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Prémio Pulitzer de Serviço Público

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O Prêmio Pulitzer de Serviço Público é um dos catorze Prêmios Pulitzer dos Estados Unidos concedidos anualmente na área do jornalismo. Premia um exemplo de destaque de serviço público meritório prestado por um jornal ou site de notícias por meio de seus recursos jornalísticos, que podem incluir editoriais, charges, fotografias, gráficos, vídeos e outros materiais on-line, publicados em formato impresso, digital ou nos dois.

A categoria de Serviço Público foi uma das categorias originais do Pulitzer, criadas em 1917, mas o prêmio não foi concedido naquele ano.[1] É a única categoria do programa cujo vencedor recebe uma medalha de ouro e a de maior prestígio que um jornal pode conquistar.[2]

Como nas outras categorias do Pulitzer, um júri seleciona três indicados dentre as inscrições, e o Conselho do Pulitzer geralmente escolhe entre eles o vencedor e os finalistas. Os finalistas são divulgados publicamente desde 1980. O Conselho do Pulitzer publica uma justificativa oficial para a escolha.

Vencedores e justificativas

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Nos primeiros 97 anos do prêmio, até 2013, o Pulitzer de Serviço Público foi concedido 96 vezes. Em quatro anos o prêmio não foi concedido, e dois prêmios foram entregues em 1967, 1990 e 2006. Em 1950, 1951, 1953, 1955 e 1959, os prêmios foram concedidos a dois jornais. Um repórter, em vez de uma publicação, foi citado pela primeira vez em 1947. Isso se tornou mais comum nos anos seguintes, e houve ocasiões em que até cinco repórteres foram citados.

  • 1917: prêmio não concedido
  • 1918: The New York Times, "por seu serviço público ao publicar na íntegra numerosos relatórios oficiais, documentos e discursos de estadistas europeus relativos ao andamento e à condução da guerra."
  • 1919: Milwaukee Journal, "por sua campanha firme e corajosa em defesa do americanismo em uma área onde elementos estrangeiros tornavam essa política arriscada do ponto de vista comercial."
  • 1920: prêmio não concedido
  • 1921: Boston Post, "por expor as operações de Charles Ponzi em uma série de artigos que acabou levando à sua prisão."
  • 1922: New York World, "por artigos que expuseram as operações da Ku Klux Klan, publicados em setembro e outubro de 1921."
  • 1923: Memphis Commercial Appeal, "por sua postura corajosa na publicação de charges e no tratamento das notícias relativas às operações da Ku Klux Klan."
  • 1924: New York World, "por seu trabalho na denúncia do mal da peonagem na Flórida", o que ajudou a pôr fim ao sistema de arrendamento de condenados no estado.
  • 1925: prêmio não concedido
  • 1926: Columbus Enquirer Sun (Columbus, Geórgia), "pelo serviço prestado em sua luta corajosa e enérgica contra a Ku Klux Klan, contra a aprovação da lei que proibia o ensino da evolução, contra autoridades públicas desonestas e incompetentes, em defesa da justiça para os negros e contra o linchamento."
  • 1927: Canton Daily News (Canton, Ohio), "por sua luta corajosa, patriótica e eficaz para pôr fim a uma situação perniciosa criada pelo conluio entre autoridades municipais e o meio criminoso, luta que teve como resultado trágico o assassinato do editor do jornal, Don R. Mellett."
  • 1928: Indianapolis Times, "por seu trabalho na denúncia da corrupção política em Indiana, na responsabilização dos culpados e na criação de condições mais saudáveis no governo civil."
  • 1929: New York Evening World, "por sua campanha eficaz para corrigir abusos na administração da justiça, incluindo o combate aos chamados 'caçadores de ambulância', o apoio ao projeto de lei contra receptadores e medidas para simplificar os procedimentos, impedir o perjúrio e retirar a política dos tribunais municipais. A campanha ajudou a obter medidas corretivas."
  • 1930: prêmio não concedido
  • 1931: The Atlanta Constitution, "por uma denúncia bem-sucedida de corrupção municipal e pelas condenações que se seguiram."
  • 1932: Indianapolis News, "por sua campanha bem-sucedida para eliminar desperdícios na administração municipal e reduzir a carga tributária."
  • 1933: New York World-Telegram, "por sua série de artigos sobre a assistência a veteranos e os abusos envolvendo títulos imobiliários, pela campanha que pediu aos eleitores na recente eleição municipal de Nova Iorque que inserissem o nome de Joseph V. McKee na cédula e pelos artigos que expuseram esquemas de loteria de organizações fraternais."
  • 1934: Medford Mail Tribune (Oregon), "por sua campanha contra políticos inescrupulosos no condado de Jackson, Oregon."
  • 1935: The Sacramento Bee, "por sua campanha contra a influência de máquinas políticas na nomeação de dois juízes federais em Nevada."
  • 1936: Cedar Rapids Gazette, "por sua campanha contra a corrupção e a má administração pública no estado de Iowa."
  • 1937: St. Louis Post-Dispatch, "por expor uma fraude em larga escala no registro eleitoral em St. Louis. Por meio de uma campanha coordenada de reportagens, editoriais e charges, o jornal conseguiu invalidar mais de 40.000 cédulas fraudulentas em novembro e levou à nomeação de uma nova comissão eleitoral."
  • 1938: Bismarck Tribune, "por suas reportagens e editoriais intitulados Self Help in the Dust Bowl."
  • 1939: Miami Daily News, "por sua campanha pela destituição da Comissão Municipal de Miami."
  • 1940: Waterbury Republican & American (Connecticut), "por sua campanha de denúncia da corrupção municipal."
  • 1941: St. Louis Post-Dispatch, "por sua campanha bem-sucedida contra o problema da fumaça urbana."
  • 1942: Los Angeles Times, "por sua campanha bem-sucedida, que resultou no esclarecimento e na confirmação, para todos os jornais dos Estados Unidos, do direito à liberdade de imprensa garantido pela Constituição."
  • 1943: Omaha World-Herald, "por sua iniciativa e originalidade ao planejar uma campanha em todo o estado para a coleta de sucata metálica destinada ao esforço de guerra. O plano de Nebraska foi adotado nacionalmente pelos jornais diários, resultando em um esforço conjunto que conseguiu fornecer às indústrias de guerra a sucata necessária."
  • 1944: New York Times, "por seu levantamento sobre o ensino da história dos Estados Unidos."
  • 1945: Detroit Free Press, "por sua investigação da corrupção no Legislativo em Lansing, Michigan."
  • 1946: Scranton Times, "por sua investigação de quinze anos sobre as práticas judiciais no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Médio da Pensilvânia, que resultou na destituição do juiz distrital e no indiciamento de muitas outras pessoas."
  • 1947: The Baltimore Sun, "por sua série de artigos de Howard M. Norton sobre a administração dos benefícios de desemprego em Maryland, que resultou em condenações e declarações de culpa no tribunal criminal de 93 pessoas."
  • 1948: St. Louis Post-Dispatch, "pela cobertura do desastre em uma mina de Centralia, Illinois, e pelo trabalho posterior, que resultou em amplas reformas nas leis e normas de segurança em minas."
  • 1949: Nebraska State Journal, "pela campanha que criou a primária de preferência presidencial 'Nebraska All-Star Primary', que, por meio de uma comissão bipartidária, colocou questões em evidência logo no início da campanha presidencial."
  • 1950: Chicago Daily News e St. Louis Post-Dispatch, "pelo trabalho de George Thiem e Roy J. Harris, respectivamente, ao revelar que 37 jornalistas de Illinois estavam na folha de pagamento do estado."
  • 1951: The Miami Herald e Brooklyn Eagle, "por sua cobertura policial durante o ano."
  • 1952: St. Louis Post-Dispatch, "por sua investigação e revelações sobre corrupção generalizada no Internal Revenue Bureau e em outros departamentos do governo."
  • 1953: Whiteville News Reporter (Carolina do Norte, publicado duas vezes por semana) e Tabor City Tribune (Carolina do Norte, semanal), "por sua campanha bem-sucedida contra a Ku Klux Klan, travada em suas próprias comunidades sob risco de perdas econômicas e perigo pessoal, que terminou com a condenação de mais de cem integrantes da Klan e o fim do terrorismo em suas comunidades."
  • 1954: Newsday, "por sua denúncia dos escândalos em hipódromos do estado de Nova Iorque e de esquemas criminosos no meio sindical, que levou ao indiciamento por extorsão, à declaração de culpa e à prisão de William C. DeKoning Sr., ligado a esquemas sindicais em Nova Iorque."
  • 1955: Columbus Ledger e Sunday Ledger-Enquirer (Columbus, Geórgia), "por sua cobertura jornalística completa e seu ataque editorial destemido à corrupção generalizada na vizinha Phenix City, Alabama, que foram eficazes em derrubar um governo municipal corrupto e dominado por esquemas criminosos."
  • 1956: Watsonville Register-Pajaronian (Califórnia), "pela denúncia corajosa de corrupção no serviço público, que levou à renúncia de um promotor distrital e à condenação de um de seus associados."
  • 1957: Chicago Daily News, "por seu serviço público determinado e corajoso ao expor uma fraude de US$ 2.500.000 concentrada no gabinete do Auditor do Estado de Illinois, que resultou no indiciamento e na condenação do auditor e de outras pessoas. O caso levou à reorganização dos procedimentos estaduais para impedir que a fraude se repetisse."
  • 1958: Arkansas Gazette, "por demonstrar as mais altas qualidades de liderança cívica, responsabilidade jornalística e coragem moral diante de grande tensão pública durante a crise de integração escolar de 1957."
  • 1959: Utica Observer-Dispatch e Utica Daily Press (Utica, Nova Iorque), "por sua campanha bem-sucedida contra a corrupção, os jogos de azar e outras atividades ilícitas em sua cidade, e pela obtenção de amplas reformas municipais diante de pressão política e ameaças de violência."
  • 1960: Los Angeles Times, "por seu ataque minucioso, persistente e bem planejado ao tráfico de narcóticos e pela reportagem de iniciativa de Gene Sherman, que levou à abertura de negociações entre os Estados Unidos e o México para interromper o fluxo de drogas ilegais para o sul da Califórnia e outros estados de fronteira."
  • 1961: Amarillo Globe-Times, "por expor uma falha na aplicação da lei local, seguida de medidas punitivas que retiraram autoridades negligentes de seus cargos e levaram à eleição de uma chapa reformista. O jornal exerceu liderança cívica nos melhores moldes do jornalismo."
  • 1962: Panama City News-Herald, "por sua campanha de três anos contra o poder arraigado e a corrupção, que resultou em reformas em Panama City e no condado de Bay."
  • 1963: Chicago Daily News, "por chamar a atenção pública para a oferta de serviços de controle de natalidade nos programas de saúde pública de sua região."
  • 1964: St. Petersburg Times, "por sua investigação incisiva da Florida Turnpike Authority, que revelou atos ilegais generalizados e resultou em uma ampla reorganização do programa estadual de construção de rodovias."
  • 1965: Hutchinson News, "por sua campanha corajosa e construtiva, concluída em 1964, para obter uma redistribuição mais equitativa das cadeiras na Assembleia Legislativa do Kansas, apesar da forte oposição em sua própria comunidade."
  • 1966: The Boston Globe, "por sua campanha para impedir a confirmação de Francis X. Morrissey Sr. como juiz distrital federal em Massachusetts."
  • 1967: Milwaukee Journal, "por sua campanha bem-sucedida para tornar mais rigorosa a lei contra a poluição da água em Wisconsin, um avanço no esforço nacional de conservação dos recursos naturais."
  • 1967: The Courier-Journal (Louisville), "por sua campanha bem-sucedida para controlar a indústria de mineração a céu aberto do Kentucky, um avanço no esforço nacional de conservação dos recursos naturais."
  • 1968: Riverside Press-Enterprise (Califórnia), "por sua denúncia da corrupção nos tribunais ligada à administração das propriedades e espólios de uma tribo indígena da Califórnia, e por seus esforços bem-sucedidos para punir os responsáveis."
  • 1969: Los Angeles Times, "por expor irregularidades nas comissões do governo municipal de Los Angeles, o que resultou em renúncias ou condenações criminais de alguns integrantes, além de amplas reformas."
  • 1970: Newsday, "por sua investigação de três anos e denúncia de negócios imobiliários secretos no leste de Long Island, que levou a condenações criminais, demissões e renúncias entre ocupantes de cargos públicos e políticos da região."
  • 1971: Winston-Salem Journal, "por sua cobertura de problemas ambientais, exemplificada por uma campanha bem-sucedida para impedir uma operação de mineração a céu aberto que teria causado danos irreparáveis à região montanhosa do noroeste da Carolina do Norte."
  • 1972: The New York Times, "pela publicação dos Pentagon Papers."
  • 1973: The Washington Post, "por sua investigação do caso Watergate."
  • 1974: Newsday, "por seu relato definitivo sobre o tráfico ilícito de narcóticos nos Estados Unidos e no exterior, intitulado The Heroin Trail."
  • 1975: The Boston Globe, "por sua extensa cobertura da crise de dessegregação escolar de Boston."
  • 1976: Anchorage Daily News, "por suas revelações sobre os efeitos e a influência do sindicato Teamsters na economia e na política do Alasca."
  • 1977: Lufkin Daily News, "por um obituário sobre um morador que morreu durante um treinamento dos fuzileiros navais, que se transformou em uma investigação daquela morte e em uma reforma fundamental das práticas de recrutamento e treinamento do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos."
  • 1978: The Philadelphia Inquirer, "por uma série de artigos que mostrou abusos de poder cometidos pela polícia de sua cidade."
  • 1979: Point Reyes Light (Califórnia, semanal), "por sua investigação da Synanon."
  • 1980: Gannett News Service, "por sua série sobre contribuições financeiras aos Padres Paulinos."
  • 1981: Charlotte Observer, "por sua série Brown Lung: A Case of Deadly Neglect."
  • 1982: Detroit News, "por uma série de Sydney P. Freedberg e David Ashenfelter que expôs o encobrimento, pela Marinha dos Estados Unidos, das circunstâncias das mortes de marinheiros a bordo de um navio e levou a reformas substanciais nos procedimentos navais."
  • 1983: Jackson Clarion-Ledger, "por sua campanha bem-sucedida em apoio ao governador Winter em sua batalha legislativa pela reforma do sistema público de ensino do Mississippi."
  • 1984: Los Angeles Times, "por um exame aprofundado da crescente comunidade latina do sul da Califórnia realizado por uma equipe de editores e repórteres", chamado Latinos.
  • 1985: Fort Worth Star-Telegram, "pela reportagem de Mark Thompson que revelou que quase 250 militares dos Estados Unidos haviam morrido em consequência de um problema de projeto em helicópteros fabricados pela Bell Helicopter, revelação que levou o Exército a manter em terra quase 600 helicópteros Huey até que fossem modificados."
  • 1986: The Denver Post, "por seu estudo aprofundado sobre 'crianças desaparecidas', que revelou que a maioria dos casos envolvia disputas de guarda ou jovens que haviam fugido de casa, e ajudou a reduzir os temores nacionais provocados por estatísticas exageradas."
  • 1987: Pittsburgh Press, "pela reportagem de Andrew Schneider e Matthew Brelis que revelou as deficiências dos exames médicos de pilotos de companhias aéreas realizados pela FAA e levou a reformas substanciais."
  • 1988: Charlotte Observer, "por revelar o uso indevido de recursos pelo ministério religioso televisivo PTL por meio de uma cobertura persistente, realizada apesar de uma ampla campanha da PTL para desacreditar o jornal."
  • 1989: Anchorage Daily News, "pela reportagem sobre a alta incidência de alcoolismo e suicídio entre os Nativos do Alasca, em uma série que chamou a atenção para seu desespero e levou a reformas."
  • 1990: Washington Daily News (Washington, Carolina do Norte), "por revelar que o abastecimento de água da cidade estava contaminado por substâncias cancerígenas, problema que o governo local não havia divulgado nem corrigido durante oito anos."
  • 1990: The Philadelphia Inquirer, "pela reportagem de Gilbert M. Gaul que revelou como a indústria de sangue dos Estados Unidos opera com pouca regulamentação ou supervisão governamental."
  • 1991: Des Moines Register, pela reportagem de Jane Schorer sobre Nancy Ziegenmeyer, uma mulher que havia sido estuprada. Ziegenmeyer consentiu com a publicação de seu nome. A matéria levou a uma ampla reconsideração da prática tradicional da imprensa de ocultar a identidade de vítimas de estupro.
  • 1992: The Sacramento Bee, "por The Sierra in Peril, reportagem de Tom Knudson que examinou ameaças e danos ambientais à cordilheira da Serra Nevada, na Califórnia."
  • 1993: The Miami Herald, "por sua cobertura da devastação causada pelo Furacão Andrew, que ajudou os leitores a lidar com seus efeitos e mostrou como normas permissivas de zoneamento, inspeção e construção haviam agravado a destruição."
  • 1994: Akron Beacon Journal, "por seu amplo exame das percepções locais sobre raça e pelo esforço posterior para melhorar o diálogo na comunidade."
  • 1995: Virgin Islands Daily News, "por revelar a relação entre a elevada criminalidade da região e a corrupção no sistema local de justiça criminal. A reportagem, em grande parte de Melvin Claxton, deu início a reformas políticas."
  • 1996: The News & Observer, "pelo trabalho de Melanie Sill, Pat Stith e Joby Warrick sobre os riscos ambientais e à saúde dos sistemas de descarte de dejetos usados pela crescente indústria de suínos da Carolina do Norte."
  • 1997: The Times-Picayune (Nova Orleans), "por sua extensa série que analisou as condições que ameaçam os estoques mundiais de peixes."
  • 1998: Grand Forks Herald, "por sua cobertura persistente e informativa, vividamente ilustrada com fotografias, que ajudou a manter a comunidade unida depois de uma enchente, uma nevasca e um incêndio que devastaram grande parte da cidade, incluindo a própria sede do jornal."
  • 1999: The Washington Post, "por sua série que detectou e analisou padrões de uso imprudente de armas de fogo por policiais municipais com pouco treinamento ou supervisão."
  • 2000: The Washington Post, "especialmente pelo trabalho de Katherine Boo, que revelou abandono e abusos deploráveis nas residências coletivas da cidade para pessoas com deficiência intelectual, forçando as autoridades a reconhecer as condições e iniciar reformas."
  • 2001: The Oregonian (Portland, Oregon), "por seu exame detalhado e direto de problemas sistêmicos no Serviço de Imigração e Naturalização dos Estados Unidos, incluindo o tratamento severo dado a estrangeiros e outros abusos generalizados, o que levou a reformas."
  • 2002: The New York Times, "por uma seção especial publicada regularmente após os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, que cobriu os acontecimentos trágicos de maneira coerente e abrangente, apresentou perfis das vítimas e acompanhou os desdobramentos da história em âmbito local e mundial."
  • 2003: The Boston Globe, "por sua cobertura corajosa e abrangente dos abusos sexuais cometidos por padres, trabalho que rompeu o sigilo, provocou reações locais, nacionais e internacionais e levou a mudanças na Igreja Católica."
  • 2004: The New York Times, "pelo trabalho de David Barstow e Lowell Bergman, que investigou de forma persistente mortes e ferimentos entre trabalhadores dos Estados Unidos e expôs empregadores que violavam regras básicas de segurança." O Conselho transferiu o trabalho da categoria de Reportagem Investigativa, na qual também havia sido inscrito.
  • 2005: Los Angeles Times, "por sua série corajosa e exaustivamente pesquisada que expôs problemas médicos fatais e injustiça racial em um grande hospital público."
  • 2006: Biloxi Sun Herald (Mississippi), "por sua cobertura corajosa e abrangente do Furacão Katrina, oferecendo aos leitores devastados uma fonte vital de informação, impressa e on-line, no momento de maior necessidade."
  • 2006: The Times-Picayune (Nova Orleans), "por sua cobertura corajosa, em diferentes formatos, do Furacão Katrina e de suas consequências, usando de modo excepcional os recursos do jornal para atender uma cidade inundada mesmo depois da evacuação de sua sede."
  • 2007: The Wall Street Journal, "por sua investigação criativa e abrangente das opções de ações retrodatadas concedidas a executivos empresariais, que provocou investigações, a saída de altos dirigentes e mudanças disseminadas pelas empresas dos Estados Unidos."
  • 2008: The Washington Post, "pelo trabalho de Dana Priest, Anne Hull e do fotógrafo Michel du Cille ao expor os maus-tratos a veteranos feridos no Hospital Walter Reed, provocando indignação em todo o país e levando autoridades federais a promover reformas."
  • 2009: Las Vegas Sun, especialmente Alexandra Berzon, "por expor a elevada taxa de mortalidade entre trabalhadores da construção civil na Las Vegas Strip em meio à aplicação negligente das normas, levando a mudanças de política e à melhoria das condições de segurança." Série original
  • 2010: Bristol Herald Courier, "pelo trabalho de Daniel Gilbert ao esclarecer a má gestão pouco transparente dos royalties de gás natural devidos a milhares de proprietários de terras no sudoeste da Virgínia, levando legisladores estaduais a adotar medidas corretivas."
  • 2011: Los Angeles Times, "por expor a corrupção na pequena cidade californiana de Bell, onde autoridades retiravam dinheiro do tesouro municipal para pagar a si próprias salários exorbitantes, resultando em prisões e reformas."
  • 2012: The Philadelphia Inquirer, "por investigar a violência disseminada nas escolas da cidade, usando narrativas impressas e vídeos de grande força para expor crimes cometidos por crianças contra crianças e estimular reformas destinadas a melhorar a segurança de professores e alunos."
  • 2013: South Florida Sun Sentinel, "por sua investigação bem documentada de policiais fora de serviço que dirigiam de forma imprudente em velocidade excessiva e colocavam a vida dos cidadãos em risco, levando a medidas disciplinares e outras providências para reduzir um perigo mortal."
  • 2014: The Washington Post e The Guardian, por sua cobertura do programa mundial de vigilância eletrônica da Agência de Segurança Nacional e do vazamento de documentos relacionados a ele pelo denunciante Edward Snowden.[3]
  • 2015: The Post and Courier, "por Till Death Do Us Part, uma série envolvente que investigou por que a Carolina do Sul está entre os estados mais mortais do país para as mulheres e colocou na pauta estadual a questão do que fazer a respeito."[4]
  • 2016: Associated Press, "por uma investigação de graves abusos trabalhistas ligados ao fornecimento de frutos do mar a supermercados e restaurantes dos Estados Unidos, reportagem que libertou 2.000 trabalhadores mantidos em condições de escravidão, levou os responsáveis à Justiça e inspirou reformas."
  • 2017: New York Daily News e ProPublica, "por revelar, principalmente por meio do trabalho da repórter Sarah Ryley, o abuso generalizado das regras de despejo pela polícia para expulsar centenas de pessoas, em sua maioria integrantes pobres de grupos minoritários."[5]
  • 2018: The New York Times e The New Yorker, "por sua cobertura dos abusos sexuais contra mulheres em Hollywood e em outros setores ao redor do mundo."[6]
  • 2019: South Florida Sun Sentinel, "por expor falhas de autoridades escolares e policiais antes e depois do ataque a tiros mortal na Marjory Stoneman Douglas High School."[7]
  • 2020: Anchorage Daily News, com contribuições da ProPublica, por "uma série envolvente que revelou que um terço dos vilarejos do Alasca não tinha proteção policial, cobrou das autoridades explicações por décadas de negligência e provocou a destinação de novos recursos e mudanças legislativas."[8]
  • 2021: The New York Times, pela cobertura da Pandemia de COVID-19.[9]
  • 2022: The Washington Post, pela cobertura do Ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 2021.[10]
  • 2023: Associated Press, Mstyslav Chernov, Evgeniy Maloletka, Vasilisa Stepanenko e Lori Hinnant, "por sua cobertura da cidade sitiada de Mariupol, que registrou o massacre de civis durante a invasão da Ucrânia pela Rússia."[11]
  • 2024: ProPublica, "pelo trabalho de Joshua Kaplan, Justin Elliott, Brett Murphy, Alex Mierjeski e Kirsten Berg, uma reportagem pioneira e ambiciosa que rompeu a forte barreira de sigilo em torno da Suprema Corte para revelar como um pequeno grupo de bilionários com influência política cortejava ministros com presentes e viagens luxuosas, levando a Corte a adotar seu primeiro código de conduta."[12]
  • 2025: ProPublica, "pela cobertura urgente de Kavitha Surana, Lizzie Presser, Cassandra Jaramillo e Stacy Kranitz sobre gestantes que morreram depois que médicos adiaram cuidados de que necessitavam com urgência por receio de violar exceções vagas de 'risco à vida da mãe' em estados com leis de aborto restritivas."[13]
  • 2026: The Washington Post, "por romper o véu de sigilo em torno da caótica reformulação dos órgãos federais pelo governo Trump e registrar em detalhes os efeitos dos cortes sobre as pessoas e suas consequências para o país."[14]

Referências

  1. ↑ «1917 Prize Winners and Finalists». The Pulitzer Prizes (em inglês). Consultado em 26 de dezembro de 2013
  2. ↑ Robertson, Katie (9 de maio de 2022). «Pulitzer Prizes Spotlight Jan. 6 Capitol Riot and Mideast Air Wars Coverage». The New York Times (em inglês). Consultado em 9 de maio de 2022
  3. ↑ Somaiya, Ravi. «Pulitzer Prizes Awarded for Coverage of N.S.A. Documents and Boston Bombing». The New York Times (em inglês). Consultado em 14 de abril de 2014
  4. ↑ «2015 Pulitzer Prize for Public Service». The Pulitzer Prizes (em inglês). Consultado em 20 de abril de 2015
  5. ↑ «Public Service». The Pulitzer Prizes (em inglês). Consultado em 11 de abril de 2017
  6. ↑ «Here are the winners of the 2018 Pulitzer Prizes». Poynter (em inglês). 16 de abril de 2018. Consultado em 16 de abril de 2018
  7. ↑ «2019 Pulitzer Prizes». The Pulitzer Prizes (em inglês). Consultado em 15 de abril de 2019
  8. ↑ «The 2020 Pulitzer Prize Winner in Public Service». The Pulitzer Prizes (em inglês). Consultado em 8 de agosto de 2020
  9. ↑ «Public Service». The Pulitzer Prizes (em inglês). Consultado em 11 de junho de 2021
  10. ↑ «2022 Pulitzer Prizes & Finalists». The Pulitzer Prizes (em inglês). 9 de maio de 2022. Consultado em 9 de maio de 2022
  11. ↑ «The 2023 Pulitzer Prize Winner in Public Service». The Pulitzer Prizes (em inglês). Consultado em 15 de maio de 2023
  12. ↑ «ProPublica, for the work of Joshua Kaplan, Justin Elliott, Brett Murphy, Alex Mierjeski and Kirsten Berg». The Pulitzer Prizes (em inglês). Consultado em 7 de maio de 2024
  13. ↑ «ProPublica, for urgent reporting by Kavitha Surana, Lizzie Presser, Cassandra Jaramillo and Stacy Kranitz». The Pulitzer Prizes (em inglês). Consultado em 7 de agosto de 2025
  14. ↑ «The Washington Post | The Pulitzer Prizes». The Pulitzer Prizes (em inglês). Consultado em 22 de julho de 2026

Leitura adicional

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