Sergipe
Sergipe | |
|---|---|
| Lema: SUB LEGE LIBERTAS (traduzido do latim, significa: "Sob a Lei a Liberdade") | |
| Hino: Hino do estado de Sergipe | |
| Gentílico: sergipano ou sergipense | |
| Localização | |
| • Região | Nordeste |
| • Estados limítrofes | Bahia e Alagoas |
| • Regiões intermediárias | 2 |
| • Regiões imediatas | 6 |
| • Municípios | 75 |
| Capital | Aracaju |
| Governo | |
| • Governador(a) | Fábio Mitidieri (PSD) |
| • Vice-governador(a) | Zezinho Sobral (PSB) |
| • Deputados federais | 8 |
| • Deputados estaduais | 24 |
| • Senadores | Alessandro Vieira (MDB) Laércio Oliveira (PP) Rogério Carvalho (PT) |
| Área | |
| • Área total | 21 915,116 km² (26º)[1] |
| População | |
| • Censo 2022 | 2 210 004 hab. (22º)[2] |
| • Densidade | 100,84 hab./km² (5º) |
| Economia | 2022[3] |
| • PIB total | 57.372 bilhões (24º) |
| • PIB per capita | 25.965 (22º) |
| Indicadores | 2010/2015[4][5] |
| • Esperança de vida (2015) | 72,4 anos (20º) |
| • Mortalidade infantil (2015) | 17,0‰ nasc. (12º) |
| • Alfabetização (2010) | 83,0% (21º) |
| • IDH (2024) | 0,761 (20º) – alto [6] |
| Fuso horário | UTC−3 |
| Clima | TropicalAs |
| Cód. ISO 3166-2 | BR-SE |
| Website | http://www.se.gov.br/ |
Sergipe é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região Nordeste e tem por limites o oceano Atlântico a leste e os estados da Bahia, a oeste e a sul, e de Alagoas, a norte, do qual está separado pelo Rio São Francisco. Está dividido em 75 municípios e é o menor dos estados brasileiros, ocupando uma área total de 21 910 km², tornando-o pouco maior que El Salvador. Em 2021, sua população foi recenseada em 2,3 milhões de habitantes.[2] Sua capital e cidade mais populosa é Aracaju, sendo sede da Região Metropolitana de Aracaju, que inclui os municípios de Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão.
Sergipe emancipou-se politicamente da Bahia em 8 de julho de 1820. A então capitania de Sergipe del-Rey viria a ser elevada à categoria de província quatro anos depois, e, finalmente, a estado após a proclamação da República em 1889. A atividade agrícola é um fator da economia sergipana. Em destaque nesse ramo, encontra-se o cultivo da cana-de-açúcar. A laranja e o coco também são produzidos pelo estado. O extrativismo mineral é outra atividade do setor primário. Petróleo, gás natural, calcário e potássio são os principais.
Etimologia
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O nome do estado vem da antiga língua tupi e significa "no rio dos siris" (referindo-se ao Rio Sergipe), por meio da junção das palavras siri (siri), îy (rio) e -pe (em) que na linguagem dos colonizadores tornou-se Sergipe. Cabe notar um caso de variação linguística na língua tupi, pois, na região que atualmente compreende o Nordeste do Brasil, a palavra rio é îy (pronuncia-se "gi"), enquando no resto do território nacional ela é 'y.[7]
Há diversas hipóteses para a ocorrência da posposição -pe no nome de tantos topônimos no Brasil. Contudo, não há uma explicação conclusiva a respeito. O que o filólogo Eduardo Navarro defende é que esses topônimos foram criados pelos próprios nativos, e estão entre os mais antigos do Brasil, podendo ser inclusive de origem pré-histórica, isto é, anterior ao descobrimento oficial do Brasil pelos europeus. Todavia, não sabemos o porquê de os indígenas colocarem o morfema -pe ao final dos nomes. Trata-se de um fenômeno gramatical que não conhecemos ao certo, pois essa função da posposição -pe não foi descrita por nenhum gramático do tupi.[8]
História
[editar | editar código]Pré-história
[editar | editar código]Os primeiros indícios da ocupação humana do território que hoje corresponde ao estado de Sergipe são datados de 9000 a.C.[9] Esses primeiros povos não conheciam a escrita, sendo objeto de estudo da Pré-História, que, no caso do continente americano, compreende o período que antecede a chegada dos europeus. Por não haver registros escritos, o estudo é feito por achados arqueológicos: pinturas rupestres, ossos, restos de cerâmica e outros artefatos.[10] E através da análise dessa cultura material que os arqueólogos identificaram a existência de três culturas ou tradições arqueológicas: Canindé, Aratu e Tupi-guarani.[9]
Período colonial
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Durante décadas, os portugueses deram pouca atenção a Sergipe, o que permitiu que contrabandistas franceses de pau-brasil fizessem escambo com os indígenas locais. Com isso, iniciaram-se os esforços para a colonização portuguesa dessa área. Em 1575, os jesuítas fizeram sua primeira tentativa, sem sucesso, de catequisar os indígenas. No mesmo ano, Aperipê, um chefe indígena catequizado, se levantou contra as forças do governador Luís de Brito e Almeida após expedições escravagistas, porém sendo derrotado ao final da campanha. Com a derrota de Aperipê, o processo de conquista do território Sergipano continuou a partir de 1586.[11]
A conquista definitiva ocorreu apenas em 1590, por Cristóvão de Barros, após uma série de batalhas pela posse da terra, e, em seguida, foi fundado o arraial e vila de São Cristóvão, sede da Capitania de Sergipe d’El Rey, vinculada à Capitania da Bahia de Todos os Santos.[12][13][14]
Após a conquista de Sergipe, o território foi colonizado. O litoral e a Zona da Mata foram ocupados pela plantação de cana, concentrada no vale do Rio Cotinguiba, usando-se da mão de obra africana escravizada. Grande parte do interior sergipano foi colonizada pela pecuária, que alcançou também partes da Bahia.[12][13][14]
Em 1637, os holandeses invadiram Sergipe, trazendo grande prejuízo local, com lavouras e canaviais destruídos, cabeças de gado roubadas e uma desorganização social e econômica da região. Em 1645, as terras sergipanas foram recuperadas pelos portugueses e repovoadas, com as características anteriores à ocupação batava.[13][14]
Em 1696, Sergipe d’El Rey se tornou uma capitania independente, emancipando-se da Bahia. Nos anos seguintes, foram criadas as vilas de Itabaiana, Lagarto, Santo Amaro das Brotas e Santa Luzia (atual Santa Luzia do Itanhi).[13][15]
Em 1763, a Capitania de Sergipe foi reanexada à da Bahia, sendo o território sergipano responsável por um terço da produção de açúcar baiana, além de fornecer couro, farinha, algodão e tabaco. As constantes intervenções do governo baiano em Sergipe geraram um desejo de autonomia local, concretizado em 8 de julho de 1820, quando o Rei D. João VI recria a Capitania de Sergipe, desmembrada da Bahia.[13][14]
Império
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Em 1822, após a independência do Brasil, Sergipe tornou-se uma província.
Durante Primeiro Reinado e, principalmente, durante o período regencial, a província viveu as mesmas inquietações que outras províncias do país, com o sentimento nativista e liberal se manifestando em diferentes oportunidades, como a Revolta de Santo Amaro.[16]
A emancipação política da Província de Sergipe representou também a emancipação econômica, com a elite local diminuindo sua dependência em relação à Salvador. Nas décadas seguintes à emancipação, o ciclo do açúcar, sobretudo no vale do Cotinguiba, trouxe prosperidade à província, o que levou a transferência da sua capital, em 1855, para Aracaju, uma cidade planejada.[13]
A partir de 1860, a cultura do algodão na região de Itabaiana alavanca o desenvolvimento econômico e propiciou o surgimento das primeiras indústrias têxteis, cuja exportação cresceu bastante nas primeiras décadas da República.[12][13][14][17]
República
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Com a Proclamação da República, em 1889, Sergipe passou a ser um Estado da Federação. Em 1892, foi promulgada a primeira Constituição estadual.[13][14]
Em 1924 e 1926, inspirados no tenentismo, alguns oficiais militares de média patente, liderados por Augusto Maynard Gomes, tentaram depor o então governador Maurício Graccho Cardoso, que governou de 1922 a 1926.[12][16]
Com a Revolução de 1930, o estado passou a ser governado por interventores e governadores ligados a Getúlio Vargas. Nessa época, em 1938, Lampião e seu bando foram mortos em Poço Redondo, no sertão do estado, marcando a decadência do Cangaço.[12][13]
A costa sergipana foi palco de três naufrágios entre 15 e 16 de agosto de 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, quando os navios Baependi, Araraquara e Aníbal Benévolo foram torpedeados pelo submarino alemão U-507, comandado por Harro Schacht, causando quase 600 mortes. Os ataques foram em resposta ao rompimento das relações entre o Brasil e os países do Eixo.[18][19][20]
As comunidades alemãs e italianas foram perseguidas, sendo notório o caso do italiano Nicola Mandarino, que foi acusado de espião pela população e teve sua casa incendiada em Aracaju.[21] Protestos seguiram-se no estado e em todo o país, e em 22 de agosto do mesmo ano, o Presidente Getúlio Vargas declarou guerra à Alemanha e Itália.[18][19][20]
Em 1963, foi descoberto petróleo em Carmópolis e, nas décadas seguintes, esse produto passou a compor uma parcela importante da economia estadual. Na segunda metade do século XX, fixou-se também em Sergipe a fábrica de cimentos.[13][14]
Os anos 1990 no estado foram marcados pelo impulsionamento da economia, decorrentes da abertura da Usina Hidrelétrica de Xingó, mudanças na legislação tributária estadual para atrair investidores, a inauguração do Porto de Sergipe e a chegada da indústria cloroquímica.[12][13]
Geografia
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Relevo
[editar | editar código]Sergipe tem um relevo baixo e regular, com cerca de 85% de seu território estando a menos de 300 m de altitude.[16]
O litoral sergipano é largo, formado por dunas e relevo plano. Conforme se avança para o interior, surgem pequenas elevações em formato de mesa - os tabuleiros -, que se estendem até o centro do estado, separadas por vales de fundo achatado, onde há amplas várzeas. O pediplano domina a porção ocidental do estado, com um relevo regular ou ligeiramente ondulado, em meio ao qual estão os inselbergues. A planície aluvial do rio São Francisco está ao longo da divisa com Alagoas e termina no litoral, em uma formação deltaica.[16][22]
As poucas e maiores elevações do estado constam-se em serras e colinas mais próximas à divisa com a Bahia, como é o caso da Serra Negra, no município de Poço Redondo, onde localiza-se o ponto mais alto do Estado, com 742 metros de altitude.
Hidrografia
[editar | editar código]Os principais rios de Sergipe são o São Francisco, Vaza-Barris, Sergipe, Japaratuba, Piauí e Real.[22]
O estado encontra-se com 47,26% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).[23]
Sergipe possui várias praias, como as de Atalaia, Aruana, Refúgio, Náufragos, Robalo e Mosqueiro, todas no município de Aracaju, no litoral sul do estado; Caueira, no município de Itaporanga d'Ajuda, ao sul de Aracaju; e Pirambu, a trinta quilômetros da capital, já no litoral norte. Pirambu conta com uma base do Projeto Tamar, à qual o acesso ficou facilitado pela construção, no ano de 2006, da Ponte Construtor João Alves, que liga a capital ao município de Barra dos Coqueiros. Neste município, tem destaque o povoado chamado Atalaia Nova, que é banhado pelo rio Sergipe e pelo oceano Atlântico, proporcionando excelente lazer e diversão, num local de tranquilidade e bastante contato com a natureza.[24]
A cidade de Canindé de São Francisco, no sertão, distante 186 quilômetros da capital, é um dos pontos turísticos mais atrativos do estado de Sergipe. Aqui, o Rio São Francisco foi represado para a construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, formando um lago de raríssima beleza. Além disso, o turista pode entrar em contato direto com a história da civilização local através dos achados que estão expostos à visitação pública no Museu de Arqueologia de Xingó, que é administrado pela Universidade Federal de Sergipe. A visita ao "Paraíso do Talhado" no lago da hidrelétrica é obrigatória a todos aqueles que vão conhecer o Cânion de Xingó, que se situa na divisa dos estados de Sergipe, Bahia e Alagoas.[25][26]

Clima
[editar | editar código]O clima é tropical, mais úmido próximo ao litoral (pluviosidade média anual de 1 600 mm na capital, com maior intensidade de chuvas entre março e julho) e semiárido no sertão. Em algumas ocasiões, a seca no oeste do estado pode se prolongar por quase um ano.[16]
Vegetação
[editar | editar código]A vegetação de Sergipe, já bastante modificada pelo homem, é constituída da Mata Atlântica (floresta tropical) no litoral e Zona da Mata e da Caatinga (savana estépica) na porção ocidental, com uma vegetação de transição, o agreste, na porção central do estado.[16]
Demografia
[editar | editar código]| Crescimento populacional | |||
|---|---|---|---|
| Censo | Pop. | %± | |
| 1872 | 176 243 | ||
| 1890 | 310 926 | 76,4% | |
| 1900 | 356 264 | 14,6% | |
| 1920 | 477 064 | 33,9% | |
| 1940 | 542 326 | 13,7% | |
| 1950 | 644 361 | 18,8% | |
| 1960 | 760 273 | 18,0% | |
| 1970 | 911 251 | 19,9% | |
| 1980 | 1 156 642 | 26,9% | |
| 1991 | 1 491 867 | 29,0% | |
| 2000 | 1 781 714 | 19,4% | |
| 2010 | 2 068 017 | 16,1% | |
| 2022 | 2 210 004 | 6,9% | |
Segundo o censo 2022, a população de Sergipe é de 2 210 004 habitantes, dos quais 1 152 196 (52,14%) são mulheres e 1 057 808 (47,86%) são homens. A taxa de urbanização é de 79,95% da população.[29]
Em 2024, segundo o PNUD, o IDH-M do estado é de 0,761, o que é considerado alto, sendo o vigésimo maior do país.[30] Em 2010, dos 75 municípios sergipanos, apenas a capital, Aracaju, possuía IDH alto (0,770), enquanto o menor índice era de Poço Redondo (0,529).[31]
A população sergipana, etnicamente, é miscigenada. Segundo o censo 2022, dos habitantes do estado, 61,61% se identificaram como pardos, 25,20% como brancos, 12,85% como pretos, 0,21% como indígenas e 0,13% como amarelos.[29]
Religiões
[editar | editar código]Segundo o censo 2022, da população estadual acima de 10 anos, que era de 1 901 948 indivíduos, 67,76% se identificaram como católicos, 18,27% como evangélicos (de denominações como Assembleia de Deus, metodistas, presbiterianos e Igreja Batista), 9,11% como irreligiosos, 1,12% como espíritas, 0,77% como umbandistas e candomblecistas, 0,1% como adeptos de tradições indígenas e 2,8% como adeptos de outras religiões.[29][32]
Municípios mais populosos
[editar | editar código]| Municípios mais populosos de Sergipe (Estimativa 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)[33] | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Aracaju | |||||||||||
| Posição | Localidade | Região intermediária | Pop. | Posição | Localidade | Região intermediária | Pop. | ||||
| 1 | Aracaju | Aracaju | 657 013 | 11 | Poço Redondo | Itabaiana | 34 775 | ||||
| 2 | N. S. do Socorro | Aracaju | 183 628 | 12 | Itaporanga d'Ajuda | Aracaju | 34 356 | ||||
| 3 | Lagarto | Itabaiana | 104 408 | 13 | Capela | Aracaju | 34 213 | ||||
| 4 | Itabaiana | Itabaiana | 95 427 | 14 | Barra dos Coqueiros | Aracaju | 30 407 | ||||
| 5 | São Cristóvão | Aracaju | 90 072 | 15 | Canindé de São Francisco | Itabaiana | 29 900 | ||||
| 6 | Estância | Aracaju | 69 184 | 16 | Laranjeiras | Aracaju | 29 826 | ||||
| 7 | Tobias Barreto | Itabaiana | 52 191 | 17 | Propriá | Aracaju | 29 626 | ||||
| 8 | Itabaianinha | Aracaju | 41 928 | 18 | Porto da Folha | Itabaiana | 28 596 | ||||
| 9 | Simão Dias | Itabaiana | 40 484 | 19 | Boquim | Aracaju | 26 816 | ||||
| 10 | N. S. da Glória | Itabaiana | 36 924 | 20 | N. S. das Dores | Aracaju | 26 629 | ||||
Política
[editar | editar código]O poder executivo é exercido pelo governador de Sergipe. O atual governador é Fábio Mitidieri. Anteriormente, ocuparam o cargo Belivaldo Chagas Silva, do PSD, que era vice de Jackson Barreto e assumiu o posto após este abdicar do cargo para concorrer ao Senado. Barreto foi eleito vice-governador em 2006 na chapa de Marcelo Déda (Partido dos Trabalhadores) para o período de quatro anos (2007 - 2010) e reeleito para um novo mandato (2011–2014). Com a morte de Déda, em 2 de dezembro de 2013, Jackson Barreto assumiu o Governo do Estado, e foi reeleito nas eleições de 2014.
O poder legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe, que é composta por 24 deputados. A TV Alese é um órgão de comunicação da Assembleia Legislativa que divulga as ações desta instituição.
O poder judiciário de Sergipe possui sede no Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, e é composto por treze desembargadores.[34] Representações deste poder estão espalhadas por todo o estado por meio de comarcas, classificadas em primeira, segunda ou terceira entrância; ao todo, existem 47 comarcas instaladas em Sergipe.
Subdivisões
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Sergipe é a vigésima primeira unidade da federação em número de municípios, com 75 no total. O município com a maior área é Poço Redondo, localizado na região geográfica imediata de Nossa Senhora da Glória, com 1 220 km² de extensão. O menor é General Maynard, com apenas 18,1 km², localizado na região geográfica imediata de Aracaju.
Os municípios são agrupados pelo IBGE em regiões geográficas intermediárias e regiões geográficas imediatas. As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões, que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as microrregiões.[35]
As regiões geográficas intermediárias congregam diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais, não constituindo uma entidade política ou administrativa, sendo utilizada apenas para fins estatísticos. As duas regiões geográficas intermediárias de Sergipe são: Região Geográfica Intermediária de Aracaju e a Região Geográfica Intermediária de Itabaiana. Uma subdivisão da região intermediaria é a região imediata. O território sergipano é dividido em 6 regiões geográficas imediatas, são elas: Aracaju, Estância, Propriá, Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora da Glória.
Economia
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Em 2025, o PIB do estado, segundo o IBGE, foi de 60,817 bilhões de reais, correspondente a cerca de 0,5% do PIB brasileiro.[37] O PIB per capita do estado em 2023 era de R$ 27 518,80.[38]
Em 2024, o estado de Sergipe exportou 449 milhões de dólares, sendo os principais produtos o petróleo cru (65%), suco de frutas (26%) e óleos essenciais (3,7%). No mesmo ano, quanto às importações do estado nordestino, que foram de 399 milhões de dólares, as principais foram gás de petróleo (39%), fertilizantes (22,2%) coque de petróleo (7,4%), máquinas para construção (3,7%), caminhões de carga (2,7%) e trigo (2,7%).[39]
A Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (Fies), criada em 1948, é a entidade sindical dos donos das empresas. A entidade congrega a maioria dos donos e dirigentes industriais.[40]
Em 2024, quanto à produção agrícola no estado, os principais cultivos, em toneladas, foram o de cana-de-açúcar (2,753 milhões), milho (914 mil), laranja (444 mil), mandioca (169 mil) e coco (155 mil).[41] Quanto à pecuária, os maiores rebanhos, em quantidade de cabeças, são os de galináceos (6,292 milhões), bovinos (1,349 milhão) e ovinos (214 mil).[42]

Sergipe tinha em 2018 um PIB industrial de R$ 7,5 bilhões, equivalente a 0,6% da indústria nacional e empregando 65 327 trabalhadores na indústria. Os principais setores industriais são: Serviços Industriais de Utilidade Pública, como Energia Elétrica e Água (36,6%), Construção (24,7%), Alimentos (8,8%), Químicos (3%) e Minerais não metálicos (2,3%). Estes 5 setores concentram 75,4% da indústria do estado.[43]
A exploração de recursos minerais é uma atividade muito importante para o estado, sendo explorado o petróleo, gás natural, calcário e potássio.[44] Em 2025, o Brasil produziu 3,770 milhões de barris por dia de petróleo e Sergipe é o sexto maior produtor desse óleo, correspondendo a 0,34% da produção nacional.[45][46] Recentemente foi descoberto em Barra dos Coqueiros, no litoral, um campo de petróleo, que, segundo estimativas da Petrobras, pode corresponder a um terço do volume de petróleo produzido na bacia de Campos.[47] Em 2011, problemas ambientais e trabalhistas fizeram a Petrobras cogitar o fechamento de 25 das 26 plataformas que se encontram na costa sergipana,[48] o que não chegou a ocorrer de fato. A VL Holding explora a única mina de potássio operante no país, no município de Rosário do Catete.[49]

Em Aracaju existem três shopping centers: RioMar, Jardins e o Aracaju Parque Shopping. O Shopping Prêmio é o primeiro fora da capital, localizado em Nossa Senhora do Socorro e explora também o potencial consumidor de sua Região Metropolitana.[50] Em Aracaju, existe ainda a Rua do Turista, fechada em 2003 e reaberta em dezembro de 2010, o local interliga a Praça Olímpio Campos e a rua de Laranjeiras, no centro comercial da cidade.[51]
Foi no estado de Sergipe, o local de fundação da quarta maior rede de supermercado do Brasil, o G.Barbosa.[52] A rede que tem sua sede localizada em Sergipe opera também na Bahia em Alagoas e, mais recentemente, no Ceará.[53] Além da citada anteriormente, operam no estado as seguintes redes de supermercados: Bompreço (fundada pelo Sergipano João Carlos Paes Mendonça em Casa Amarela, Recife, posteriormente vendido ao Walmart), Extra, Makro e Atacadão.
Turismo
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Além das praias e atrações do principal polo turístico do estado, a capital Aracaju, as cidades históricas de Sergipe também são pontos turísticos relevantes. A cidade de São Cristóvão, a mais antiga do estado e a sua primeira capital, com seu patrimônio tombado pelo IPHAN, preserva prédios históricos e conta com vários museus onde há importantes partes da história sergipana. Outra cidade histórica de Sergipe, é o município de Laranjeiras, conhecido por também possuir construções antigas que aos poucos estão sendo recuperadas, como igrejas datadas dos séculos XVII e XVIII, como por exemplo a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus.[54][55]
Em Canindé de São Francisco, no sertão, localiza-se, no Rio São Francisco, junto à divisa com Alagoas, o Cânion do Xingó, um dos principais atrativos turísticos sergipanos.[55] Japaratuba, no vale do rio Cotinguiba, é conhecida pelo seu balneário de águas cristalinas do Banho do Prata e a tradicional Festa das Cabacinhas, em janeiro.[56]
Infraestrutura
[editar | editar código]Saúde
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O maior hospital público no estado é o Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), em Aracaju. Fora da capital, a rede de saúde gerida pelo governo estadual possui hospitais em Nossa Senhora do Socorro, Nossa Senhora da Glória, Itabaiana, Propriá, Estância e Simão Dias, além de UPAs em Tobias Barreto, Boquim e Neópolis.[57] A essa soma-se os hospitais, UPAs e postos de saúde administrados pelos municípios sergipanos.
Mídia
[editar | editar código]A primeira emissora de televisão do estado foi a TV Sergipe, inaugurada em novembro de 1971 como afiliada da extinta Rede Tupi. Em 1973, passou a integrar a Rede Globo de Televisão.[58] Em 2009, a TV Atalaia fez a primeira transmissão do sinal de televisão digital no estado.[59] A TV Sergipe dá início à transmissão de Tv Digital em março de 2010.[60]
Em Sergipe, há sete emissoras de televisão, sendo cinco por televisão aberta e duas por televisão por assinatura. As abertas são a TV Aperipê, TV Sergipe, TV Atalaia, a TV Canção Nova Aracaju e a Rede Gênesis. As por assinatura são a TV Cidade e TV Alese. Em relação a afiliadas das cinco principais redes de televisão comercial aberta, o estado conta com afiliadas à TV Globo (TV Sergipe) e à Record (TV Atalaia). Existe também, uma emissora pública, a TV Aperipê, afiliada à TV Cultura, e a legislativa, a TV Alese. Há uma emissora geradora de programação católica, a TV Canção Nova Aracaju. Ainda há uma concorrência para geradora comercial na capital Aracaju, em curso desde dezembro de 2009.
Energia
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A energia elétrica consumida pelo estado provém predominantemente do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso, na cidade baiana homônima, e da Usina Hidrelétrica de Xingó, no sertão do estado. Ambas as usinas estão no Rio São Francisco.[16][61] Em janeiro de 2013 foi inaugurada o Parque eólico Barra dos Coqueiros no município da Barra dos Coqueiros, com produção para contemplar mais de 120 mil habitantes, e cerca de 35 MW.[62]
Transportes
[editar | editar código]A principal rodovia do estado é a BR-101, que o corta de norte a sul, na Zona da Mata. Outras rodovias importantes são a BR-235, que sai de Aracaju e é uma das principais rotas de interligação com o interior do estado, e a BR-349.[16][61]
O Aeroporto Internacional de Aracaju-Santa Marta é o único do estado administrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária e o principal do estado. Nele, circulam, diariamente, 6 000 pessoas e há operações de helicópteros que transportam passageiros para plataformas de petróleo no litoral do estado.[61][63]
O principal porto do estado é o Porto de Sergipe, em Barra dos Coqueiros.[16]
Segurança pública
[editar | editar código]A Polícia Civil do Estado de Sergipe, também subordinada ao Governador por meio da Secretaria de Segurança Pública, tem a missão, dentro do território sergipano, de exercer, com exclusividade, as funções de Polícia Judiciária, procedendo a investigação pré-processual e a formalização de atos investigatórios relacionados com a apuração de infrações penais, especialmente inquéritos policiais, termos circunstanciados de ocorrência e outros procedimentos correlatos, bem como praticar atos necessários a assegurar a apuração de infrações penais, inclusive o cumprimento de mandado de prisão, a realização de diligências requisitadas, fundamentadamente, pelo Poder Judiciário ou Ministério Público, e o fornecimento de informações para a instrução processual. Possui, como estrutura operacional, a Coordenadoria de Polícia Civil da Capital (COPCAL), responsável pelas delegacias na cidade de Aracaju e sua região metropolitana, e a Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (COPCIN), responsável pelas delegacias de polícia do interior do estado. Possui, ainda, o Centro de Operações Policiais Especiais, ao qual estão subordinados a Divisão de Telecomunicações (DITEL) e a Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (DIPOL).

A Polícia Militar do Estado de Sergipe foi criada em 1835 com a denominação de Corpo Policial da Província.[64] Historicamente a Corporação seguiu o mesmo percurso das demais Polícias Militares. Em 1917 passou a Força Auxiliar do Exército.[65] E em 1920[66] foi reestruturada como um Batalhão Policial, com uma Seção de Bombeiros. A partir de 1946 passou a desenvolver a configuração atual, constituindo progressivamente as atuais modalidades de policiamento. A Polícia Militar conta com: Comando-Geral, Estado-Maior e oito batalhões em todo o estado: três na Grande Aracaju (1º, 5º e 8º) e os demais no interior (2º, 3º, 4º, 6º e 7º). Além do Batalhão Especial de Segurança Patrimonial, de Operações Especiais e de Policiamento de Guardas. Fazem parte, ainda, as companhias de Polícia Rodoviária, de Trânsito, de Choque, Fazendária, Escolar, Radiopatrulha, Ambiental e dez companhias de Polícia Comunitária.[67]
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe foi criado em outubro de 1920, com a denominação de Seção de Sapadores Bombeiros, subordinado à Força Pública do Estado, atual Polícia Militar. Em 1936, passou a designar-se como Companhia de Bombeiros, e foi transferido para a administração do Município de Aracaju. Em 1955, foi transformado no Corpo de Bombeiros Municipal de Aracaju. Em 1984 a Corporação foi transferida do Município para o Estado, e incorporada à Polícia Militar com a estrutura operacional de batalhão. Em 1999, desvinculou-se da PMSE, passando a dispor de autonomia administrativa e financeira própria. Possui, ao todo, cinco Grupamentos no estado, distribuídos dessa forma: 1º GBM - Aracaju; 2º GBM - Estância; 3º GBM - Itabaiana; 4º GBM - Grupamento de Salvamento Marítimo (com viaturas de salvamento e combate à incêndio) - Aracaju; e 5º GBM - Nossa Senhora do Socorro.
A Coordenadoria Geral de Perícias do Estado de Sergipe foi criada em 29 de janeiro de 1991, como um órgão de natureza operacional integrante da estrutura administrativa da Secretaria de Estado da Segurança Pública e subordinada diretamente ao Secretário de Segurança Pública. Tem como principais atribuições a promoção, execução e coordenação das perícias criminais, médico-legais e odonto-legais, dos serviços de identificação, do desenvolvimento de estudos e pesquisas, e demais ações e atividades relativas à sua área de atuação, assim como promover ações de polícia técnico-científica para atender às requisições da Polícia Civil, do Poder Judiciário e do Ministério Público. A estrutura organizacional básica é composta pelos seguintes órgãos operacionais: Instituto Médico Legal (IML), Instituto de Criminalística (IC), Instituto de Identificação (ID) e Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF).
Educação
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A educação em Sergipe, é provida, como em todo o Brasil de escolas públicas e privadas. Administrada pela Secretaria de Estado da Educação possui orçamento de R$ 1 053 000 000,00[68] em 2016 e com projeção de redução de 30 milhões para 2017. O IDEB é considerado abaixo da média nacional e de maneira mais acentuada no ensino médio.[69] O ensino fundamental ainda é gerido prioritariamente pela rede estadual suprindo as necessidades locais dos municípios descumprindo o que é claramente determinado pela LDB.[70]
Nos bairros e conjuntos, há as escolas públicas, administradas pela prefeitura ou pelo estado. Uma das mais antigas, em que estudaram importantes políticos do estado, é o Colégio Atheneu, localizado no Bairro São José próximo ao centro de Aracaju. Das escolas particulares, as que mais se destacam, são: Colégio do Salvador, Colégio Arquidiocesano, Colégio Amadeus, Colégio de Ciências Pura e Aplicada, Colégio Master, Colégio Ideal, IDFG, SESI e Colégio Salesiano, as quais fazem parte das que tiveram melhores desempenhos no Exame Nacional do Ensino Médio no estado de Sergipe.
Cultura
[editar | editar código]Literatura
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Os maiores escritores no estado são Tobias Barreto, fundador do condoreirismo brasileiro e patrono da cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras, cuja cidade natal (antiga Campos do Rio Real) foi batizada em sua homenagem, e Sílvio Romero, que também era crítico literário.[71][72]
Música
[editar | editar código]Praticamente inexistiu, até a década de 1970, a chamada "música popular sergipana", que surgiu trazendo temática local para as letras. Cantores como Chiko Queiroga e Antônio Rogério trazem em suas canções elementos do folclore sergipano.[73]
Cinema e teatro
[editar | editar código]Em Sergipe existem três complexos de cinemas localizados na capital do estado, dois pertencentes à rede Cinemark, e o Cinema Vitória, (Sala Avenida Brasil), localizado no Mini Shopping Rua do Turista, reinaugurado em 13 de maio de 2013, um projeto da Casa Curta-Se em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e Ministério da Cultura. O Cine Vitória (Sala Avenida Brasil), é o único "Cinema de Rua" existente no estado, que exibe uma programação diferenciada, privilegiando a diversidade cinematográfica mundial. No dia 25 de janeiro de 2013, foi inaugurado o primeiro complexo de cinemas fora da capital, localizado no shopping de Nossa Senhora do Socorro. A cidade de Nossa Senhora da Glória será a terceira cidade do estado a ter salas de cinema.
Eventualmente, são encenadas peças teatrais em Sergipe, são apresentações de grupos locais e também de sucessos de público nacionais. Os teatros mais importantes do estado são o Teatro Tobias Barreto, O Teatro Lourival Batista e o Teatro Atheneu, este último foi aberto depois das reformas.
Artesanato
[editar | editar código]O artesanato em Sergipe é um dos mais expressivos do país, trabalhando em materiais como o couro, cerâmica, sisal, renda e bordado, destacando-se municípios como Tobias Barreto, Nossa Senhora da Glória, Propriá, Cedro de São João, Divina Pastora e Santana do São Francisco.[74]
Folclore
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O folclore sergipano[75] é rico e diversificado, reunindo elementos da cultura indígena, africana e europeia.[76][77] Dentre as muitas manifestações folclóricas destacam-se o Reisado, Parafusos, Jonhos, Guerreiros, Lambe-Sujos e Caboclinhos, Cacumbi, Taieira, Samba de Parelha e São Gonçalo. Anualmente é realizado o Encontro Cultural de Laranjeiras, um evento que reúne musicais, apresentações de grupos folclóricos, grupos de discussão e exposições sobre o folclore no estado.[78]
Esportes
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O futebol é o esporte mais popular. Inaugurado em julho de 1969, o Estádio Estadual Lourival Baptista, também conhecido como Batistão, em homenagem ao então governador Lourival Baptista, é a maior arena de futebol de Sergipe e abriga as principais partidas de clubes sergipanos em competições nacionais e regionais.[79] Além disso. em conjunto com o estádio apresenta-se o principal ginásio em Sergipe, Ginásio Constâncio Vieira, inaugurado em 1978. Trata-se do principal complexo desportivo do Estado que se encontra na área nobre da capital Aracaju.[80] No futebol, merece destaque Clodoaldo, campeão mundial com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, no México.[81]
Atualmente o estado desponta como um dos maiores promissores na gestação de atletas que se projetam não só nacionalmente como mundialmente. Nascido na cidade de Lagarto, o fenômeno Diego Costa tem ganhado cada vez mais a atenção da modalidade futebolística a nível mundial.[82][83]
Historicamente, o estado sempre apresentou tradição na modalidade esportiva do handebol servindo muitas vezes como base para a seleção nacional. Ademais, nas artes marciais, a karateca Mariana Dantas conquistou o campeonato mundial júnior da modalidade.[84] e o ex-pugilista Adilson José Rodrigues, conhecido como Maguila, foi o primeiro brasileiro campeão mundial peso pesado.[85]
Culinária
[editar | editar código]Os pratos mais conhecidos da culinária sergipana são a buchada, sarapatel, cuscuz nordestino, carne de sol, sururu e tripas à sergipana. No interior, é bastante apreciada a paçoca, de carne desfiada com farinha de mandioca.[74]
Eventos
[editar | editar código]O Forró Caju conta com cerca de 140 atrações locais e nacionais reunidas durante 14 noites na praça de eventos entre os mercados Albano Franco e Thales Ferraz. O evento é gratuito e faz parte do calendário junino brasileiro. Organizada pela Prefeitura de Aracaju, a festa atrai um público de 1 milhão de pessoas em cada edição.[86]
Criado em 1992, o Pré-Caju era uma prévia carnavalesca que reunia bandas de axé, pagode e outros ritmos. O evento foi encerrado em 2014.[87] Outras micaretas famosas são: o Micabã e a Festa de Senhora Sant´ana ambos realizados no município de Aquidabã e a Micarana, no município de Itabaiana. Há também a Festa de "Zé Pereira" comemorada no Carnaval, na cidade ribeirinha de Neópolis, que faz divisa com Penedo, Alagoas, que ocorre em todos os dias de carnaval; acompanhada de músicas carnavalescas toda a população brinca, um melando os outros com diversas coisas.
Ver também
[editar | editar código]Referências
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