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Vila Bela da Santíssima Trindade

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Vila Bela da Santíssima Trindade
Ruínas da Igreja Matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade
Ruínas da Igreja Matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade
Ruínas da Igreja Matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade
Hino
Gentílicovilabelense[1]
Localização de Vila Bela da Santíssima Trindade em Mato Grosso
Localização de Vila Bela da Santíssima Trindade em Mato Grosso
Localização de Vila Bela da Santíssima Trindade em Mato Grosso
Vila Bela da Santíssima Trindade está localizado em: Brasil
Vila Bela da Santíssima Trindade
Localização de Vila Bela da Santíssima Trindade no Brasil
Mapa
Mapa de Vila Bela da Santíssima Trindade
Coordenadas: 15° 00′ 28″ S, 59° 57′ 03″ O
PaísBrasil
Unidade federativaMato Grosso
Municípios limítrofesPontes e Lacerda, Nova Lacerda, Conquista d'Oeste, Comodoro, Porto Esperidião e San Ignacio de Velasco (Bolívia)
Distância até a capital540 km
Fundação19 de março de 1752 (274 anos)[2]
Distritos
Lista
  • Aguapeí e Vila Bela da Santíssima Trindade (sede)[3]
Governo
 • Prefeito(a)Jacob Andre Bringsken (MDB, 2025–2028)
Área
 • Total [1]13 420,436 km²
Altitude198 m
População
 • Total (est. IBGE/2019[1])16 128 hab.
Densidade1,2 hab./km²
Climatropical (Aw)
Fuso horárioHora do Amazonas (UTC−4)
CEP78245-000 a 78249-999[4]
IDH (PNUD/2010[5])0,645 — médio
PIB (IBGE/2018[6])R$ 317 206,74 mil
 • Per capita (IBGE/2018[6])R$ 19 846,51
Sítiovilabeladasantissimatrindade.mt.gov (Prefeitura)

Vila Bela da Santíssima Trindade é um município brasileiro no estado de Mato Grosso, Região Centro-Oeste do país. Localiza-se no Alto Guaporé, na latitude sul 15º00'29", longitude oeste 59º57'02", a uma altitude de 198 metros acima do nível do mar. Em 2022, sua população era de 16.774 habitantes. Dados extraídos do IBGE constam que até 2022 a população quilombola era de 2.589 e a população indígena era de 379.[7]

História

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Mapa português de Vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital da Capitania de Mato Grosso.

Primeira capital de Mato Grosso, a pequena Vila Bela da Santíssima Trindade é um dos municípios com maior potencial turístico de Mato Grosso. No centro de Vila Bela, estão localizadas as ruínas de uma catedral do período colonial, que se tornaram símbolo da cidade e marco. histórico.

A história de Vila Bela da Santíssima Trindade começa em 1752, quando foram descobertas riquezas minerais na região do Rio Guaporé e Portugal se apressou para povoá-la, para que ela não fosse tomadas pelos espanhóis. Os portugueses criaram então a Capitania de Mato Grosso e instalaram sua capital Vila Bela da Santíssima Trindade em 19 de março de 1752. Vila Bela da Santíssima Trindade passou por um período de grande progresso, com investimentos em infraestrutura, incentivos em isenções fiscais, concessões de privilégios e mercês para quem viesse a morar no local. O que de certa forma gerou rivalidades entre as câmaras de Cuiabá e Vila Bela no século XVII, pois as regalias de certa forma garantia status na estrutura administrativa e o acesso as melhores receitas orçamentária orçamentárias (MOURA, 2014).[8]

Durante o período Colonial as cidades acumulavam também o Poder Judiciário, Vila Bela por sua vez contava também com o poder do juiz de fora presente em sua câmara. E territorialmente, Vila Bela da Santíssima Trindade abrangia as regiões que hoje configuram todo o oeste do Estado do Mato Grosso, e todo o Estado de Rondônia. A integridade territorial do município durou ate o início do século XX, a sua primeira perda ocorreu em 1911, para a formação do município de Santo Antônio do Rio Madeira (RO) - que entrou em extinção em 1945. Devido a criação do Território Federal do Guaporé, atual o Estado de Rondônia, em 1943, Vila Bela teve desanexação da extensa faixa situada abaixo do Rio Cabixi, afluente da margem do Rio Guaporé (Maria de Lourdes Bandeira, 1988). Um dos últimos municípios a serem emancipado foi Pontes e Lacerda, que antes era um distrito e veio ser emancipada em 1979.[9][10][11]

Em 1835, as dificuldades (distância, doenças, ataques de nativos) e o estabelecimento de um centro comercial em Cuiabá levaram à transferência da capital e ao êxodo populacional. Os antigos moradores deixaram casas, comércios e escravos para trás. As pessoas escravizadas deixadas reergueram a cidade, reorganizaram a sua estrutura social formando uma comunidade igualitária, através dessa vivencia em comunidade somando com os conhecimentos medicinais afrodescendente e indígenas a pessoas deixadas conseguiram sobreviver e resistir as doenças e se apropriarem do espaço (Bandeira,1988). Essa organização igualitária permaneceu até, meados do século XX, como a chegada do capitalismo a sofreu uma reestruturação onde foi alterado a sua forma igualitária, mas a presença do comunitarismo ainda é visto na população vilabelense.[10]

Geografia

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De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[12] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Cáceres e Imediata de Pontes e Lacerda-Comodoro.[13] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião do Alto Guaporé, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sudoeste Mato-Grossense.[14]

Em seu território está situado o Parque Estadual da Serra de Ricardo Franco.

Em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do município cresceu 10,17% em relação ao levantamento de 1991 (de 0,649 para 0,715). O crescimento das principais dimensões foi de

No mesmo período, o hiato de desenvolvimento humano de Vila Bela da Santíssima Trindade foi reduzido em 18,8%. Se o município conseguisse manter esta taxa de crescimento do IDH-M, 12,7 anos alcançaria Sorriso (melhor IDH-M do estado: 0,824) e em 22,5 anos alcançaria São Caetano do Sul / SP (melhor IDH-M do país: 0,919).

O município possui médio desenvolvimento humano (tem IDH entre 0,5 e 0,8) e está em posição intermediária no contexto nacional: 2.703 municípios estão em situação melhor e 2.803 municípios estão em situação pior ou igual a Vila Bela da Santíssima Trindade. Já no contexto estadual, 87 municípios estão em situação melhor e 38 estão em situação pior ou igual.

Religião

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Religião no Município de Vila Bela da Santíssima Trindade segundo o censo de 2022.[15]

Religião %
Catolicismo 62,39%
Protestantismo 27,26%
Outras 2,86%
Sem religião 7,49%

Galeria de fotos históricas

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Ver também

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Referências

  1. 1 2 3 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Vila Bela da Santíssima Trindade». Consultado em 11 de dezembro de 2019. Cópia arquivada em 31 de março de 2019
  2. ↑ Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). «Vila Bela da Santíssima Trindade - Histórico» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 31 de março de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 31 de março de 2019
  3. ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (9 de setembro de 2013). «Vila Bela da Santíssima Trindade - Unidades territoriais do nível Distrito». Consultado em 31 de março de 2019. Cópia arquivada em 31 de março de 2019
  4. ↑ Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 31 de março de 2019
  5. ↑ Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 31 de março de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014
  6. 1 2 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2018). «Produto Interno Bruto de Vila Bela da Santíssima Trindade». Consultado em 29 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 25 de fevereiro de 2025
  7. ↑ «IBGE». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística | v4.6.121. Consultado em 4 de Junho de 2026. Cópia arquivada em 22 de janeiro de 2026
  8. ↑ MOURA, Denise A. Soares de (2015). «Jesus, Nauk Maria de. O governo local na fronteira Oeste: a rivalidade entre Cuiabá e Vila Bela no século XVIII». Rev.Bras. His. 34 (68). 26 páginas. Consultado em 27 de junho de 2026 – via SCIMAGO INSTITUTONS RANKINGS
  9. ↑ FERREIRA, João Carlos Vicente (2001). Mato Grosso e seus municípios. Cuiabá: Secretaria de Estado da Educação / Buriti. 660 páginas
  10. 1 2 BANDEIRA, Maria de Lourdes (1988). TERRITÓRIO NEGRO EM ESPEÇO BRANCO. São Paulo: editora brasiliense
  11. ↑ TEIXEIRA, Marco Antônio Domingues (2023). «CIDADES AMAZÔNICAS NO PERÍODO DA BORRACHA: a breve e trágica história de santo antônio do madeira». Rev. Dir. Cid. 15 (3). 1719 páginas. Cópia arquivada em 25 de maio de 2024 – via Audarzean Santana da Silva
  12. ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 31 de março de 2019. Cópia arquivada em 31 de março de 2019
  13. ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 31 de março de 2019
  14. ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 31 de março de 2019
  15. ↑ «Religião IBGE». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 26 de abril de 2019

Ligações externas

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