York Post.[40]

Dryfoos morreu de um problema cardíaco em maio.[41] Depois de semanas de incerteza, Arthur Ochs Sulzberger tornou-se editor do jornal.[42]

Avanços tecnológicos empregados pelo Los Angeles Times e melhorias na cobertura do The Washington Post e do The Wall Street Journal obrigaram o Times a adaptar-se à computação nascente.[43] Em 1960, o jornal publicou "Heed Their Rising Voices", anúncio de página inteira comprado por apoiadores de Martin Luther King Jr. que criticava a polícia de Montgomery por sua resposta ao movimento dos direitos civis.

L. B. Sullivan, comissário de Segurança Pública de Montgomery, processou o jornal por difamação. Em New York Times Co. v. Sullivan, de 1964, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que as sentenças de um tribunal do Alabama e da Suprema Corte estadual violavam a Primeira Emenda.[44] A decisão tornou-se um precedente para processos de difamação apresentados por autoridades públicas.[45]

Depois de prejuízos financeiros, o Times encerrou sua edição internacional e adquiriu uma participação no Paris Herald Tribune, formando o International Herald Tribune.[46] Em 1971, começou a publicar os Pentagon Papers e enfrentou a oposição do então presidente Richard Nixon. A Suprema Corte decidiu a favor do Times e do The Washington Post, permitindo que os dois jornais continuassem a publicação.[47]

O jornal foi cauteloso na cobertura inicial do escândalo de Watergate.[48] Quando o Congresso abriu sua investigação, o Times ampliou a cobertura,[49] publicou informações sobre o Plano Huston e supostas escutas de jornalistas e autoridades,[50] além do depoimento de James W. McCord Jr., que afirmou que o Comitê para a Reeleição do Presidente havia pago os conspiradores.[51]

A transferência de leitores para jornais suburbanos, como o Newsday e publicações da Gannett, prejudicou a circulação do Times.[52] Outros veículos receberam com ceticismo a criação de novas seções. A Time dedicou uma capa às críticas, enquanto a revista New York acusou o jornal de "autocomplacência da classe média".[53]

The New York Times, o Daily News e o New York Post foram atingidos por uma greve em 1978,[54] o que abriu espaço para jornais emergentes.[55] O Times evitou deliberadamente cobrir a epidemia de AIDS e só publicou sua primeira matéria de primeira página sobre o assunto em maio de 1983. A abordagem editorial de Max Frankel, que incluía menções a sexo anal, contrastava com a postura puritana do editor executivo A. M. Rosenthal, que evitava descrições explícitas de locais frequentados por gays.[56]

Arthur Ochs Sulzberger renunciou em janeiro de 1992 e nomeou seu filho, Arthur Ochs Sulzberger Jr., como editor.[57] A internet expôs uma diferença geracional dentro do jornal. Sulzberger, que negociou a aquisição do The Boston Globe em 1993, menosprezava a nova tecnologia. Seu filho via nela uma oportunidade.

@times surgiu no site da AOL em maio de 1994 como uma extensão digital do jornal, com notícias, críticas de cinema, esportes e matérias de negócios.[58] Apesar da resistência da direção, funcionários já haviam começado a acessar a internet.[59] O sucesso da AOL, do Yahoo! e da CNN, junto com o crescimento de sites como Monster.com e Craigslist, ameaçava o modelo de anúncios classificados e acelerou o desenvolvimento de um site próprio.[60]

O nytimes.com estreou em 19 de janeiro de 1996 e foi anunciado formalmente três dias depois.[61] Em 1995, o jornal havia publicado o ensaio Industrial Society and Its Future, do terrorista doméstico Ted Kaczynski. A publicação ajudou a identificá-lo depois que seu irmão reconheceu o estilo do texto.[62]

1998–presente

[editar | editar código]

Depois da criação do nytimes.com, o editor executivo Joseph Lelyveld recusou-se a publicar uma matéria baseada no Drudge Report sobre o escândalo Clinton–Lewinsky. Os editores do site entraram em conflito com os da edição impressa em ocasiões como a identificação errônea do segurança Richard Jewell como suspeito do atentado ao Parque Olímpico Centenário. Também deram à morte de Diana, Princesa de Gales uma cobertura maior do que a publicada no papel.[63] A New York Times Electronic Media Company foi prejudicada pelo estouro da bolha da internet.[64]

O jornal cobriu extensamente os ataques de 11 de setembro. A edição impressa do dia seguinte continha 66 artigos,[65] produzidos por mais de trezentos repórteres.[66] Durante os ataques com carbúnculo de 2001, a jornalista Judith Miller recebeu um pacote com pó branco, ampliando a tensão na redação.[67]

Em setembro de 2002, Miller e o correspondente militar Michael R. Gordon publicaram uma matéria afirmando que o Iraque havia comprado tubos de alumínio. O então presidente George W. Bush citou o texto ao dizer que o país produzia armas de destruição em massa. O possível uso dos tubos para produzir material nuclear era especulativo.[68] Os Estados Unidos invadiram o Iraque em março de 2003, dando início à Guerra do Iraque.[69]

O Times enfrentou uma crise depois que 36 artigos do jornalista Jayson Blair foram considerados plágios.[70][71] As críticas ao editor executivo Howell Raines e ao editor-gerente Gerald M. Boyd culminaram em uma reunião na qual um editor-adjunto acusou Raines de não questionar as fontes usadas por Blair em uma matéria sobre os ataques a tiros na região de Washington.[72] Raines e Boyd renunciaram em junho de 2003.[73] Sulzberger Jr. nomeou Bill Keller editor executivo.[74]

Miller continuou a cobrir a Guerra do Iraque como jornalista incorporada às forças militares. Keller e Jill Abramson, então chefe da sucursal de Washington, tentaram conter as críticas à cobertura. Veículos conservadores também atacaram o jornal por sua reportagem sobre explosivos desaparecidos da instalação militar de Al Qa'qaa.[75]

Em dezembro de 2005, o jornal revelou a vigilância sem mandado da Agência de Segurança Nacional. A reportagem provocou críticas do governo Bush e esteve entre os fatores que levaram o Senado a não renovar o Patriot Act.[76] No caso Plame-Wilson, uma investigação concluiu que Miller soubera da identidade de Valerie Plame por meio de Scooter Libby, chefe de gabinete do então vice-presidente Dick Cheney. Miller deixou o jornal.[77]

Durante a Grande Recessão, o Times enfrentou dificuldades financeiras decorrentes da crise das hipotecas subprime e da queda dos anúncios classificados.[78] A compra da Dow Jones & Company por Rupert Murdoch revitalizou o The Wall Street Journal e aumentou a pressão sobre a The New York Times Company. A companhia cortou o orçamento da redação, tomou emprestados US$ 250 milhões do bilionário mexicano Carlos Slim e demitiu mais de cem funcionários até 2010.[79]

A cobertura digital do escândalo de prostituição que levou à renúncia do governador de Nova Iorque Eliot Spitzer fortaleceu a posição do site como veículo jornalístico.[80] A crise renovou as discussões sobre a cobrança pelo acesso on-line.[81] O Times implantou um paywall em março de 2011.[82]

Jill Abramson sucedeu Keller,[83] mantendo o foco em investigações sobre irregularidades corporativas e governamentais.[84] Depois de conflitos com as ambições do diretor executivo Mark Thompson,[85] Abramson foi demitida por Sulzberger Jr., que nomeou Dean Baquet para substituí-la.[86]

Antes da eleição presidencial de 2016, o jornal deu grande espaço à controvérsia dos e-mails de Hillary Clinton.[87] A vitória inesperada de Donald Trump foi seguida por um aumento nas assinaturas.[88] Trump atacou repetidamente o jornal, chamou veículos como o Times de "inimigos do povo" na Conservative Political Action Conference e publicou críticas ao jornal e à CNN.[89]

Em outubro de 2017, o Times publicou uma investigação de Jodi Kantor e Megan Twohey sobre acusações de má conduta sexual contra o produtor Harvey Weinstein, copresidente da The Weinstein Company.[90] A reportagem foi seguida pela renúncia e condenação de Weinstein,[91] pelo efeito Weinstein[92] e pelo crescimento do movimento #MeToo.[93]

A companhia extinguiu o cargo de editor público[94] e eliminou a equipe central de revisão em 2017.[95] Sulzberger Jr. anunciou sua saída em dezembro e nomeou seu filho, A. G. Sulzberger, para sucedê-lo.[96]

A relação entre Trump e A. G. Sulzberger alternou encontros diplomáticos e ataques públicos.[97] Em setembro de 2018, o jornal publicou "I Am Part of the Resistance Inside the Trump Administration", ensaio anônimo de uma pessoa que se apresentava como integrante do governo. O autor foi depois identificado como Miles Taylor, então chefe de gabinete do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.[98]

Trump havia depreciado o Times em quase trezentas ocasiões até maio de 2019.[99] Em outubro daquele ano, ordenou que órgãos federais cancelassem suas assinaturas de The New York Times e The Washington Post.[100] Suas declarações fiscais foram examinadas em três investigações do jornal.[101][102][103]

Durante a pandemia de COVID-19, o Times passou a oferecer bases de dados e gráficos sobre a doença.[104] Em 23 de maio de 2020, sua primeira página foi ocupada por U.S. Deaths Near 100,000, An Incalculable Loss, com nomes de parte das cem mil pessoas que haviam morrido de COVID-19 nos Estados Unidos. Foi a primeira primeira página sem imagens desde a introdução de fotografias nesse espaço.[105]

A partir de 2020, a companhia ampliou seus investimentos em jogos, produtos digitais e séries de televisão.[106] Em janeiro de 2022, adquiriu o The Athletic.[107]

Organização

[editar | editar código]

Administração

[editar | editar código]
Artigo principal: The New York Times Company
The New York Times Building, em Midtown Manhattan

A família Ochs-Sulzberger publica o Times desde 1896. Antes disso, Henry Jarvis Raymond dirigiu o jornal até 1869[108] e George Jones até 1896.[109] Adolph Ochs permaneceu como editor até morrer em 1935.[110] Seu genro Arthur Hays Sulzberger ocupou o posto até 1961.[111] Orvil Dryfoos, genro de Sulzberger, exerceu a função até morrer em 1963.[112]

Arthur Ochs Sulzberger sucedeu Dryfoos e permaneceu até 1992.[113] Arthur Ochs Sulzberger Jr. dirigiu o jornal de 1992 a 2018. Seu filho, A. G. Sulzberger, assumiu em seguida.[114]

Em 2023, Joseph Kahn era o editor executivo.[115] Marc Lacey e Carolyn Ryan eram os editores-gerentes, após terem sido nomeados em 2022.[116] Os editores-gerentes adjuntos eram Sam Dolnick,[117] Monica Drake[118] e Steve Duenes.[119] Os editores-gerentes assistentes eram Matthew Ericson,[120] Jonathan Galinsky, Hannah Poferl, Sam Sifton, Karron Skog[121] e Michael Slackman.[122]

The New York Times pertence à The New York Times Company, uma empresa de capital aberto. Além do jornal, a companhia possui Wirecutter, The Athletic, The New York Times Cooking e The New York Times Games. Também adquiriu a Serial Productions e a Audm, mantém participações minoritárias não divulgadas em outros negócios e já foi proprietária do The Boston Globe e de emissoras de rádio e televisão.[123]

A família Ochs-Sulzberger controla a companhia por meio de ações com direitos ampliados na estrutura de duas classes, mantidas em grande parte por um trust desde a década de 1950.[124] Em 2022, a família possuía 95% das ações de classe B, o que lhe permitia eleger 70% do conselho de administração.[125] Os acionistas da classe A têm direitos de voto restritos.[126] Meredith Kopit Levien, antiga diretora de operações, tornou-se diretora executiva em setembro de 2020.[127]

Jornalistas

[editar | editar código]

Em março de 2023, a The New York Times Company empregava 5.800 pessoas,[128] entre elas 1.700 jornalistas.[129] Jornalistas do Times não podem concorrer a cargos públicos, contribuir financeiramente para candidatos ou causas políticas, apoiar candidatos nem demonstrar publicamente adesão a movimentos políticos.[130]

As normas editoriais estão reunidas nos documentos "Ethical Journalism" e "Guidelines on Integrity".[131] As regras impedem o uso de fontes com quem o jornalista mantenha relações pessoais e proíbem reembolsos ou incentivos oferecidos por pessoas que possam ser objeto de uma matéria. Presentes de valor nominal são uma exceção.[132]

O manual de integridade exige atribuições claras e citações textuais exatas, salvo anomalias linguísticas. Os redatores devem conferir as afirmações de seus textos, embora possam delegar à equipe de pesquisa a verificação de fatos pouco conhecidos.[133] Em março de 2021, o jornal criou um comitê para examinar possíveis conflitos entre o trabalho no Times e atividades externas. A medida foi tomada depois que o colunista David Brooks deixou o Instituto Aspen por não ter divulgado seu trabalho na iniciativa Weave.[134]

Sucursais de The New York Times
Localização Chefia
Afeganistão e Paquistão Christina Goldbaum[135]
Albany, Nova Iorque, Estados Unidos Luis Ferré-Sadurní[136]
Atlanta, Geórgia, Estados Unidos Rick Rojas[137]
Andes, América do Sul Julie Turkewitz[138]
Bagdá, Iraque Sem chefe nomeado[139]
Brasil, com postos em São Paulo e no Rio de Janeiro Adam Ellick e Ana Ionova[140]
Bruxelas, Bélgica Matina Stevis-Gridneff[141]
Pequim, China Keith Bradsher[142]
Berlim, Alemanha Katrin Bennhold[143]
Cairo, Egito Vivian Yee[144]
Chicago, Illinois, Estados Unidos Julie Bosman[145]
Europa Oriental e Central, com sede em Varsóvia Andrew Higgins[146]
Cidade de Ho Chi Minh, Vietnã Damien Cave[147]
Houston, Texas, Estados Unidos J. David Goodman[148]
Istambul, Turquia Ben Hubbard[149]
Kiev, Ucrânia Andrew Kramer[150]
Jerusalém, Israel Patrick Kingsley[151]
Joanesburgo, África do Sul John Eligon[152]
Londres, Inglaterra Mark Landler[153]
Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos Corina Knoll[154]
Miami, Flórida, Estados Unidos Patricia Mazzei[155]
Médio Atlântico, Estados Unidos, com sede em Washington, D.C. Campbell Robertson[156]
Moscou, Rússia Anton Troianovski[157]
Cidade do México, México Natalie Kitroeff[158]
Nova Inglaterra, Estados Unidos Jenna Russell[159]
Prefeitura de Nova Iorque Emma Fitzsimmons[160]
Departamento de Polícia de Nova Iorque Maria Cramer[161]
Paris, França Roger Cohen[162]
Golfo Pérsico, com sede em Riade Vivian Nereim[163]
Roma, Itália Jason Horowitz[164]
São Francisco, Califórnia, Estados Unidos Heather Knight[165]
Seattle, Washington, Estados Unidos Mike Baker[166]
Sul da Ásia, com sede em Nova Deli Mujib Mashal[167]
Sudeste Asiático, com sede em Banguecoque Sui-Lee Wee[168]
Seul, Coreia do Sul Choe Sang-Hun[169]
Xangai, China Alexandra Stevenson[170]
Sydney, Austrália Victoria Kim[171]
Tóquio, Japão Motoko Rich[172]
Nações Unidas Farnaz Fassihi[173]
Washington, D.C., Estados Unidos Dick Stevenson[174]
África Ocidental, com sede em Dacar Ruth Maclean[175]

Uma sucursal do Times funcionava no Rio de Janeiro em 1966, quando Paul L. Montgomery assumiu sua chefia. Montgomery permaneceu no posto até 1969 e viajou por países da América Latina. Em 1967, acompanhou soldados bolivianos durante as buscas por Che Guevara.[176]

Larry Rohter chefiou a cobertura da América do Sul, a partir do Rio de Janeiro, entre 1999 e 2007. Antes disso, havia sido correspondente do jornal para o Caribe e a América Latina. Rohter recebeu o Prêmio Maria Moors Cabot em 1998 e o Prêmio Embratel de melhor correspondente estrangeiro.[177][178]

Em maio de 2004, Rohter publicou "Brazilian Leader's Tippling Becomes National Concern", texto sobre o consumo de bebidas alcoólicas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo brasileiro cancelou temporariamente seu visto e determinou que deixasse o país. A decisão foi revogada depois de críticas públicas. O episódio gerou discussões sobre a qualidade da reportagem, a liberdade de imprensa e a reação do governo.[179][180]

Simon Romero chefiou a sucursal brasileira, sediada no Rio de Janeiro, a partir de 2011. Sua área de cobertura abrangia Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.[181] Entre os assuntos que cobriu estavam a Copa do Mundo FIFA de 2014, os Jogos Olímpicos de Verão de 2016, o desmatamento na Amazônia e conflitos políticos em outros países sul-americanos.[182]

Jack Nicas foi nomeado chefe da sucursal em dezembro de 2021.[183] Em julho de 2026, Adam Ellick assumiu a chefia em São Paulo e Ana Ionova passou a trabalhar como correspondente no Rio de Janeiro. A sucursal foi organizada como uma operação conjunta de texto e vídeo. Ellick e Ionova passaram a produzir reportagens escritas e audiovisuais.[184]

Ellick havia trabalhado por mais de vinte anos no Times, copresidido o departamento de vídeo, participado da criação da equipe de investigações visuais e fundado a unidade Opinion Video. Ionova colaborava com o jornal desde 2021 e havia exercido interinamente a chefia da sucursal. Entre suas pautas estavam o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e as mudanças nas rotas do tráfico de drogas latino-americano.[185]

Em 2008, a Folha de S.Paulo começou a publicar um suplemento semanal preparado pelo New York Times, com reportagens sobre política, economia, artes e ciência, além de editoriais e artigos.[186] Em setembro de 2015, a Folha lançou no país uma plataforma digital exclusiva do The New York Times International Weekly. O serviço reunia textos, fotografias e vídeos traduzidos para o português, enquanto o suplemento impresso continuava a circular aos sábados.[187]

Conselho editorial

[editar | editar código]

O conselho editorial foi criado em 1896 por Adolph Ochs. Ele integra o departamento de opinião e trabalha separadamente da redação de notícias.[188] Charles Ransom Miller, então editor-chefe, dirigiu a página editorial de 1883 até morrer em 1922.[189] Rollo Ogden o sucedeu e permaneceu até sua morte em 1937.[190] John Huston Finley ocupou o cargo de 1937 a 1938. Charles Merz, escolhido previamente como seu sucessor, assumiu em seguida.[191] Merz permaneceu até se aposentar em 1961.[192]

John Bertram Oakes dirigiu a página de opinião de 1961 a 1976, quando Arthur Ochs Sulzberger nomeou Max Frankel.[193] Frankel permaneceu até 1986, quando se tornou editor executivo.[194] Jack Rosenthal ocupou o posto de 1986 a 1993.[195] Howell Raines o sucedeu e tornou-se editor executivo em 2001.[196] Gail Collins permaneceu até renunciar em 2006.[197] Andrew Rosenthal dirigiu a seção de 2007 a 2016.[198] James Bennet o sucedeu e renunciou em 2020.[199]

Em julho de 2024, o conselho reunia treze redatores:[200]

  • Binyamin Appelbaum
  • Michelle Cottle
  • David Firestone
  • Nick Fox
  • Mara Gay
  • Jeneen Interlandi
  • Lauren Kelley
  • Kathleen Kingsbury
  • Serge Schmemann
  • Brent Staples
  • Farah Stockman
  • Jyoti Thottam
  • Jesse Wegman

Kathleen Kingsbury dirige a seção de opinião[201] e Patrick Healy ocupa o cargo de editor-adjunto.[202]

Em 1900 e 1914, o conselho publicou posições contrárias ao sufrágio feminino. Sob Oakes, passou a defender políticas progressistas e entrou em conflito com a família Ochs-Sulzberger. Oakes era sobrinho de Adolph Ochs. Em 1976, discordou publicamente da preferência de Sulzberger por Daniel Patrick Moynihan em vez de Bella Abzug nas primárias democratas para o Senado e enviou uma carta de protesto de Martha's Vineyard.

Sob Andrew Rosenthal, o conselho apoiou restrições a armas de assalto e a legalização da maconha, mas criticou o governo Obama pela forma como apresentava o terrorismo.[203]

O jornal apoiou doze candidatos republicanos e 32 democratas à presidência dos Estados Unidos. Desde 1960, escolheu o candidato democrata em todas as eleições.[204][205][nota 2] Com exceção de Wendell Willkie, todos os republicanos apoiados pelo jornal venceram a eleição.

Em 2016, o conselho publicou pela primeira vez um texto dedicado a rejeitar a candidatura de Donald Trump.[206] Em fevereiro de 2020, reduziu sua produção de vários editoriais por dia para textos ocasionais sobre assuntos escolhidos pela equipe. Desde agosto de 2024, deixou de apoiar candidatos em eleições locais e para o Congresso no estado de Nova Iorque.[207]

Sindicalização

[editar | editar código]

Desde 1940, trabalhadores editoriais, de mídia e de tecnologia do Times são representados pela New York Times Guild. A organização e a Times Tech Guild integram a NewsGuild-CWA.[208] Em 1940, o National Labor Relations Board convocou Arthur Hays Sulzberger após acusações de que ele desestimulara a filiação sindical. A Guild ratificou contratos nos anos seguintes e passou a representar a equipe editorial em 1942 e os trabalhadores de manutenção em 1943.[209]

A New York Times Guild realizou paralisações em diferentes momentos. Em 1981, funcionários deixaram o trabalho por seis horas e meia.[210] Em 2017, revisores e repórteres saíram da redação durante o horário do almoço em protesto contra a eliminação da equipe de revisão.[211]

Em 7 de dezembro de 2022, o sindicato realizou uma greve de um dia,[212] primeira interrupção do jornal desde 1978.[213] A Guild chegou a um acordo em maio de 2023 que elevou os salários mínimos e concedeu um bônus retroativo.[214]

A Times Tech Guild tornou-se o maior sindicato de trabalhadores de tecnologia com direito a negociação coletiva nos Estados Unidos.[215] O grupo iniciou outra greve em 4 de novembro de 2024, às vésperas da eleição presidencial de 2024.[216]

Conteúdo

[editar | editar código]

Circulação

[editar | editar código]

Em agosto de 2025, o jornal tinha 11,8 milhões de assinantes. Desse total, 11,3 milhões usavam somente os produtos digitais e 580 mil recebiam a edição impressa.[217] A The New York Times Company estabeleceu a meta de alcançar 15 milhões de assinantes até 2027.[218]

A criação do paywall em 2011 acelerou a passagem para receitas provenientes de assinaturas. No ano seguinte, essa fonte já superava a publicidade. O crescimento ganhou força durante a eleição presidencial de 2016 e a cobertura de Donald Trump.[219]

Em 2022, a Vox escreveu que o público do jornal tendia a ser "mais velho, mais rico, mais branco e mais liberal". Para aproximar sua audiência da composição demográfica dos Estados Unidos, a companhia comprou o The Athletic, investiu em produtos como The New York Times Games e lançou uma campanha publicitária com assinantes de perfis diferentes. Meredith Kopit Levien afirmou que a idade média dos assinantes permanecia estável.[220]

Boletins informativos

[editar | editar código]

Em outubro de 2001, o jornal começou a publicar DealBook, boletim financeiro editado por Andrew Ross Sorkin. O lançamento estava previsto para setembro, mas foi adiado depois dos ataques de 11 de setembro.[221] Um site próprio foi criado em março de 2006.[222] Em novembro de 2010, o Times reformulou o site e integrou DealBook à edição impressa.[223]

Em 2011, o jornal criou o DealBook Summit, conferência anual apresentada por Sorkin.[224] Durante a pandemia de COVID-19, os encontros de 2020[225] e 2021 foram realizados pela internet.[226]

O evento de 2022 recebeu, entre outros convidados, o ex-vice-presidente Mike Pence e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.[227] A programação terminou com uma entrevista de Sam Bankman-Fried, antigo diretor executivo da FTX, poucas semanas depois de a empresa declarar falência.[228] Entre os participantes de 2023 estavam a vice-presidente Kamala Harris, o presidente israelense Isaac Herzog e o empresário Elon Musk.[229]

Em junho de 2010, o jornal licenciou o blog político FiveThirtyEight por três anos.[230] Escrito por Nate Silver, o blog havia atraído atenção durante a eleição presidencial de 2008 ao prever os resultados de 49 dos cinquenta estados. FiveThirtyEight estreou no nytimes.com em agosto.[231]

Silver afirmou ter recebido ofertas de outras empresas. Ele escreveu que uma união entre partes desiguais precisava garantir independência editorial e recursos ao adquirido, comparando-se a Groucho Marx.[232] A The New Republic estimou que o blog gerou até um quinto do tráfego do nytimes.com durante a eleição presidencial de 2012.[233]

FiveThirtyEight foi vendido à ESPN em julho de 2013.[234] Depois da saída de Silver, a editora pública Margaret Sullivan escreveu que sua abordagem baseada em probabilidades havia perturbado a cultura do jornal. Silver desprezava análises de comentaristas e as havia chamado de "fundamentalmente inúteis". Sullivan comparou seu trabalho ao de Billy Beane, que introduziu a sabermetria no beisebol, e escreveu que jornalistas políticos haviam criticado o estatístico.[235]

Em novembro de 2013, a The New Republic publicou um memorando sobre os planos de David Leonhardt, então chefe da sucursal de Washington, para criar um boletim orientado por dados. A equipe prevista incluía o historiador Michael Beschloss, a designer Amanda Cox, o economista Justin Wolfers e o jornalista Nate Cohn.[236]

Em março de 2014, Leonhardt havia reunido quinze funcionários. Alguns haviam criado o teste de dialetos do jornal, um analisador de quarta descida no futebol americano e uma calculadora para comparar a compra e o aluguel de imóveis.[237] The Upshot estreou em abril.[238]

A Fast Company analisou uma matéria sobre o Illinois Secure Choice, sistema estadual de poupança para aposentadoria. A revista escreveu que o texto não era uma notícia curta, uma coluna formal de aconselhamento financeiro nem uma resposta partidária à política econômica, e apontou seu tom informal e neutro.[239]

The Upshot criou "the needle" para as eleições presidenciais de 2016 e 2020. O mostrador apresentava a probabilidade de vitória dos candidatos.[240] Amanda Cox assumiu a editoria em janeiro de 2016.[241] Kevin Quealy tornou-se editor em junho de 2022.[242]

Posições políticas

[editar | editar código]

O Times reconheceu que é percebido como um jornal liberal.[243] Uma análise do Pew Research Center, publicada em outubro de 2014, classificou seus leitores como ideologicamente liberais com base em dez perguntas sobre valores políticos.[244] Em uma pesquisa interna de 2019, 84% dos leitores se identificaram como liberais.[245]

A redação discutiu como equilibrar sua cobertura política. Editores rejeitaram críticas da esquerda de que o jornal praticava "sanewashing", termo usado para a apresentação de declarações de Donald Trump em linguagem mais ordenada ou moderada.[246]

Na cobertura da guerra na Faixa de Gaza iniciada em 2023, um memorando interno orientou os repórteres a restringir o uso de palavras como "Palestina", "genocídio" e "campos de refugiados". Uma análise do The Intercept concluiu que os artigos davam mais destaque a civis israelenses mortos por palestinos do que ao número maior de civis palestinos mortos por israelenses.[247]

O grupo Writers Against the War on Gaza escreveu no Mondoweiss que o tratamento diferia da cobertura da invasão russa da Ucrânia. Para o grupo, a Rússia era apresentada como ameaça aos interesses dos Estados Unidos, enquanto Israel recebia o tratamento reservado a um aliado.[248]

Palavras cruzadas

[editar | editar código]
Artigo principal: Palavras Cruzadas do New York Times

As palavras cruzadas de The New York Times estrearam em fevereiro de 1942 na The New York Times Magazine. O ataque japonês a Pearl Harbor, em dezembro de 1941, convenceu Arthur Hays Sulzberger de que os leitores precisariam de um passatempo durante os apagões provocados por alertas de ataques aéreos.[249]

Culinária

[editar | editar código]

O Times publica receitas desde a década de 1850 e mantém uma seção própria de alimentação desde a década de 1940.[250] Em 1961, o crítico gastronômico Craig Claiborne publicou The New York Times Cookbook,[251] livro não autorizado baseado nas receitas do jornal.[252]

A ex-editora de alimentação Amanda Hesser publicou The Essential New York Times Cookbook em 2010, reunindo receitas do jornal.[253] O Innovation Report, de 2014, informou que o Times tentava criar um site culinário desde 1998, mas não possuía uma estrutura de dados adequada para organizar o material.[254]

O NYT Cooking foi lançado como site e aplicativo em setembro de 2014.[255] Sob a edição de Sam Sifton,[256] reunia 21 mil receitas em 2022.[257] O serviço também passou a produzir vídeos depois que Sifton contratou dois antigos integrantes da equipe Tasty, do BuzzFeed.[258]

Em agosto de 2023, o NYT Cooking começou a oferecer recomendações personalizadas. O sistema emprega similaridade por cosseno em representações matemáticas dos títulos das receitas.[259] O site também publica "receitas sem receita", conceito proposto por Sifton.[260]

Em maio de 2016, a The New York Times Company anunciou uma parceria com a startup Chef'd. O serviço enviaria aos assinantes ingredientes de receitas do NYT Cooking.[261] A Chef'd encerrou suas atividades em julho de 2018 depois de não conseguir levantar capital e obter financiamento.[262]

Em setembro de 2022, o The Hollywood Reporter informou que o jornal venderia kits culinários de US$ 95 selecionados por chefs como Nina Compton, Chintan Pandya e Naoko Takei Moore. Naquele mês, a equipe do NYT Cooking fez uma turnê por Los Angeles, Nova Orleães e Nova Iorque, encerrada com um festival gastronômico.[263]

O jornal também criou um clube de vinhos, inicialmente operado pela Global Wine Company. O New York Times Wine Club começou em agosto de 2009, durante uma forte queda na receita publicitária.[264] Em 2021, era administrado pela Lot18, empresa responsável pelo Williams Sonoma Wine Club e pelo clube Tasting Room.[265]

O Times guarda recortes, fotografias, livros e periódicos em um anexo subterrâneo sob sua sede. O espaço é chamado de "the morgue", ou "o necrotério", e foi criado pelo editor executivo Carr Van Anda em 1907. Em 2014, era a maior biblioteca mantida por uma empresa de mídia e continha material desde 1851.[266]

Em novembro de 2018, o jornal firmou uma parceria com o Google para digitalizar o acervo fotográfico.[267] Também mantém, desde 2014, um leitor virtual de microfilmes chamado TimesMachine. O serviço começou com edições de 1851 a 1980 e passou a incluir o período de 1981 a 2002 em 2016.

O sistema recebe imagens TIFF, metadados de artigos em XML e arquivos INI com geometria cartesiana que definem os limites das páginas. O material é convertido em blocos de imagem PNG e arquivos JSON. Os blocos são produzidos com o GDAL e exibidos pelo Leaflet, a partir de uma rede de fornecimento de conteúdo. O jornal aplicou reconhecimento ótico de caracteres aos artigos com o Tesseract e organizou os resultados por meio de n-gramas e correspondência aproximada de cadeias.[268]

Sistema de gerenciamento de conteúdo

[editar | editar código]

O Times usa um sistema de gerenciamento de conteúdo próprio chamado Scoop para o material digital[269] e o sistema CCI, baseado no Microsoft Word, para a edição impressa. O Scoop foi desenvolvido em 2008 como ferramenta secundária para editores que trabalhavam no CCI e precisavam publicar seus textos na internet.

Com a expansão digital, os editores passaram a escrever no Scoop e a enviar o material ao CCI para impressão. O sistema substituiu processos de planejamento e colaboração e oferece integração multimídia, notificações, marcação de conteúdo e rascunhos. Artigos de opinião de autores com grande projeção, como o presidente russo Vladimir Putin e a atriz Angelina Jolie, e investigações sigilosas são preparados em páginas privadas.[270]

Em janeiro de 2012, o jornal lançou o Integrated Content Editor, ou ICE, ferramenta de acompanhamento de revisões para WordPress e TinyMCE. O ICE oferece um editor comum às equipes de impressão e internet.[271]

Em 2017, o Times começou a desenvolver uma ferramenta chamada Oak.[272] O objetivo era ampliar os recursos visuais e reduzir as diferenças entre os artigos impressos e digitais.[273] A interface diminui a quantidade de comandos necessários e aproxima a tela de edição da aparência final da matéria.[274]

O Oak é baseado no ProseMirror, conjunto de ferramentas de texto rico em JavaScript. Ele mantém as funções de rastreamento de revisões e comentários dos sistemas anteriores e aceita cabeçalhos predefinidos.[275] Em 2019, passou a oferecer edição colaborativa por meio do Firebase. Google Cloud Functions e Google Cloud Tasks permitem visualizar os artigos como serão impressos. O banco de dados MySQL é atualizado para informar o estado de cada matéria aos editores.[276]

Estilo e design

[editar | editar código]

Manual de estilo

[editar | editar código]

O jornal mantém um manual de estilo desde 1895. The New York Times Manual of Style and Usage foi publicado na intranet do Times em 1999.[277]

O Times emprega tratamentos honoríficos ao mencionar pessoas. Depois que o AP Stylebook retirou esses tratamentos em 2000 e o The Wall Street Journal abandonou títulos de cortesia em maio de 2023, o Times tornou-se o único jornal nacional dos Estados Unidos a continuar usando-os. A antiga revisora Merrill Perlman chamou a prática de "sinal de civilidade".[278]

O costume deu origem ao boato de que o jornal teria chamado o cantor Meat Loaf de "Mr. Loaf".[279] Há exceções. A antiga seção de esportes e o The New York Times Book Review não usam honoríficos.[280]

Um memorando vazado depois da morte de Osama bin Laden, em maio de 2011, mostrou que os editores foram orientados a retirar o honorífico de Osama bin Laden. A regra acompanha o tratamento dado a figuras mortas como Adolf Hitler, Napoleão e Lenin.[281]

O jornal usa títulos acadêmicos e militares quando a pessoa exerce a função correspondente.[282] Começou a empregar "Ms." em 1986[283] e introduziu o tratamento neutro Mx. em 2015.[284] Também emprega iniciais quando a pessoa manifesta essa preferência, como ocorre com Donald J. Trump.[285]

O Times mantém regras rígidas, embora não absolutas, para palavras obscenas. Em uma crítica da banda canadense de hardcore punk Fucked Up, Kelefa Sanneh escreveu que o nome, reproduzido somente com asteriscos, não seria impresso integralmente "a menos que um presidente americano, ou alguém semelhante, o diga por engano".[286]

O jornal não reproduziu a palavra "fuck" usada pelo então vice-presidente Dick Cheney contra o senador Patrick Leahy em 2004[287] nem a observação do então vice-presidente Joe Biden de que a aprovação do Patient Protection and Affordable Care Act em 2010 era um "big fucking deal".[288]

A política foi posta à prova por Donald Trump. Em outubro de 2016, o jornal publicou a gravação do Access Hollywood, que continha as palavras "fuck", "pussy", "bitch" e "tits". Foi a primeira vez que uma obscenidade apareceu na primeira página.[289] Em julho de 2017, reproduziu uma frase explícita sobre sexo oral dita por Anthony Scaramucci, então diretor de comunicações da Casa Branca.[290]

Em janeiro de 2018, o Times retirou a expressão "shithole countries", usada por Trump, de uma manchete e preferiu "linguagem vulgar".[291] Em 2022, eliminou palavras como "bitch", "whore" e "sluts" de Wordle.[292]

Manchetes

[editar | editar código]

Os repórteres não escrevem suas próprias manchetes. A tarefa fica com revisores especializados. As normas pedem que a manchete apresente o ponto principal sem revelar o desfecho da matéria, quando houver. Também recomendam o uso moderado de gírias, rejeitam manchetes de tabloide e orientam que uma linha não termine com preposição, artigo ou adjetivo.

O manual desencoraja trocadilhos. Uma formulação como "Rubber Industry Bounces Back" deve ser testada em um colega, comparado pelo manual a um canário em uma mina de carvão. Se ele não reagir, a manchete deve ser reescrita.[293]

O jornal já modificou manchetes depois de críticas. Em 2019, após os tiroteios em El Paso e Dayton, publicou "Trump Urges Unity vs. Racism" para resumir uma declaração presidencial. Depois de críticas de Nate Silver, a chamada mudou para "Assailing Hate But Not Guns".[294]

As manchetes digitais não enfrentam os mesmos limites de espaço da edição impressa. No papel, devem caber em uma coluna e muitas vezes têm apenas seis palavras. As linhas precisam conter pensamentos completos, sem separar preposições e advérbios. Uma manchete pode ser alterada à medida que chegam novas informações.

Na página inicial, o Times usa testes A/B. Duas manchetes são mostradas a grupos diferentes de leitores e a que obtém mais tráfego é escolhida.[295]

Em uma entrevista à Time, em março de 2017, Trump comentou a alteração de uma manchete sobre dados russos interceptados na investigação do procurador especial Mueller. A edição impressa de 20 de janeiro usava "wiretapped", palavra ausente no artigo digital de 19 de janeiro. O termo havia sido acrescentado para que a manchete coubesse no espaço disponível no papel.[296]

O logotipo permanece inalterado desde 1967. Ao criar o primeiro cabeçalho, Henry Jarvis Raymond tomou como modelo o jornal britânico The Times, que usava um estilo de escrita gótica chamado Textura. A forma havia se difundido após a queda do Império Romano do Ocidente e derivava de variações regionais da escrita de Alcuíno de Iorque. O nome do jornal era seguido por um ponto final.

O cabeçalho acompanhou a mudança para The New-York Times em 14 de setembro de 1857. Sob George Jones, as terminações das letras "N", "r" e "s" foram alongadas em floreios. A edição de 15 de janeiro de 1894 encurtou essas formas, suavizou as bordas e transformou a haste que sustentava o "T" em ornamento.

O hífen desapareceu em 1.º de dezembro de 1896, depois que Adolph Ochs comprou o jornal. A haste descendente do "h" foi encurtada em 30 de dezembro de 1914.

A maior alteração ocorreu em 21 de fevereiro de 1967, quando o designer tipográfico Ed Benguiat redesenhou o logotipo e transformou o ornamento em forma de seta em um losango. O novo desenho eliminou o ponto final que acompanhava a palavra Times. Um leitor comparou a mudança a "fazer cirurgia plástica em Helena de Troia". O editor de fotografia John Radosta e um professor da Universidade de Nova Iorque calcularam que a retirada do ponto economizaria US$ 41,28 por ano em tinta.[297]

Edição impressa

[editar | editar código]

Design e diagramação

[editar | editar código]

Em dezembro de 2023, o jornal havia impresso sessenta mil edições. O número aparece no cabeçalho ao lado do volume, enquanto os anos de publicação são apresentados em algarismos romanos.[298] Volume e edição são separados por quatro pontos que representam a versão do exemplar.

No dia da eleição presidencial de 2000, o jornal foi revisto quatro vezes e precisou usar um travessão no lugar das reticências.[299] Centenas de exemplares foram impressos antes que a chamada fosse substituída por uma versão de um ponto. Embora funcionários tentassem reciclar as cópias enviadas à sede, alguns exemplares foram guardados. Um deles ficou exposto no Museum at The Times.[300]

De 7 de fevereiro de 1898 a 31 de dezembro de 1999, a numeração das edições esteve adiantada em quinhentas unidades. A The Atlantic atribuiu o erro a um provável descuido de um editor tipográfico. Aaron Donovan percebeu a diferença ao calcular o total de edições em uma planilha. O jornal comemorou sua edição de número cinquenta mil em 14 de março de 1995, embora a marca correta só tenha sido atingida em 26 de julho de 1996.[301]

O Times reduziu o tamanho físico da edição impressa sem abandonar o formato standard. O New-York Daily Times estreou com páginas de cerca de 457 mm de largura. Na década de 1950, a largura era de aproximadamente 406 mm.

Em 1953, o preço do papel subiu para US$ 10 por tonelada e os gastos anuais com papel-jornal chegaram a US$ 21,7 milhões. Em 28 de dezembro daquele ano, a largura caiu para aproximadamente 394 mm. Outra redução, para 381 mm, ocorreu em 14 de fevereiro de 1955. Vieram depois páginas com cerca de 368 mm e 343 mm.

O corte mais amplo ocorreu em 6 de agosto de 2007, quando as páginas passaram a ter aproximadamente 305 mm.[nota 3] Outros jornais de formato standard já avaliavam a mesma medida. Bill Keller afirmou que um jornal mais estreito seria mais confortável para o leitor, mas reconheceu a perda de 5% do espaço disponível para matérias.[302]

Em 1985, a The New York Times Company comprou uma participação minoritária em uma fábrica de papel-jornal de US$ 21,7 milhões em Clermont, Quebec, por meio da Donahue Malbaie.[303] A participação foi vendida em 2017.[304]

O jornal usa manchetes grandes e em negrito para acontecimentos de grande repercussão. Na edição impressa, a chamada é escrita por um revisor, examinada por outros dois, aprovada pelos editores do cabeçalho e refinada por outros profissionais. O trabalho termina antes das 20h, mas pode recomeçar quando surgem novas informações.

No dia em que Joe Biden foi declarado vencedor da eleição de 2020, o jornal publicou "BIDEN BEATS TRUMP" em letras maiúsculas e negrito. Cerca de doze jornalistas discutiram alternativas como "It's Biden" e "Biden's Moment". A redação também havia preparado "Trump Prevails" para uma possível vitória de Donald Trump.[305]

Durante o primeiro impeachment de Trump, o jornal preparou "TRUMP IMPEACHED". Os tipógrafos ajustaram as ligações entre o E e o A para evitar um espaço visível. O mesmo espaçamento foi usado em "BIDEN BEATS TRUMP" e no segundo impeachment, cuja chamada dizia somente "IMPEACHED".[306]

Quando dois acontecimentos dominam o mesmo dia, o Times pode usar uma manchete chamada "paddle wheel", na qual duas chamadas são separadas por uma linha. O nome surgiu em 8 de agosto de 1959, quando se soube que os Estados Unidos monitoravam lançamentos de mísseis soviéticos e a sonda Explorer 6, cuja forma lembrava uma roda de pás, foi lançada.

O formato foi empregado em 21 de janeiro de 1981, quando Ronald Reagan tomou posse minutos antes de o Irã libertar 52 reféns americanos, encerrando a crise dos reféns. A maioria dos jornais deu mais espaço à libertação, mas o Times colocou a posse acima da notícia.

Outros usos ocorreram em 26 de julho de 2000, quando a Cúpula de Camp David de 2000 terminou sem acordo e George W. Bush anunciou Dick Cheney como companheiro de chapa, e em 24 de junho de 2016, quando o referendo britânico sobre a União Europeia aprovou a saída do bloco e a Suprema Corte ficou empatada no caso United States v. Texas.[307]

O conselho editorial publicou textos na primeira página em duas ocasiões. Em 13 de junho de 1920, o jornal se manifestou contra Warren G. Harding, indicado pelo Partido Republicano.[308]

Depois que jornais como o Detroit Free Press, The Patriot-News, The Arizona Republic e The Indianapolis Star começaram a colocar editoriais na primeira página,[309] o Times fez o mesmo em 5 de dezembro de 2015, após o ataque de San Bernardino, no qual catorze pessoas morreram.[310] O texto defendia a proibição de "fuzis de combate ligeiramente modificados" e de certos tipos de munição.[311]

O senador Ted Cruz, o editor Bill Kristol, o apresentador Steve Doocy e o então governador de Nova Jérsia Chris Christie criticaram o editorial. O apresentador de rádio Erick Erickson comprou um exemplar, disparou contra o jornal e publicou uma fotografia na internet.[312]

Processo de impressão

[editar | editar código]
Centro de distribuição do Times em College Point, Queens

Desde 1997, o principal centro de distribuição fica em College Point, no Queens.[313] A instalação ocupa cerca de 27.900 m² e empregava 170 pessoas em 2017. Imprime entre 300 mil e 800 mil exemplares por dia.

As prensas costumam começar antes das 23h e terminar antes das 3h. Um guindaste robótico recolhe os rolos de papel-jornal, que passam por cilindros de impressão. Os exemplares prontos são embalados em plástico e enviados aos pontos de distribuição.[314]

Em 2018, College Point respondia por 41% da produção. Outros exemplares eram impressos nas instalações de 26 jornais, entre eles The Atlanta Journal-Constitution, The Dallas Morning News, The Santa Fe New Mexican e Courier Journal, de Louisville.

Com o declínio das publicações regionais, os exemplares passaram a percorrer distâncias maiores. Os jornais destinados ao Havaí, por exemplo, são transportados de São Francisco pela United Airlines. As edições dominicais partem de Los Angeles pela Hawaiian Airlines. Falhas de computador, problemas mecânicos e fenômenos meteorológicos afetam os horários, mas a distribuição continua.[315] College Point também imprime mais de duas dezenas de outros jornais, entre eles The Wall Street Journal e USA Today.[316]

As impressoras já foram interrompidas para incorporar acontecimentos recentes. A primeira interrupção ocorreu em 31 de março de 1968, quando o presidente Lyndon B. Johnson anunciou que não tentaria um segundo mandato. Outras ocorreram em 19 de maio de 1994, após a morte de Jacqueline Kennedy Onassis, e em 17 de julho de 1996, após o desastre do Voo TWA 800.

A eleição presidencial de 2000 exigiu duas interrupções. Al Gore pareceu conceder a derrota em 8 de novembro, levando Joseph Lelyveld a parar as máquinas e publicar "Bush Appears to Defeat Gore". Gore adiou o discurso devido às dúvidas sobre a apuração na Flórida. O jornal interrompeu as prensas outra vez e substituiu a chamada por "Bush and Gore Vie for an Edge".

Depois de 2000, houve três interrupções, pela morte de William Rehnquist em 3 de setembro de 2005, pela morte de Osama bin Laden em 1.º de maio de 2011 e pela aprovação da lei de casamento igualitário do estado de Nova Iorque em 24 de junho de 2011.[317]

Plataformas on-line

[editar | editar código]

O site funciona no domínio nytimes.com. Desde sua estreia, passou por reformulações visuais e mudanças de infraestrutura. Em abril de 2006, o jornal redesenhou o site com maior espaço para conteúdo multimídia.[318]

Para a Superterça de fevereiro de 2008, o Times desenvolveu um sistema eleitoral ao vivo. A aplicação usava o serviço de FTP da Associated Press e o framework Ruby on Rails. O site registrou seu maior tráfego até então na Superterça e no dia seguinte.[319]

Aplicativos

[editar | editar código]

O aplicativo NYTimes estreou com a App Store em 10 de julho de 2008. Scott McNulty, da Engadget, publicou uma avaliação negativa e o comparou de forma desfavorável ao site móvel do jornal.[320]

Uma versão para iPad com uma seleção de artigos foi lançada em 3 de abril de 2010, junto com a primeira geração do aparelho.[321] Em outubro, o NYT Editors' Choice passou a incluir todos os artigos. O aplicativo permaneceu gratuito até 2011.[322] As versões para iPhone e iPad começaram a oferecer assinaturas internas em julho de 2011.[323]

O jornal lançou uma aplicação web para iPad que resumia manchetes em alta no Twitter[324] e um aplicativo para Windows 8 em outubro de 2012.[325]

Em julho de 2013, a Adweek informou que o jornal preparava uma revista exclusivamente digital e uma assinatura mais barata chamada "Need to Know".[326] Em março de 2014, o Times anunciou três aplicativos. NYT Now apresentava notícias em formato de blog. Os outros dois se tornaram NYT Opinion[327] e NYT Cooking.[328][329]

"The Daily é a primeira página moderna de The New York Times."
Sam Dolnick, janeiro de 2020.[330]

O jornal administra podcasts próprios e programas produzidos pela Serial Productions. Seu podcast mais antigo ainda em atividade é The Book Review Podcast,[331] lançado como Inside The New York Times Book Review em abril de 2006.[332]

The Daily estreou em 1.º de fevereiro de 2017, apresentado por Michael Barbaro.[333] Sabrina Tavernise dividiu a apresentação entre março de 2022 e março de 2025.[334] Em abril de 2025, Rachel Abrams e Natalie Kitroeff foram anunciadas como novas apresentadoras regulares ao lado de Barbaro.[335]

The Interview foi lançado em 2024 e é apresentado semanalmente por David Marchese e Lulu Garcia-Navarro. Os episódios duram em geral de quarenta a cinquenta minutos. Versões condensadas são publicadas na The New York Times Magazine.[336] Entre os convidados estão políticos, atores, especialistas, profissionais da mídia e escritores.

Em outubro de 2021, o jornal começou a testar "New York Times Audio", aplicativo com podcasts, versões sonoras de artigos e arquivos de This American Life. O conteúdo de outras publicações era fornecido pela Audm.[337]

O aplicativo estreou em maio de 2023, exclusivamente no iOS e para assinantes. Oferece programas como The Headlines, resumo diário de notícias, e Shorts, com histórias de menos de dez minutos. A seção "Reporter Reads" traz jornalistas lendo seus próprios textos e acrescentando comentários.[338]

O Times esteve entre os primeiros jornais a usar jogos eletrônicos como parte de trabalhos jornalísticos.[339] Os jogos ajudaram a aumentar o tráfego digital[340] e a companhia passou a desenvolver títulos próprios.

Em 2014, a The New York Times Magazine apresentou Spelling Bee, jogo no qual o participante forma palavras a partir de letras dispostas em um favo. A pontuação cresce com o comprimento das palavras e há bônus para pangramas.[341] Will Shortz propôs o jogo, Frank Longo o criou e Sam Ezersky passou a mantê-lo. Spelling Bee chegou ao nytimes.com em maio de 2018 e ganhou mais jogadores.[342]

Em fevereiro de 2019, o jornal lançou Letter Boxed, no qual palavras são formadas com letras nas bordas de um quadrado.[343] Em junho vieram Tiles, um jogo de combinação, e Vertex, no qual os jogadores ligam pontos para formar uma imagem.[344]

Connections estreou em julho de 2023. O jogador precisa separar palavras em grupos que compartilham uma propriedade.[345] Digits, lançado em abril do mesmo ano, exigia o uso de operações matemáticas para alcançar um número determinado. Foi encerrado em agosto.[346] Em março de 2024, o jornal lançou Strands, um caça-palavras temático.[347]

Em janeiro de 2022, a The New York Times Company comprou Wordle, jogo criado por Josh Wardle em 2021, por um valor situado "na casa baixa dos sete dígitos".[348] David Perpich, integrante da família Sulzberger, propôs a compra a Jonathan Knight[349] por meio do Slack depois de ler sobre o jogo.[350] A Vanity Fair informou que o The Washington Post também havia considerado a aquisição.[351]

Na Game Developers Conference de 2022, Wardle disse ter ficado sobrecarregado pelo número de imitações e pelas práticas agressivas de monetização de outros jogos.[352] Alguns jogadores temeram que o Times colocasse Wordle atrás de um paywall.[353]

Como funciona no lado do cliente, Wordle pode ser usado sem conexão depois que sua página é baixada.[354] O jogo passou aos servidores do Times em fevereiro de 2022.[355] Foi incorporado ao aplicativo NYT Games em agosto,[356] o que exigiu sua reescrita na biblioteca React.[357] Tracy Bennett foi anunciada como editora em novembro.[358]

Outras publicações

[editar | editar código]

The New York Times Magazine

[editar | editar código]
Artigo principal: The New York Times Magazine

The New York Times Magazine e The Boston Globe Magazine tornaram-se as únicas revistas dominicais semanais desse tipo após o encerramento de The Washington Post Magazine em dezembro de 2022.[359]

The New York Times International Edition

[editar | editar código]
Artigo principal: International New York Times

The New York Times em espanhol

[editar | editar código]

Em fevereiro de 2016, o jornal lançou o site The New York Times en Español.[360] Desenvolvido para leitura em dispositivos móveis, ele publicava traduções do Times e reportagens de jornalistas sediados na Cidade do México.[361]

Paulina Chavira era a editora de estilo. Ela defendia uma forma plural do espanhol que acomodasse as nacionalidades dos integrantes da redação e escreveu um manual para o serviço.[362]

Os artigos destinados à publicação em espanhol eram enviados a uma agência de tradução e adaptados às convenções do idioma. O serviço consultava a Real Academia Espanhola e a Fundéu. Também adotava decisões próprias sobre diacríticos, como o uso do acento em Cártel de Sinaloa, mas não em Cartel de Medellín, e empregava o pronome neutro elle.[363]

As manchetes não colocavam iniciais maiúsculas em todas as palavras. O serviço publicava ainda El Times, boletim dirigido por Elda Cantú e destinado a falantes de espanhol.[364]

Em setembro de 2019, o jornal encerrou as operações independentes do site em espanhol.[365] Um estudo publicado em The Translator em 2023 encontrou elementos de tabloidização nas traduções.[366]

The New York Times em chinês

[editar | editar código]

Em junho de 2012, o jornal lançou o site chinês 纽约时报中文, depois que o The Wall Street Journal e o Financial Times criaram edições no idioma. Ciente da censura chinesa, o Times manteve os servidores fora do país e afirmou que o site seguiria os mesmos padrões editoriais do jornal.

O governo chinês já havia bloqueado artigos do nytimes.com por meio do Grande Firewall da China.[367] O site principal permaneceu bloqueado até agosto de 2001, quando o então secretário-geral Jiang Zemin se reuniu com jornalistas do Times.[368]

Joseph Kahn, então editor internacional, participou da criação do cn.nytimes.com. O trabalho esteve entre os fatores citados quando ele foi nomeado editor executivo em abril de 2022.[369]

Em outubro de 2012, o site publicou uma reportagem sobre a riqueza da família do então primeiro-ministro Wen Jiabao. O governo bloqueou o nytimes.com e o cn.nytimes.com, enquanto referências ao jornal e a Wen foram censuradas no Sina Weibo.[370]

Em março de 2015, um site espelho da edição chinesa e o site da GreatFire foram alvo de um ataque distribuído de negação de serviço contra o GitHub. O ataque, atribuído ao governo chinês, prejudicou o serviço por vários dias.[371] Em dezembro de 2016, autoridades chinesas pediram à Apple que retirasse os aplicativos do jornal da App Store.[372]

Prêmios e reconhecimento

[editar | editar código]

Em 2023, The New York Times havia recebido 137 prêmios Pulitzer,[373] mais do que qualquer outra publicação.[374]

Reconhecimento

[editar | editar código]

O Times é classificado como jornal de referência nos Estados Unidos.[375][376][377] Também é o maior jornal metropolitano do país.[378] Em 2022, ocupava o segundo lugar em circulação impressa nos Estados Unidos, atrás do The Wall Street Journal.[379]

Um estudo publicado em Science, Technology, & Human Values em 2013 encontrou mais citações acadêmicas de The New York Times do que da American Sociological Review, da Research Policy ou da Harvard Law Review.[380]

Com 16 milhões de registros únicos, o jornal era a terceira fonte mais referenciada no Common Crawl, coleção de material da internet empregada em conjuntos de dados como o GPT-3. Ficava atrás da Wikipédia e de uma base de patentes dos Estados Unidos.[381]

Max Norman escreveu na The New Yorker, em março de 2023, que o jornal alterava o uso corrente da língua inglesa.[382] Margaret Sullivan escreveu no The Washington Post, em janeiro de 2018, que o Times afetava "todo o ecossistema midiático e político".[383]

O crescimento do jornal também provocou preocupações sobre concentração da mídia. Em 2006, os economistas Lisa George e Joel Waldfogel estudaram os efeitos da distribuição nacional do Times sobre os jornais locais. Eles encontraram uma queda na circulação local entre leitores com formação universitária.[384] O efeito foi observado no The Forum of Fargo-Moorhead, jornal de Fargo, Dakota do Norte.[385]

Jim VandeHei, fundador da Axios, afirmou que o Times poderia tornar-se "basicamente um monopólio" em uma coluna de Ben Smith. Smith citou o tamanho da equipe, a ampliação dos produtos e a contratação de profissionais de publicações como Gawker, Recode e Quartz. Comparou o jornal ao New York Yankees de 1927, equipe da escalação conhecida como Murderer's Row.[386]

Controvérsias

[editar | editar código]

Conflito israelo-palestino

[editar | editar código]

Estudos publicados desde 2002 encontraram viés favorável a Israel e contrário aos palestinos na cobertura do conflito israelo-palestino pelo jornal. Um estudo de 2003 no Harvard International Journal of Press/Politics examinou períodos entre 1987 e 2001 e concluiu que o tratamento dado aos israelenses era mais favorável do que o dado aos palestinos.[387]

Um estudo de 2002 publicado em Journalism analisou durante um mês a cobertura da Segunda Intifada no Times, no The Washington Post e no Chicago Tribune. Seus autores classificaram o Times como o mais inclinado em direção a Israel e encontraram esse padrão nas manchetes, fotografias, fontes, gráficos e parágrafos de abertura.[388]

Outro estudo, publicado em Media, War & Conflict, examinou a voz ativa, a voz passiva e o teor emocional da linguagem usada durante a primeira e a segunda intifadas. A autora concluiu que a cobertura era desproporcionalmente contrária aos palestinos e que a diferença aumentara entre os dois conflitos.[389]

Em um artigo publicado na revista Israel Affairs em 2024, Eytan Gilboa e Lilac Sigan acusaram o jornal de viés favorável aos palestinos na cobertura da Guerra de Gaza. Eles apontaram erros, omissões e falhas de supervisão editorial. Também criticaram o uso de dados do Ministério da Saúde de Gaza e a ausência de declarações israelenses sobre jornalistas acusados de pertencer ao Hamas.[390]

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu acusou o jornal de viés contra Israel. O historiador e jornalista Eric Alterman rejeitou essa acusação.[391]

Em maio de 2026, Netanyahu e o ministro das Relações Exteriores Gideon Sa'ar anunciaram a intenção de processar o jornal por difamação. Eles afirmaram que um artigo de Nicholas Kristof, intitulado "The Silence that Meets the Rape of Palestinians", continha falsidades. O texto acusava forças de segurança, soldados, guardas prisionais e colonos israelenses de agressões sexuais contra detidos palestinos, entre eles mulheres e crianças.[392] Netanyahu e Sa'ar chamaram o artigo de uma das mentiras mais distorcidas já publicadas contra Israel.[392]

Guerra de Gaza

[editar | editar código]

O jornal recebeu críticas por sua cobertura da Guerra de Gaza e do genocídio na Faixa de Gaza.[393][394]

Em abril de 2024, o The Intercept publicou um memorando interno de novembro de 2023. Susan Wessling e Philip Pan orientavam os jornalistas a reduzir o uso de "genocídio" e "limpeza étnica". Também recomendavam evitar "território ocupado" no contexto das terras palestinas, "Palestina" salvo em circunstâncias específicas e "campos de refugiados" para áreas de Gaza reconhecidas dessa forma pelas Nações Unidas.[395]

Um porta-voz do Times afirmou que orientações desse tipo eram prática comum. Uma análise do The Intercept encontrou quase sessenta usos da palavra "massacre" para mortes de israelenses e somente um para mortes de palestinos.[396]

Escritores e editores deixaram o jornal por causa da cobertura de Gaza, entre eles Jazmine Hughes e Jamie Lauren Keiles.[397]

Em dezembro de 2023, o Times publicou "'Screams Without Words': How Hamas Weaponized Sexual Violence on Oct. 7". A investigação afirmou que o Hamas empregou violência sexual e de gênero durante o ataque de 7 de outubro de 2023.[398]

Uma investigação do The Intercept questionou a experiência jornalística de Anat Schwartz, cineasta que participou da apuração sem experiência anterior como repórter. A matéria mencionou que Schwartz havia apoiado uma publicação que defendia a violação de normas por Israel, contestou a alegação de que Gal Abdush havia sido estuprada no intervalo descrito e afirmou que o jornal sofrera pressão do Committee for Accuracy in Middle East Reporting in America.[399]

O Times abriu uma investigação para descobrir quem havia fornecido informações confidenciais sobre a reportagem a outros veículos. Susan DeCarava, presidente da NewsGuild de Nova Iorque, acusou o inquérito de dirigir suspeitas com base em critérios raciais.[400] A investigação terminou sem identificar a origem do vazamento, mas encontrou falhas na administração de material editorial reservado.[401]

O The New York Times Building tornou-se ponto de protestos durante a guerra. Em novembro de 2023, manifestantes ocuparam o edifício para exigir que o conselho editorial pedisse um cessar-fogo. Eles acusaram a empresa de colaborar para encobrir um genocídio.[402]

Em 29 de fevereiro de 2024, outro protesto e uma coletiva de imprensa foram realizados após a publicação da investigação do The Intercept sobre "Screams Without Words".[403]

Em 30 de julho de 2025, manifestantes pintaram "NYT Lies, Gaza dies" na fachada de vidro.[404] Manifestantes também bloquearam o centro de distribuição em 14 de março de 2024.[405]

O edifício residencial do editor executivo Joseph Kahn foi atingido com tinta vermelha em 25 de agosto de 2025.[406][407]

O coletivo Writers Against the War on Gaza, que publica a paródia The New York War Crimes, participou de protestos contra o jornal.[408]

Em 27 de outubro de 2025, trezentos escritores, acadêmicos, jornalistas e intelectuais anunciaram um boicote à página de opinião e prometeram não enviar colaborações ao jornal.[409] Os signatários acusaram o Times de cumplicidade com o genocídio em Gaza e pediram uma revisão sobre viés antipalestino, a retratação de "Screams Without Words" e o apoio editorial a um embargo americano de armas a Israel.[410][411][412][413] Cerca de 150 dos primeiros signatários já haviam colaborado com o jornal.[410][411]

Pessoas transgênero

[editar | editar código]

O jornal recebeu críticas por sua cobertura de pessoas transgênero. Em agosto de 2015, publicou o artigo de opinião "How Changeable Is Gender?", do professor Richard A. Friedman.[414] German Lopez, da Vox, acusou Friedman de sugerir que pais e médicos poderiam permitir que crianças sofressem disforia grave diante da possibilidade de mudança posterior. Lopez também escreveu que o texto insinuava que terapia de conversão poderia funcionar com crianças trans.[415]

Em fevereiro de 2023, quase mil escritores e colaboradores, antigos e em atividade, assinaram uma carta aberta ao editor de padrões Philip B. Corbett.[416] O texto criticou a cobertura de pessoas transgênero, de gênero não binário e com inconformidade de gênero. Alguns artigos haviam sido citados por legislaturas estaduais que tentavam restringir tratamentos de afirmação de gênero.[417]

Os signatários acusaram o jornal de combinar pseudociência com linguagem eufemística ou carregada e de omitir informações relevantes sobre as fontes usadas em matérias a respeito de crianças trans.[418][419][420][421]

Billie Jean Sweeney, antiga editora do jornal, afirmou que uma orientação para questionar "todos os aspectos de ser trans" partira da direção em 2022, depois que A. G. Sulzberger, Joseph Kahn e Carolyn Ryan assumiram posições de comando. Sweeney disse que a abordagem procurava conquistar boa vontade da campanha de Trump sem provocar uma reação do público geral.[422][423]

O Times negou haver viés. A empresa afirmou que sua cobertura de debates médicos e jurídicos intensamente disputados era justa e equilibrada e declarou que não toleraria protestos de seus jornalistas contra a cobertura sobre pessoas transgênero.[424][425][426]

Em junho de 2026, a advogada de direitos civis Alejandra Caraballo publicou em seu boletim The Dissident uma análise de 3.242 artigos publicados pelo Times entre 2014 e 2026.[427][428]

Caraballo concluiu que, a partir de 2022, o jornal passou de uma abordagem baseada em direitos para uma cobertura mais cética e orientada pelo conflito. Também afirmou que as opiniões de opositores dos direitos trans passaram a receber mais espaço do que as experiências de pessoas transgênero.[429][430]

Ver também

[editar | editar código]
  1. ↑ Também chamado simplesmente de The Times em algumas publicações e de NY Times. O jornal usa o domínio nytimes.com. Ver Diamond, 2023, Campinoti e Frehse, 2024, e Lee, 2013.
  2. ↑ Em 1896, o jornal apoiou John M. Palmer, candidato do National Democratic Party. Foi o único candidato apoiado pelo Times que não pertencia ao Partido Republicano nem ao Partido Democrata. Ver Adams, Louttit e Taylor, 2016.
  3. ↑ A edição nacional do jornal usa páginas com cerca de 292 mm de largura. Ver Dunlap, 2016f.

Referências

  1. ↑ Robertson, 2025.
  2. ↑ Mary Michael e Michael Lipka, "How the audiences of 30 major news sources differ in their levels of education". Pew Research Center, 18 de agosto de 2025. Consultado em 9 de novembro de 2025.
  3. ↑ David W. Dunlap, "A Modern Shout-Out to the Old 'Gray Lady'". The New York Times, 17 de agosto de 2025. Consultado em 20 de abril de 2026.
  4. ↑ Meyer Berger, "The Gray Lady Reaches 100". Time, 17 de setembro de 1951, pp. 153–154.
  5. 1 2 David W. Dunlap, "The Birth of The Times: A prospectus in 1851 announced the arrival of a daily newspaper you might be familiar with". The New York Times, 4 de janeiro de 2026. Ver também a reprodução da imagem e a cópia arquivada.
  6. ↑ Berger, 1951, pp. 4–5.
  7. ↑ "Dean of Speculators, Edward B. Wesley, Dies". The New York Times, 4 de outubro de 1906. Consultado em 18 de julho de 2026.
  8. ↑ "New York Times Company Records. George Jones and Henry J. Raymond papers". New York Public Library. Consultado em 18 de julho de 2026.
  9. ↑ "Henry J. Raymond papers". New York Public Library. Consultado em 18 de julho de 2026.
  10. ↑ Chuck Slater, "Man Collects Cash, Just as A Hobby". The New York Times, 14 de maio de 1995. Consultado em 18 de julho de 2026.
  11. ↑ The Ticker 1907-12: Vol. 1, Iss. 2. Dezembro de 1907.
  12. ↑ Berger, 1951, pp. 7–9.
  13. ↑ Davis, 1921, pp. 56–57.
  14. ↑ Berger, 1951, p. 32.
  15. ↑ Berger, 1951, p. 21.
  16. ↑ Berger, 1951, p. 35.
  17. ↑ Berger, 1951, pp. 44–51.
  18. ↑ Davis, 1921, pp. 167–168.
  19. ↑ Davis, 1921, p. 170.
  20. ↑ Davis, 1921, p. 171.
  21. ↑ Berger, 1951, pp. 105–110.
  22. ↑ Berger, 1951, p. 153.
  23. ↑ Davis, 1921, pp. 250–252.
  24. ↑ Berger, 1951, pp. 193–197.
  25. ↑ Berger, 1951, pp. 250–252.
  26. ↑ Berger, 1951, pp. 403–409.
  27. ↑ Berger, 1951, pp. 422–423.
  28. ↑ Berger, 1951, pp. 369–372.
  29. ↑ Berger, 1951, p. 412.
  30. ↑ Berger, 1951, pp. 433–436.
  31. ↑ Berger, 1951, p. 446.
  32. ↑ Berger, 1951, pp. 493–495.
  33. ↑ Dunlap, 2015b.
  34. ↑ Berger, 1951, pp. 510–515.
  35. ↑ Berger, 1951, pp. 522–523.
  36. ↑ Berger, 1951, pp. 541–542.
  37. ↑ Talese, 1981, p. 289.
  38. ↑ Talese, 1981, p. 27.
  39. ↑ Talese, 1981, p. 343.
  40. ↑ Talese, 1981, pp. 364–368.
  41. ↑ Talese, 1981, p. 396.
  42. ↑ Talese, 1981, pp. 380–383.
  43. ↑ Talese, 1981, pp. 403–405.
  44. ↑ Dunlap, 2017c.
  45. ↑ Liptak, 2021.
  46. ↑ Talese, 1981, p. 545.
  47. ↑ Chokshi, 2017.
  48. ↑ Phelps, 2009, pp. 166–169.
  49. ↑ Phelps, 2009, pp. 186–187.
  50. ↑ Phelps, 2009, p. 191.
  51. ↑ Phelps, 2009, p. 189.
  52. ↑ Nagourney, 2023, pp. 22–24.
  53. ↑ Dunlap, 2015a.
  54. ↑ Dewar, 1978.
  55. ↑ Stetson, 1978.
  56. ↑ Nagourney, 2023, pp. 54–56.
  57. ↑ Nagourney, 2023, p. 131.
  58. ↑ Nagourney, 2023, pp. 146–148.
  59. ↑ Dunlap, 2017a.
  60. ↑ Nagourney, 2023, pp. 173–175.
  61. ↑ Nagourney, 2023, pp. 181–182.
  62. ↑ Farhi, 2015.
  63. ↑ Nagourney, 2023, pp. 186–190.
  64. ↑ Nagourney, 2023, pp. 221–222.
  65. ↑ Nagourney, 2023, p. 249.
  66. ↑ Mnookin, 2004, p. 61.
  67. ↑ Nagourney, 2023, pp. 255–256.
  68. ↑ Nagourney, 2023, pp. 276–278.
  69. ↑ Nagourney, 2023, p. 281.
  70. ↑ Sullivan, 2013a.
  71. ↑ Mnookin, 2004, p. 171.
  72. ↑ Mnookin, 2004, p. 183.
  73. ↑ Mnookin, 2004, pp. 210–212.
  74. ↑ Mnookin, 2004, p. 217.
  75. ↑ Nagourney, 2023, pp. 340–343.
  76. ↑ Nagourney, 2023, pp. 354–355.
  77. ↑ Nagourney, 2023, pp. 361–363.
  78. ↑ Nagourney, 2023, pp. 374–376.
  79. ↑ Nagourney, 2023, pp. 378–381.
  80. ↑ Nagourney, 2023, pp. 382–383.
  81. ↑ Timmer, 2010.
  82. ↑ Nagourney, 2023, p. 398.
  83. ↑ Nagourney, 2023, p. 401.
  84. ↑ Nagourney, 2023, p. 413.
  85. ↑ Nagourney, 2023, pp. 414–416.
  86. ↑ Carr e Somaiya, 2014.
  87. ↑ Kirby, 2017.
  88. ↑ Associated Press, 2016.
  89. ↑ Davis e Grynbaum, 2017.
  90. ↑ Kantor e Twohey, 2017.
  91. ↑ Pai e Grady, 2020.
  92. ↑ Diaz, 2022b.
  93. ↑ CBS News, 2017.
  94. ↑ Victor, 2017.
  95. ↑ Schmidt, 2017.
  96. ↑ Ember, 2017b.
  97. ↑ Stelter, 2018.
  98. ↑ Shear, 2020.
  99. ↑ Lee e Quealy, 2016.
  100. ↑ Farhi, 2019.
  101. ↑ Barstow, Craig, Buettner e Twohey, 2016.
  102. ↑ Barstow, Craig e Buettner, 2018.
  103. ↑ Buettner, Craig e McIntire, 2020.
  104. ↑ Williams e Fehr, 2021.
  105. ↑ Grippe, 2020.
  106. ↑ Patel, 2023.
  107. ↑ Kafka, 2022a.
  108. ↑ Berger, 1951, p. 31.
  109. ↑ Berger, 1951, p. 105.
  110. ↑ The New York Times, 1935.
  111. ↑ The New York Times, 1968.
  112. ↑ The New York Times, 1963.
  113. ↑ Haberman, 2012.
  114. ↑ Ember, 2017b.
  115. ↑ Grynbaum, 2022a.
  116. ↑ Grynbaum e Windolf, 2022.
  117. ↑ Bruell, 2023b.
  118. ↑ Robertson e Koblin, 2023.
  119. ↑ Manjoo, 2023.
  120. ↑ Gallogly, 2023.
  121. ↑ The New York Times, 2015b.
  122. ↑ Farago, 2022.
  123. ↑ The New York Times, 2022b.
  124. ↑ Nocera, 2012.
  125. ↑ Barker e Fontanella-Khan, 2022.
  126. ↑ Ellison, 2007.
  127. ↑ Lee, 2020.
  128. ↑ Patel, 2023.
  129. ↑ Fischer, 2023.
  130. ↑ The New York Times, 2022a.
  131. ↑ Calame, 2007.
  132. ↑ The New York Times, 2018a.
  133. ↑ The New York Times, 1999.
  134. ↑ Moore, 2021.
  135. ↑ The New York Times Company, 2023c.
  136. ↑ The New York Times Company, 2022a.
  137. ↑ The New York Times Company, 2022k.
  138. ↑ The New York Times Company, 2019d.
  139. ↑ Korach, 2023.
  140. ↑ Edwin Warfield, "The New York Times Names Adam Ellick Brazil Bureau Chief, Ana Ionova Correspondent". CityBiz, 23 de julho de 2026.
  141. ↑ The New York Times Company, 2021f.
  142. ↑ The New York Times Company, 2022b.
  143. ↑ The New York Times Company, 2022e.
  144. ↑ The New York Times Company, 2020b.
  145. ↑ The New York Times Company, 2021b.
  146. ↑ The New York Times Company, 2020f.
  147. ↑ The New York Times Company, 2024b.
  148. ↑ The New York Times Company, 2021a.
  149. ↑ The New York Times Company, 2022g.
  150. ↑ The New York Times Company, 2022i.
  151. ↑ The New York Times Company, 2020e.
  152. ↑ The New York Times Company, 2021c.
  153. ↑ The New York Times Company, 2019a.
  154. ↑ The New York Times Company, 2022h.
  155. ↑ Mazzei, 2021.
  156. ↑ The New York Times Company, 2023b.
  157. ↑ The New York Times Company, 2020f.
  158. ↑ The New York Times Company, 2022j.
  159. ↑ The New York Times Company, 2022l.
  160. ↑ The New York Times Company, 2019c.
  161. ↑ The New York Times Company, 2023a.
  162. ↑ The New York Times Company, 2020d.
  163. ↑ The New York Times Company, 2022m.
  164. ↑ The New York Times Company, 2017a.
  165. ↑ Knight, 2023.
  166. ↑ The New York Times Company, 2019b.
  167. ↑ The New York Times Company, 2021d.
  168. ↑ The New York Times Company, 2021e.
  169. ↑ Seo, 2022.
  170. ↑ The New York Times Company, 2022b.
  171. ↑ The New York Times Company, 2024a.
  172. ↑ Takenaga, 2019.
  173. ↑ The New York Times Company, 2022c.
  174. ↑ The New York Times Company, 2024c.
  175. ↑ The New York Times Company, 2022d.
  176. ↑ Dennis Hevesi, "Paul Montgomery, Former New York Times Reporter, Is Dead at 72". The New York Times, 17 de outubro de 2008.
  177. ↑ "Columbia's Cabot Prizes Honor Four Journalists Who Cover Latin America". Columbia University Record, 11 de setembro de 1998.
  178. ↑ Larry Rohter, Deu no New York Times: o Brasil segundo a ótica de um repórter do jornal mais influente do mundo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.
  179. ↑ Heloiza Golbspan Herckovitz, "Lula VS. Larry Rohter: Misconceptions in international coverage". Brazilian Journalism Research, vol. 3, n.º 1, 2007, pp. 155–171. DOI 10.25200/BJR.v3n1.2007.105.
  180. ↑ Gareth Chetwynd, "Brazil expels New York Times reporter for offensive story". The Guardian, 13 de maio de 2004.
  181. ↑ Jennifer Prather, "NY Times Brazil Bureau Chief to Discuss South America". Duke University, 9 de novembro de 2016.
  182. ↑ "Simon Romero". Pulitzer Center.
  183. ↑ The New York Times Company, 2021g.
  184. ↑ Edwin Warfield, "The New York Times Names Adam Ellick Brazil Bureau Chief, Ana Ionova Correspondent". CityBiz, 23 de julho de 2026.
  185. ↑ Edwin Warfield, "The New York Times Names Adam Ellick Brazil Bureau Chief, Ana Ionova Correspondent". CityBiz, 23 de julho de 2026.
  186. ↑ "The New York Times/Folhateen". Folha de S.Paulo, 23 de maio de 2010.
  187. ↑ "Folha abriga nova plataforma do 'New York Times' em português". Folha de S.Paulo, 22 de setembro de 2015.
  188. ↑ Bennet, 2020.
  189. ↑ The New York Times, 1922.
  190. ↑ The New York Times, 1937.
  191. ↑ The New York Times, 1938.
  192. ↑ McQuiston, 1977.
  193. ↑ McFadden, 2001a.
  194. ↑ The New York Times, 1986.
  195. ↑ Roberts, 2017.
  196. ↑ McFadden, 2001b.
  197. ↑ Seelye, 2006.
  198. ↑ Dunlap, 2016b.
  199. ↑ Tracy, 2020.
  200. ↑ The New York Times, 2018b.
  201. ↑ Tracy, 2021.
  202. ↑ The New York Times, 2015b.
  203. ↑ Dunlap, 2016b.
  204. ↑ Adams, Louttit e Taylor, 2016.
  205. ↑ The Editorial Board, 2020.
  206. ↑ Williamson, 2016.
  207. ↑ Robertson e Fandos, 2024.
  208. ↑ Fu, 2021.
  209. ↑ Berger, 1951, p. 496.
  210. ↑ Izadi, 2022.
  211. ↑ Ember, 2017a.
  212. ↑ The New York Times, 2022c.
  213. ↑ McCreesh, 2022.
  214. ↑ Robertson, 2023a.
  215. ↑ Robertson, 2022.
  216. ↑ Wagner, 2024b.
  217. ↑ Robertson, 2025.
  218. ↑ Robertson, 2025.
  219. ↑ Kafka e Molla, 2017.
  220. ↑ Kafka, 2022b.
  221. ↑ Sorkin, 2011.
  222. ↑ DealBook, 2006.
  223. ↑ Barnett, 2010.
  224. ↑ The New York Times, 2023.
  225. ↑ The New York Times, 2020.
  226. ↑ Sorkin et al., 2021.
  227. ↑ Marantz, 2022.
  228. ↑ Kim, 2022.
  229. ↑ The New York Times, 2023.
  230. ↑ Stelter, 2010.
  231. ↑ Silver, 2010.
  232. ↑ Carr, 2011.
  233. ↑ Tracy, 2012.
  234. ↑ Stelter, 2013.
  235. ↑ Sullivan, 2013b.
  236. ↑ Tracy, 2013.
  237. ↑ McDuling, 2014.
  238. ↑ Leonhardt, 2014.
  239. ↑ Wilson, 2015.
  240. ↑ Wilson, 2020.
  241. ↑ The New York Times Company, 2016.
  242. ↑ The New York Times Company, 2022f.
  243. ↑ Spayd, 2016.
  244. ↑ Blake, 2014.
  245. ↑ Nagourney, 2023, p. 464.
  246. ↑ Tani, 2024.
  247. ↑ Scahill e Grim, 2024.
  248. ↑ Writers Against the War on Gaza, 2024.
  249. ↑ Richard F. Shepard, "Bambi Is a Stag and Tubas Don't Go 'Pah-Pah': The Ins and Outs of Across and Down". The New York Times Magazine, 16 de fevereiro de 1992. Consultado em 24 de maio de 2026.
  250. ↑ Hesser, 2010a.
  251. ↑ Hesser, 2010b, p. 1.
  252. ↑ Disis, 2018.
  253. ↑ Reuters, 2010.
  254. ↑ Wilson, 2014.
  255. ↑ Smith, 2016.
  256. ↑ Disis, 2018.
  257. ↑ Gapper, 2022.
  258. ↑ Disis, 2018.
  259. ↑ Fitts e Eddy, 2023.
  260. ↑ Weinstein, 2019.
  261. ↑ Opam, 2016.
  262. ↑ Haddon, 2018.
  263. ↑ Chan, 2022.
  264. ↑ The New York Times, 2009.
  265. ↑ Asimov, 2021.
  266. ↑ Allen, 2014.
  267. ↑ Vincent, 2018.
  268. ↑ Cotler e Sandhaus, 2016.
  269. ↑ Chayka, 2019.
  270. ↑ Vnenchak, 2014.
  271. ↑ Myers, 2012.
  272. ↑ Miller, 2017.
  273. ↑ Edmonds, 2018.
  274. ↑ Miller, 2017.
  275. ↑ Ciocca, 2018.
  276. ↑ Ciocca e Sisson, 2019.
  277. ↑ Kallaur, 2016.
  278. ↑ Branigin, 2023.
  279. ↑ Stevens, 2022.
  280. ↑ Padnani e Chambers, 2020.
  281. ↑ Bonner, 2011.
  282. ↑ Corbett, 2017.
  283. ↑ Padnani e Chambers, 2020.
  284. ↑ Corbett, 2015.
  285. ↑ Bagli, 2016.
  286. ↑ Sanneh, 2007.
  287. ↑ Stolberg, 2004.
  288. ↑ Herszenhorn, 2010.
  289. ↑ Eskin, 2016.
  290. ↑ LaFrance, 2017.
  291. ↑ Grynbaum, 2018.
  292. ↑ Diaz, 2022a.
  293. ↑ Hiltner, 2017b.
  294. ↑ Chiu, 2019.
  295. ↑ Bulik, 2016.
  296. ↑ Symonds, 2017.
  297. ↑ Dunlap, 2017b.
  298. ↑ Dunlap, 2023c.
  299. ↑ Dunlap, 2014c.
  300. ↑ Dunlap, 2023a.
  301. ↑ Rosen, 2014.
  302. ↑ Dunlap, 2016f.
  303. ↑ Reuters, 1985.
  304. ↑ The New York Times Company, 2020a, p. 22.
  305. ↑ Ernst e Vecsey, 2020.
  306. ↑ Sondern, 2021.
  307. ↑ Dunlap, 2016e.
  308. ↑ Goldfarb, 2015.
  309. ↑ Tompkins, 2015.
  310. ↑ Nelson, 2015.
  311. ↑ Goldfarb, 2015.
  312. ↑ Kludt, 2015.
  313. ↑ Peterson, 1997.
  314. ↑ Lee, Koppel e Quick, 2017.
  315. ↑ Van Syckle, 2018.
  316. ↑ Dunlap, 2023b.
  317. ↑ Dunlap, 2016d.
  318. ↑ Apcar, 2006.
  319. ↑ Willis, 2008.
  320. ↑ McNulty, 2008.
  321. ↑ Chittum, 2010.
  322. ↑ Sorrel, 2010.
  323. ↑ Schramm, 2011.
  324. ↑ Heater, 2012a.
  325. ↑ Heater, 2012b.
  326. ↑ D'Orazio, 2013.
  327. ↑ Meyer, 2014b.
  328. ↑ Wilson, 2014.
  329. ↑ Williams, 2014.
  330. ↑ Schneier, 2020.
  331. ↑ Bisley, 2017.
  332. ↑ Paul, 2015.
  333. ↑ Barbaro, 2017.
  334. ↑ Quah, 2022.
  335. ↑ Alex Weprin, "The New York Times' 'The Daily' Hires Two New Co-Hosts to Join Michael Barbaro". The Hollywood Reporter, 24 de abril de 2025.
  336. ↑ Alex Weprin, "Inside The New York Times' Next Big Bet: 'The Interview'". The Hollywood Reporter, 23 de abril de 2024.
  337. ↑ Smith, 2021.
  338. ↑ Khalid, 2023.
  339. ↑ Gómez-García e de la Hera Conde-Pumpido, 2023, p. 451.
  340. ↑ Usher, 2014, p. 150.
  341. ↑ Amlen, 2020.
  342. ↑ Lippman, 2020.
  343. ↑ Sarkar, 2019.
  344. ↑ The New York Times Company, 2023d.
  345. ↑ Morris, 2023.
  346. ↑ Peters, 2023c.
  347. ↑ Levine, 2024.
  348. ↑ Pisani, 2022.
  349. ↑ Klein, 2023d.
  350. ↑ Bruell, 2023a.
  351. ↑ Klein, 2023d.
  352. ↑ Machkovech, 2022.
  353. ↑ Mukherjee e Datta, 2022.
  354. ↑ Hollister, 2022.
  355. ↑ Carpenter, 2022.
  356. ↑ Hicks, 2022.
  357. ↑ Orland, 2023.
  358. ↑ Orland, 2022.
  359. ↑ Ellison, 2022.
  360. ↑ Polgreen, 2016.
  361. ↑ Yu, 2016.
  362. ↑ Archibold, 2018.
  363. ↑ Budasoff, 2019.
  364. ↑ McGinley, 2023.
  365. ↑ Narea, 2019.
  366. ↑ Valdeón, 2023.
  367. ↑ Haughney, 2012.
  368. ↑ Bradsher, 2012.
  369. ↑ Grynbaum, 2022b.
  370. ↑ Bradsher, 2012.
  371. ↑ Goodin, 2015.
  372. ↑ Benner e Wee, 2017.
  373. ↑ Ax, 2023.
  374. ↑ Folkenflik, 2022.
  375. ↑ Martin e Hansen, 1998, p. 7.
  376. ↑ Schwarz, 2012, p. 29.
  377. ↑ Sterling, 2009, p. 1020.
  378. ↑ Communications and Digital Committee, 2008, p. 123.
  379. ↑ de Visé, 2022.
  380. ↑ Hicks e Wang, 2013.
  381. ↑ Timmer, 2023.
  382. ↑ Norman, 2023.
  383. ↑ Sullivan, 2018.
  384. ↑ George e Waldfogel, 2006, p. 446.
  385. ↑ George e Waldfogel, 2006, p. 435.
  386. ↑ Smith, 2020a.
  387. ↑ Matt Viser, "Attempted Objectivity: An Analysis of the New York Times and Ha'aretz and their Portrayals of the Palestinian-Israeli Conflict". The International Journal of Press/Politics, vol. 8, n.º 4, setembro de 2003, pp. 114–120. DOI 10.1177/1081180X03256999.
  388. ↑ Barbie Zelizer, David Park e David Gudelunas, "How Bias Shapes the News: Challenging the New York Times' Status as a Newspaper of Record on the Middle East". Journalism, vol. 3, n.º 3, dezembro de 2002, pp. 283–307. DOI 10.1177/146488490200300305.
  389. ↑ Holly M. Jackson, "The New York Times distorts the Palestinian struggle: A case study of anti-Palestinian bias in US news coverage of the First and Second Palestinian Intifadas". Media, War & Conflict, vol. 17, n.º 1, 2023, pp. 116–135. DOI 10.1177/17506352231178148.
  390. ↑ Eytan Gilboa e Lilac Sigan, "The New York Times coverage of the Israel-Hamas war: errors, omissions, and poor editorial supervision". Israel Affairs, vol. 30, n.º 5, 2 de setembro de 2024, pp. 939–957. DOI 10.1080/13537121.2024.2394292.
  391. ↑ Alterman, 2023.
  392. 1 2 Raffi Berg, "New York Times defends journalist after Israel threatens to sue". BBC, 15 de maio de 2026. Consultado em 5 de agosto de 2026.
  393. ↑ Ari Paul, "NYT Suppressed Genocide Discussion When It Could Have Made a Difference". FAIR, 4 de agosto de 2025. Consultado em 7 de outubro de 2025.
  394. ↑ Folkenflik, 2024.
  395. ↑ Scahill e Grim, 2024.
  396. ↑ Scahill e Grim, 2024.
  397. ↑ Abby Monteil, "Three LGBTQ+ Writers and Editors Have Left the 'New York Times' Over Its Coverage of Gaza". Them, 17 de novembro de 2023. Consultado em 27 de maio de 2025.
  398. ↑ Al Jazeera, 2024.
  399. ↑ Scahill, Grim e Boguslaw, 2024.
  400. ↑ Wagner, 2024a.
  401. ↑ Bruell, 2024.
  402. ↑ Jake Offenhartz, "Protesters stage sit-in at New York Times headquarters to call for cease-fire in Gaza". Associated Press, 10 de novembro de 2023. Cópia arquivada.
  403. ↑ "Video: Antiwar Activists Accuse The New York Times of 'Manufacturing Consent' for Genocide in Gaza". The Indypendent. Consultado em 3 de abril de 2024.
  404. ↑ Chelsia Rose Marcius, "Police Arrest 3 in Connection With Vandalism of New York Times Building". The New York Times, 29 de setembro de 2025. Consultado em 7 de outubro de 2025.
  405. ↑ "Pro-Palestine protesters block New York Times distribution centre". Al Jazeera, 14 de março de 2024. Consultado em 16 de março de 2024.
  406. ↑ Danya Gainor, "Top New York Times editor's apartment building vandalized with paint and graffiti". CNN, 30 de agosto de 2025. Consultado em 7 de outubro de 2025.
  407. ↑ "Apartment building of New York Times executive editor vandalized with red paint". NBC News, 30 de agosto de 2025. Consultado em 7 de outubro de 2025.
  408. ↑ "Stealing the Voice of Authority". The Baffler, 17 de abril de 2024. Consultado em 7 de outubro de 2025.
  409. ↑ "The New York Times: Boycott, Divest, Unsubscribe". Consultado em 28 de outubro de 2025.
  410. 1 2 James Folta, "300+ pledge to boycott the New York Times' op-ed page over their anti-Palestinian bias". Literary Hub, 27 de outubro de 2025. Consultado em 28 de outubro de 2025.
  411. 1 2 "Over 150 New York Times contributors to boycott paper over Gaza coverage". Middle East Eye. Consultado em 28 de outubro de 2025.
  412. ↑ Daniel Adelson, "About 300 public figures announce boycott of New York Times over 'biased coverage' in Gaza". Ynet, 27 de outubro de 2025. Consultado em 28 de outubro de 2025.
  413. ↑ Linda Dayan, "Public Figures Demand The New York Times Retract Reporting on Sexual Assault on Oct. 7". Haaretz, 28 de outubro de 2025.
  414. ↑ The New York Times, 2015c.
  415. ↑ Lopez, 2015.
  416. ↑ Oladipo, 2023.
  417. ↑ Klein, 2023a.
  418. ↑ Migdon, 2023.
  419. ↑ Yurcaba, 2023.
  420. ↑ Kalish, 2023.
  421. ↑ Yang, 2023.
  422. ↑ Abby Monteil, "Former New York Times Editor Says Paper's Anti-Trans Slant Came From the Top". Them, 2 de janeiro de 2026. Consultado em 7 de janeiro de 2026.
  423. ↑ Amelia Hansford, "Ex-New York Times editor claims senior staff are 'militantly' anti-trans". PinkNews, 2 de janeiro de 2026. Consultado em 7 de janeiro de 2026.
  424. ↑ Amelia Hansford, "The New York Times insists trans reporting is fair and accurate". PinkNews, 6 de janeiro de 2026. Consultado em 7 de janeiro de 2026.
  425. ↑ "Fact-Checking False Claims About Our Gender Identity Coverage". The New York Times Company, 5 de janeiro de 2026. Consultado em 7 de janeiro de 2026.
  426. ↑ "NYT editors: Paper 'will not tolerate' its journalists protesting coverage of transgender people". The Hill, 16 de fevereiro de 2023. Consultado em 7 de janeiro de 2026.
  427. ↑ "Alejandra Caraballo". Dame, 17 de junho de 2026. Consultado em 25 de junho de 2026.
  428. ↑ Alejandra Caraballo, "Exclusive: How The New York Times Changed Its Coverage of Trans People". The Dissident, 19 de junho de 2026. Consultado em 25 de junho de 2026.
  429. ↑ Christopher Wiggins, "The New York Times helped turn trans rights into political controversy, analysis finds". The Advocate, 21 de junho de 2026. Consultado em 25 de junho de 2026.
  430. ↑ Poppy-Jay St. Palmer, "Study claims New York Times helped create political controversy over trans rights". PinkNews, 25 de junho de 2026. Consultado em 25 de junho de 2026.

Obras citadas

[editar | editar código]

The New York Times e textos publicados pelo jornal

[editar | editar código]

The New York Times Company

[editar | editar código]
  • Berger, 1951. Meyer Berger, The Story of the New York Times, 1851–1951. Nova Iorque: Simon & Schuster, 1951.
  • Davis, 1921. Elmer Davis, History of the New York Times: 1851–1921. 1921.
  • Hesser, 2010b. Amanda Hesser, The Essential New York Times Cookbook: Classic Recipes for a New Century. Nova Iorque: W. W. Norton & Company, 2010. ISBN 9780393061031.
  • Martin e Hansen, 1998. Shannon Martin e Kathleen Hansen, Newspapers of Record in a Digital Age: From Hot Type to Hot Link. Londres: Bloomsbury Academic, 1998. ISBN 9780275959609.
  • Mnookin, 2004. Seth Mnookin, Hard News: The Scandals at the New York Times and Their Meaning for American Media. Nova Iorque: Random House, 2004. ISBN 9780812972511.
  • Nagourney, 2023. Adam Nagourney, The Times: How the Newspaper of Record Survived Scandal, Scorn, and the Transformation of Journalism. Nova Iorque: Crown Publishing Group, 2023. ISBN 9780451499363.
  • Phelps, 2009. Robert Phelps, God and the Editor: My Search for Meaning at The New York Times. Syracuse: Syracuse University Press, 2009. ISBN 9780815609148.
  • Schwarz, 2012. Daniel Schwarz, End Times? Crises and Turmoil at The New York Times, 1999–2009. Albany: SUNY Press, 2012. ISBN 9781438438986.
  • Sterling, 2009. Christopher H. Sterling, Encyclopedia of Journalism, vol. 3. Nova Iorque: SAGE Publishing, 2009. ISBN 9780761929574.
  • Sullivan, 2022. Margaret Sullivan, Newsroom Confidential: Lessons and Worries from an Ink-Stained Life. Nova Iorque: St. Martin's Press, 2022. ISBN 9781250281906.
  • Talese, 1981. Gay Talese, The Kingdom and the Power, 2.ª ed. Cleveland: World Publishing Company, 1981.
  • Usher, 2014. Nikki Usher, Making News at the New York Times. Ann Arbor: University of Michigan Press, 2014. ISBN 9780472035960.

Relatórios

[editar | editar código]
  • Communications and Digital Committee, 2008. The ownership of the news. Communications and Digital Committee, 27 de junho de 2008.

Revistas e periódicos acadêmicos

[editar | editar código]

Artigos de outras publicações

[editar | editar código]

Leitura adicional

[editar | editar código]
The New York Times
Podcasts
Livros
  • David Folkenflik, Page One: Inside The New York Times and the Future of Journalism. PublicAffairs, 2011. ISBN 9781586489601.
  • S. J. Taylor, Stalin's Apologist: Walter Duranty: The New York Times's Man in Moscow. Oxford: Oxford University Press, 1990.
Artigos

Ligações externas

[editar | editar código]
Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Imagens e media no Commons