The New Yorker
Capa da primeira edição, de 21 de fevereiro de 1925, com a figura de um dândi, Eustace Tilley, criada por Rea Irvin[a] | |
| Editor | David Remnick |
|---|---|
| Categoria | Política, questões sociais, ficção curta, humor e cultura |
| Frequência | 47 edições por ano |
| Formato | 200 × 273 mm[1] |
| Circulação | Total: 1.319.919[2] |
| Editora | Condé Nast |
| Primeira edição | 21 de fevereiro de 1925 |
| Empresa | Advance Publications |
| País | |
| Baseada em | Nova Iorque |
| Idioma | inglês |
| Sítio | www |
| ISSN | 0028-792X (impresso) 2163-3827 (web) |
| OCLC | 320541675 |
The New Yorker é uma revista dos Estados Unidos dedicada a jornalismo, comentários, crítica, ensaios, ficção, sátira, cartuns e poesia. Foi fundada em 21 de fevereiro de 1925 por Harold Ross e sua esposa, Jane Grant, repórter do The New York Times. Ao lado do empresário Raoul H. Fleischmann, eles criaram a F-R Publishing Company e instalaram o primeiro escritório da revista em Manhattan. Ross permaneceu como editor até morrer, em 1951, e definiu o tom e os padrões editoriais da publicação. Entre esses padrões estava uma ampla operação de verificação de fatos.[3]
Embora suas resenhas e listas de eventos se concentrassem muitas vezes na atividade cultural de Nova Iorque, The New Yorker passou a publicar ensaios extensos, jornalismo literário, ficção e humor para leitores dos Estados Unidos e de outros países. Entre os autores publicados pela revista estão Truman Capote, Vladimir Nabokov e Alice Munro. No fim do século XX e início do XXI, a revista adaptou-se ao meio digital sem abandonar a edição impressa. Seu arquivo passou a ficar disponível pela Internet e foi criada uma versão digital da publicação. David Remnick é editor de The New Yorker desde 1998.
The New Yorker publica 47 edições por ano, cinco delas cobrindo períodos de duas semanas. Suas capas são ilustradas e muitas tratam de acontecimentos ou temas de sua época. Entre elas está View of the World from 9th Avenue.[4] A revista publica comentários sobre cultura popular e aspectos excêntricos da cultura dos Estados Unidos, contos e resenhas literárias, reportagens investigativas sobre política e questões sociais e cartuns de um único quadro. Seu processo editorial mantém verificação de fatos e revisão de texto detalhadas.[5][6] Em um estudo do Pew Research Center de 2012, The New Yorker, The Atlantic e Harper's Magazine tiveram as maiores proporções de leitores com formação universitária entre os principais veículos de comunicação pesquisados nos Estados Unidos.[7] Desde 2014, primeiro ano em que revistas puderam concorrer ao Prêmio Pulitzer, a publicação recebeu onze prêmios.[8]
Visão geral e história
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The New Yorker foi fundada por Harold Ross (1892–1951) e sua esposa Jane Grant (1892–1972), repórter do New York Times, e estreou em 21 de fevereiro de 1925. Ross queria criar uma revista de humor sofisticado que se diferenciasse de publicações que ele julgava antiquadas ou simplórias, como Judge, onde havia trabalhado, e a antiga Life. Ross associou-se ao empresário Raoul H. Fleischmann, fundador da General Baking Company,[9] para criar a F-R Publishing Company. Os primeiros escritórios da revista funcionavam no número 25 da West 45th Street, em Manhattan. Ross editou a publicação até morrer, em 1951. Nos primeiros anos, quando sua sobrevivência financeira nem sempre estava garantida, a revista cultivou uma imagem cosmopolita e sofisticada. Em um prospecto de 1925, Ross escreveu: "Ela anunciou que não é editada para a velha senhora de Dubuque".[10]
A revista manteve o humor, mas logo abriu amplo espaço para ficção, ensaios e jornalismo de tom sério. Pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, o ensaio Hiroshima, de John Hersey, ocupou uma edição inteira. The New Yorker publicou contos de muitos escritores dos séculos XX e XXI, entre eles Ann Beattie, Sally Benson, Maeve Brennan, Truman Capote, Rachel Carson, John Cheever, Roald Dahl, Mavis Gallant, Geoffrey Hellman, Ernest Hemingway, Stephen King, Ruth McKenney, John McNulty, Joseph Mitchell, Lorrie Moore, Alice Munro, Haruki Murakami, Vladimir Nabokov, John O'Hara, Dorothy Parker, S. J. Perelman, Philip Roth, George Saunders, J. D. Salinger, Irwin Shaw, James Thurber, John Updike, Eudora Welty e E. B. White. A publicação de "The Lottery", de Shirley Jackson, gerou mais correspondência de leitores do que qualquer outro conto publicado pela revista.[11]
Os textos de não ficção, que costumam ocupar a maior parte de uma edição, abordam assuntos bastante diferentes entre si. Já trataram, por exemplo, do evangelista Creflo Dollar,[12] das diferentes formas pelas quais os seres humanos percebem a passagem do tempo[13] e da síndrome de Münchhausen por procuração.[14]
A publicação conserva práticas editoriais próprias. Na seção Profiles, publicou perfis de pessoas como Ernest Hemingway, Henry R. Luce, Marlon Brando, o restaurateur de Hollywood Michael Romanoff, o mágico Ricky Jay e os matemáticos David e Gregory Chudnovsky. Outras seções antigas são "Goings on About Town", uma relação de eventos culturais e de entretenimento em Nova Iorque, e "The Talk of the Town", um folhetim ou conjunto de textos curtos, muitas vezes formado por vinhetas humorísticas, excêntricas ou fantasiosas sobre a cidade. Mais recentemente, "The Talk of the Town" costuma começar com um comentário de assunto sério. Por muitos anos, recortes de jornais com erros engraçados, duplos sentidos involuntários ou metáforas mal misturadas, sob o título "Block That Metaphor", foram usados para preencher espaços, acompanhados de uma réplica espirituosa. A revista não publica um expediente com uma lista completa de editores e funcionários. Apesar das mudanças, manteve durante décadas muitos elementos de sua tipografia, diagramação, capas e ilustrações. A Advance Publications, empresa de mídia pertencente a Samuel Irving Newhouse Jr., comprou a revista em 1985[15] por US$ 200 milhões, quando ela faturava menos de US$ 6 milhões por ano.[16]
Ross foi sucedido por William Shawn, editor de 1951 a 1987. Vieram depois Robert Gottlieb, entre 1987 e 1992, e Tina Brown, entre 1992 e 1998. David Remnick sucedeu Brown em julho de 1998.[17]
Entre os autores de não ficção que começaram a escrever para a revista durante o período de Shawn estavam Dwight Macdonald, Kenneth Tynan e Hannah Arendt. A reportagem de Arendt intitulada Eichmann em Jerusalém saiu primeiro na revista[18] e depois foi publicada em livro.[19]
O período de Tina Brown gerou mais controvérsia do que os de Gottlieb e até de Shawn. Brown tinha grande exposição pública, enquanto Shawn era extremamente tímido e introvertido, e ela alterou uma revista cuja aparência havia mudado pouco durante cerca de meio século. Introduziu cores nas páginas editoriais, anos antes de The New York Times, e passou a usar fotografias, reduziu a quantidade de texto por página e adotou uma diagramação mais moderna. Também ampliou a cobertura de acontecimentos recentes, celebridades e magnatas empresariais. Pequenos textos foram espalhados pela seção "Goings on About Town", entre eles uma coluna mais ousada sobre a vida noturna de Manhattan.
Desde o fim da década de 1990, The New Yorker usa a Internet para publicar material recente e de arquivo. Seu site oferece parte do conteúdo da edição em circulação, além de material exclusivo para a web. Assinantes podem acessar on-line a edição completa e o arquivo das edições anteriores, apresentadas com a aparência que tinham originalmente em papel. Os cartuns também podem ser comprados pela Internet. Em 2014, a revista abriu temporariamente seu arquivo on-line, ampliou seus planos para o site e lançou um modelo de assinatura com barreira de pagamento. Nicholas Thompson, então editor da versão digital, disse: "O que estamos tentando fazer é criar um site que seja para a Internet o que a revista é para todas as outras revistas".[20] O arquivo integral foi digitalizado em 2025, durante os projetos editoriais do centenário da revista.[21]
A equipe editorial da revista sindicalizou-se em 2018. A The New Yorker Union assinou sua primeira convenção coletiva de trabalho em 2021.[22]
Revistas semelhantes e recepção
[editar | editar código]O formato de The New Yorker inspirou revistas como The Brooklynite, publicada de 1926 a 1930, The Chicagoan, de 1926 a 1935, e a parisiense The Boulevardier, de 1927 a 1932.[23][24][25]
Kurt Vonnegut afirmou que a revista funcionava como um meio eficaz de apresentar literatura moderna a um público amplo.[26] Tom Wolfe escreveu: "O estilo New Yorker era de uma subestimação vagarosa e sinuosa, espirituosa quando estava em modo humorístico, tautológica e litótica quando séria, constantemente ampliada, qualificada, esboçada, matizada e rematizada, até que as páginas cinza-claras da revista se tornassem triunfos do alto barroco da oração relativa e do modificador apositivo".[27]
Joseph Rosenblum, ao resenhar About Town, de Ben Yagoda, uma história da revista entre 1925 e 1985, escreveu: "The New Yorker realmente criou seu próprio universo. Como escreveu a Yagoda um leitor de longa data, era um lugar 'onde Peter DeVries ... estava eternamente erguendo uma taça de Piesporter, onde Niccolò Tucci, de paletó de jantar de veludo cor de ameixa, flertava em italiano com Muriel Spark, onde Nabokov bebia um Porto castanho de uma taça prismática, enquanto uma borboleta Vanessa atalanta pousava em seu dedo mínimo, e onde John Updike tropeçava nos sapatos suíços do mestre, desculpando-se com charme'".[28]
Apoios em eleições presidenciais dos Estados Unidos
[editar | editar código]Em 1 de novembro de 2004, a revista apoiou pela primeira vez um candidato à presidência dos Estados Unidos. Escolheu o democrata John Kerry em vez do presidente republicano George W. Bush.[29]
| Ano | Candidato apoiado | Resultado | Outro candidato principal | Referência |
|---|---|---|---|---|
| 2004 | John Kerry | Derrota | George W. Bush | [30] |
| 2008 | Barack Obama | Eleito | John McCain | [31] |
| 2012 | Barack Obama | Eleito | Mitt Romney | [32] |
| 2016 | Hillary Clinton | Derrota | Donald Trump | [33] |
| 2020 | Joe Biden | Eleito | Donald Trump | [34] |
| 2024 | Kamala Harris | Derrota | Donald Trump | [35] |
Cartuns
[editar | editar código]The New Yorker publica cartuns, normalmente piadas visuais de um único quadro, desde sua primeira edição, em 1925. Por muitos anos, seu editor de cartuns foi Lee Lorenz, que começou a desenhar profissionalmente em 1956 e tornou-se colaborador contratado da revista em 1958.[36] Depois de trabalhar como editor de arte entre 1973 e 1993, quando foi substituído por Françoise Mouly, Lorenz permaneceu editor de cartuns até 1998. Seu livro The Art of the New Yorker: 1925–1995, publicado pela Knopf em 1995, foi o primeiro levantamento abrangente da produção gráfica da revista. Em 1998, Robert Mankoff assumiu a edição de cartuns e organizou pelo menos catorze coletâneas de desenhos de The New Yorker. Mankoff também costumava escrever um pequeno texto para cada livro sobre o processo de criação ou a escolha dos cartuns publicados. Ele deixou a revista em 2017.[37]
Entre os desenhistas publicados pela revista estão Charles Addams, Peter Arno, Charles Barsotti, George Booth, Roz Chast, Tom Cheney, Sam Cobean, Leo Cullum, Richard Decker, Pia Guerra, J. B. Handelsman, Helen E. Hokinson, Pete Holmes, Ed Koren, Reginald Marsh, Mary Petty, George Price, Charles Saxon, Burr Shafer, Otto Soglow, William Steig, Saul Steinberg, James Stevenson, James Thurber e Gahan Wilson.
Muitos dos primeiros cartunistas da revista não escreviam as legendas de seus próprios desenhos. Em The Years with Ross, Thurber relata as reuniões semanais de arte em que os cartuns enviados na semana anterior eram levados da sala de correspondência para que Ross, os editores e alguns redatores os examinassem. Parte era rejeitada ou devolvida aos artistas para mudanças. Outros desenhos eram aceitos e recebiam legendas criadas pela equipe. Alguns artistas contratavam seus próprios redatores. Hokinson contratou James Reid Parker em 1931. Brendan Gill contou em Here at The New Yorker que, no início da década de 1940, a qualidade dos desenhos enviados à revista pareceu melhorar. Mais tarde, descobriu-se que o office boy, o adolescente Truman Capote, vinha trabalhando por conta própria como uma espécie de editor de arte, deixando no fundo da mesa os trabalhos de que não gostava.[38]
Alguns cartuns alcançaram circulação muito além da revista. Um desenho de 1928 de Carl Rose, com legenda de E. B. White, mostra uma mãe dizendo à filha: "É brócolis, querida". A menina responde: "Eu digo que é espinafre e digo que vá para o inferno". A expressão "I say it's spinach" entrou no uso popular em inglês. Três anos depois, o musical da Broadway Face the Music trouxe a canção de Irving Berlin "I Say It's Spinach (And the Hell with It)".[39] A expressão inglesa "back to the drawing board", equivalente a voltar à etapa de planejamento depois de um fracasso, difundiu-se a partir de um cartum de Peter Arno de 1941. Nele, um engenheiro se afasta de um avião acidentado e diz: "Bem, de volta à velha prancheta".[40][41]
O cartum mais reimpresso é o desenho de Peter Steiner de 1993 em que dois cães estão diante de um computador e um deles diz: "Na Internet, ninguém sabe que você é um cachorro". Mankoff afirmou que Steiner e a revista dividiram mais de US$ 100 mil em taxas de licenciamento e reprodução desse único desenho, com mais da metade do valor destinada a Steiner.[42][43]
Ao longo de sete décadas foram publicadas muitas coletâneas de capa dura dos cartuns da revista. Em 2004, Mankoff organizou The Complete Cartoons of The New Yorker, volume de 656 páginas que reúne 2.004 desenhos selecionados entre os publicados ao longo de oitenta anos. A edição acompanhava dois CDs com todos os 68.647 cartuns publicados pela revista até então.[44] O conjunto permite procurar cartuns pelo nome do artista ou pelo ano. Entre os desenhistas de gerações mais recentes estão Pat Byrnes, J. C. Duffy, Liana Finck, Emily Flake, Robert Leighton, Michael Maslin, Julia Suits e P. C. Vey. Will McPhail disse que, no começo, "simplesmente copiava Calvin e Haroldo, Bill Watterson, e desenhava olhinhos de pontos".[45] A ideia de que alguns cartuns de The New Yorker têm conclusões tão indiretas que se tornam incompreensíveis virou um enredo secundário no episódio "The Cartoon", de Seinfeld.[46] A dificuldade de publicar um cartum na revista também virou piada no episódio "The Sweetest Apu", de Os Simpsons.[47]
Em abril de 2005, a revista passou a usar a última página de cada edição para o "The New Yorker Cartoon Caption Contest". Toda semana é publicado um cartum sem legenda feito por um dos desenhistas regulares da revista. Os leitores enviam propostas de legenda e três são escolhidas como finalistas. O público vota na vencedora. Pessoas com 13 anos ou mais podem participar ou votar. No início, o vencedor recebia uma impressão do desenho com a legenda escolhida, assinada pelo artista, mas essa prática foi encerrada.[48] Em 2017, depois da saída de Bob Mankoff, Emma Allen tornou-se a pessoa mais jovem e a primeira mulher a ocupar o cargo de editora de cartuns da revista.[49]
Jornalismo em quadrinhos
[editar | editar código]Desde 1993, a revista publica ocasionalmente trabalhos de jornalismo em quadrinhos, também chamados de "sketchbook reports",[50] entre os autores estão Marisa Acocella Marchetto, Barry Blitt, Sue Coe, Robert Crumb e Aline Kominsky-Crumb, Jules Feiffer, Ben Katchor, Carol Lay, Gary Panter, Art Spiegelman, Mark Alan Stamaty e Ronald Wimberly.[51]
Palavras cruzadas e quebra-cabeças
[editar | editar código]Em abril de 2018, The New Yorker lançou uma série de palavras cruzadas com um novo jogo publicado às segundas-feiras. Depois criou outra palavra cruzada para o fim de semana, publicada às sextas-feiras, e retomou os quebra-cabeças crípticos que haviam circulado na revista no fim da década de 1990. Em junho de 2021, passou a publicar um novo críptico por semana.[52] Em julho daquele ano, lançou o Name Drop, jogo de perguntas e respostas publicado on-line nos dias úteis.[53] Em março de 2022, as palavras cruzadas on-line passaram a sair em todos os dias úteis, com dificuldade decrescente de segunda a quinta-feira e jogos temáticos às sextas-feiras.[54]
Os jogos são preparados por uma equipe rotativa de treze autores e incorporam cartuns ao processo de resolução. A edição de Natal de 2019 trouxe uma palavra cruzada de Patrick Berry em que os cartuns funcionavam como pistas e as respostas eram suas legendas. Em dezembro de 2019, Liz Maynes-Aminzade foi nomeada a primeira editora de quebra-cabeças e jogos de The New Yorker.[55]
Eustace Tilley
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A primeira capa da revista mostra um dândi observando uma borboleta através de um monóculo. O desenho foi feito por Rea Irvin, primeiro editor de arte da publicação, a partir de uma caricatura de 1834 do conde d'Orsay reproduzida na 11.ª edição da Encyclopædia Britannica.[56] A figura da capa passou a ser chamada Eustace Tilley. Corey Ford criou o personagem para The New Yorker. Tilley protagonizou uma série intitulada "The Making of a Magazine", iniciada na parte interna da capa da edição de 8 de agosto daquele primeiro verão. Nessa série, ele era mais jovem que a figura da capa original. Sua cartola seguia uma moda mais recente e não tinha a aba recurvada. Usava fraque e calças formais listradas. Ford tomou o sobrenome Tilley de uma tia e escolheu "Eustace" simplesmente porque gostava de como o nome soava.[57][58]
Tilley passou a funcionar como mascote informal de The New Yorker e aparece com frequência em suas páginas e em material promocional. Tradicionalmente, a ilustração original de Irvin volta à capa na edição mais próxima do aniversário de 21 de fevereiro. Em algumas ocasiões, a revista usou no lugar dela uma nova variação do personagem.[59]
Capas
[editar | editar código]As capas de The New Yorker são tradicionalmente ilustradas e muitas abordam assuntos ligados ao momento de publicação. Até 2025, apenas duas capas haviam usado fotografia.[60]
Capa "View of the World"
[editar | editar código]Saul Steinberg produziu 85 capas e 642 desenhos e ilustrações internas para a revista. Seu trabalho mais difundido é provavelmente a capa da edição de 29 de março de 1976,[61] chamada mais frequentemente de "View of the World from 9th Avenue" e, às vezes, de "A Parochial New Yorker's View of the World" ou "A New Yorker's View of the World". O desenho apresenta um mapa do mundo visto pela perspectiva caricatural de nova-iorquinos excessivamente concentrados em sua própria cidade.
A ilustração é dividida em duas partes. Na metade inferior aparecem a Nona Avenida e a Décima Avenida, em Manhattan, e o Rio Hudson. A metade superior contém o restante do mundo. A parte dos Estados Unidos além de Nova Iorque ocupa aproximadamente o espaço visual de três quarteirões da cidade e tem forma quadrada. Uma estreita faixa marrom junto ao Hudson representa a "Jersey". Nomes de cinco cidades, Los Angeles, Washington, D.C., Las Vegas, Kansas City e Chicago, e de três estados, Texas, Utah e Nebraska, aparecem espalhados entre algumas formações rochosas. O Oceano Pacífico, talvez metade mais largo que o Hudson no desenho, separa os Estados Unidos de três massas de terra achatadas identificadas como China, Japão e Rússia.
A imagem, que brinca com a ideia que os nova-iorquinos teriam de sua posição no mundo, ou com a forma pela qual pessoas de fora enxergariam essa autoimagem, deu origem a muitas imitações. Uma delas foi o pôster do filme de 1984 Moscow on the Hudson. O cartaz levou ao processo Steinberg v. Columbia Pictures Industries, Inc., 663 F. Supp. 706, julgado em 1987 pelo Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova Iorque. A decisão concluiu que a Columbia Pictures havia violado os direitos autorais de Steinberg.
Barry Blitt retomou a composição na capa de The New Yorker de 6 de outubro de 2008. Nela, Sarah Palin olha pela janela e vê apenas o Alasca, com a Rússia ao fundo.[62] A capa de The Economist de 21 de março de 2009, "How China sees the World", também retomou o desenho de Steinberg, desta vez com a perspectiva a partir da avenida Chang'an, em Pequim.[63]
11 de setembro
[editar | editar código]Contratado por Tina Brown em 1992, Art Spiegelman trabalhou para The New Yorker durante dez anos e deixou a revista alguns meses depois dos ataques de 11 de setembro. Spiegelman e Françoise Mouly receberam ampla atenção por sua capa da edição de 24 de setembro de 2001. A American Society of Magazine Editors a colocou entre as dez melhores capas de revistas dos quarenta anos anteriores:
Françoise Mouly, editora de capas da New Yorker, reposicionou as silhuetas de Art Spiegelman, inspiradas nas pinturas preto sobre preto de Ad Reinhardt, para que a antena da Torre Norte interrompesse o "W" do logotipo da revista. Spiegelman queria enxergar o vazio e encontrar na imagem terrível, e ao mesmo tempo carregada de assombro, tudo o que desapareceu em 11 de setembro. As silhuetas das Torres Gêmeas foram impressas com uma quinta tinta preta sobre um campo negro formado pelas quatro tintas comuns da impressão colorida. Um verniz transparente sobreimpresso ajuda a criar as imagens fantasmagóricas que permanecem, insistindo em sua presença em meio ao preto.
À primeira vista, a capa parece inteiramente preta. Uma observação mais atenta revela as silhuetas das torres do World Trade Center em um tom ainda mais escuro. Em determinadas condições, as formas só ficam visíveis quando a revista é inclinada em direção a uma fonte de luz.[64] Em setembro de 2004, Spiegelman voltou à imagem na capa de seu livro À Sombra das Torres Ausentes.
"New Yorkistan"
[editar | editar código]Em dezembro de 2001, a revista publicou uma capa de Maira Kalman e Rick Meyerowitz com um mapa de Nova Iorque no qual os bairros recebem nomes humorísticos inspirados em topônimos do Oriente Médio e da Ásia Central e em características ou nomes reais dos bairros, como "Fuhgeddabouditstan" e "Botoxia". A imagem encontrou grande público depois dos ataques de 11 de setembro e tornou-se uma impressão e um pôster populares.[65][66]
Capas controversas
[editar | editar código]Crown Heights em 1993
[editar | editar código]Na edição do Dia dos Namorados de 1993, Spiegelman desenhou uma mulher negra e um homem judeu chassídico se beijando, numa referência aos distúrbios de Crown Heights de 1991.[67][68] A capa recebeu críticas de comentaristas negros e judeus.[69] Jack Salzman e Cornel West chamaram a reação à imagem de "primeira controvérsia nacional" da revista.[70]
Sátira e controvérsia da capa de Obama em 2008
[editar | editar código]Em 21 de julho de 2008, "The Politics of Fear", cartum de Barry Blitt, foi publicado na capa de The New Yorker. A imagem mostra Barack Obama, então provável candidato presidencial do Partido Democrata, vestindo um turbante e roupas associadas a muitos muçulmanos e cumprimentando a esposa, Michelle Obama, com os punhos. Ela é retratada com cabelo afro, calças de camuflagem militar e um fuzil de assalto nas costas. Os dois estão no Salão Oval. Um retrato de Osama bin Laden está pendurado na parede e uma bandeira dos Estados Unidos queima na lareira.[71] A paródia teve como uma de suas referências a apresentadora E. D. Hill, da Fox News, que havia reformulado um comentário publicado na Internet e perguntado se um gesto dos Obama poderia ser um "terrorist fist jab".[72][73] O contrato de Hill não foi renovado mais tarde naquele ano.[74]
Muitos leitores interpretaram a imagem como uma sátira à "política do medo", título da capa. Alguns apoiadores de Obama e seu provável adversário republicano, John McCain, acusaram a revista de publicar um desenho incendiário cuja ironia poderia passar despercebida. David Remnick entendeu que o exagero das imagens deixava clara a intenção satírica.[75][76] Remnick afirmou: "A intenção da capa é satirizar os ataques, rumores e concepções equivocadas, cruéis e racistas, sobre os Obama que circulam pela blogosfera e aparecem nas pesquisas de opinião. O que procuramos fazer foi reunir todas essas imagens, que são todas exageradas, e lançar sobre elas uma espécie de luz dura, satirizá-las".[77]
Obama respondeu: "Bem, sei que foi uma tentativa de sátira de The New Yorker... Não acho que tenham sido inteiramente bem-sucedidos". Ele citou seus esforços para desmentir as alegações retratadas na capa e disse que elas eram "na verdade um insulto contra os muçulmanos americanos".[78][79] The Daily Show deu continuidade ao argumento da capa com uma montagem de trechos de veículos jornalísticos que haviam reproduzido estereótipos semelhantes sobre Obama.[80] Em 3 de outubro de 2008, Entertainment Weekly publicou uma paródia da capa com Jon Stewart como Barack e Stephen Colbert como Michelle.[81]
As capas de The New Yorker nem sempre têm relação direta com o conteúdo da edição. A reportagem sobre Obama publicada naquele número não discutia os ataques e rumores satirizados por Blitt, mas a trajetória política do candidato. A revista apoiou Obama para presidente mais tarde naquele ano.
Capa de Bert e Ernie em 2013
[editar | editar código]Em 8 de julho de 2013, The New Yorker publicou "Moment of Joy", capa de Jack Hunter com os personagens Bert e Ernie, de Sesame Street. A edição tratava, entre outros assuntos, das decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a Lei de Defesa do Matrimônio e a Proposição 8 da Califórnia.[82] Uma lenda urbana há muito apresenta Bert e Ernie como parceiros românticos. A Sesame Workshop negou essa interpretação e afirmou que os personagens são "fantoches" e não têm orientação sexual.[83] A Slate criticou a imagem, na qual Ernie se apoia no ombro de Bert diante de uma televisão que mostra os ministros da Suprema Corte, chamando-a de "uma forma terrível de comemorar uma grande vitória dos direitos civis de casais gays e lésbicos". O HuffPost, por sua vez, chamou-a de "uma das capas mais incríveis de todos os tempos" da revista.[84]
Capa "The Race for Office" de 2023
[editar | editar código]A capa de 2 de outubro de 2023, intitulada "The Race for Office", mostra Donald Trump, Mitch McConnell, Nancy Pelosi e Joe Biden participando de uma corrida eleitoral com andadores. A saúde mental ou física desses e de outros políticos de idade avançada havia sido alvo de questionamentos, sobretudo quando concorriam à reeleição.[85][86][87][88] Parte do público entendeu a capa como sátira dessa questão. Outros a criticaram por considerá-la uma manifestação de capacitismo e etarismo contra idosos e usuários de andadores.[89][90] The New Yorker afirmou que a imagem "retrata a ironia e o absurdo dos políticos de idade avançada que disputam nossos cargos mais altos".[91]
Estilo
[editar | editar código]A tipografia usada no logotipo, nos títulos e no cabeçalho da seção "The Talk of the Town" chama-se Irvin, em referência a seu criador, o designer e ilustrador Rea Irvin. Irvin adaptou as letras para a revista em 1925, e o desenho permaneceu em uso nas décadas seguintes.[92] O texto corrido dos artigos é composto em Adobe Caslon.[93]
Uma particularidade do manual interno da revista é o uso do trema em palavras inglesas com vogais repetidas, como reëlected, preëminent e coöperate, para indicar que as duas vogais pertencem a sílabas diferentes.[94][95][96] A revista conserva também grafias pouco usadas no inglês americano, como fuelled, focussed, venders e teen-ager,[97] além de traveller, marvellous e carrousel,[98] e cannister.[99]
A revista escreve por extenso até mesmo valores monetários muito altos. Assim, pode usar em inglês "two million three hundred thousand dollars" no lugar de "US$ 2,3 milhões".[100]
Verificação de fatos
[editar | editar código]Em 1927, The New Yorker publicou um artigo sobre Edna St. Vincent Millay com erros factuais. A mãe de Millay ameaçou processar a revista por difamação.[101] A publicação criou, em resposta, procedimentos extensos de verificação de fatos, que já faziam parte de seu funcionamento editorial na década de 1940.[102] Em 2019, a Columbia Journalism Review escreveu que "nenhuma publicação foi identificada de forma tão constante com sua rigorosa verificação de fatos".[101] Em 2025, cerca de trinta pessoas trabalhavam no departamento.[103]
Pelo menos dois processos por difamação foram movidos por causa de textos publicados pela revista. Em nenhum deles o autor da ação venceu. Dois artigos de Janet Malcolm publicados em 1983 sobre a obra de Sigmund Freud levaram o escritor Jeffrey Moussaieff Masson a processá-la. Ele alegou que Malcolm havia inventado declarações atribuídas a ele.[104] Depois de anos de procedimentos e recursos, um júri decidiu a favor de Malcolm em 1994.[105]
Em 2010, David Grann escreveu para a revista sobre o especialista em arte Peter Paul Biro e examinou com ceticismo os métodos que Biro dizia usar para reconhecer falsificações.[106] Biro processou The New Yorker e outros veículos que haviam repercutido a reportagem. O processo foi rejeitado sumariamente.[106][107][108][109]
Leitores
[editar | editar código]Uma estimativa de público baseada em levantamento da MediaMark Research em 2009 calculou que o leitor médio de The New Yorker tinha 47,8 anos e renda familiar anual de US$ 91.359.[110] No mesmo período, a renda familiar média nos Estados Unidos era de US$ 58.898.[110]
Politicamente, os leitores da revista tendem ao liberalismo. Em pesquisa do Pew Research Center publicada em 2014, 77% dos leitores de The New Yorker situavam seus valores políticos à esquerda do centro e 52% foram classificados na pesquisa como "consistentemente liberais".[111]
Livros sobre The New Yorker
[editar | editar código]- Ross and The New Yorker, de Dale Kramer (1951)
- The Years with Ross, de James Thurber (1959)
- Ross, The New Yorker and Me, de Jane Grant (1968)
- Here at The New Yorker, de Brendan Gill (1975)
- About the New Yorker and Me, de E. J. Kahn (1979)
- Onward and Upward: A Biography of Katharine S. White, de Linda H. Davis (1987)
- At Seventy: More about The New Yorker and Me, de E. J. Kahn (1988)
- Katharine and E. B. White: An Affectionate Memoir, de Isabel Russell (1988)
- The Last Days of The New Yorker, de Gigi Mahon (1989)
- The Smart Magazines: Fifty Years of Literary Revelry and High Jinks at Vanity Fair, the New Yorker, Life, Esquire, and the Smart Set, de George H. Douglas (1991)
- Genius in Disguise: Harold Ross of the New Yorker, de Thomas Kunkel (1997)
- Here But Not Here: My Life with William Shawn and The New Yorker, de Lillian Ross (1998)
- Remembering Mr. Shawn's New Yorker: The Invisible Art of Editing, de Ved Mehta (1998)
- Some Times in America: And a Life in a Year at The New Yorker, de Alexander Chancellor (1999)
- The World Through a Monocle: The New Yorker at Midcentury, de Mary F. Corey (1999)
- About Town: The New Yorker and the World It Made, de Ben Yagoda (2000)
- Covering the New Yorker: Cutting-Edge Covers from a Literary Institution, de Françoise Mouly (2000)
- Defining New Yorker Humor, de Judith Yaross Lee (2000)
- Gone: The Last Days of The New Yorker, de Renata Adler (2000)
- Letters from the Editor: The New Yorker's Harold Ross, organizado por Thomas Kunkel (2000, cartas de 1917 a 1951)
- New Yorker Profiles 1925–1992: A Bibliography, compilado por Gail Shivel (2000)
- NoBrow: The Culture of Marketing – the Marketing of Culture, de John Seabrook (2000)
- Fierce Pajamas: An Anthology of Humor Writing from The New Yorker, de David Remnick e Henry Finder (2002)
- Christmas at The New Yorker: Stories, Poems, Humor, and Art (2003)
- A Life of Privilege, Mostly, de Gardner Botsford (2003)
- Maeve Brennan: Homesick at The New Yorker, de Angela Bourke (2004)
- Better than Sane, de Alison Rose (2004)
- Let Me Finish, de Roger Angell (Harcourt, 2006)
- The Receptionist: An Education at The New Yorker, de Janet Groth (2012)
- My Mistake: A Memoir, de Daniel Menaker (2013)
- Between You & Me: Confessions of a Comma Queen, de Mary Norris (2015)
- Cast of Characters: Wolcott Gibbs, E. B. White, James Thurber and the Golden Age of The New Yorker, de Thomas Vinciguerra (2015)
- Peter Arno: The Mad, Mad World of The New Yorker's Greatest Cartoonist, de Michael Maslin (2016)
- The World She Edited: Katharine S. White at The New Yorker, de Amy Reading (2024)
- Irish Writers and The New Yorker in the Mid-Twentieth Century, de Yen-Chi Wu (2026)
The New Yorker no cinema
[editar | editar código]A revista e sua trajetória inspiraram filmes, e textos de ficção e não ficção publicados em suas páginas foram adaptados para o cinema. The New Yorker também distribui curtas-metragens em sua série Screening Room. Produções dessa série aparecem com frequência entre os concorrentes ao Oscar.[112]
Filmes sobre The New Yorker
[editar | editar código]Em Mrs. Parker and the Vicious Circle, filme sobre a Algonquin Round Table com Jennifer Jason Leigh no papel de Dorothy Parker, Sam Robards interpreta Harold Ross tentando conseguir apoio para a revista recém-criada.
William Shawn, antigo editor da revista, é retratado em Capote (2005), Infamous (2006) e Hannah Arendt (2012).
O documentário Very Semi-Serious, de 2015, dirigido por Leah Wolchok e produzido por Wolchok e Davina Pardo, da Redora Films, acompanha os bastidores da produção de cartuns de The New Yorker.[113]
Lista de filmes sobre The New Yorker
[editar | editar código]- Mrs. Parker and the Vicious Circle (1994)
- James Thurber: The Life and Hard Times (2000)
- Joe Gould's Secret (2000)
- Top Hat and Tales: Harold Ross and the Making of the New Yorker (2001)[114][115]
- Very Semi-Serious (2015)
- The New Yorker at 100 (2025), documentário sobre o centenário da revista
- The French Dispatch (2021), de Wes Anderson, é uma homenagem explícita à revista.[116] O filme é formado por longas "reportagens", cada uma inspirada no estilo de diferentes colaboradores de The New Yorker.
Filmes baseados em textos de The New Yorker
[editar | editar código]Muitos filmes foram adaptados de textos publicados originalmente em The New Yorker. Entre eles estão O Segredo de Brokeback Mountain (2005), baseado no conto de Annie Proulx publicado na edição de 13 de outubro de 1997,[117] As Horas (2002), adaptação do romance The Hours, de Michael Cunningham, publicado em 1998 e anteriormente apresentado em trecho na revista,[118] e Adaptation (2002), cujo roteiro de Charlie Kaufman partiu de The Orchid Thief, de Susan Orlean, livro derivado de uma reportagem da revista.[119]
| Ano | Título | Direção | Texto original e edição |
|---|---|---|---|
| 2026 | Coyote vs. Acme | Dave Green | "Coyote v. Acme", de Ian Frazier, 26 de fevereiro de 1990[120] |
| 2022 | Spiderhead | Joseph Kosinski | "Escape from Spiderhead", de George Saunders, 20 e 27 de dezembro de 2010[121] |
| 2013 | A Vida Secreta de Walter Mitty1 | Ben Stiller | "The Secret Life of Walter Mitty", de James Thurber, 11 de março de 1939[122] |
| 2008 | Flash of Genius | Marc Abraham | "The Flash of Genius", de John Seabrook, 11 de janeiro de 1993[123] |
| 2006 | Away from Her | Sarah Polley | "The Bear Came Over the Mountain", de Alice Munro, 27 de dezembro de 1999[124] |
| 2006 | The Namesake | Mira Nair | "Gogol", de Jhumpa Lahiri, 16 de junho de 2003[125] |
| 2006 | The Bridge2 | Eric Steel | "Jumpers", de Tad Friend, 13 de outubro de 2003[126] |
| 2005 | O Segredo de Brokeback Mountain | Ang Lee | "Brokeback Mountain", de Annie Proulx, 13 de outubro de 1997[127] |
| 2005 | Everything Is Illuminated | Liev Schreiber | "The Very Rigid Search", de Jonathan Safran Foer, 18 de junho de 2001[128] |
| 2002 | As Horas | Stephen Daldry | "A Room at the Normandy", de Michael Cunningham, 21 de setembro de 1998[129] |
| 2002 | Adaptation | Spike Jonze | "Orchid Fever", de Susan Orlean, 23 de janeiro de 1995[130] |
| 2001 | Iris | Richard Eyre | "Elegy for Iris", de John Bayley, 27 de julho de 1998[131] |
| 1999 | As Cinzas de Ângela | Alan Parker | "Sorry for Your Troubles", de Frank McCourt, 10 de junho de 1996[132] |
| 1999 | Boys Don't Cry | Kimberly Peirce | "The Humboldt Murders", de John Gregory Dunne, 13 de janeiro de 1997[133] |
| 1991 | A Família Addams3 | Barry Sonnenfeld | Trabalhos de Charles Addams |
| 1989 | Casualties of War | Brian De Palma | "Casualties of War", de Daniel Lang, 18 de outubro de 1969[134] |
| 1968 | The Swimmer | Frank Perry | "The Swimmer", de John Cheever, 18 de julho de 1964[135] |
| 1967 | A Sangue Frio | Richard Brooks | "In Cold Blood", de Truman Capote, 25 de setembro de 1965, serializado em quatro partes[136] |
| 1957 | Pal Joey | George Sidney | "Pal Joey", de John O'Hara, 22 de outubro de 1938, além de outros contos[137] |
| 1950 | Mister 880 | Edmund Goulding | "Old Eight Eighty", de St. Clair McKelway, 27 de agosto de 1949, serializado em três partes[138] |
| 1944 | Meet Me in St. Louis | Vincente Minnelli | "5135 Kensington", de Sally Benson, 14 de junho de 1941, além de outros contos[139] |
| 1941 | Junior Miss | George Seaton | "Junior Miss", de Sally Benson, 28 de outubro de 1939, além de outros contos[140] |
Notas
- Também é uma refilmagem do filme homônimo de 1947.
- Documentário.
- Inclui também a sequência A Família Addams 2 (1993) e adaptações posteriores, entre elas o filme de animação A Família Addams (2019) e a série da Netflix Wednesday, de 2022.
Ver também
[editar | editar código]- New York (revista), revista nova-iorquina distinta de The New Yorker
- Condé Nast, editora de The New Yorker
- Jornalismo literário, forma de reportagem publicada pela revista
- Jornalismo investigativo, uma das modalidades de reportagem presentes na publicação
Notas explicativas
[editar | editar código]- ↑ A caricatura, ou uma variação dela, foi usada na capa de todas as edições de aniversário até 2017. Naquele ano, em protesto contra a Ordem Executiva 13769, Tilley não foi retratado, embora uma variação tenha surgido duas edições depois. «The New Yorker February 13 & 20, 2017 Issue». The New Yorker. Consultado em 12 de março de 2018. Cópia arquivada em 10 de março de 2018 «The New Yorker March 6, 2017 Issue». The New Yorker. Consultado em 12 de março de 2018. Cópia arquivada em 10 de março de 2018
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