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Zagreb

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Este artigo é sobre a cidade. Para outros usos, veja Zagreb (desambiguação).
Zagreb
Grad Zagreb
Alguns dos principais marcos de Zagreb
Alguns dos principais marcos de Zagreb
Alguns dos principais marcos de Zagreb
Bandeira oficial de Zagreb
Brasão oficial de Zagreb
Bandeira Brasão
Localização da Cidade de Zagreb na Croácia
Localização da Cidade de Zagreb na Croácia
Localização da Cidade de Zagreb na Croácia
Coordenadas 45° 48' 47" N 15° 58' 39" E
País  Croácia
Prefeito Tomislav Tomašević
Área 
  Total 641,2 km²
  Metropolitana 2911,3 km²
Altitude 158 m
População 
  Cidade (2021) 767 131
  Metro 1 051 045
  [1]
Fuso horário
  Verão (DST)
CET (UTC+1)
CEST (UTC+2)
Website: [http://zagreb.hr zagreb.hr]

Zagreb ou, na forma aportuguesada, Zagrebe,[2] é a capital e a maior cidade da Croácia. Situa-se no norte do país, junto ao rio Sava e nas encostas meridionais da montanha Medvednica.[3] No censo de 2021, a unidade administrativa Cidade de Zagreb tinha 767 131 habitantes.[1] O assentamento de Zagreb propriamente dito tinha 663 592 habitantes.[3] A Aglomeração Urbana de Zagreb, delimitada oficialmente para fins de planejamento e composta pela capital e por outras 29 cidades e municípios, tinha 1 051 045 habitantes em 2021.[4]

O núcleo medieval desenvolveu-se a partir de dois centros vizinhos, o eclesiástico Kaptol, em torno da diocese e da Catedral de Zagreb, e o secular Gradec. A diocese foi fundada por volta de 1091, certamente antes de 1094, e é documentada numa carta de 1134; depois da invasão mongol de 1242, o rei Bela IV concedeu a Gradec o estatuto de cidade real livre.[3] Gradec, Kaptol, Nova Ves e Vlaška ulica foram unidos numa única cidade em 1850.[3] Desde a independência da Croácia em 1991, Zagreb é a capital do Estado croata independente.

A Cidade de Zagreb possui estatuto administrativo especial: é uma unidade de autogoverno local que exerce também competências de condado, separada do vizinho Condado de Zagreb.[5] Divide-se em 17 distritos urbanos, 218 comitês locais e 68 assentamentos.[6] É o principal centro político, econômico, científico, universitário, cultural e de transportes do país.[3]

Topônimo

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Em português, a forma original Zagreb é amplamente utilizada, mas a forma aportuguesada Zagrebe também é registrada pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa, que igualmente registra o gentílico zagrebino.[2] A forma Zagrebe aparece ainda em obras e bases terminológicas de língua portuguesa.[7]

A etimologia do nome não é consensual. A designação é documentada em 1134, na forma latina Zagrabiensem episcopatum.[3] Uma das explicações linguísticas propostas relaciona o nome com a forma protoeslava reconstruída *Zagrębъ e com uma raiz associada a um aterro, elevação ou fortificação.[8][9] A antiga forma alemã do nome era Agram.

História

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Antiguidade e Idade Média

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Ruínas da cidade romana de Andautonia

A principal cidade romana nas proximidades do Zagreb atual era Andautonia, situada na atual Šćitarjevo, a sudeste da capital. Desenvolveu-se a partir do século I e foi durante cerca de quatro séculos um centro administrativo, econômico, cultural e religioso regional; foi destruída no fim do século IV ou início do V.[10]

A história institucional do Zagreb medieval começa com a criação da diocese pelo rei Ladislau I da Hungria por volta de 1091, mas não depois de 1094. A diocese é mencionada pela primeira vez num documento preservado de 1134.[3] Junto da catedral desenvolveu-se Kaptol, sede episcopal e do cabido; na colina vizinha cresceu Gradec, uma povoação fortificada secular. O riacho Medveščak separava as duas comunidades.[11]

A região foi devastada pela invasão mongol em 1242. Ainda nesse ano, Bela IV promulgou a chamada Bula de Ouro de 1242, que concedeu a Gradec o estatuto e os privilégios de cidade real livre.[3] Gradec e Kaptol permaneceram juridicamente separados durante séculos. Disputas por terras, moinhos, mercados, impostos e jurisdição provocaram repetidos conflitos entre ambas as comunidades, lembrados no topônimo Krvavi Most («Ponte Sangrenta»).[3]

Séculos XVI a XVIII

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Durante a expansão otomana nos Balcãs, Zagreb ganhou importância como centro político e administrativo da Croácia e da Eslavônia. Os parlamentos croata e croata-eslavônio reuniram-se ali com frequência crescente; em 1621, Nikola IX Frankopan tornou-se o primeiro ban a manter a sua sede na cidade.[3] A posição de Zagreb como principal centro administrativo consolidou-se gradualmente, e não por uma proclamação formal da cidade como capital em 1557.[3]

Os jesuítas chegaram a Zagreb no início do século XVII e fundaram um colégio, um mosteiro e a igreja de Santa Catarina. Em 1669, o imperador Leopoldo I confirmou os privilégios de uma academia jesuíta que se tornou uma das precursoras da atual Universidade de Zagreb.[3] Nos séculos XVII e XVIII a cidade sofreu incêndios e epidemias. Em 1776, o Conselho Real Croata transferiu-se de Varaždin para Zagreb, reforçando ainda mais a função administrativa da cidade.[3]

Século XIX e primeira metade do século XX

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Zagreb em 1689, numa gravura de Johann Weikhard von Valvasor

No século XIX, Zagreb foi um dos principais centros do Renascimento Nacional Croata. Em 1850, Gradec, Kaptol, Nova Ves e Vlaška ulica foram unificados numa única municipalidade.[3] O crescimento acelerou na segunda metade do século: a primeira linha ferroviária ligando Zagreb a Zidani Most e Sisak abriu em 1862; a cidade recebeu instalações de gás em 1863 e abastecimento de água em 1878.[3]

O sismo de 1880 danificou fortemente a cidade e foi seguido por uma ampla reconstrução. Grande parte da atual Cidade Baixa tomou forma nesse período, com quarteirões regulares e uma sequência de praças e parques conhecida como Ferradura Verde ou Ferradura de Lenuci.[12] O primeiro bonde, ainda de tração animal, começou a circular em 1891; a eletrificação da rede ocorreu no início do século XX.[3]

Depois da Primeira Guerra Mundial, Zagreb integrou o Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, mais tarde Reino da Iugoslávia. A cidade expandiu-se rapidamente e tornou-se o segundo maior centro urbano do Estado iugoslavo. Durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1941 e 1945, foi a capital do Estado Independente da Croácia, regime aliado do Eixo dirigido pelos Ustaše. O regime perseguiu e assassinou sérvios, judeus, romani e opositores políticos, ao mesmo tempo que atuavam redes de resistência comunista. Partidários iugoslavos entraram em Zagreb em maio de 1945.[3]

Período contemporâneo

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Partidários iugoslavos na Praça Ban Jelačić em maio de 1945

Depois de 1945, Zagreb tornou-se a capital da República Socialista da Croácia, uma das repúblicas constituintes da Iugoslávia socialista. A expansão urbana atravessou o Sava a partir da década de 1950 e deu origem ao Novo Zagreb, enquanto novos bairros residenciais e zonas industriais se desenvolveram também para leste e oeste.[3] Em 1987, Zagreb sediou a Universíada de Verão de 1987, acompanhada por investimentos em instalações esportivas e infraestrutura urbana.[3]

Em 25 de junho de 1991, o parlamento croata aprovou a declaração de soberania e independência da Croácia; Zagreb tornou-se a capital do Estado independente.[13] Durante a Guerra de Independência da Croácia, a cidade evitou destruição em grande escala, mas em maio de 1995 sofreu dois ataques com foguetes que mataram sete civis e feriram dezenas de pessoas.

Em 22 de março de 2020, um sismo de magnitude de momento 5,4 atingiu a região de Zagreb. Uma pessoa morreu e numerosos edifícios históricos, hospitais, igrejas e habitações foram danificados. A reconstrução e o reforço sísmico de edifícios públicos e monumentos prolongaram-se pela década de 2020.[14]

Geografia

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Localização e paisagem urbana

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Vista aérea de Zagreb

Zagreb situa-se no norte da Croácia, na planície do Sava e junto às encostas meridionais de Medvednica. A altitude do centro urbano é de cerca de 158 metros, enquanto o ponto mais elevado do território municipal é Sljeme, no maciço de Medvednica, com 1 035 metros.[3] A área administrativa da Cidade de Zagreb é de cerca de 641,2 km².[15]

O centro histórico conserva os antigos núcleos de Gradec e Kaptol, na Cidade Alta. A Cidade Baixa, desenvolvida sobretudo durante o século XIX, caracteriza-se por quarteirões regulares e pela Ferradura de Lenuci, sequência de praças, jardins e edifícios públicos. Depois da Segunda Guerra Mundial, grandes bairros residenciais foram construídos ao sul do Sava, no Novo Zagreb, enquanto a expansão industrial e habitacional prosseguiu ao longo dos principais eixos rodoviários.[3]

Entre os marcos arquitetônicos modernos encontram-se o Neboder, a Zagrepčanka, a Torre Cibona e o grande complexo residencial Mamutica. No topo de Medvednica ergue-se a torre de telecomunicações de Sljeme.[16][17]

Panorama de Zagreb.

Zagreb tem clima temperado, com quatro estações bem definidas. Na classificação de Köppen, é geralmente enquadrada no tipo Cfb, clima temperado oceânico próximo da transição para o clima continental úmido. Desde 2023, o Serviço Meteorológico e Hidrológico Croata utiliza o período 1991–2020 como normal climatológica; na estação Zagreb-Maksimir, a temperatura média anual desse período é de 11,9 °C.[18] A precipitação média anual é de cerca de 874 mm, distribuída ao longo de todo o ano.[18]

Na estação Maksimir foram registradas temperaturas extremas de 40,4 °C e −27,3 °C.[19]

Demografia e divisão administrativa

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Os 17 distritos de Zagreb

A Cidade de Zagreb tinha 767 131 habitantes em 2021, contra 790 017 em 2011, uma diminuição de cerca de 2,9%.[1] No mesmo censo, 717 526 habitantes (93,53%) declararam-se croatas. As maiores minorias eram sérvios (12 034; 1,57%), bosníacos (6 566; 0,86%), albaneses (3 475; 0,45%), romani (2 167; 0,28%), eslovenos (1 312; 0,17%), macedônios (1 036; 0,14%) e montenegrinos (865; 0,11%).[1]

O território municipal divide-se em 17 distritos urbanos. Os dados abaixo correspondem ao censo de 2021; as áreas seguem a divisão administrativa oficial:[1][6]

Nº Distrito Área (km²) População (2021)
1Donji Grad3,0231 209
2Gornji Grad - Medveščak10,1826 423
3Trnje7,3640 539
4Maksimir14,9747 356
5Peščenica - Žitnjak35,2953 023
6Novi Zagreb - istok16,5455 898
7Novi Zagreb - zapad62,6363 917
8Trešnjevka - sjever5,8152 974
9Trešnjevka - jug9,8465 324
10Črnomerec24,1638 084
11Gornja Dubrava40,4358 255
12Donja Dubrava10,7933 537
13Stenjevec12,2453 862
14Podsused - Vrapče36,1944 910
15Podsljeme69,2518 974
16Sesvete165,2270 800
17Brezovica127,3212 046
Total 641,24 767 131

Além do assentamento de Zagreb propriamente dito, o território da Cidade de Zagreb contém dezenas de outros assentamentos, incluindo Sesvete, Lučko e diversas aldeias. O registro oficial de unidades espaciais contabiliza atualmente 68 assentamentos.[6]

Política e administração

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O Parlamento da Croácia na Praça de São Marcos

Como capital do país, Zagreb abriga o Parlamento da Croácia, o Governo da Croácia, o Tribunal Constitucional e a maioria dos ministérios e órgãos centrais do Estado.[3] No plano local, os principais órgãos são a Assembleia Municipal de Zagreb e o prefeito. O prefeito é eleito diretamente pelos cidadãos para um mandato de quatro anos.

Tomislav Tomašević, do partido Možemo!, foi eleito pela primeira vez em 2021 e reeleito em 1 de junho de 2025 como candidato de uma coalizão com o Partido Social-Democrata da Croácia.[20]

A Assembleia Municipal possui 47 membros. Nas eleições locais de 2025, a lista Možemo!–SDP obteve 25 lugares; a coalizão liderada pela União Democrática Croata, oito; a lista independente de Marija Selak Raspudić, sete; a coalizão Servus Zagreb, quatro; e a lista encabeçada por Tomislav Jonjić, três.[21] Matej Mišić, do SDP, foi eleito presidente da Assembleia em 10 de junho de 2025.[22]

Os 17 distritos possuem conselhos eleitos, e os 218 comitês locais constituem um nível mais próximo de participação comunitária. A administração municipal exerce simultaneamente competências próprias de cidade e de condado em virtude do estatuto especial de Zagreb.[5][6]

Banco Nacional da Croácia

Zagreb é o maior centro econômico e empresarial da Croácia. A sua base industrial tradicional inclui engenharia elétrica, maquinaria, indústria química e farmacêutica, produção alimentar, impressão e outros ramos, enquanto serviços financeiros, tecnologia da informação, comércio, serviços profissionais, administração pública, educação e saúde representam uma parcela crescente da economia.[3] Na cidade estão sediados o Banco Nacional da Croácia, a Bolsa de Valores de Zagreb e numerosas grandes empresas croatas e multinacionais.

Segundo as contas regionais finais publicadas pelo Instituto de Estatística da Croácia, o produto interno bruto da Cidade de Zagreb atingiu 26,671 bilhões de euros em 2023, ou 34 518 euros por habitante. O PIB per capita equivalia a 168,2% da média croata.[23] No segundo trimestre de 2026, a remuneração líquida média mensal dos trabalhadores de entidades jurídicas na cidade foi de 1 784 euros, a mais elevada entre os condados croatas; a remuneração bruta média foi de 2 604 euros.[24]

Praça Ban Jelačić

Zagreb é um importante destino de turismo urbano e cultural e, ao mesmo tempo, uma porta de entrada para outras regiões da Croácia. A Cidade Alta, a Cidade Baixa, a Catedral de Zagreb, a igreja de São Marcos, a Praça Ban Jelačić, o cemitério de Mirogoj, o parque Maksimir, Jarun e os museus e galerias figuram entre as principais atrações.[3]

Em 2025, os estabelecimentos comerciais de hospedagem da cidade registraram 1 431 885 chegadas e 2 721 617 pernoites; visitantes estrangeiros responderam por 79,9% das pernoites.[25]

Patrimônio e museus

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Teatro Nacional Croata de Zagreb
Museu de Arte Contemporânea

Zagreb é o principal centro cultural da Croácia e reúne numerosas instituições de âmbito nacional. Na Cidade Alta destacam-se a Catedral de Zagreb, a igreja de São Marcos, a torre Lotrščak e a Porta de Pedra; a Cidade Baixa concentra palácios, museus, teatros, edifícios acadêmicos e os parques da Ferradura de Lenuci.[3]

O Museu Arqueológico de Zagreb desenvolveu-se a partir da coleção arqueológica do antigo Museu Nacional e conserva mais de 450 mil objetos. Entre os seus acervos mais conhecidos estão a múmia de Zagreb e o Liber Linteus, o mais extenso texto conservado em língua etrusca.[26] O Museu da Cidade de Zagreb, fundado em 1907, ocupa um antigo convento das Clarissas e apresenta a evolução urbana, política, econômica e cultural da cidade.[27]

Outras instituições importantes incluem o Museu Etnográfico, o Museu Técnico Nikola Tesla, o Museu de Arte Contemporânea, o Museu Nacional de Arte Moderna, a Galeria Strossmayer dos Antigos Mestres, o Museu Mimara, o Museu de Artes e Ofícios e o Museu das Relações Terminadas. O Museu de História Natural da Croácia reabriu em outubro de 2024, depois de uma ampla reconstrução relacionada com os danos do sismo de 2020.[28] As obras de reconstrução do Museu Mimara foram concluídas em julho de 2026.[29]

O Pavilhão de Arte de Zagreb, construído no fim do século XIX, também passou por reconstrução pós-sismo; durante o encerramento do edifício, a instituição manteve exposições e projetos noutros espaços da cidade.[30]

Artes e eventos

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O Teatro Nacional Croata de Zagreb foi inaugurado em 1895 e é a principal instituição nacional de ópera, teatro e balé na capital. A Sala de Concertos Vatroslav Lisinski, aberta em 1973, é o principal grande auditório de música da cidade.[3] Entre os eventos internacionais regulares estão o festival de cinema de animação Animafest Zagreb, a Bienal de Música de Zagreb, o festival de documentários ZagrebDox e o INmusic Festival, realizado em Jarun.

O Animafest, criado em 1972, é um dos festivais de animação mais antigos do mundo; desde 2015, as competições de curtas e longas-metragens são realizadas numa única edição anual.[31] O INmusic realiza-se desde 2006 como festival de música ao ar livre em Jarun.[32]

Gastronomia

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A cozinha de Zagreb combina tradições do noroeste da Croácia com influências centro-europeias. Entre pratos associados à cidade e à região encontram-se štrukli, peru com mlinci, zagrebački odrezak — escalope empanado recheado com presunto e queijo — e queijo fresco com creme. O mercado Dolac é o mais conhecido mercado alimentar ao ar livre do centro.[33] A tradição dos biscoitos decorados licitar, característica do norte da Croácia, foi inscrita em 2010 na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.[34]

Transportes

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Bonde TMK 2200 junto à estação central

Zagreb é o principal nó rodoviário e ferroviário da Croácia. A circular de Zagreb liga as principais autoestradas que irradiam da capital: a A1 em direção a Karlovac, Split e ao sul do Adriático; a A3 em direção à Eslovênia, a oeste, e à Eslavônia e Sérvia, a leste; a A4 em direção a Varaždin e à Hungria; e a A11 em direção a Sisak. A A2 liga a região metropolitana à fronteira eslovena em Macelj.[35]

O transporte público urbano baseia-se principalmente em bondes e ônibus operados pela ZET, complementados por trens suburbanos. A rede regular de bondes estrutura-se em torno de 15 linhas diurnas numeradas e quatro linhas noturnas, embora obras possam suspender ou desviar temporariamente algumas delas.[36][37] Em 2024, os bondes transportaram cerca de 121,8 milhões de passageiros.[38]

Funicular de Zagreb

O Funicular de Zagreb liga a Cidade Baixa à Cidade Alta. Inaugurado em 1890 e com apenas 66 metros de extensão, foi completamente renovado e reabriu ao público em 19 de maio de 2026.[39] Um teleférico liga a cidade à zona de Sljeme, em Medvednica.

A estação Zagreb Glavni kolodvor é o principal terminal ferroviário de passageiros e o centro das linhas interurbanas e suburbanas da capital.[40] A Estação Rodoviária de Zagreb concentra grande parte dos serviços intermunicipais e internacionais de ônibus.

O Aeroporto Franjo Tuđman de Zagreb, situado cerca de 17 km a sudeste do centro, em Velika Gorica, é o principal aeroporto internacional da Croácia. O atual terminal de passageiros abriu em 2017. Em 2025, o aeroporto recebeu um recorde de 4 721 563 passageiros.[41]

Em agosto de 2025, a cidade lançou o sistema público de bicicletas Bajs, com 2 000 bicicletas equipadas com GPS distribuídas por 180 locais.[42]

Educação e ciência

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Academia Croata de Ciências e Artes

A Universidade de Zagreb remonta institucionalmente à academia jesuíta cujos privilégios foram confirmados pelo imperador Leopoldo I em 1669. A universidade moderna foi formalmente inaugurada em 1874.[43] Em 2026, a instituição reunia 31 faculdades e três academias, distribuídas por vários pontos da cidade.[44]

A cidade abriga também a Academia Croata de Ciências e Artes, a Biblioteca Nacional e Universitária, o Arquivo do Estado Croata, o Instituto de Lexicografia Miroslav Krleža e numerosos institutos de pesquisa. O conjunto dessas instituições reforça a função de Zagreb como principal centro científico e acadêmico do país.[3]

Estádio Maksimir

Zagreb é sede de vários dos principais clubes esportivos da Croácia, como o Dinamo Zagreb, o clube de basquete Cibona, o clube de handebol RK Zagreb e o clube de polo aquático HAVK Mladost. Entre as principais instalações encontram-se o Estádio Maksimir, a Arena Zagreb, o Dom Sportova e o Pavilhão de Basquete Dražen Petrović.

A cidade sediou, entre outros eventos, a Universíada de Verão de 1987 e partidas do Campeonato Mundial Masculino de Handebol de 2009. A zona de Sljeme, em Medvednica, recebeu provas da Copa do Mundo de Esqui Alpino, incluindo uma prova feminina de slalom em 20 de janeiro de 2005.[45]

Em abril de 2025 começaram as obras de um novo estádio na rua Kranjčevićeva.[46] Em 2026, a cidade e o Governo croata promoveram um concurso internacional para um novo estádio de cerca de 35 mil lugares em Maksimir e para a reorganização do complexo esportivo de Svetice.[47]

Relações internacionais

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Zagreb mantém diferentes modalidades de cooperação urbana — geminação, amizade, parceria e acordos de cooperação — e as fontes municipais nem sempre empregam os termos de forma uniforme. O registro oficial atual reúne, entre os documentos assinados desde 2012, acordos com Berlim, Pristina, Roma e Sófia (2012), Astana e Chongqing (2014), Petrinja, Molise e Sinj (2015), Vukovar (2016), Senj e Xiangyang (2017), Daruvar (2019), Čazma (2020), Viena (2022), Kiev (2024) e Brno (2025).[48] A cidade mantém também relações históricas de cooperação com várias outras capitais e cidades europeias e extraeuropeias.

Relações com Portugal

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Entre as relações intermunicipais históricas de Zagreb está Lisboa. Em 1977, as duas cidades assinaram um protocolo que estabeleceu cooperação amistosa entre as respectivas administrações municipais.[49] A relação permaneceu ativa nas décadas seguintes; durante uma visita de Estado da presidente croata Kolinda Grabar-Kitarović a Portugal, em 2017, a Câmara Municipal de Lisboa destacou as relações bilaterais e a cooperação internacional entre Lisboa e Zagrebe.[50]

A ligação cultural e acadêmica com o mundo lusófono inclui ainda o Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões na Universidade de Zagreb, aberto ao público em 2008 e estabelecido por protocolo entre o Camões e a universidade. O centro apoia o ensino da língua portuguesa e a difusão das culturas dos países de língua portuguesa na Croácia.[51]

Ver também

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Referências

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Referências

  1. 1 2 3 4 5 «Popis stanovništva, kućanstava i stanova 2021. – konačni rezultati, Grad Zagreb» (PDF) (em croata). Grad Zagreb. 9 de novembro de 2022. Consultado em 3 de setembro de 2026
  2. 1 2 «Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa». Instituto Internacional da Língua Portuguesa. Consultado em 3 de setembro de 2026
  3. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 «Zagreb». Hrvatska enciklopedija (em croata). Leksikografski zavod Miroslav Krleža. Consultado em 3 de setembro de 2026
  4. ↑ «Zagreb Urban Agglomeration Development Strategy for the Period up to 2027 – Summary» (PDF) (em inglês). City of Zagreb. 2024. Consultado em 3 de setembro de 2026
  5. 1 2 «Zakon o Gradu Zagrebu». Narodne novine (em croata). 11 de julho de 2001. Consultado em 3 de setembro de 2026
  6. 1 2 3 4 «Registar prostornih jedinica» (em croata). City of Zagreb. 13 de dezembro de 2024. Consultado em 3 de setembro de 2026
  7. ↑ «Vocabulário de Topônimos e Gentílicos». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 3 de setembro de 2026
  8. ↑ Gluhak, Alemko (1999). «Neke praslavenske riječi u hrvatskome». Hrvatski dijalektološki zbornik (em croata) (11): 11–20. Consultado em 3 de setembro de 2026
  9. ↑ Gračanin, Hrvoje (2012). Ivo Goldstein e Slavko Goldstein, ed. Povijest grada Zagreba. Knjiga 1. Od prethistorije do 1918. (em croata). Zagreb: Novi Liber. p. 22. ISBN 978-953-325-020-5
  10. ↑ «Roman town Andautonia – predecessor of Zagreb» (em inglês). Archaeological Museum in Zagreb. Consultado em 3 de setembro de 2026
  11. ↑ Hawkesworth, Celia (2007). Zagreb: A Cultural and Literary History (em inglês). [S.l.]: Signal Books. p. 18. ISBN 978-1-904955-30-6
  12. ↑ Jan Kozák e Vladimír Čermák, ed. (2010). «Zagreb (Agram) Earthquake, Croatia, 1880». The Illustrated History of Natural Disasters (em inglês). [S.l.]: Springer. pp. 151–153. ISBN 978-90-481-3325-3. doi:10.1007/978-90-481-3325-3_33
  13. ↑ «Deklaracija o proglašenju suverene i samostalne Republike Hrvatske». Narodne novine (em croata). 25 de junho de 1991. Consultado em 3 de setembro de 2026
  14. ↑ Josip Atalić; Marija Šavor Novak; Mario Uroš (2021). «The M_w 5.4 Zagreb (Croatia) earthquake of March 22, 2020: impacts and response». Bulletin of Earthquake Engineering (em inglês). 19: 3461–3489. doi:10.1007/s10518-021-01117-w. Consultado em 3 de setembro de 2026
  15. ↑ «Grad Zagreb». Hrvatska enciklopedija (em croata). Leksikografski zavod Miroslav Krleža. Consultado em 3 de setembro de 2026
  16. ↑ «Neboderi u Hrvatskoj». Hrvatska tehnička enciklopedija (em croata). Leksikografski zavod Miroslav Krleža. Consultado em 3 de setembro de 2026
  17. ↑ «OIV Tower Sljeme» (em inglês). Odašiljači i veze. Consultado em 3 de setembro de 2026
  18. 1 2 «Climate standard normals» (em inglês). Croatian Meteorological and Hydrological Service. Consultado em 3 de setembro de 2026
  19. ↑ «Monthly values and extremes: Zagreb Maksimir» (em inglês). Croatian Meteorological and Hydrological Service. Consultado em 3 de setembro de 2026
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  21. ↑ «Informacija o izborima – Grad Zagreb, 2025» (PDF) (em croata). Državno izborno povjerenstvo Republike Hrvatske. 2025. Consultado em 3 de setembro de 2026
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Bibliografia

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  • Hawkesworth, Celia (2007). Zagreb: A Cultural and Literary History (em inglês). [S.l.]: Signal Books. ISBN 978-1-904955-30-6 
  • Ivo Goldstein e Slavko Goldstein, ed. (2012). Povijest grada Zagreba. Knjiga 1. Od prethistorije do 1918. (em croata). Zagreb: Novi Liber. ISBN 978-953-325-020-5 

Ligações externas

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