USA Today
Logotipo usado desde 2020 | |
Capa do jornal de Abril de 2015 | |
| Periodicidade | Diária, exceto aos sábados e domingos |
|---|---|
| Tipo | Jornal diário nacional |
| Formato | Standard |
| Sede | 1675 Broadway, 23.º andar Nova Iorque, NY 10019 |
| País | Estados Unidos |
| Fundação | 15 de setembro de 1982 |
| Fundador(es) | Allen Neuharth |
| Proprietário | USA Today Co. |
| Editor-chefe | Michael McCarter[1][2] |
| Conselho de redação | Diretora de conteúdo: Kristin Roberts[3] |
| Idioma | Inglês |
| Circulação | 89.200 exemplares impressos em média[4] 142.212 assinaturas apenas digitais, em 2023[5] |
| Publicações irmãs | Newsquest |
| ISSN | 0734-7456 |
| OCLC | OCLC 8799626 |
| Website | usatoday |
USA Today (frequentemente estilizado em letras maiúsculas[6]) é um jornal diário e uma empresa de radiodifusão jornalística dos Estados Unidos. Fundado por Allen Neuharth em 1980 e lançado em 14 de setembro de 1982, o jornal opera a partir da sede corporativa da USA Today Co., em Nova Iorque.[7] Sua edição impressa é produzida em 37 locais nos Estados Unidos e em outras cinco instalações no exterior. O projeto gráfico dinâmico do jornal influenciou o estilo de jornais locais, regionais e nacionais em diferentes países, com o uso de textos curtos, imagens coloridas, infográficos e matérias sobre cultura popular, entre outras características.[8][9]
Em 2026, o USA Today recebia mais de 134 milhões de visitas mensais em seu site.[10] Tinha a quarta maior tiragem impressa dos Estados Unidos, com 89.200 assinantes da edição impressa.[11] O jornal é distribuído nos 50 estados, em Washington, D.C. e em Porto Rico, enquanto uma edição internacional é distribuída na Ásia, no Canadá, na Europa e nas ilhas do Pacífico.[12]
História
[editar | editar código]Século XX
[editar | editar código]O USA Today foi concebido pela primeira vez em 29 de fevereiro de 1980, quando uma força-tarefa da empresa conhecida como "Project nn" reuniu-se com o então presidente da Gannett, Allen Neuharth, em Cocoa Beach, na Flórida. Entre os primeiros protótipos regionais do USA Today estava o East Bay Today, uma publicação de Oakland, Califórnia, lançada no fim da década de 1970 para funcionar como edição matutina do Oakland Tribune, um jornal vespertino que pertencia à Gannett.[13] Em 11 de junho de 1981, a Gannett imprimiu os primeiros protótipos da publicação proposta. As duas propostas de projeto gráfico foram enviadas a pessoas que eram notícia e a figuras do jornalismo para avaliação e comentários.[9][14] O conselho de administração da Gannett aprovou em 5 de dezembro de 1981 o lançamento do jornal nacional, que receberia o nome de USA Today. No lançamento, Neuharth foi nomeado presidente e publisher do jornal, acumulando essas funções com seu cargo de diretor-executivo da Gannett.[14][15]
A Gannett anunciou o lançamento do jornal em 20 de abril de 1982. O USA Today começou a ser publicado em 14 de setembro de 1982, inicialmente nas regiões metropolitanas de Baltimore e Washington, D.C.,[16][17] ao preço de 25 centavos de dólar nas bancas, equivalentes a 83 centavos em 2025. Depois que a primeira edição se esgotou, a Gannett ampliou gradualmente a distribuição nacional e chegou a uma tiragem estimada de 362.879 exemplares no fim de 1982, o dobro das vendas que a empresa havia projetado.[18]
O projeto gráfico incorporava de maneira pouco usual fotografias e elementos gráficos em cores. No início, somente as páginas iniciais da seção de notícias eram impressas em quatro cores, enquanto as demais usavam cores especiais. O estilo geral do jornal e o uso mais intenso de elementos gráficos, desenvolvidos por Neuharth com os designers George Rorick, Sam Ward, Suzy Parker, John Sherlock e Web Brya, foram ridicularizados por críticos, que chamaram a publicação de "McPaper" ou de "televisão em que se pode embrulhar peixe". O jornal adotava pequenas porções de informação, mais próximas do estilo dos noticiários de televisão, em vez das matérias extensas dos jornais tradicionais, algo que muitos no setor viam como um emburrecimento do conteúdo.[14][15][19] Embora em 1997 o USA Today só tivesse acumulado dez anos de lucratividade, sua aparência e seu estilo haviam sido adotados por jornais em diferentes partes do mundo.[20]
Durante a implantação do USA Today, a Gannett investiu em uma dispendiosa rede de gráficas e distribuição, o que permitia imprimir e distribuir o jornal rapidamente. Uma consequência foi a possibilidade de estabelecer um horário-limite mais tarde para a entrega das matérias pelos jornalistas. Assim, os resultados de partidas esportivas encerradas tarde da noite podiam entrar no jornal da manhã seguinte. A seção de esportes do USA Today, com sua coleção completa de resultados, recebeu boa acolhida e era vista como um dos principais atrativos da publicação.[21]
Em 2 de julho de 1984, o jornal passou de uma publicação predominantemente em preto e branco para o uso de fotografias e elementos gráficos em cores nas quatro seções. Na semana seguinte, em 10 de julho, o USA Today lançou uma edição internacional voltada aos leitores norte-americanos no exterior. Quatro meses depois, em 8 de outubro, começou a primeira transmissão por satélite de sua versão internacional para Singapura. Em 8 de abril de 1985, publicou seu primeiro suplemento especial, uma seção de 12 páginas chamada "Baseball '85", com uma prévia da temporada de 1985 da Major League Baseball.[14]
No quarto trimestre de 1985, o USA Today já era o segundo maior jornal dos Estados Unidos, com tiragem diária de 1,4 milhão de exemplares. Em 1987, o total de leitores diários havia alcançado 5,5 milhões, conforme estatísticas do Simmons Market Research Bureau, a maior audiência de qualquer jornal diário norte-americano. Em 6 de maio de 1986, o USA Today começou a produzir sua edição internacional na Suíça. O jornal operou com prejuízo durante a maior parte de seus primeiros quatro anos e acumulou um déficit total de US$ 233 milhões após os impostos. Dados divulgados pela Gannett em julho de 1987 mostraram que o jornal registrou seu primeiro lucro em maio de 1987, seis meses antes das projeções de receita da empresa.[14]
Em 29 de janeiro de 1988, o USA Today publicou a maior edição de sua trajetória, uma edição de fim de semana com 78 páginas e uma seção de prévia do Super Bowl XXII. O número tinha 44,38 páginas de publicidade e vendeu 2.114.055 exemplares, estabelecendo um recorde de vendas em um único dia para um jornal norte-americano. A marca foi superada sete meses depois, em 2 de setembro, quando a edição do fim de semana do Labor Day vendeu 2.257.734 exemplares. Em 15 de abril, o USA Today abriu um terceiro local de impressão internacional, em Hong Kong. A edição internacional bateu recordes de circulação e publicidade em agosto de 1988, durante a cobertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 1988, vendendo mais de 60 mil exemplares e cem páginas de publicidade.[14]
Em janeiro de 1989, o USA Today começou sua pesquisa sobre os comerciais de televisão exibidos durante o Super Bowl, chamada Super Bowl Ad Meter.[22][23]
Em julho de 1991, o Simmons Market Research Bureau estimava que o USA Today tinha quase 6,6 milhões de leitores diários, o maior número já alcançado pelo jornal e a maior audiência de qualquer jornal diário dos Estados Unidos. Em 1.º de setembro de 1991, o USA Today abriu em Londres seu quarto local de impressão da edição internacional, destinado ao Reino Unido e às Ilhas Britânicas.[14] A partir de 1.º de abril de 1994, a edição internacional passou a ser publicada de segunda a sexta-feira, em vez de terça a sábado, para atender viajantes a negócios. Em 1.º de fevereiro de 1995, o USA Today abriu sua primeira redação fora dos Estados Unidos, nas instalações de publicação de Hong Kong. Outras redações foram abertas em Londres e em Moscou em 1996.[14]
Em 17 de abril de 1995, o USA Today lançou seu site para oferecer cobertura jornalística em tempo real. Em junho de 2002, o site ganhou uma seção com informações de viagem e ferramentas de reserva. Em 28 de agosto de 1995, foi inaugurado em Frankfurt, na Alemanha, um quinto local de publicação internacional, destinado a imprimir e distribuir a edição internacional na maior parte da Europa.[14]
Em 4 de outubro de 1999, o USA Today passou a publicar anúncios em sua primeira página pela primeira vez.[14] Em 2017, algumas páginas do site do USA Today ofereciam reprodução automática de vídeo ou áudio em matérias com recursos multimídia.
Século XXI
[editar | editar código]Em 8 de fevereiro de 2000, a Gannett lançou o USA Today Live, iniciativa de televisão e internet criada para fornecer conteúdo do jornal a emissoras de televisão de todo o país, que poderiam utilizá-lo em seus telejornais locais e sites. A iniciativa também foi integrada ao site do USA Today, que deixou o formato baseado apenas em texto e passou a oferecer trechos de áudio e vídeo de conteúdo jornalístico.[14]
O jornal abriu um sexto local de impressão de sua edição internacional em 15 de maio de 2000, em Milão, na Itália. Em 10 de julho, inaugurou outra gráfica internacional em Charleroi, na Bélgica.[14]
Em 2001, foram lançadas duas iniciativas interativas. Em 19 de junho, o USA Today e a Gannett Newspapers lançaram a USA Today Careers Network, chamada posteriormente de Careers.com, um site com anúncios de emprego locais. Em 18 de julho, foi lançado o USA Today News Center, um serviço interativo de notícias para televisão criado em parceria com a On Command Corporation e distribuído em hotéis dos Estados Unidos. Em 12 de setembro daquele ano, o jornal bateu seu recorde de circulação em um único dia, com a venda de 3.638.600 exemplares da edição sobre os ataques de 11 de setembro. Em novembro, o USA Today transferiu suas operações da antiga sede corporativa da Gannett em Arlington, na Virgínia, para a nova sede da empresa em McLean, também na Virgínia.[14] A empresa transferiu sua sede para Nova Iorque em 2024.[7]
Em 2004, Jack Kelley, correspondente internacional sênior do USA Today, foi descoberto como autor de reportagens internacionais fabricadas durante a década anterior. Kelley pediu demissão.[24]
Em 12 de dezembro de 2005, a Gannett anunciou a fusão das operações separadas das redações digital e impressa do USA Today. Kinsey Wilson, então vice-presidente e editor-chefe do USAToday.com, foi promovido a coeditor-executivo ao lado do editor-executivo John Hillkirk.[14]
Em dezembro de 2010, o USA Today lançou a USA Today API para compartilhar dados com parceiros de diferentes tipos.[25]
Reestruturação da redação e alterações gráficas de 2011
[editar | editar código]Em 27 de agosto de 2010, o USA Today anunciou uma reorganização de sua redação e a demissão de 130 funcionários. O jornal também informou que reduziria sua atenção à edição impressa e daria mais ênfase às plataformas digitais, entre elas USAToday.com e seus aplicativos móveis, além de lançar uma nova publicação chamada USA Today Sports.[26]
Em 24 de janeiro de 2011, numa tentativa de reverter a queda de receita, o jornal apresentou um formato modificado para as páginas de abertura das seções. As mudanças traziam um logotipo maior no alto de cada página, alterações nas cores das primeiras páginas das seções, uma nova fonte sem serifa chamada Prelo em algumas manchetes principais, substituindo a Gulliver, usada nos títulos desde abril de 2000, uma versão atualizada do recurso "Newsline", com chamadas maiores e mais próximas de manchetes, e ajustes no tamanho dos cabeçalhos e nos espaços em branco para produzir uma aparência mais limpa.[27]
Reformulação de 2012
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Em 14 de setembro de 2012, o USA Today passou pela primeira grande reformulação de sua história, em comemoração aos 30 anos da primeira edição.[28] Desenvolvida em conjunto com a empresa de design de marcas Wolff Olins, a edição impressa ganhou uma página dedicada a tecnologia, ampliou a cobertura de viagens na seção Life e aumentou o número de páginas coloridas de cada edição, mantendo elementos que já faziam parte do jornal havia muitos anos.[29] O logotipo com um globo usado desde a criação do jornal foi substituído por outro com um grande círculo, apresentado em cores correspondentes a cada seção. O círculo funcionava como um infográfico variável, com imagens relacionadas às principais notícias do dia.[29][30]
O site do jornal também foi amplamente reformulado. A nova versão usava um sistema interno de gestão de conteúdo chamado Presto e um projeto da Fantasy Interactive. A navegação, inspirada no Flipboard, permitia alternar entre matérias individuais que ocultavam a maior parte das páginas principal e de seção. O site também incorporava publicidade em vídeo clicável e um projeto responsivo. A intenção era torná-lo mais interativo e rápido, oferecer unidades publicitárias de "alto impacto", conhecidas como Gravity, e permitir que a Gannett distribuísse conteúdo do USA Today nos sites de suas propriedades locais e vice-versa. Para isso, a Gannett Digital transferiu os sites de seus jornais e emissoras de televisão para a plataforma Presto. Os desenvolvedores criaram uma plataforma separada para dispositivos móveis e telas sensíveis ao toque. O anúncio Gravity ganhou o prêmio de Melhor Inovação Editorial em Publicidade da Digiday em 2016, depois de alcançar uma taxa de visualização completa de 80% em computadores e 96% em dispositivos móveis.[31][32]
Depois do relançamento, a equipe do USA Today Investigations ampliou seus planos para reportagens longas após o êxito da série Ghost Factories. As diferentes exigências de cada plataforma criaram dificuldades, já que o site móvel do USA Today não oferecia suporte específico para reportagens divididas em capítulos. Perto do fim de 2012, mais de um terço dos leitores do USA Today acessava o conteúdo apenas pelo celular, e a maior parte usava o site móvel, e não os aplicativos para iOS e Android, que adotavam uma estratégia publicitária mais recente e menos intrusiva. A Gannett Digital projetou, desenvolveu e lançou uma experiência móvel para reportagens longas junto com a série Locked Up, de Brad Heath, que recebeu o Tom Renner Award da Investigative Reporters and Editors em outubro de 2013.[33][34]
A atenção da Gannett Digital à experiência móvel rendeu diversos prêmios em 2012, entre eles o Eppy de Melhor Aplicativo Móvel, o Mobile Excellence de Melhor Experiência do Usuário, o MOBI de Conteúdo Editorial e o prêmio de Editora Móvel do Ano.[35][36][37]
O projeto do site do USA Today foi implantado em computadores, dispositivos móveis e televisores ao longo de 2013 e 2014, embora o conteúdo arquivado e acessível por motores de busca tenha continuado disponível no projeto anterior ao relançamento.[38][39]
Expansão e reestruturação em meados da década de 2010
[editar | editar código]Em 6 de outubro de 2013, a Gannett iniciou um teste com uma edição diária condensada do USA Today, parte de uma iniciativa chamada internamente de "Butterfly", distribuída como encarte em quatro de seus jornais: The Indianapolis Star, Democrat and Chronicle, The News-Press, de Fort Myers, na Flórida, e The Post-Crescent, de Appleton, no Wisconsin. O lançamento do encarte levou o USA Today a reorganizar suas operações para produzir conteúdo sete dias por semana, permitindo que notícias nacionais e internacionais e reportagens próprias fossem reunidas no encarte experimental. O suplemento tinha cerca de dez páginas nas edições de dias úteis e de sábado e até 22 nas edições de domingo. Em 11 de dezembro, a Gannett anunciou que lançaria formalmente a edição diária condensada do USA Today em outros 31 jornais locais até abril de 2014. The Desert Sun, de Palm Springs, na Califórnia, e The Advertiser, de Lafayette, na Louisiana, foram os primeiros jornais fora do grupo experimental a receber o suplemento, em 15 de dezembro. A empresa citou a "reação positiva" dos leitores e anunciantes dos quatro jornais iniciais. A Alliance for Audited Media permitiu que a Gannett somasse a circulação do encarte local distribuído por sindicação à circulação total da edição nacional principal do USA Today.[40][41]
Em 4 de janeiro de 2014, o USA Today comprou o site de avaliações de produtos Reviewed.[42][14] No primeiro trimestre de 2014, a Gannett introduziu o encarte condensado do USA Today em outros 31 jornais de sua rede, elevando o total para 35. A iniciativa pretendia reforçar a circulação depois de o jornal recuperar, em outubro de 2013, sua posição de diário de dias úteis com maior circulação nos Estados Unidos.[40][43] Em 3 de setembro de 2014, o USA Today anunciou a demissão de aproximadamente 70 funcionários em uma reestruturação de sua redação e das operações comerciais.[44] Em outubro de 2014, o USA Today e a OpenWager Inc. fizeram uma parceria para lançar um aplicativo móvel de bingo chamado USA Today Bingo Cruise.[45][46]
Em 3 de dezembro de 2015, a Gannett lançou formalmente a USA Today Network, um serviço nacional de coleta digital de notícias que compartilhava conteúdo entre o USA Today e os 92 jornais locais da empresa nos Estados Unidos, além de reunir serviços publicitários em escala local e nacional. O Courier Journal havia lançado discretamente o serviço em um programa experimental iniciado em 17 de novembro, junto com uma reformulação visual do jornal de Louisville, no Kentucky. As outras propriedades jornalísticas locais da Gannett, assim como os títulos comprados com a fusão com o Journal Media Group, começaram gradualmente a se apresentar como integrantes da USA Today Network até o início de janeiro de 2016, abandonando o nome Gannett, exceto quando necessário para indicar a propriedade.[47][48][49]
No fim da década de 2010, com a queda da tiragem impressa, a Gannett reduziu sua extensa e cara rede de distribuição. Passou a trabalhar com prazos mais curtos e a imprimir os exemplares restantes em menos instalações, embora isso pudesse exigir o transporte por distâncias maiores para que o jornal continuasse disponível pela manhã.[21]
Em maio de 2021, o USA Today implantou um paywall em parte de suas matérias na internet.[50]
Em 16 de junho de 2022, foi divulgado que o USA Today havia retirado 23 artigos da jornalista Gabriela Miranda. Uma investigação sobre uma de suas matérias levou a uma apuração interna que concluiu que Miranda havia inventado fontes em textos sobre a legislação texana conhecida como Texas Heartbeat Act, questões relativas às mulheres ucranianas durante a invasão russa da Ucrânia e um artigo sobre protetor solar. Miranda pediu demissão.[51][52][53]
Em 4 de novembro de 2025, a Gannett anunciou que mudaria seu nome para USA Today Co. em 18 de novembro daquele ano e que seu código de negociação na bolsa passaria de GCI para TDAY, devido à propriedade do jornal USA Today.[54][55][56]
Projeto gráfico e formato
[editar | editar código]Na principal edição distribuída nos Estados Unidos e no Canadá, cada número contém quatro seções: News ("Notícias"), a seção inicial, Money ("Dinheiro"), Sports ("Esportes") e Life ("Vida"). Desde março de 1998, a edição de sexta-feira de Life é dividida em duas partes. A seção regular de Life, com o subtítulo Weekend e identificada como seção E, concentra-se em entretenimento e traz críticas e programação de televisão, uma coluna sobre DVD, críticas de cinema e tendências. A outra parte é um suplemento de viagens chamado Destinations & Diversions, identificado como seção D. A edição internacional tem duas seções, uma reunindo News e Money e outra reunindo Sports e Life.
O jornal não é impresso aos sábados nem aos domingos. A edição de sexta-feira funciona como edição de fim de semana. O USA Today já publicou edições especiais de sábado e domingo. O primeiro número publicado durante um fim de semana normal do calendário saiu em 19 de janeiro de 1991, quando uma edição "Extra" de sábado atualizou a cobertura da Guerra do Golfo do dia anterior. O jornal publicou edições especiais durante sete dias da semana pela primeira vez em 19 de julho de 1996, quando preparou números destinados exclusivamente à cidade-sede de Atlanta e às áreas vizinhas durante as duas semanas dos Jogos Olímpicos de Verão de 1996.[14] O USA Today imprime cada matéria completa na primeira página de sua respectiva seção, com exceção da matéria de capa. Esta é mais longa e continua em outra página, normalmente a seguinte da mesma seção. Em certos dias, a seção de notícias ou de esportes ocupa duas seções físicas do jornal e há uma segunda matéria de capa na parte adicional.
Cada seção é diferenciada por uma cor em um quadro no canto superior esquerdo da primeira página. As cores principais são azul para News, seção A, verde para Money, seção B, vermelho para Sports, seção C, e roxo para Life, seção D. Nos primeiros anos, Life e Money também usavam cabeçalhos e cores especiais em azul, já que as impressoras das instalações do USA Today ainda não comportavam as outras cores necessárias para distinguir as quatro seções originais.[57] O laranja é empregado em suplementos, identificados como seções E ou posteriores, publicados ocasionalmente sobre tendências de viagens de negócios e os Jogos Olímpicos. Outros suplementos esportivos, entre eles os dedicados à prévia do PGA Tour, aos torneios de basquete da NCAA, às corridas automobilísticas do Memorial Day, as 500 Milhas de Indianápolis e a Coca-Cola 600, à abertura da temporada da NFL e ao Super Bowl, também usavam laranja, mas depois passaram a adotar o vermelho habitual da seção de esportes. Para reforçar a associação com o USA Today, a Gannett incorporou o esquema de cores do jornal a um pacote padronizado de elementos gráficos de televisão, introduzido gradualmente nas emissoras do grupo a partir do fim de 2012. Em julho de 2015, essas emissoras foram separadas na empresa independente de mídia digital e radiodifusão Tegna. O pacote utilizava as cores em gráficos com a sequência de matérias na maioria das emissoras, durante todo o telejornal, e em vinhetas relacionadas aos temas de cada matéria.[58]
Diferentemente de outros jornais, o quarto esquerdo de cada seção é ocupado por "reefers", pequenos textos na primeira página que remetem a matérias das páginas internas,[59] às vezes com chamadas do tamanho de uma frase. O principal deles é "Newsline", na capa, com resumos das manchetes das quatro seções principais e dos eventuais suplementos. Como jornal nacional, o USA Today não pode concentrar sua previsão do tempo em uma única cidade. Por isso, toda a última página da seção News é usada para mapas meteorológicos dos Estados Unidos continentais, de Porto Rico e das Ilhas Virgens Americanas, além de listas de temperaturas de muitas cidades norte-americanas e de outros países. As temperaturas de cidades individuais no mapa principal e nas listas recebem um código de uma ou duas letras, como "t" para tempestades, que corresponde às condições meteorológicas previstas. O mapa colorido foi criado pelo designer George Rorick, que deixou o USA Today em 1986 para assumir função semelhante no The Detroit News. O modelo foi copiado por jornais em diversos países e rompeu com o estilo então tradicional, baseado em contornos monocromáticos ou textos simples para apresentar as faixas de temperatura.[19][60] A página traz ainda mapas nacionais de precipitação para os três dias seguintes, cinco dias antes da reformulação de 2012, previsões para quatro dias e índices de qualidade do ar de 36 grandes cidades norte-americanas, 16 antes de 1999. Cada cidade recebe uma cor correspondente à faixa de temperatura da área em que se encontra no mapa. Os dados meteorológicos são fornecidos pela AccuWeather, responsável pelas previsões durante a maior parte da existência do jornal. A exceção foi o período entre janeiro de 2002 e setembro de 2012, quando os dados vieram do The Weather Channel por meio de um contrato de conteúdo multimídia de longo prazo com a Gannett.[61][62][63][64][65] No canto inferior esquerdo da página meteorológica fica o "Weather Focus", um gráfico que explica fenômenos meteorológicos. Em alguns dias, o espaço pode trazer a fotografia de um fenômeno meteorológico raro.
Em feriados ou em dias nos quais a edição traz suplementos, as seções Money e Life costumam ser combinadas. Também é comum que as duas partes da edição de sexta-feira de Life sejam reunidas em uma só durante semanas de pouca atividade. A publicidade costuma receber espaço na seção Money de segunda-feira, com a avaliação de um anúncio de televisão recente. Depois do domingo do Super Bowl, o jornal publica uma avaliação dos anúncios exibidos durante a transmissão e os resultados da pesquisa ao vivo Ad Track. Tabelas de ações de bolsas individuais, com uma subseção para empresas negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque e outra para as negociadas na Nasdaq e na American Stock Exchange, assim como índices de fundos de investimento, foram eliminadas na reformulação de 2012. A decisão acompanhou a maioria dos jornais e decorreu da quantidade de meios eletrônicos disponíveis para consultar preços de ações individuais.[carece de fontes]
A cobertura de livros, incluindo resenhas e uma lista de mais vendidos lançada em 28 de outubro de 1994, é publicada às quintas-feiras em Life. A tabela completa de audiência televisiva da A.C. Nielsen sai às quartas ou quintas-feiras, conforme a data de divulgação dos dados. O jornal também publica às terças-feiras a pesquisa da Mediabase para gêneros musicais, baseada na execução em rádios, e às quartas sua própria lista geral dos dez singles mais executados. Pelas mesmas limitações de uma previsão meteorológica nacional, a página de televisão de Life, que traz a programação do horário nobre e da madrugada, das 20h à 0h30 no horário do leste dos Estados Unidos, emprega descrições genéricas como "Local news" ou "Local programming" nos períodos em que as cinco principais redes de televisão em língua inglesa, ABC, NBC, CBS, Fox e The CW, deixam a programação a cargo de suas emissoras próprias e afiliadas, que transmitem programas distribuídos por sindicação ou telejornais locais. A página de televisão nunca trouxe informações sobre grades locais comparáveis às publicadas em jornais locais. Como ocorre com a maioria dos jornais nacionais, o USA Today não publica tiras de quadrinhos, embora alguns jornais da Gannett o façam.[66][67]
Um elemento habitual da seção News é "Across the USA", um resumo de manchetes separado por estado. Os textos têm a extensão de um parágrafo e são produzidos pela Associated Press, com uma notícia de cada estado, do Distrito de Columbia e de um território norte-americano. De modo semelhante, a página "For the Record" da seção Sports, que apresenta resultados esportivos dos quatro dias anteriores de competições de ligas, eventos fora de ligas, estatísticas da temporada e linhas de apostas para as partidas do dia, já trouxe uma relação dos números vencedores, desde o fechamento anterior, de todas as loterias estaduais participantes e das loterias interestaduais.[68]
Algumas características tradicionais foram mantidas. A matéria principal permanece no canto superior direito da primeira página. Comentários e charges políticas ocupam as últimas páginas da seção News. Dados de ações e fundos de investimento são apresentados em Money. Ainda assim, a estética do USA Today é suficientemente distinta para que o jornal seja reconhecido à primeira vista, mesmo entre outras publicações em uma banca. O projeto gráfico geral do USA Today já foi classificado como neovitoriano.[69]
O jornal também publica ocasionalmente um suplemento em formato de revista chamado Open Air, lançado em 7 de março de 2008 e distribuído algumas vezes por ano. Outros publieditoriais são publicados ao longo do ano, principalmente às sextas-feiras.[70][71]
Seção de opinião
[editar | editar código]A seção de opinião publica editoriais do USA Today, colunas de autores convidados e integrantes do conselho editorial de colaboradores,[72] cartas ao editor e charges editoriais. Uma particularidade da página editorial do USA Today é a publicação de pontos de vista opostos. Ao lado do texto do conselho editorial sobre o assunto do dia, é apresentado um argumento contrário escrito por um colaborador convidado, muitas vezes especialista no tema. O Conselho de Colaboradores, separado da equipe de notícias do jornal, escolhe os textos de opinião de cada edição.[73]
Entre 1999 e 2002 e novamente entre 2004 e 2015, o editor da página editorial foi Brian Gallagher, funcionário do jornal desde sua fundação.[74] Outros integrantes do conselho editorial eram o editor-adjunto da página editorial Bill Sternberg, o editor do fórum executivo John Siniff, o editor da página de artigos de opinião e fórum Glen Nishimura, o editor de operações Thuan Le Elston, a editora de cartas Michelle Poblete, a editora de conteúdo para a web Eileen Rivers e os editorialistas Dan Carney, George Hager e Saundra Torry.[75] O site do jornal chama o grupo de "demograficamente e ideologicamente diverso".[73]
A partir da eleição presidencial norte-americana de 1984, o USA Today não apoiava formalmente candidatos à Presidência dos Estados Unidos nem a outros cargos políticos estaduais ou federais. A política era reavaliada pelo Conselho de Colaboradores a cada ciclo eleitoral de quatro anos, em um processo independente. Qualquer decisão de abandonar a prática dependia de uma votação consensual na qual menos de dois integrantes do conselho editorial discordassem ou mantivessem opiniões diferentes.[76] Durante a maior parte da existência do jornal, seus editoriais políticos, muitos deles relacionados aos ciclos presidenciais, concentravam-se em questões nacionais a partir das diferentes preocupações dos eleitores.[77][78]
A pouca presença de editoriais políticos teve grande peso na reputação que o USA Today adquiriu por conteúdo considerado leve. Depois da reformulação do 30.º aniversário, porém, o jornal passou a adotar posições mais ativas em questões políticas. Após o massacre na escola primária Sandy Hook, em 2012, defendeu leis mais rígidas sobre armas. Criticou fortemente o Partido Republicano pela paralisação do governo federal de 2013 e pelas revoltas de 2015 na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que terminaram com a renúncia de John Boehner à presidência da Câmara. Também publicou opiniões críticas ao então presidente Barack Obama e a outros integrantes de destaque do Partido Democrata pelo que via como "inação" em 2013 e 2014, especialmente em relação ao escândalo de vigilância da NSA e às decapitações realizadas pelo Estado Islâmico.[79][80][81]
O conselho editorial rompeu pela primeira vez sua política de não apoiar candidatos em 29 de setembro de 2016, quando publicou uma coluna condenando a candidatura do republicano Donald Trump e afirmando que ele era "inapto para a presidência" devido à retórica inflamatória de sua campanha, especialmente a dirigida à imprensa.[82][83] O conselho escreveu que o texto não constituía um "apoio qualificado" à candidata democrata Hillary Clinton, sobre quem não havia conseguido chegar a um consenso. Alguns integrantes consideravam que a trajetória de Clinton no serviço público permitiria que ela "servisse competentemente à nação como presidente", enquanto outros tinham "sérias reservas quanto ao [seu] senso de direito, [...] falta de franqueza e... extremo descuido no tratamento de informações sigilosas". O jornal recomendou, em vez disso, o voto tático contra Trump e candidatos republicanos em estados disputados e deixou aos eleitores decidir entre Clinton, o candidato libertário Gary Johnson, a candidata do Partido Verde Jill Stein ou um candidato não inscrito, ou concentrar-se nas disputas para o Senado, a Câmara e outros cargos.[84][85][86]
Em fevereiro de 2018, o USA Today publicou um artigo de opinião de Jerome Corsi, chefe da redação de Washington do site conspiratório Infowars.[87][88] Corsi, conhecido por promover teorias da conspiração, foi apresentado pelo USA Today como "autor" e "jornalista investigativo".[87] Ele defendia a falsa teoria conspiratória de que Barack Obama não era cidadão norte-americano, e o Infowars promovia teorias segundo as quais os ataques de 11 de setembro teriam sido um "trabalho interno".[87]
Em outubro de 2018, o USA Today recebeu críticas da NBC News por publicar um editorial do presidente Trump que continha numerosas informações incorretas.[89] O verificador de fatos do The Washington Post afirmou que "quase todas as frases continham uma declaração enganosa ou uma falsidade".[90]
Em 2020, o USA Today apoiou formalmente um candidato presidencial pela primeira vez, o democrata Joe Biden. O jornal também publicou um editorial contrário escrito pelo vice-presidente Mike Pence, que defendia a reeleição dele e de Trump.[91]
Em 2024, depois da eleição presidencial, Dace Potas, integrante do programa de opinião do USA Today, publicou "Trump is president again and Democrats can blame Biden's ego".[92]
O USA Today foi o único entre 42 jornais diários norte-americanos de grande circulação classificado como "moderado" pela biblioteca da Universidade de Boston. Todos os demais foram classificados como de "inclinação liberal" ou "inclinação conservadora". A avaliação foi baseada nos apoios editoriais dos jornais na eleição presidencial de 2012.[93]
Pessoal
[editar | editar código]Em maio de 2012, Larry Kramer, veterano com 40 anos de atuação no setor de mídia e ex-presidente da CBS Digital Media, foi nomeado presidente e publisher do USA Today. Ele substituiu David Hunke, que ocupava o cargo de publisher desde 2009.[94] Kramer recebeu a tarefa de desenvolver uma nova estratégia para o jornal enquanto a publicação procurava aumentar a receita de suas operações digitais.[95]
Em julho de 2012, Kramer contratou David Callaway, que ele havia escolhido em 1999 para comandar a redação do MarketWatch, dois anos depois de fundar o site, para ser editor-chefe do jornal. Callaway havia trabalhado na Bloomberg News cobrindo os setores bancário, de banco de investimento e de gestão de ativos na Europa e no Boston Herald, onde escrevia com outro jornalista uma coluna financeira diária sobre movimentações no distrito empresarial de Boston.[96]
Em setembro de 2024, a editora-chefe era Caren Bohan.[97]
Publicações e serviços relacionados
[editar | editar código]USA Weekend
[editar | editar código]USA Weekend foi uma publicação irmã lançada em 1953 como Family Weekly, um suplemento nacional em formato de revista dominical destinado às edições de domingo de jornais dos Estados Unidos. Adotou seu título definitivo depois que a Gannett comprou a revista em 1985.[98] No auge, a revista era distribuída em aproximadamente 800 jornais do país, e a maioria dos jornais locais da Gannett a incluía por padrão em suas edições dominicais. O conteúdo concentrava-se em questões sociais, entretenimento, saúde, alimentação e viagens.[98][99] Em 5 de dezembro de 2014, a Gannett anunciou o encerramento de USA Weekend após a edição de 26 a 28 de dezembro de 2014, citando o aumento dos custos operacionais e a queda da receita publicitária. A maioria dos jornais participantes substituiu o suplemento pela revista dominical concorrente Parade.[100][101][102][103][104]
USA Today Sports Weekly
[editar | editar código]USA Today Sports Weekly é uma revista semanal que cobre notícias e estatísticas da Major League Baseball, das ligas menores de beisebol, do beisebol da NCAA, da National Football League e da NASCAR. Estreou em 5 de abril de 1991 como USA Today Baseball Weekly, uma publicação em formato tabloide lançada semanalmente às quartas-feiras durante a temporada de beisebol e a cada duas semanas durante a entressafra. A revista ampliou sua cobertura em 4 de setembro de 2002 e adotou um título mais geral depois de acrescentar matérias sobre a NFL. Sports Weekly começou a cobrir a NASCAR em 15 de fevereiro de 2006, mas a cobertura durou somente até o fim daquela temporada de corridas. Em 8 de agosto de 2007, acrescentou o futebol americano universitário da NCAA. A operação editorial de Sports Weekly permaneceu independente do USA Today até ser incorporada ao departamento de esportes do jornal no fim de 2005.[14][105][106]
The Big Lead
[editar | editar código]The Big Lead é um blog esportivo operado pelo USA Today, lançado em fevereiro de 2006 pela Fantasy Sports Ventures, cofundada por Jason McIntyre e David Lessa. Em abril de 2008, o blog firmou uma parceria estratégica de conteúdo e marketing com a Gannett. A empresa comprou o The Big Lead em janeiro de 2012.[107] O site costuma ser atualizado entre dez e quinze vezes por dia, das 8h às 18h no horário do leste dos Estados Unidos. Seu conteúdo trata principalmente de esportes, mas também traz notícias e comentários sobre outros assuntos, da política à cultura popular.
USA Today: The Television Show
[editar | editar código]Em 1987, a Gannett e o produtor e ex-diretor-executivo da NBC Grant Tinker começaram a desenvolver uma série em formato de revista de notícias destinada à redifusão, com a intenção de transportar para a televisão o estilo leve do USA Today.[108] O resultado foi USA Today: The Television Show, mais tarde chamado USA Today on TV[109] e posteriormente abreviado para USA Today, que estreou em 12 de setembro de 1988.[110] Entre os correspondentes estavam Edie Magnus, Robin Young, Boyd Matson, Kenneth Walker, Dale Harimoto, Ann Abernathy, Bill Macatee e Beth Ruyak. Assim como o jornal, o programa era dividido em quatro "seções" correspondentes às partes impressas: News, com as principais manchetes, Money, com notícias financeiras e informações para consumidores, Sports, com notícias e resultados esportivos, e Life, com entretenimento e estilo de vida. A série era distribuída pela GTG Marketing, subsidiária da GTG Entertainment, que a promovia como uma revista televisiva para a faixa de acesso ao horário nobre, na expectativa de que as emissoras a exibissem próxima do horário de maior audiência.[111]
A série recebeu críticas desfavoráveis e índices de audiência baixos durante sua exibição. A preocupação surgiu logo no início. Depois de uma semana, Henry Siegel, proprietário da LBS Communications, chamou o programa de "calamidade" e de uma das estreias mais desastrosas da história da sindicação televisiva.[112] Em alguns mercados, o programa também foi prejudicado por horários desfavoráveis. Em Nova Iorque, o maior mercado de mídia do país, a WCBS-TV o exibia às 2h05, o que reduzia sua audiência nacional, até cancelá-lo em fevereiro de 1989.[113] A série foi então assumida pela WNBC. Depois de ser exibida no horário igualmente fraco das 5h30, foi transferida para as 9h30, sem obter resultados melhores.[114] Em Toronto, por outro lado, a CITY-DT o exibia às 17h.[115] Outras emissoras cancelaram rapidamente o programa ou o transferiram para horários inferiores quando ficou claro que o desempenho era ruim. O produtor-executivo original foi demitido, e o programa foi reformulado com Magnus e Macatee como apresentadores e uma nova aparência e sonoridade.[116] A série foi renovada para uma segunda temporada, mas os problemas levaram ao cancelamento da versão televisiva do USA Today em novembro de 1989, depois de uma temporada e meia. A última edição foi ao ar em 7 de janeiro de 1990.[117] O cancelamento representou um prejuízo de US$ 13 milhões para a GTG e teria feito do programa o fracasso mais caro da história da sindicação televisiva até então.[118]
A Gannett anunciou posteriormente planos de produzir um programa semanal de televisão de meia hora com a marca USA Today, intitulado Sports Page, como parte de uma nova iniciativa para levar a marca à televisão. Previsto para o outono de 2004, o programa não chegou a ser lançado.[14]
VRtually There
[editar | editar código]VRtually There foi um programa jornalístico semanal de realidade virtual produzido pela USA Today Network e lançado em 20 de outubro de 2016. Disponível no aplicativo móvel do USA Today e ainda acessível no YouTube, apresentava três segmentos originais que narravam notícias em primeira pessoa, gravados e produzidos por jornalistas do USA Today e de seus jornais locais sob a mesma propriedade. O programa também tinha "cubemercials", anúncios longos produzidos pelo estúdio criativo interno da Gannett, GET Creative, com o objetivo de estimular o envolvimento dos consumidores em experiências totalmente imersivas de realidade virtual.[119][120][121] A última matéria foi publicada em 1.º de agosto de 2017, menos de um ano depois da criação da série.[122]
For the Win
[editar | editar código]O USA Today opera um site esportivo chamado For the Win.[123] Lançado em abril de 2013, foi a primeira propriedade de mídia esportiva voltada às notícias sociais.[124] Entre os esportes, ligas e organizações cobertos estão a National Football League, a National Basketball Association, a Women's National Basketball Association, a National Hockey League, a Major League Baseball, o futebol americano universitário, o basquete universitário, o automobilismo, o futebol, o golfe, esportes ao ar livre e a rede de televisão a cabo BET, voltada ao público afro-americano. O site também hospeda um acesso ao TicketSmarter para a compra de ingressos de eventos esportivos e de outros tipos.
For the Win tem seções sobre cultura popular e jogos eletrônicos. Parte do conteúdo sobre jogos é produzida pela Good Luck Have Fun, ou GLHF, que se apresenta como uma agência de conteúdo de jogos que fornece textos e vídeos para editoras em diferentes países, entre elas o USA Today e a Sports Illustrated.[125][126]
Canais OTT e FAST
[editar | editar código]Em 2018, a Gannett lançou canais de mídia over-the-top com a marca USA Today, USA Today News e USA Today SportsWire, este posteriormente chamado USA Today Sports. Em 2021, os canais foram relançados como serviços de televisão por streaming gratuitos financiados por publicidade, conhecidos pela sigla FAST, e disponibilizados no Tubi, The Roku Channel, Xumo Play, Plex, Amazon Freevee, Local Now e Samsung TV Plus.[127]
Programas de premiação
[editar | editar código]- USA Today Minor League Player of the Year Award: entregue pela primeira vez em 1988, o prêmio anual é concedido a um jogador das ligas menores de beisebol considerado autor da temporada de melhor desempenho por um painel de treze especialistas em beisebol.[128]
- USA Today All-USA High School Baseball Team: entregue pela primeira vez em 1998, distingue de nove a onze jogadores de beisebol de escolas secundárias dos Estados Unidos por meio de sua seleção para a equipe. Prêmios separados para Jogador de Beisebol Escolar do Ano e Técnico de Beisebol Escolar do Ano são concedidos desde 1989.[129][130]
- USA Today All-USA High School Basketball Team: entregue pela primeira vez em 1983, distingue jogadores e jogadoras de basquete de escolas secundárias dos Estados Unidos selecionados para a equipe. Um integrante de cada equipe recebe o título de Jogador ou Jogadora de Basquete Escolar do Ano, e treinadores de equipes masculinas e femininas selecionadas recebem o título de Técnico de Basquete Escolar do Ano.[130][131][132]
- USA Today All-Joe Team (NFL): entregue pela primeira vez em 1992 em homenagem ao veterano jogador de linha defensiva Joe Phillips, do Kansas City Chiefs, distingue 52 jogadores da NFL por desempenho exemplar durante a temporada de estreia.[133]
- USA Today/National Prep Poll High School Football National Championship: anterior à primeira publicação do USA Today e originalmente decidido apenas pelo National Prep Poll, é um título nacional concedido à melhor equipe, ou às melhores equipes, de futebol americano de escolas secundárias dos Estados Unidos, com base nas classificações do departamento editorial de esportes do jornal.
- USA Today All-USA High School Football Team: entregue pela primeira vez em 1982, distingue jogadores de futebol americano de escolas secundárias dos Estados Unidos. Também classifica as equipes Super 25 do país, as dez melhores equipes das regiões Leste, Sul, Centro-Oeste e Oeste e o Jogador de Futebol Americano Escolar do Ano.[134][135][136][137]
- USA Today High School Football Coach of the Year: entregue pela primeira vez em 1982, é concedido a um treinador de uma das equipes selecionadas para a equipe All-USA de futebol americano.
- USA Today Road Warrior of the Year: entregue uma única vez, a Joyce Gioia, em 2013.[138]
Na cultura popular
[editar | editar código]- Em 1986, a revista satírica The Harvard Lampoon publicou uma edição que parodiava o USA Today.[139][140]
- Back to the Future Part II (1989) mostra uma edição de Hill Valley do USA Today datada de 22 de outubro de 2015. Quando a data chegou, o jornal publicou uma recriação da primeira página em homenagem ao filme, usando as mesmas manchetes, exceto por uma notícia que mencionava uma visita de Estado da "rainha Diana", já que a princesa havia morrido em 1997.[141][142]
- Um episódio de 1991 de Os Simpsons, "Homer Defined", apresentou uma paródia do jornal chamada U.S. of A. News, cuja manchete principal era "#2 is #1", em referência a lápis. Lisa critica a falta de substância do jornal, mas Homer responde: "Ei, este é o único jornal dos Estados Unidos que não tem medo de contar a verdade, que está tudo muito bem."[143]
- Um episódio de 2010 de Futurama, "A Clockwork Origin", apresentou uma paródia chamada USB Today.[144] O jornal também foi parodiado no especial de 2007 lançado diretamente em DVD Bender's Big Score como USA Toady, possivelmente em alusão ao personagem Hypnotoad.[145]
- Total Recall (1990) apresentou o jornal Mars Today no cenário marciano do filme.
- O pseudodocumentário de longa-metragem C.S.A.: The Confederate States of America, de 2004, dirigido por Kevin Willmott, apresentou uma paródia chamada CSA Today. O filme se passa em uma história alternativa na qual os Estados Confederados da América venceram a Guerra Civil Americana.[146]
Ver também
[editar | editar código]- The Wall Street Journal, jornal diário nacional dos Estados Unidos
- The New York Times, jornal diário nacional dos Estados Unidos
- Gannett, empresa proprietária do USA Today, renomeada USA Today Co. em 2025
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A mistura de estilos e práticas nos jornais impressos e posteriormente na web, embora pós-moderna segundo o pensamento acadêmico e de design, pode ser compreendida de maneira mais apropriada como neovitoriana. Os novos estilos, personificados de modo mais conhecido pelo USA Today e seus imitadores, retomam a abundância desconcertante de fatos e histórias que os jornais da revolução industrial apresentavam visualmente aos leitores.
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Leitura adicional
[editar | editar código]- Smith, Ernie (28 de setembro de 2022). «Way back in 1989, USA Today launched an online sports service. I found it at Goodwill». Nieman Lab
