Zagreb
| Zagreb Grad Zagreb | |||||
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| Coordenadas | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| País | |||||
| Prefeito | Tomislav Tomašević | ||||
| Área | |||||
| Total | 641,2 km² | ||||
| Metropolitana | 2911,3 km² | ||||
| Altitude | 158 m | ||||
| População | |||||
| Cidade (2021) | 767 131 | ||||
| Metro | 1 051 045 | ||||
| [1] | |||||
| Fuso horário Verão (DST) |
CET (UTC+1) CEST (UTC+2) | ||||
| Website: [http://zagreb.hr zagreb.hr] | |||||
Zagreb ou, na forma aportuguesada, Zagrebe,[2] é a capital e a maior cidade da Croácia. Situa-se no norte do país, junto ao rio Sava e nas encostas meridionais da montanha Medvednica.[3] No censo de 2021, a unidade administrativa Cidade de Zagreb tinha 767 131 habitantes.[1] O assentamento de Zagreb propriamente dito tinha 663 592 habitantes.[3] A Aglomeração Urbana de Zagreb, delimitada oficialmente para fins de planejamento e composta pela capital e por outras 29 cidades e municípios, tinha 1 051 045 habitantes em 2021.[4]
O núcleo medieval desenvolveu-se a partir de dois centros vizinhos, o eclesiástico Kaptol, em torno da diocese e da Catedral de Zagreb, e o secular Gradec. A diocese foi fundada por volta de 1091, certamente antes de 1094, e é documentada numa carta de 1134; depois da invasão mongol de 1242, o rei Bela IV concedeu a Gradec o estatuto de cidade real livre.[3] Gradec, Kaptol, Nova Ves e Vlaška ulica foram unidos numa única cidade em 1850.[3] Desde a independência da Croácia em 1991, Zagreb é a capital do Estado croata independente.
A Cidade de Zagreb possui estatuto administrativo especial: é uma unidade de autogoverno local que exerce também competências de condado, separada do vizinho Condado de Zagreb.[5] Divide-se em 17 distritos urbanos, 218 comitês locais e 68 assentamentos.[6] É o principal centro político, econômico, científico, universitário, cultural e de transportes do país.[3]
Topônimo
[editar | editar código]Em português, a forma original Zagreb é amplamente utilizada, mas a forma aportuguesada Zagrebe também é registrada pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa, que igualmente registra o gentílico zagrebino.[2] A forma Zagrebe aparece ainda em obras e bases terminológicas de língua portuguesa.[7]
A etimologia do nome não é consensual. A designação é documentada em 1134, na forma latina Zagrabiensem episcopatum.[3] Uma das explicações linguísticas propostas relaciona o nome com a forma protoeslava reconstruída *Zagrębъ e com uma raiz associada a um aterro, elevação ou fortificação.[8][9] A antiga forma alemã do nome era Agram.
História
[editar | editar código]Antiguidade e Idade Média
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A principal cidade romana nas proximidades do Zagreb atual era Andautonia, situada na atual Šćitarjevo, a sudeste da capital. Desenvolveu-se a partir do século I e foi durante cerca de quatro séculos um centro administrativo, econômico, cultural e religioso regional; foi destruída no fim do século IV ou início do V.[10]
A história institucional do Zagreb medieval começa com a criação da diocese pelo rei Ladislau I da Hungria por volta de 1091, mas não depois de 1094. A diocese é mencionada pela primeira vez num documento preservado de 1134.[3] Junto da catedral desenvolveu-se Kaptol, sede episcopal e do cabido; na colina vizinha cresceu Gradec, uma povoação fortificada secular. O riacho Medveščak separava as duas comunidades.[11]
A região foi devastada pela invasão mongol em 1242. Ainda nesse ano, Bela IV promulgou a chamada Bula de Ouro de 1242, que concedeu a Gradec o estatuto e os privilégios de cidade real livre.[3] Gradec e Kaptol permaneceram juridicamente separados durante séculos. Disputas por terras, moinhos, mercados, impostos e jurisdição provocaram repetidos conflitos entre ambas as comunidades, lembrados no topônimo Krvavi Most («Ponte Sangrenta»).[3]
Séculos XVI a XVIII
[editar | editar código]Durante a expansão otomana nos Balcãs, Zagreb ganhou importância como centro político e administrativo da Croácia e da Eslavônia. Os parlamentos croata e croata-eslavônio reuniram-se ali com frequência crescente; em 1621, Nikola IX Frankopan tornou-se o primeiro ban a manter a sua sede na cidade.[3] A posição de Zagreb como principal centro administrativo consolidou-se gradualmente, e não por uma proclamação formal da cidade como capital em 1557.[3]
Os jesuítas chegaram a Zagreb no início do século XVII e fundaram um colégio, um mosteiro e a igreja de Santa Catarina. Em 1669, o imperador Leopoldo I confirmou os privilégios de uma academia jesuíta que se tornou uma das precursoras da atual Universidade de Zagreb.[3] Nos séculos XVII e XVIII a cidade sofreu incêndios e epidemias. Em 1776, o Conselho Real Croata transferiu-se de Varaždin para Zagreb, reforçando ainda mais a função administrativa da cidade.[3]
Século XIX e primeira metade do século XX
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No século XIX, Zagreb foi um dos principais centros do Renascimento Nacional Croata. Em 1850, Gradec, Kaptol, Nova Ves e Vlaška ulica foram unificados numa única municipalidade.[3] O crescimento acelerou na segunda metade do século: a primeira linha ferroviária ligando Zagreb a Zidani Most e Sisak abriu em 1862; a cidade recebeu instalações de gás em 1863 e abastecimento de água em 1878.[3]
O sismo de 1880 danificou fortemente a cidade e foi seguido por uma ampla reconstrução. Grande parte da atual Cidade Baixa tomou forma nesse período, com quarteirões regulares e uma sequência de praças e parques conhecida como Ferradura Verde ou Ferradura de Lenuci.[12] O primeiro bonde, ainda de tração animal, começou a circular em 1891; a eletrificação da rede ocorreu no início do século XX.[3]
Depois da Primeira Guerra Mundial, Zagreb integrou o Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, mais tarde Reino da Iugoslávia. A cidade expandiu-se rapidamente e tornou-se o segundo maior centro urbano do Estado iugoslavo. Durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1941 e 1945, foi a capital do Estado Independente da Croácia, regime aliado do Eixo dirigido pelos Ustaše. O regime perseguiu e assassinou sérvios, judeus, romani e opositores políticos, ao mesmo tempo que atuavam redes de resistência comunista. Partidários iugoslavos entraram em Zagreb em maio de 1945.[3]
Período contemporâneo
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Depois de 1945, Zagreb tornou-se a capital da República Socialista da Croácia, uma das repúblicas constituintes da Iugoslávia socialista. A expansão urbana atravessou o Sava a partir da década de 1950 e deu origem ao Novo Zagreb, enquanto novos bairros residenciais e zonas industriais se desenvolveram também para leste e oeste.[3] Em 1987, Zagreb sediou a Universíada de Verão de 1987, acompanhada por investimentos em instalações esportivas e infraestrutura urbana.[3]
Em 25 de junho de 1991, o parlamento croata aprovou a declaração de soberania e independência da Croácia; Zagreb tornou-se a capital do Estado independente.[13] Durante a Guerra de Independência da Croácia, a cidade evitou destruição em grande escala, mas em maio de 1995 sofreu dois ataques com foguetes que mataram sete civis e feriram dezenas de pessoas.
Em 22 de março de 2020, um sismo de magnitude de momento 5,4 atingiu a região de Zagreb. Uma pessoa morreu e numerosos edifícios históricos, hospitais, igrejas e habitações foram danificados. A reconstrução e o reforço sísmico de edifícios públicos e monumentos prolongaram-se pela década de 2020.[14]
Geografia
[editar | editar código]Localização e paisagem urbana
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Zagreb situa-se no norte da Croácia, na planície do Sava e junto às encostas meridionais de Medvednica. A altitude do centro urbano é de cerca de 158 metros, enquanto o ponto mais elevado do território municipal é Sljeme, no maciço de Medvednica, com 1 035 metros.[3] A área administrativa da Cidade de Zagreb é de cerca de 641,2 km².[15]
O centro histórico conserva os antigos núcleos de Gradec e Kaptol, na Cidade Alta. A Cidade Baixa, desenvolvida sobretudo durante o século XIX, caracteriza-se por quarteirões regulares e pela Ferradura de Lenuci, sequência de praças, jardins e edifícios públicos. Depois da Segunda Guerra Mundial, grandes bairros residenciais foram construídos ao sul do Sava, no Novo Zagreb, enquanto a expansão industrial e habitacional prosseguiu ao longo dos principais eixos rodoviários.[3]
Entre os marcos arquitetônicos modernos encontram-se o Neboder, a Zagrepčanka, a Torre Cibona e o grande complexo residencial Mamutica. No topo de Medvednica ergue-se a torre de telecomunicações de Sljeme.[16][17]

Clima
[editar | editar código]Zagreb tem clima temperado, com quatro estações bem definidas. Na classificação de Köppen, é geralmente enquadrada no tipo Cfb, clima temperado oceânico próximo da transição para o clima continental úmido. Desde 2023, o Serviço Meteorológico e Hidrológico Croata utiliza o período 1991–2020 como normal climatológica; na estação Zagreb-Maksimir, a temperatura média anual desse período é de 11,9 °C.[18] A precipitação média anual é de cerca de 874 mm, distribuída ao longo de todo o ano.[18]
Na estação Maksimir foram registradas temperaturas extremas de 40,4 °C e −27,3 °C.[19]
Demografia e divisão administrativa
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A Cidade de Zagreb tinha 767 131 habitantes em 2021, contra 790 017 em 2011, uma diminuição de cerca de 2,9%.[1] No mesmo censo, 717 526 habitantes (93,53%) declararam-se croatas. As maiores minorias eram sérvios (12 034; 1,57%), bosníacos (6 566; 0,86%), albaneses (3 475; 0,45%), romani (2 167; 0,28%), eslovenos (1 312; 0,17%), macedônios (1 036; 0,14%) e montenegrinos (865; 0,11%).[1]
O território municipal divide-se em 17 distritos urbanos. Os dados abaixo correspondem ao censo de 2021; as áreas seguem a divisão administrativa oficial:[1][6]
| Nº | Distrito | Área (km²) | População (2021) |
|---|---|---|---|
| 1 | Donji Grad | 3,02 | 31 209 |
| 2 | Gornji Grad - Medveščak | 10,18 | 26 423 |
| 3 | Trnje | 7,36 | 40 539 |
| 4 | Maksimir | 14,97 | 47 356 |
| 5 | Peščenica - Žitnjak | 35,29 | 53 023 |
| 6 | Novi Zagreb - istok | 16,54 | 55 898 |
| 7 | Novi Zagreb - zapad | 62,63 | 63 917 |
| 8 | Trešnjevka - sjever | 5,81 | 52 974 |
| 9 | Trešnjevka - jug | 9,84 | 65 324 |
| 10 | Črnomerec | 24,16 | 38 084 |
| 11 | Gornja Dubrava | 40,43 | 58 255 |
| 12 | Donja Dubrava | 10,79 | 33 537 |
| 13 | Stenjevec | 12,24 | 53 862 |
| 14 | Podsused - Vrapče | 36,19 | 44 910 |
| 15 | Podsljeme | 69,25 | 18 974 |
| 16 | Sesvete | 165,22 | 70 800 |
| 17 | Brezovica | 127,32 | 12 046 |
| Total | 641,24 | 767 131 | |
Além do assentamento de Zagreb propriamente dito, o território da Cidade de Zagreb contém dezenas de outros assentamentos, incluindo Sesvete, Lučko e diversas aldeias. O registro oficial de unidades espaciais contabiliza atualmente 68 assentamentos.[6]
Política e administração
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Como capital do país, Zagreb abriga o Parlamento da Croácia, o Governo da Croácia, o Tribunal Constitucional e a maioria dos ministérios e órgãos centrais do Estado.[3] No plano local, os principais órgãos são a Assembleia Municipal de Zagreb e o prefeito. O prefeito é eleito diretamente pelos cidadãos para um mandato de quatro anos.
Tomislav Tomašević, do partido Možemo!, foi eleito pela primeira vez em 2021 e reeleito em 1 de junho de 2025 como candidato de uma coalizão com o Partido Social-Democrata da Croácia.[20]
A Assembleia Municipal possui 47 membros. Nas eleições locais de 2025, a lista Možemo!–SDP obteve 25 lugares; a coalizão liderada pela União Democrática Croata, oito; a lista independente de Marija Selak Raspudić, sete; a coalizão Servus Zagreb, quatro; e a lista encabeçada por Tomislav Jonjić, três.[21] Matej Mišić, do SDP, foi eleito presidente da Assembleia em 10 de junho de 2025.[22]
Os 17 distritos possuem conselhos eleitos, e os 218 comitês locais constituem um nível mais próximo de participação comunitária. A administração municipal exerce simultaneamente competências próprias de cidade e de condado em virtude do estatuto especial de Zagreb.[5][6]
Economia
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Zagreb é o maior centro econômico e empresarial da Croácia. A sua base industrial tradicional inclui engenharia elétrica, maquinaria, indústria química e farmacêutica, produção alimentar, impressão e outros ramos, enquanto serviços financeiros, tecnologia da informação, comércio, serviços profissionais, administração pública, educação e saúde representam uma parcela crescente da economia.[3] Na cidade estão sediados o Banco Nacional da Croácia, a Bolsa de Valores de Zagreb e numerosas grandes empresas croatas e multinacionais.
Segundo as contas regionais finais publicadas pelo Instituto de Estatística da Croácia, o produto interno bruto da Cidade de Zagreb atingiu 26,671 bilhões de euros em 2023, ou 34 518 euros por habitante. O PIB per capita equivalia a 168,2% da média croata.[23] No segundo trimestre de 2026, a remuneração líquida média mensal dos trabalhadores de entidades jurídicas na cidade foi de 1 784 euros, a mais elevada entre os condados croatas; a remuneração bruta média foi de 2 604 euros.[24]
Turismo
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Zagreb é um importante destino de turismo urbano e cultural e, ao mesmo tempo, uma porta de entrada para outras regiões da Croácia. A Cidade Alta, a Cidade Baixa, a Catedral de Zagreb, a igreja de São Marcos, a Praça Ban Jelačić, o cemitério de Mirogoj, o parque Maksimir, Jarun e os museus e galerias figuram entre as principais atrações.[3]
Em 2025, os estabelecimentos comerciais de hospedagem da cidade registraram 1 431 885 chegadas e 2 721 617 pernoites; visitantes estrangeiros responderam por 79,9% das pernoites.[25]
Cultura
[editar | editar código]Patrimônio e museus
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Zagreb é o principal centro cultural da Croácia e reúne numerosas instituições de âmbito nacional. Na Cidade Alta destacam-se a Catedral de Zagreb, a igreja de São Marcos, a torre Lotrščak e a Porta de Pedra; a Cidade Baixa concentra palácios, museus, teatros, edifícios acadêmicos e os parques da Ferradura de Lenuci.[3]
O Museu Arqueológico de Zagreb desenvolveu-se a partir da coleção arqueológica do antigo Museu Nacional e conserva mais de 450 mil objetos. Entre os seus acervos mais conhecidos estão a múmia de Zagreb e o Liber Linteus, o mais extenso texto conservado em língua etrusca.[26] O Museu da Cidade de Zagreb, fundado em 1907, ocupa um antigo convento das Clarissas e apresenta a evolução urbana, política, econômica e cultural da cidade.[27]
Outras instituições importantes incluem o Museu Etnográfico, o Museu Técnico Nikola Tesla, o Museu de Arte Contemporânea, o Museu Nacional de Arte Moderna, a Galeria Strossmayer dos Antigos Mestres, o Museu Mimara, o Museu de Artes e Ofícios e o Museu das Relações Terminadas. O Museu de História Natural da Croácia reabriu em outubro de 2024, depois de uma ampla reconstrução relacionada com os danos do sismo de 2020.[28] As obras de reconstrução do Museu Mimara foram concluídas em julho de 2026.[29]
O Pavilhão de Arte de Zagreb, construído no fim do século XIX, também passou por reconstrução pós-sismo; durante o encerramento do edifício, a instituição manteve exposições e projetos noutros espaços da cidade.[30]
Artes e eventos
[editar | editar código]O Teatro Nacional Croata de Zagreb foi inaugurado em 1895 e é a principal instituição nacional de ópera, teatro e balé na capital. A Sala de Concertos Vatroslav Lisinski, aberta em 1973, é o principal grande auditório de música da cidade.[3] Entre os eventos internacionais regulares estão o festival de cinema de animação Animafest Zagreb, a Bienal de Música de Zagreb, o festival de documentários ZagrebDox e o INmusic Festival, realizado em Jarun.
O Animafest, criado em 1972, é um dos festivais de animação mais antigos do mundo; desde 2015, as competições de curtas e longas-metragens são realizadas numa única edição anual.[31] O INmusic realiza-se desde 2006 como festival de música ao ar livre em Jarun.[32]
Gastronomia
[editar | editar código]A cozinha de Zagreb combina tradições do noroeste da Croácia com influências centro-europeias. Entre pratos associados à cidade e à região encontram-se štrukli, peru com mlinci, zagrebački odrezak — escalope empanado recheado com presunto e queijo — e queijo fresco com creme. O mercado Dolac é o mais conhecido mercado alimentar ao ar livre do centro.[33] A tradição dos biscoitos decorados licitar, característica do norte da Croácia, foi inscrita em 2010 na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.[34]
Transportes
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Zagreb é o principal nó rodoviário e ferroviário da Croácia. A circular de Zagreb liga as principais autoestradas que irradiam da capital: a A1 em direção a Karlovac, Split e ao sul do Adriático; a A3 em direção à Eslovênia, a oeste, e à Eslavônia e Sérvia, a leste; a A4 em direção a Varaždin e à Hungria; e a A11 em direção a Sisak. A A2 liga a região metropolitana à fronteira eslovena em Macelj.[35]
O transporte público urbano baseia-se principalmente em bondes e ônibus operados pela ZET, complementados por trens suburbanos. A rede regular de bondes estrutura-se em torno de 15 linhas diurnas numeradas e quatro linhas noturnas, embora obras possam suspender ou desviar temporariamente algumas delas.[36][37] Em 2024, os bondes transportaram cerca de 121,8 milhões de passageiros.[38]

O Funicular de Zagreb liga a Cidade Baixa à Cidade Alta. Inaugurado em 1890 e com apenas 66 metros de extensão, foi completamente renovado e reabriu ao público em 19 de maio de 2026.[39] Um teleférico liga a cidade à zona de Sljeme, em Medvednica.
A estação Zagreb Glavni kolodvor é o principal terminal ferroviário de passageiros e o centro das linhas interurbanas e suburbanas da capital.[40] A Estação Rodoviária de Zagreb concentra grande parte dos serviços intermunicipais e internacionais de ônibus.
O Aeroporto Franjo Tuđman de Zagreb, situado cerca de 17 km a sudeste do centro, em Velika Gorica, é o principal aeroporto internacional da Croácia. O atual terminal de passageiros abriu em 2017. Em 2025, o aeroporto recebeu um recorde de 4 721 563 passageiros.[41]
Em agosto de 2025, a cidade lançou o sistema público de bicicletas Bajs, com 2 000 bicicletas equipadas com GPS distribuídas por 180 locais.[42]
Educação e ciência
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A Universidade de Zagreb remonta institucionalmente à academia jesuíta cujos privilégios foram confirmados pelo imperador Leopoldo I em 1669. A universidade moderna foi formalmente inaugurada em 1874.[43] Em 2026, a instituição reunia 31 faculdades e três academias, distribuídas por vários pontos da cidade.[44]
A cidade abriga também a Academia Croata de Ciências e Artes, a Biblioteca Nacional e Universitária, o Arquivo do Estado Croata, o Instituto de Lexicografia Miroslav Krleža e numerosos institutos de pesquisa. O conjunto dessas instituições reforça a função de Zagreb como principal centro científico e acadêmico do país.[3]
Esportes
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Zagreb é sede de vários dos principais clubes esportivos da Croácia, como o Dinamo Zagreb, o clube de basquete Cibona, o clube de handebol RK Zagreb e o clube de polo aquático HAVK Mladost. Entre as principais instalações encontram-se o Estádio Maksimir, a Arena Zagreb, o Dom Sportova e o Pavilhão de Basquete Dražen Petrović.
A cidade sediou, entre outros eventos, a Universíada de Verão de 1987 e partidas do Campeonato Mundial Masculino de Handebol de 2009. A zona de Sljeme, em Medvednica, recebeu provas da Copa do Mundo de Esqui Alpino, incluindo uma prova feminina de slalom em 20 de janeiro de 2005.[45]
Em abril de 2025 começaram as obras de um novo estádio na rua Kranjčevićeva.[46] Em 2026, a cidade e o Governo croata promoveram um concurso internacional para um novo estádio de cerca de 35 mil lugares em Maksimir e para a reorganização do complexo esportivo de Svetice.[47]
Relações internacionais
[editar | editar código]Zagreb mantém diferentes modalidades de cooperação urbana — geminação, amizade, parceria e acordos de cooperação — e as fontes municipais nem sempre empregam os termos de forma uniforme. O registro oficial atual reúne, entre os documentos assinados desde 2012, acordos com Berlim, Pristina, Roma e Sófia (2012), Astana e Chongqing (2014), Petrinja, Molise e Sinj (2015), Vukovar (2016), Senj e Xiangyang (2017), Daruvar (2019), Čazma (2020), Viena (2022), Kiev (2024) e Brno (2025).[48] A cidade mantém também relações históricas de cooperação com várias outras capitais e cidades europeias e extraeuropeias.
Relações com Portugal
[editar | editar código]Entre as relações intermunicipais históricas de Zagreb está Lisboa. Em 1977, as duas cidades assinaram um protocolo que estabeleceu cooperação amistosa entre as respectivas administrações municipais.[49] A relação permaneceu ativa nas décadas seguintes; durante uma visita de Estado da presidente croata Kolinda Grabar-Kitarović a Portugal, em 2017, a Câmara Municipal de Lisboa destacou as relações bilaterais e a cooperação internacional entre Lisboa e Zagrebe.[50]
A ligação cultural e acadêmica com o mundo lusófono inclui ainda o Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões na Universidade de Zagreb, aberto ao público em 2008 e estabelecido por protocolo entre o Camões e a universidade. O centro apoia o ensino da língua portuguesa e a difusão das culturas dos países de língua portuguesa na Croácia.[51]
Ver também
[editar | editar código]Referências
[editar | editar código]Referências
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- 1 2 «Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa». Instituto Internacional da Língua Portuguesa. Consultado em 3 de setembro de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 «Zagreb». Hrvatska enciklopedija (em croata). Leksikografski zavod Miroslav Krleža. Consultado em 3 de setembro de 2026
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Bibliografia
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