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Visa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Este artigo é sobre a empresa de serviços de pagamento. Para o documento necessário para entrar em território estrangeiro, veja Visto. Para outros significados, veja Visa (desambiguação).
Visa
Logotipo usado desde 2021[nota 1]
Market Support Center, sede de facto, em São Francisco
Razão socialVisa Inc.
Nome(s) anterior(es)BankAmericard (1958–1976)
Empresa de capital aberto
CotaçãoNYSE: V (classe A)
Componente do DJIA, do S&P 100 e do S&P 500
B3: VISA34
AtividadeServiços de cartões de pagamento
Fundação18 de setembro de 1958, como BankAmericard, em Fresno, Califórnia, Estados Unidos
Fundador(es)Bank of America (como BankAmericard)[1]
Dee Hock (como Visa)
SedeSão Francisco, Califórnia, Estados Unidos[2]
Área(s) servida(s)Mundial
PresidenteRyan McInerney (CEO)[3]
Pessoas-chaveOliver Jenkyn (presidente do grupo e Global Markets)
Kelly Mahon Tullier (vice-presidente e diretora de pessoas)
Empregados34.100 (2025)
ProdutosCartões de crédito
Cartões de débito
Sistemas de pagamento
AtivosUS$ 99,63 bilhões (2025)
ReceitaUS$ 40,00 bilhões (2025)
LucroUS$ 23,99 bilhões (2025)
Renda líquidaUS$ 20,06 bilhões (2025)
Websitevisa.com
  • Notas de rodapé / referências
  • Dados financeiros referentes ao exercício encerrado em 30 de setembro de 2025.[4]

Visa Inc. (pronúncia em inglês: /ˈviːzə, ˈviːsə/) é uma empresa multinacional norte-americana de serviços de cartões de pagamento, com sede em São Francisco, na Califórnia.[2][5] A empresa facilita transferências eletrônicas de fundos em todo o mundo, principalmente por meio de cartões de crédito, cartões de débito e cartões pré-pagos com a marca Visa.[6]

A Visa não emite cartões, não concede crédito e não define taxas de juros ou tarifas cobradas dos consumidores. Em vez disso, fornece a instituições financeiras produtos de pagamento com sua marca, usados por essas instituições para oferecer aos clientes programas de crédito, débito, pré-pagos e de acesso a dinheiro. Em 2025, a rede mundial da empresa, conhecida como VisaNet, processou 257,5 bilhões de transações no valor total de US$ 14,2 trilhões.[7]

A origem da Visa remonta a 1958, quando o Bank of America (BofA) criou o programa de cartão de crédito BankAmericard.[1] Em resposta à concorrência do Master Charge, atual Mastercard, o BofA começou a licenciar o programa BankAmericard para outras instituições financeiras em 1966.[8] O rápido crescimento do sistema e os atritos provocados pela gestão centralizada no BofA levaram Dee Hock, que havia ingressado em 1968 para administrar a implantação do cartão no noroeste do Pacífico, a defender a transformação do BankAmericard em uma operação independente. Em 1970, o banco transferiu o controle do programa às instituições emissoras, que criaram a National BankAmericard, presidida por Hock. Em 1976, a organização adotou o nome Visa.[9][10]

Quase todas as transações Visa no mundo são processadas diretamente pela VisaNet em quatro centros de dados seguros, localizados em Ashburn, na Virgínia, e Highlands Ranch, no Colorado, nos Estados Unidos; Londres, no Reino Unido; e Singapura.[11] As instalações contam com fortes medidas de proteção contra desastres naturais, crimes e terrorismo, podem funcionar de forma independente umas das outras e dos serviços públicos externos quando necessário e têm capacidade para processar até 30 mil transações simultâneas e 100 bilhões de operações computacionais por segundo.[12][13][14]

A Visa é a segunda maior organização de pagamentos por cartão do mundo, considerando conjuntamente cartões de débito e de crédito. Foi superada pela UnionPay em 2015 em valor anual de pagamentos efetuados e em número de cartões emitidos.[15] Como o porte da UnionPay decorre principalmente do tamanho do mercado doméstico chinês, a Visa continua sendo considerada a principal rede de cartões bancários no restante do mundo, onde detém cerca de 50% do valor total dos pagamentos por cartão.[15]

História

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Antiga placa com os dizeres "Your BankAmericard Welcome Here".

Em 18 de setembro de 1958, o Bank of America lançou oficialmente seu programa de cartão de crédito BankAmericard em Fresno, na Califórnia.[1] Nas semanas anteriores ao lançamento, o banco inundou as caixas de correio da cidade com uma remessa inicial de 65 mil cartões de crédito não solicitados, prática que ficou conhecida no setor como drop.[1][16] O BankAmericard foi concebido pelo grupo interno de desenvolvimento de produtos do BofA, o Customer Services Research Group, liderado por Joseph P. Williams. Em 1956, Williams convenceu os executivos do banco a autorizar o que se tornaria a primeira distribuição em massa bem-sucedida de cartões de crédito não solicitados efetivamente utilizáveis, em vez de meros formulários de solicitação, para uma população numerosa.[17]

A inovação de Williams esteve na implementação bem-sucedida do cartão de crédito de uso geral, e não na criação do conceito em si.[17] Em meados da década de 1950, era comum que consumidores norte-americanos de classe média mantivessem contas de crédito rotativo em diversos estabelecimentos, o que os obrigava a carregar vários cartões e pagar várias contas separadas todos os meses.[18] A necessidade de um instrumento financeiro unificado já era evidente para o setor, mas ainda não havia um modelo viável. Existiam cartões de pagamento como o Diners Club, cuja fatura precisava ser integralmente quitada ao final de cada ciclo, e pelo menos uma dúzia de tentativas de criação de cartões de crédito de uso geral havia ocorrido até meados daquela década.[18] A maioria fora promovida por bancos pequenos, sem recursos suficientes para sustentar a operação.[18]

Williams e sua equipe estudaram essas experiências malsucedidas e também as operações de crédito rotativo da Sears e da Mobil Oil, procurando compreender por que estas funcionavam.[18] Fresno foi escolhida para o teste por ter cerca de 250 mil habitantes, uma população suficientemente grande para sustentar o cartão e suficientemente pequena para limitar os custos iniciais, por o BofA controlar cerca de 45% do mercado bancário local e pelo relativo isolamento da cidade, que reduziria o impacto de relações públicas caso o experimento fracassasse.[19] Segundo Williams, a Florsheim Shoes foi a primeira grande rede varejista a aceitar o BankAmericard em suas lojas.[20]

Logotipo da Visa de 1992 a 2000
Logotipo usado de 1.º de julho de 1992 a 2000
Logotipo da Visa de 1998 a 2005
Logotipo usado de agosto de 1998 a 2005
Logotipo da Visa de 2005 a 2014
Logotipo usado do fim de 2005 a janeiro de 2014
Logotipo da Visa de 2014 a 2021
Logotipo usado de janeiro de 2014 a julho de 2021
Logotipo da Visa desde 2021
Logotipo usado desde julho de 2021
Marca de aceitação da Visa usada desde 2015
Marca de aceitação usada desde o início de 2015 em determinados mercados da Ásia, das Américas e da Europa

O teste de 1958 transcorreu inicialmente sem grandes problemas, mas o BofA acelerou a expansão ao confirmar rumores de que outro banco estava prestes a fazer uma distribuição semelhante em São Francisco, seu principal mercado.[21] Em março de 1959, as remessas chegaram a São Francisco e Sacramento; em junho, a Los Angeles; e em outubro mais de 2 milhões de cartões já haviam sido enviados em toda a Califórnia, com 20 mil estabelecimentos aceitando o BankAmericard.[21]

O programa, porém, enfrentou graves dificuldades. Williams, que nunca havia trabalhado no departamento de crédito de um banco, confiara excessivamente na disposição dos clientes de pagar suas dívidas e deixou o cargo em dezembro de 1959. A inadimplência atingiu 22% das contas, muito acima dos 4% esperados, enquanto delegacias de polícia de todo o estado começaram a lidar com numerosos casos do então novo crime de fraude com cartão de crédito.[22] Políticos e jornalistas criticaram duramente o BofA, sobretudo depois de vir a público que o contrato responsabilizava o titular por todas as despesas, inclusive as fraudulentas.[23] Oficialmente, o banco perdeu mais de US$ 8,8 milhões no lançamento. Incluindo publicidade e despesas gerais, a perda real provavelmente se aproximou de US$ 20 milhões.[23]

Após a saída de Williams e de alguns de seus colaboradores mais próximos, a administração do BofA concluiu que o BankAmericard ainda poderia ser recuperado.[24] O banco realizou uma ampla reorganização, implantou controles financeiros, enviou uma carta aberta a cerca de 3 milhões de domicílios californianos pedindo desculpas pelos casos de fraude e por outros problemas do programa e, por fim, conseguiu tornar o produto viável.[24] Em maio de 1961, o BankAmericard tornou-se lucrativo pela primeira vez.[25] O BofA manteve deliberadamente o resultado em segredo, permitindo que a má reputação do setor persistisse e desencorajasse novos concorrentes. A estratégia funcionou até 1966, quando a rentabilidade do BankAmericard já era difícil de ocultar.[26]

A intenção inicial do BofA era oferecer o BankAmericard em toda a Califórnia. Em 1966, porém, passou a firmar contratos de licenciamento com bancos de outros estados, em resposta ao surgimento do Master Charge, atual Mastercard, criado por uma aliança de associações regionais de cartões bancários. O próprio BofA, assim como os demais bancos norte-americanos da época, não podia se expandir diretamente para outros estados devido a restrições federais ao sistema bancário interestadual, que só seriam amplamente eliminadas em 1994. Nos onze anos seguintes, diversas instituições licenciaram o sistema do Bank of America e formaram uma rede de bancos que sustentava o BankAmericard em todo o país.[8] A distribuição de cartões não solicitados continuou por iniciativa do BofA, de seus licenciados e dos concorrentes até ser proibida em 1970,[27] depois de mais de 100 milhões de cartões terem sido enviados à população dos Estados Unidos.[28]

No fim da década de 1960, o BofA também licenciou o programa BankAmericard para bancos de outros países, que passaram a emitir cartões com marcas locais. A expansão internacional deu origem a diferentes arranjos nacionais ligados ao sistema BankAmericard.[29]

  • No Canadá, uma aliança de bancos que incluía Toronto-Dominion Bank, Canadian Imperial Bank of Commerce, Royal Bank of Canada, Banque Canadienne Nationale e Bank of Nova Scotia emitiu cartões sob a marca Chargex de 1968 a 1977.
  • Na França, a rede era conhecida como Carte Bleue ("Cartão Azul"). A marca permaneceu por décadas associada a cartões Visa emitidos no país.
  • No Japão, o Sumitomo Bank emitiu BankAmericards por intermédio da Sumitomo Credit Service.
  • No Reino Unido, o Barclaycard foi por alguns anos o único emissor do BankAmericard. A marca continuou a ser usada posteriormente em cartões de outras redes, incluindo Mastercard e American Express.[30]
  • Na Espanha, o Banco de Bilbao foi o único emissor até 1979.

Em 1968, Dee Hock, então gerente do National Bank of Commerce, mais tarde Rainier Bancorp, recebeu a tarefa de supervisionar o lançamento da versão licenciada do BankAmericard pelo banco no mercado do noroeste do Pacífico. Embora o BofA transmitisse a impressão pública de que os problemas iniciais do programa haviam ficado para trás, Hock constatou que a própria estrutura de licenciamento estava desorganizada, depois de crescer rapidamente de forma ad hoc. As transações de intercâmbio entre diferentes bancos, por exemplo, haviam se tornado um problema importante, algo inexistente quando o BofA era o único emissor. Hock propôs a outros licenciados a criação de um comitê para estudar os problemas do programa e acabou escolhido para presidi-lo.[31]

Após extensas negociações, o comitê liderado por Hock convenceu o Bank of America de que o futuro do BankAmericard estaria fora do controle direto do próprio banco. Em junho de 1970, o BofA transferiu a administração do programa às instituições emissoras. Elas criaram a National BankAmericard Inc. (NBI), uma corporação independente constituída em Delaware, responsável por administrar, promover e desenvolver o sistema BankAmericard nos Estados Unidos.[32] Na prática, o BankAmericard deixou de ser um sistema de franquias e tornou-se um consórcio controlado conjuntamente por seus membros, de modo semelhante ao concorrente Master Charge. Hock tornou-se o primeiro presidente e diretor executivo da NBI.[33]

O Bank of America, contudo, conservou o direito de licenciar diretamente o BankAmericard a bancos de fora dos Estados Unidos. Em 1972, já havia licenças em quinze países.[34] Os licenciados internacionais passaram a enfrentar dificuldades semelhantes às dos norte-americanos e contrataram Hock como consultor para reorganizar a relação com o BofA. Como resultado, em 1974 foi criada a International Bankcard Company (IBANCO), uma associação multinacional de membros destinada a administrar o programa BankAmericard internacional.[35]

Em 1976, os diretores da IBANCO decidiram que seria vantajoso reunir as várias redes internacionais sob um único nome. Em diversos países ainda havia resistência à emissão de um cartão associado ao Bank of America, embora a ligação já fosse essencialmente nominal. Assim, BankAmericard, Barclaycard, Carte Bleue, Chargex, Sumitomo Card e os demais licenciados internacionais passaram a usar o nome Visa,[36] mantendo inicialmente a bandeira azul, branca e dourada característica. A NBI tornou-se Visa USA e a IBANCO passou a se chamar Visa International.[9]

O nome Visa foi concebido por Dee Hock. Ele considerava a palavra facilmente reconhecível em diversos idiomas e países e associada à ideia de aceitação universal.[37]

A mudança foi anunciada em 16 de dezembro de 1976. Os cartões Visa começaram a substituir os BankAmericard que venciam a partir de 1.º de março de 1977, inicialmente com os dois nomes impressos no mesmo cartão. Os cartões emitidos pelo Bank of America em diferentes países foram gradualmente substituídos até o fim de outubro de 1979.[38]

Em outubro de 2007, o Bank of America anunciou que retomaria a marca BankAmericard no produto "BankAmericard Rewards Visa".[39]

Em março de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, a Visa anunciou a suspensão de todas as suas operações na Rússia.[40]

Estrutura corporativa

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Antes da reorganização concluída em 3 de outubro de 2007, a Visa operava por meio de cinco entidades corporativas relacionadas por propriedade ou participação: Visa U.S.A., Visa International, Visa Canada, Visa Europe e Inovant, esta responsável pela VisaNet e por outros sistemas de processamento. A Visa International abrangia as regiões operacionais não incorporadas da Ásia-Pacífico, América Latina e Caribe e Europa Central e Oriental, Oriente Médio e África. Visa U.S.A., Visa Canada, Visa Europe e as regiões operacionais funcionavam separadamente em suas respectivas áreas geográficas.[41]

Na reorganização de outubro de 2007, Visa U.S.A., Visa International, Visa Canada e Inovant tornaram-se subsidiárias diretas ou indiretas da nova Visa Inc. A Visa Europe permaneceu controlada pelas instituições financeiras associadas europeias e passou a manter relações contratuais com a Visa Inc.[42]

Métodos de faturamento e encargos financeiros

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Inicialmente, cópias assinadas dos comprovantes de venda eram anexadas à fatura mensal de cada cliente para conferência, uma prática conhecida no setor como country club billing.[43] No fim da década de 1970, porém, as faturas deixaram de incluir os comprovantes e passaram a apresentar um resumo com data de contabilização, data da compra, número de referência, nome do estabelecimento e valor de cada operação.[43]

Na mesma época, muitos emissores, em especial o Bank of America, alteravam a forma de calcular os encargos financeiros. Inicialmente utilizava-se o método do "saldo anterior", com a cobrança calculada sobre o saldo não pago da fatura do mês precedente.[43] Posteriormente, o setor passou a utilizar o "saldo médio diário", que considerava durante quantos dias cada compra permanecera no saldo e aumentava a receita dos emissores. Alguns anos depois surgiu o "novo saldo médio diário", que incorporava operações dos ciclos atual e anterior. As anuidades também se consolidaram como uma das fontes de receita das administradoras; documentos do Federal Reserve mostram que, antes do início da década de 1990, a competição entre emissores frequentemente incluía a dispensa dessas anuidades.[44]

Oferta pública inicial e reestruturação

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Em 11 de outubro de 2006, a Visa anunciou que parte de suas operações seria reunida em uma empresa de capital aberto, a Visa Inc.[45][46][47]

Na reestruturação para a oferta pública inicial, Visa Canada, Visa International e Visa USA foram incorporadas à nova companhia aberta. A operação da Europa Ocidental permaneceu em uma empresa separada, pertencente aos bancos associados, que também receberiam participação minoritária na Visa Inc.[48] Mais de 35 bancos de investimento participaram da operação em diferentes funções, sobretudo como subscritores.

A reestruturação corporativa foi concluída em 3 de outubro de 2007, com a formação da Visa Inc.[49] Em 9 de novembro daquele ano, a nova empresa protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos um pedido de oferta pública inicial de US$ 10 bilhões.[50] Em 25 de fevereiro de 2008, anunciou que prosseguiria com a venda de aproximadamente metade de suas ações.[51]

A oferta ocorreu em 18 de março de 2008. A Visa vendeu 406 milhões de ações a US$ 44 cada, US$ 2 acima do limite superior da faixa inicialmente prevista de US$ 37 a US$ 42, levantando US$ 17,9 bilhões no que era então a maior oferta pública inicial da história dos Estados Unidos.[52] Em 20 de março, os subscritores, entre eles JPMorgan, Goldman Sachs, Bank of America Securities, Citi, HSBC, Merrill Lynch, UBS Investment Bank e Wachovia Securities, exerceram a opção de lote suplementar e adquiriram outras 40,6 milhões de ações. O total vendido chegou a 446,6 milhões de ações e a arrecadação atingiu US$ 19,1 bilhões.[53] As ações da Visa passaram a ser negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque sob o código "V".[54]

Visa Europe

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A Visa Europe Ltd. era uma associação e cooperativa formada por mais de 3.700 bancos europeus e outros prestadores de serviços de pagamento.[55] A entidade operava produtos e serviços com a marca Visa na Europa, mas era juridicamente separada da Visa Inc. desde a reorganização de outubro de 2007.[56]

Em 2 de novembro de 2015, a Visa Inc. anunciou um acordo para adquirir a Visa Europe e voltar a formar uma única empresa global.[57] Em 21 de abril de 2016, o acordo foi alterado em resposta a observações da Comissão Europeia.[58] A aquisição foi concluída em 21 de junho de 2016.[59]

Tentativa de aquisição da Plaid

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Em 13 de janeiro de 2020, a Plaid anunciou ter assinado um acordo definitivo para ser adquirida pela Visa por US$ 5,3 bilhões.[60][61] O preço era o dobro dos US$ 2,65 bilhões atribuídos à Plaid em sua rodada Série C mais recente.[62] A conclusão era esperada para os três a seis meses seguintes, dependendo da análise regulatória e de outras condições. Segundo os termos divulgados, a Visa pagaria US$ 4,9 bilhões em dinheiro e aproximadamente US$ 400 milhões em ações de retenção e participação diferida,[63] de acordo com uma apresentação preparada pela empresa.[64]

Em 5 de novembro de 2020, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com uma ação para impedir a aquisição, sustentando que a Visa era monopolista e pretendia eliminar uma ameaça competitiva ao comprar a Plaid. A Visa afirmou discordar das alegações e que defenderia a transação.[65][66] Em 12 de janeiro de 2021, Visa e Plaid anunciaram o abandono do negócio.[67]

Moedas digitais

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Em 3 de fevereiro de 2021, a Visa anunciou uma parceria com o First Boulevard, um neobanco voltado ao uso de criptomoedas e à inclusão financeira de afro-americanos.[68] A parceria previa permitir que usuários comprassem, vendessem, mantivessem e negociassem ativos digitais por intermédio da Anchorage Digital.[69][70]

Em 29 de março de 2021, a Visa anunciou que passaria a aceitar a stablecoin USDC para a liquidação de transações em sua rede.[71]

Em setembro de 2026, a Visa anunciou planos de fornecer dados adicionais de liquidação a empresas que concedem crédito a emissores de cartões vinculados a stablecoins. A medida permitiria que credores avaliassem o desempenho financeiro de fintechs e emissores de cartões voltados a ativos digitais e utilizaria infraestrutura de empréstimos on-chain e contratos inteligentes para facilitar o acesso a financiamento.[72]

Fundação Visa

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Registrada nos Estados Unidos como uma organização sem fins lucrativos nos termos da seção 501(c)(3) do código tributário federal, a Visa Foundation foi criada para apoiar economias inclusivas, com ênfase em ambientes nos quais pessoas, empresas e comunidades possam prosperar por meio de subsídios e investimentos. Entre suas prioridades estão o fortalecimento e o crescimento de micro e pequenas empresas que beneficiem mulheres, além do apoio comunitário e da resposta a desastres e situações de crise.[73]

Outras iniciativas

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Em dezembro de 2020, a Visa anunciou um novo programa de aceleração na região da Ásia-Pacífico para fomentar o ecossistema local de tecnologia financeira.[74] O programa busca identificar startups de tecnologia financeira e de pagamentos cujos produtos possam utilizar a rede de bancos e estabelecimentos parceiros da Visa na região.[75]

Em agosto de 2026, a Visa assinou um acordo para adquirir por US$ 2,4 bilhões em dinheiro a BioCatch, empresa israelense especializada em prevenção de fraudes. A BioCatch desenvolve tecnologia de biometria comportamental usada por instituições financeiras para identificar fraudes, invasões de contas, golpes e outros crimes financeiros. A aquisição estava prevista para ser concluída até o fim do segundo trimestre fiscal de 2027 da Visa, dependendo de aprovação regulatória.[76]

Finanças

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Receita por região em 2023[77]
Região Receita
em bilhões de US$
Participação
Estados Unidos 14,1 43,3%
Internacional 18,5 56,7%

No exercício fiscal de 2022, a Visa registrou lucro líquido de US$ 14,96 bilhões e receita anual de US$ 29,31 bilhões, alta de 21,6% em relação ao exercício anterior. Naquele ano, ocupou a 147.ª posição da lista Fortune 500 das maiores empresas dos Estados Unidos por receita.[78] Em setembro de 2018, as ações eram negociadas acima de US$ 143 e a capitalização de mercado da empresa superava US$ 280,2 bilhões.

Em 2025, além dos números apresentados na infocaixa, a Visa encerrou o exercício com patrimônio líquido de US$ 37,91 bilhões.[4]

Ano Receita
em milhões de US$
Lucro líquido
em milhões de US$
Empregados
2005[79] 2.665 360
2006[79] 2.948 455
2007[79] 3.590 −1.076 5.479
2008[79] 6.263 804 5.765
2009[80] 6.911 2.353 5.700
2010[81] 8.065 2.966 6.800
2011[82] 9.188 3.650 7.500
2012[83] 10.421 2.144 8.500
2013[84] 11.778 4.980 9.600
2014[85] 12.702 5.438 9.500
2015[86] 13.880 6.328 11.300
2016[87] 15.082 5.991 11.300
2017[88] 18.358 6.699 12.400
2018[89] 20.609 10.301 15.000
2019[90] 22.977 12.080 19.500
2020[90] 21.846 10.866 20.500
2021[91] 24.105 12.311 21.500
2022[92] 29.310 14.957 26.500
2023[93] 32.653 17.273 28.800
2024[94] 35.926 19.743 31.600

Críticas e controvérsias

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WikiLeaks

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A Visa Europe começou a suspender pagamentos destinados ao WikiLeaks em 7 de dezembro de 2010.[95] A empresa afirmou que aguardaria uma investigação sobre a natureza das atividades da organização e sua eventual incompatibilidade com as regras operacionais da Visa, sem detalhar quais regras poderiam ter sido violadas.[96] Em resposta, a DataCell, empresa de tecnologia que permitia ao WikiLeaks receber doações por cartões de crédito e débito, anunciou que tomaria medidas judiciais contra a Visa Europe.[97]

Em 8 de dezembro, o grupo Anonymous realizou um ataque de negação de serviço contra o site visa.com,[98] derrubando-o temporariamente.[99] Embora a empresa norueguesa Teller AS, encarregada pela Visa de investigar o WikiLeaks e sua entidade de arrecadação Sunshine Press, não encontrasse prova de irregularidade, a Visa Europe manteve o bloqueio enquanto realizava sua própria análise.[96]

Em março de 2012, Navi Pillay, então Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, afirmou que a retirada dos serviços pela Visa poderia violar o direito do WikiLeaks à liberdade de expressão.[100] Em julho daquele ano, o tribunal distrital de Reykjavík, na Islândia, decidiu que a Valitor, parceira islandesa da Visa e da Mastercard, havia agido ilegalmente ao impedir doações ao site por cartão. O tribunal determinou que as doações fossem restabelecidas em até catorze dias, sob pena de multa diária de US$ 6 mil.[101]

Litígios e ações regulatórias

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Estados Unidos

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Ação antitruste de operadores de caixas eletrônicos
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Em 2011, Mastercard e Visa foram processadas em uma ação coletiva por operadores de caixas eletrônicos, que alegavam que as regras das redes efetivamente fixavam as tarifas de acesso às máquinas.[102] A ação alegava restrição ilegal ao comércio sob a legislação federal norte-americana. Foi movida pelo National ATM Council e por operadores independentes, que argumentavam que as regras de Visa e Mastercard impediam a oferta de preços menores em transações realizadas por redes de débito com PIN não afiliadas às duas empresas. Segundo os autores, isso aumentava artificialmente o preço pago pelos consumidores, limitava a receita dos operadores e violava a proibição de restrições não razoáveis ao comércio prevista no Sherman Antitrust Act.

Jonathan Rubin, advogado dos autores, acusou Visa e Mastercard de organizar e impor uma conspiração entre bancos norte-americanos para fixar as tarifas de acesso aos caixas eletrônicos e impedir a concorrência.[103]

Em 2017, um tribunal distrital federal negou o pedido dos operadores para impedir a Visa de aplicar as regras tarifárias questionadas.[104]

Tarifas de cartões de débito
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Em 1996, um grupo de comerciantes dos Estados Unidos, incluindo o Walmart, ajuizou ação antitruste contra Visa e Mastercard por causa da política denominada "Honor All Cards". Pelas regras então vigentes, comerciantes que aceitassem cartões de crédito de uma das redes também precisavam aceitar os respectivos cartões de débito, como o Visa Check Card. A classe representada na ação reunia milhões de comerciantes.[105]

Em 2003, Visa e Mastercard chegaram a um acordo de US$ 3,05 bilhões e aceitaram, entre outras medidas, eliminar o vínculo obrigatório entre a aceitação de seus produtos de crédito e débito. O acordo foi posteriormente confirmado pela Justiça federal de apelações.[106]

Ações do Departamento de Justiça
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Em 1998, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos processou a Visa devido a regras que proibiam bancos emissores associados de fazer negócios com American Express e Discover.[107] O governo venceu o processo em primeira instância em 2001, e a decisão foi confirmada em recurso. American Express e Discover também apresentaram suas próprias ações judiciais.[108]

Em outubro de 2010, Visa e Mastercard chegaram a um acordo com o Departamento de Justiça em outro processo antitruste. As empresas concordaram em permitir que comerciantes recusassem determinados tipos de cartões, cujas tarifas de intercâmbio podiam variar, e oferecessem descontos aos consumidores pelo uso de meios de pagamento de menor custo.[109]

Litígio sobre tarifas de intercâmbio e descontos de comerciantes
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Em 27 de novembro de 2012, um juiz federal concedeu aprovação preliminar a um acordo proposto em uma ação coletiva ajuizada em 2005 por comerciantes e associações comerciais contra Mastercard e Visa.[110] Os autores acusavam as redes de fixar tarifas de intercâmbio, também chamadas de tarifas de processamento, cobradas dos comerciantes por aceitarem os cartões. Cerca de um quarto dos autores indicados decidiu não aderir ao acordo. Os opositores também contestaram cláusulas que restringiriam futuras ações judiciais e a possibilidade de comerciantes se retirarem de determinados aspectos do acordo.[111]

Além da fixação das tarifas, os comerciantes alegaram que as empresas interferiam indevidamente em suas tentativas de incentivar clientes a escolher meios de pagamento mais baratos, como cartões de menor custo, dinheiro e cheques.[111]

Uma proposta de acordo monetário de US$ 6,24 bilhões chegou a ser submetida à Justiça em 2019.[112] Em 2024, um acordo separado de aproximadamente US$ 30 bilhões que modificaria regras e reduziria determinadas tarifas foi rejeitado pela Justiça. Em novembro de 2025, Visa, Mastercard e representantes de comerciantes apresentaram uma proposta revisada, prevendo redução de 0,1 ponto percentual em determinadas tarifas por cinco anos, teto de 1,25% para certos cartões de consumo por oito anos e maior flexibilidade para os comerciantes recusarem categorias de cartões e aplicarem sobretaxas.[113] Grandes varejistas e associações comerciais, entre eles o Walmart e a National Retail Federation, contestaram a nova proposta, que continuava pendente de aprovação judicial.[114]

Separadamente, em outubro de 2025, comerciantes chegaram a um acordo de US$ 231,7 milhões em B & R Supermarket, Inc., et al. v. Visa, Inc. et al., relativo a custos decorrentes de fraudes com cartões falsificados, perdidos ou roubados. A Visa concordou em pagar US$ 119,7 milhões.[115][116]

Confronto com o Walmart por tarifas elevadas
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Em junho de 2016, o Wall Street Journal informou que o Walmart ameaçava deixar de aceitar cartões Visa no Canadá devido às tarifas cobradas pela rede. A Visa respondeu que os consumidores não deveriam ser envolvidos na disputa comercial entre as empresas.[117] Em janeiro de 2017, Walmart Canada e Visa chegaram a um acordo para manter a aceitação dos cartões.[118]

Disputa com a Kroger
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Em março de 2019, a varejista norte-americana Kroger anunciou que as aproximadamente 250 lojas da rede Smith's deixariam de aceitar cartões de crédito Visa a partir de 3 de abril daquele ano devido às tarifas cobradas. As lojas Foods Co., da Kroger na Califórnia, já haviam deixado de aceitar Visa em agosto de 2018. Mike Schlotman, então vice-presidente executivo e diretor financeiro da Kroger, acusou a Visa de abusar de sua posição e cobrar tarifas excessivas. A Visa afirmou ser injusto colocar consumidores no centro de uma disputa empresarial.[119] Em outubro de 2019, a Kroger encerrou a disputa e voltou a aceitar a forma de pagamento.[120]

Processo antitruste de 2020 sobre a Plaid
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Em janeiro de 2020, a Visa anunciou sua intenção de adquirir a Plaid por US$ 5,3 bilhões.[121][122] Em novembro, o Departamento de Justiça processou a empresa para impedir a compra, alegando que a operação eliminaria a capacidade potencial da Plaid de competir no mercado de débito pela internet e reforçaria o monopólio da Visa.[123] Alfred Kelly, então diretor executivo da Visa, havia descrito a aquisição como uma "apólice de seguro" contra uma ameaça ao importante negócio de débito da empresa nos Estados Unidos.[124] Em janeiro de 2021, Visa e Plaid concordaram em abandonar a operação.[125]

Investigação antitruste sobre práticas de débito
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Em março de 2021, o Departamento de Justiça iniciou uma investigação para determinar se a Visa adotava práticas anticompetitivas no mercado de cartões de débito. Uma das principais questões era saber se a empresa limitava a capacidade dos comerciantes de encaminhar transações por redes alternativas, geralmente mais baratas, especialmente no comércio eletrônico. A investigação também destacou o papel das tarifas de rede, normalmente invisíveis aos consumidores e incorporadas aos custos dos comerciantes. A Visa confirmou a investigação em documento regulatório de 19 de março de 2021 e afirmou que cooperaria com o governo. As ações da empresa caíram mais de 6% após a notícia.[126][127][128][129]

Em 24 de setembro de 2024, o Departamento de Justiça processou a Visa, acusando-a de usar táticas ilegais para preservar um monopólio nos pagamentos por cartão de débito.[130]

Fora dos Estados Unidos

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Conduta anticompetitiva na Austrália
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Em 2015, o Tribunal Federal da Austrália determinou que a Visa pagasse A$ 18 milhões em multa, além das despesas judiciais, por conduta anticompetitiva contra operadores de conversão dinâmica de moeda. O valor total, incluindo os custos legais, chegou a aproximadamente A$ 20 milhões.[131]

Questões antitruste na Europa
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Em 2002, a Comissão Europeia concedeu uma isenção às tarifas multilaterais de intercâmbio da Visa em relação ao artigo 81 do Tratado da Comunidade Europeia, que proibia acordos anticompetitivos.[132] A isenção expirou em 31 de dezembro de 2007. No Reino Unido, a Mastercard reduziu suas tarifas de intercâmbio enquanto era investigada pelo Office of Fair Trading.

Em janeiro de 2007, a Comissão Europeia publicou os resultados de uma investigação de dois anos sobre o setor bancário de varejo, com atenção especial aos cartões de pagamento e às tarifas de intercâmbio. Ao divulgar o relatório, a comissária Neelie Kroes afirmou que o nível das tarifas em muitos dos sistemas examinados não parecia justificado, e a Comissão recomendou novos estudos sobre o tema.[133]

Em 26 de março de 2008, a Comissão abriu investigação formal sobre as tarifas multilaterais de intercâmbio cobradas pela Visa em operações transfronteiriças dentro do Espaço Econômico Europeu e sobre a regra "Honor All Cards".[134] Em dezembro de 2010, a Comissão tornou juridicamente vinculante o compromisso da Visa Europe de limitar a tarifa média ponderada de débito a 0,2% do valor das transações e adotar medidas adicionais de transparência. Em fevereiro de 2014, compromissos semelhantes para cartões de crédito, com teto de 0,3%, também se tornaram vinculantes.[135]

Autoridades nacionais de concorrência de países da União Europeia também investigaram as tarifas de Visa e Mastercard. Em 4 de janeiro de 2007, por exemplo, o órgão polonês de defesa da concorrência aplicou multas que somavam 164 milhões de złotys a vinte bancos por fixação conjunta das tarifas de intercâmbio das duas redes.[136][137]

A discussão também levou autoridades europeias a defender alternativas ao duopólio Visa-Mastercard. Um dirigente do Banco Central Europeu chegou a propor a criação de um novo cartão de débito europeu para uso no SEPA.[138] Após o bloqueio de pagamentos ao WikiLeaks, parlamentares europeus questionaram a possibilidade de pagamentos de cidadãos europeus a uma organização europeia serem interrompidos e voltaram a pedir redução da dependência das duas grandes redes.[139]

Tarifas elevadas na Polônia
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A tarifa de intercâmbio da Visa, então situada entre 1,5% e 1,6% na Polônia, alimentou discussões sobre maior regulamentação governamental.[140] As tarifas incentivaram comerciantes a buscar sistemas de pagamento que não utilizassem a Visa como intermediária. Bancos desenvolveram aplicativos móveis,[141] redes varejistas criaram soluções próprias,[142] e autoridades de transporte implantaram sistemas próprios de bilhetagem.[143]

Regulador de Sistemas de Pagamento do Reino Unido
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Em maio de 2024, o Payment Systems Regulator (PSR) do Reino Unido propôs regras para aumentar a transparência das tarifas cobradas por Visa e Mastercard aos comerciantes. As medidas previam o fornecimento regular de informações financeiras detalhadas ao regulador e consultas com comerciantes e varejistas antes de alterações nas tarifas.[144]

A proposta foi apresentada após análise do PSR concluir que as duas redes haviam elevado suas tarifas de sistema e processamento em mais de 30%, em termos reais, ao longo dos cinco anos anteriores, sem evidências proporcionais de melhora na qualidade dos serviços.[145]

Investigação da Comissão Europeia sobre tarifas de sistema
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Em novembro de 2024, a Comissão Europeia abriu nova investigação para avaliar se as tarifas de sistema cobradas por Visa e Mastercard prejudicavam varejistas. Comerciantes vinham reclamando das cobranças e de falta de transparência.[146] A investigação avançou em junho de 2025, quando a Comissão pediu opiniões de varejistas e comentários das redes sobre a possibilidade de um resumo padronizado das tarifas aumentar a transparência.[147]

Assuntos corporativos

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Antiga sede em Foster City, posteriormente transformada em campus de escritórios da empresa.

A Visa manteve sua sede em São Francisco até 1985, quando se transferiu para San Mateo, na Califórnia.[148] Por volta de 1993, a empresa começou a concentrar vários escritórios dispersos de San Mateo em um complexo próximo, em Foster City.[148] A Visa tornou-se o maior empregador da cidade.

Em 2009, a empresa transferiu formalmente a sede de volta a São Francisco, alugando os três andares superiores do edifício 595 Market Street, embora a maioria dos funcionários permanecesse no campus de Foster City.[149] Em 2012, decidiu novamente concentrar a sede em Foster City, onde trabalhavam cerca de 3.100 dos 7.700 funcionários mundiais da época.[150] A empresa possui quatro edifícios no cruzamento da Metro Center Boulevard com a Vintage Park Drive.

Em 1.º de outubro de 2012, a sede estava oficialmente em Foster City.[150] Em dezembro daquele ano, a Visa confirmou a construção de um centro mundial de tecnologia da informação no noroeste de Austin, no Texas.[151] Em 2019, a companhia já ocupava espaços em quatro edifícios na região de Austin e empregava quase 2 mil pessoas.[152]

Em 6 de novembro de 2019, a Visa anunciou a intenção de transferir novamente a sede para São Francisco em 2024, após a conclusão de um edifício de treze andares e aproximadamente 27.900 m².[153] A empresa também informou que reformularia o complexo de quatro edifícios em Foster City, reduzindo-o para cerca de 53.400 m² e destinando-o a aproximadamente 3 mil funcionários das equipes de produtos e tecnologia.[153] O conjunto então existente tinha mais de 90 mil m², e a Visa não detalhou o destino do espaço excedente.[153]

Em 6 de junho de 2024, a Visa inaugurou o novo edifício em 300 Toni Stone Crossing, no empreendimento Mission Rock, no bairro Mission Bay de São Francisco.[2][154] Na inauguração, o prédio recebeu oficialmente a designação de Market Support Center, em vez de "sede", expressão usada no anúncio de 2019.[154] Documentos regulatórios da empresa em 2024 indicavam uma caixa postal como endereço corporativo oficial.[154] Apesar dessa ambiguidade, o escritório do diretor executivo da Visa fica no Market Support Center.[154] O edifício possui terraços externos, cobertura acessível e vista para jogos do San Francisco Giants e outros eventos no Oracle Park, do outro lado da McCovey Cove.[154]

Em julho de 2026, a Visa anunciou uma reestruturação que previa a redução de aproximadamente 7% de sua força de trabalho mundial.[155]

Operações

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Por intermédio das instituições emissoras associadas, a Visa oferece:

  • cartões de débito, com pagamento diretamente de uma conta bancária;
  • cartões de crédito, cujo saldo pode ser pago segundo as condições e encargos definidos pelo emissor;
  • cartões pré-pagos, pagos a partir de um saldo previamente carregado.

A Visa opera a rede de caixas eletrônicos Plus e a rede Interlink de transferências eletrônicas em pontos de venda, que viabilizam o protocolo de débito usado por cartões de débito e pré-pagos. Também fornece soluções de pagamentos comerciais para pequenas, médias e grandes empresas e para governos.[156]

Em setembro de 2014, a Visa firmou parceria com a Apple para integrar seus cartões e os de outras redes ao recurso de carteira móvel dos novos modelos do iPhone, facilitando pagamentos por dispositivos móveis.[157]

A presença da Visa no Brasil remonta a 1971, quando o Bradesco firmou um contrato de representação com a então BankAmericard. Naquele momento, o banco brasileiro não emitia cartões da rede no mercado doméstico: atuava como representante para atender turistas estrangeiros que já possuíam BankAmericard. O acordo terminou em 1980.[158]

Em 1982, a Visa licenciou sua marca à Credicard, que em abril de 1983 lançou o primeiro cartão Credicard/Visa no país. Em 1986 começou a reorganização que levou à criação de uma operação própria da Visa no Brasil; em 1987 foi formalmente estabelecida a Visa do Brasil Empreendimentos Ltda., inicialmente com escritório no Rio de Janeiro.[159] Outra pesquisa acadêmica sobre o mercado brasileiro registra que a Credicard se associou à Visa International em 1983, que a associação terminou em 1988 e que, em 1995, a Visa International participou da criação da Visanet com bancos brasileiros.[160]

Regulamentos operacionais

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A Visa mantém um conjunto de regras para disciplinar a participação das instituições financeiras em seu sistema de pagamentos. Bancos credenciadores são responsáveis por assegurar que os comerciantes contratados cumpram essas normas.

As regras tratam, entre outros temas, da identificação do titular por motivos de segurança, das circunstâncias em que uma operação pode ser recusada, da cooperação entre bancos na prevenção de fraude e dos requisitos necessários para produzir prova válida de autorização pelo portador do cartão.[161]

As regras gerais impõem limites às restrições que comerciantes podem estabelecer para aceitar um cartão Visa e às sobretaxas cobradas do titular, embora as normas específicas variem conforme o país e a legislação local.[161]

Regras nos Estados Unidos

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Decisões judiciais, acordos e leis estaduais relativas a sobretaxas e outras cobranças variam entre os estados norte-americanos.[162] Em Connecticut, Massachusetts, Maine e Porto Rico há restrições legais específicas à aplicação de sobretaxas por comerciantes.[163][164] Onde as sobretaxas são permitidas, comerciantes que desejem aplicá-las também precisam cumprir as normas da Visa.[165]

A Visa permite que comerciantes solicitem documento de identidade com fotografia, mas suas regras normalmente não permitem que esse documento seja uma condição obrigatória para concluir uma transação. Exceções podem ser autorizadas para controle de fraude.[161]

A Lei Dodd-Frank permite aos comerciantes norte-americanos estabelecer um valor mínimo de compra para transações com cartão de crédito, limitado a US$ 10.[166][167]

Regras fora dos Estados Unidos

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Alguns países proibiram regras contratuais que impediam sobretaxas. Na Austrália, por exemplo, comerciantes podem cobrar sobretaxa em transações com cartão de crédito, inclusive Visa.[168] No Reino Unido, a legislação foi alterada em janeiro de 2018 para proibir comerciantes de acrescentar determinadas sobretaxas a transações, conforme as normas de proteção ao consumidor sobre cobranças de pagamento.

Segurança das transações

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As regras incluem exceções para compras sem assinatura realizadas por telefone ou pela internet e mecanismos adicionais de segurança, entre eles o Verified by Visa para compras online.

Em setembro de 2014, a Visa lançou um serviço destinado a substituir os dados da conta impressos nos cartões por tokens, ou números digitais de conta.[169]

Cartões de crédito Visa

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Dependendo do mercado, os emissores oferecem diferentes categorias de cartões Visa, geralmente organizadas da mais básica à mais elevada.[170]

  • Traditional, Classic ou Standard
  • Gold
  • Platinum
  • Premier, apenas na França
  • Signature, em mercados de vários países, exceto o Canadá[171]
  • Infinite
  • Infinite Privilege/Infiinite Private, oferecido no Canadá, Brasil, Kuwait e Emirados Árabes Unidos[172]

Visa Debit

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É o cartão de débito padrão com a marca Visa.

Visa Electron

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O Visa Electron é um cartão de débito da Visa emitido mundialmente desde a década de 1990. Sua característica original era não permitir transações nas quais o cartão não estivesse fisicamente presente e ter limite de autorização offline igual a zero, o que exigia autorização automática de cada operação pelo banco emissor e dificultava que o cliente utilizasse saldo além do disponível. O produto foi frequentemente destinado a clientes jovens ou com maior risco de descoberto. Desde meados da década de 2000, foi em grande parte substituído pelo Visa Debit.

Visa Cash

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O Visa Cash é um cartão pré-pago de valor armazenado da Visa.

Visa Contactless

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Cartão Visa Debit com pagamento por aproximação.

Em setembro de 2007, a Visa introduziu o Visa payWave, posteriormente denominado Visa Contactless, tecnologia que permite ao titular aproximar o cartão de um terminal compatível, sem precisar inseri-lo ou passá-lo fisicamente no equipamento de ponto de venda.[173] O sistema é semelhante ao serviço contactless da Mastercard e ao ExpressPay da American Express. Todos utilizam o padrão EMV Contactless para indicar a capacidade de pagamento por aproximação.

Na Europa, a Visa também introduziu o V Pay, cartão de débito baseado exclusivamente em chip e PIN.[174] Na Austrália, a adoção de pagamentos por aproximação tornou-se particularmente elevada, e em 2016 mais de metade das transações presenciais Visa no país já utilizava payWave.[175]

O mVisa é um aplicativo de pagamentos móveis que permite realizar pagamentos por código QR utilizando smartphones. O método foi introduzido inicialmente na Índia em 2015 e depois expandido para outros países, inclusive na África e no Sudeste Asiático.[176][177]

Visa Checkout

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Em 2013, a Visa lançou o Visa Checkout, sistema de pagamento pela internet que dispensava o compartilhamento direto dos dados do cartão com cada varejista. O usuário podia armazenar informações pessoais e de seus cartões e utilizar um único nome de usuário e senha para fazer compras. O serviço funcionava com cartões de crédito, débito e pré-pagos Visa. Em 27 de novembro de 2013, o antecessor V.me entrou em operação no Reino Unido, França, Espanha e Polônia, tendo a Nationwide Building Society como primeira instituição financeira britânica a apoiá-lo.[178] A Nationwide retirou posteriormente seu suporte ao serviço em 2016.

Visa Commerce Network

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Após adquirir a TrialPay em 27 de fevereiro de 2015,[179] a Visa criou a Visa Commerce Network, plataforma pela qual empresas podiam oferecer recompensas por meio de programas de fidelidade.

Serviços de valor agregado

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Os serviços de valor agregado da Visa, conhecidos pela sigla VAS, reúnem produtos tecnológicos destinados a aumentar a segurança e a eficiência dos pagamentos digitais. Incluem prevenção de fraudes, autenticação de transações, administração de contestações e análise de dados de pagamentos.[180][181]

Marca e design

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As cores azul e dourada do antigo logotipo da Visa foram escolhidas para representar o céu azul e as colinas douradas da Califórnia, estado onde o Bank of America foi fundado.

Em 2005, a Visa alterou seu logotipo, eliminando as faixas horizontais e adotando fundo branco com a palavra Visa em azul e um detalhe alaranjado no "V".[182] O detalhe laranja foi removido em 2014, quando o logotipo passou a utilizar um gradiente azul, e em 2021 adotou-se o azul sólido. Em 2015, as faixas azul e dourada voltaram a aparecer em elementos de marca de cartões Visa Debit e Visa Electron, embora não no logotipo corporativo.[183]

Design dos cartões

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Em 1983, a maioria dos cartões Visa em todo o mundo começou a apresentar na frente um holograma de uma pomba, geralmente abaixo dos quatro últimos algarismos do número do cartão. O recurso foi introduzido como mecanismo de segurança: hologramas autênticos deveriam apresentar aparência tridimensional e mudar conforme o cartão fosse movimentado.[184] Ao mesmo tempo, o logotipo da Visa, que anteriormente ocupava grande parte da frente do cartão, foi reduzido e colocado em uma faixa do lado direito, incorporando o holograma. A mudança permitiu aos bancos emissores personalizar mais amplamente a aparência dos cartões. Alterações semelhantes ocorreram em cartões Mastercard. Atualmente, cartões podem ser associados a comerciantes, companhias aéreas e outras organizações e comercializados como produtos de recompensa.

Em cartões Visa mais antigos, a exposição da frente do cartão à radiação ultravioleta revelava a imagem de uma pomba, conhecida como Ultra-Sensitive Dove, como teste adicional de segurança.[185] Nos cartões mais recentes, a pomba ultravioleta foi substituída por um pequeno "V" sobre o logotipo Visa.

A partir de 2005, o padrão da Visa passou a permitir que o holograma fosse colocado no verso do cartão ou substituído por uma faixa magnética holográfica, denominada HoloMag.[186] Como a HoloMag ocasionalmente provocava interferência em leitores de cartões, a Visa abandonou posteriormente esse modelo e voltou às faixas magnéticas convencionais.[187]

Assinaturas

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Em 12 de janeiro de 2018, a Visa anunciou que a assinatura do titular se tornaria opcional a partir de abril daquele ano para comerciantes da América do Norte habilitados a aceitar cartões com chip EMV, por contato ou aproximação. A empresa afirmou que os avanços em sistemas de combate à fraude haviam reduzido a necessidade de assinaturas e que a mudança permitiria agilizar as compras presenciais.[188] A Visa foi a última das grandes redes de cartões a flexibilizar o requisito, depois de Mastercard, Discover e American Express.[189]

Patrocínios

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Jogos Olímpicos e Paralímpicos

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  • A Visa é patrocinadora mundial dos Jogos Olímpicos desde 1986 e do Comitê Paralímpico Internacional desde 2002. É a única rede de cartões aceita nas instalações oficiais dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos abrangidas pelo acordo de exclusividade. O contrato com o Comitê Olímpico Internacional foi prorrogado até 2032.[190][191] A parceria abrangeu, entre outros eventos, os Jogos Olímpicos da Juventude de Singapura de 2010, os Jogos Olímpicos de Londres de 2012, Sóchi de 2014, Rio de Janeiro de 2016, PyeongChang de 2018, Tóquio de 2020, Pequim de 2022 e Paris de 2024.
  • Em 2002, a Visa tornou-se a primeira patrocinadora mundial do Comitê Paralímpico Internacional.[192] A parceria foi posteriormente prorrogada até 2020,[193] abrangendo os Jogos Paralímpicos de Vancouver de 2010, Londres de 2012, Sóchi de 2014, PyeongChang de 2018, Tóquio de 2020, Pequim de 2022 e Paris de 2024.
Carro da equipe Visa Cash App RB de Fórmula 1.
  • A Visa patrocinou a camisa da Seleção Argentina de Basquetebol no Campeonato das Américas de 2015, realizado na Cidade do México.[194]
  • A Visa patrocina a camisa da Seleção Argentina de Rugby Union, conhecida como Los Pumas. Também patrocinou a Copa Libertadores da América e a Copa Sul-Americana, duas das principais competições de clubes de futebol da América do Sul.
  • Desde 1995, a Visa mantém relações de patrocínio com a National Football League dos Estados Unidos e com várias de suas equipes, entre elas o San Francisco 49ers, cujas camisas de treinamento exibiram a marca Visa.[195] Um dos contratos de patrocínio com a NFL estendeu-se até a temporada de 2014.[196]
  • Até 2005, a Visa foi patrocinadora exclusiva da Tríplice Coroa do turfe dos Estados Unidos.
  • A Visa patrocinou a Copa do Mundo de Rugby desde a edição de 1995, realizada na África do Sul, até a edição de 2007, na França.[197]
  • Em 2007, a Visa tornou-se patrocinadora da Copa do Mundo FIFA de 2010, na África do Sul. A parceria com a FIFA concedeu à empresa direitos mundiais relacionados a diversas competições da entidade, incluindo as Copas do Mundo de 2010 e 2014 e a Copa do Mundo de Futebol Feminino.
  • A partir da temporada de 2012, a Visa tornou-se parceira da Caterham F1 Team. A empresa também havia patrocinado a equipe PacWest Racing na IndyCar em 1995 e 1996, com Danny Sullivan e Mark Blundell como pilotos, respectivamente.[198]
  • Em 2017, a Visa patrocinou a equipe de esportes eletrônicos SK Gaming.[199]
  • A Visa é patrocinadora da Confederação Argentina de Hóquei, e sua marca aparece nos uniformes das seleções masculina e feminina do país.[200]
  • A Visa e o Cash App tornaram-se patrocinadores titulares conjuntos da equipe de Fórmula 1 anteriormente conhecida como Scuderia AlphaTauri, rebatizada como Visa Cash App RB, a partir de 2024. A marca também passou a aparecer na participação da equipe na F1 Academy, e a Visa firmou acordo de patrocínio com a Red Bull Racing.[201]

Ver também

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  • Mastercard, principal rede concorrente da Visa no mercado internacional de cartões
  • American Express, empresa e rede concorrente no setor de pagamentos
  • UnionPay, rede chinesa de pagamentos por cartão com atuação internacional
  • Visa Electron, produto de débito historicamente oferecido pela Visa
  1. ↑ A marca nominativa atual "Visa" é usada desde 2014.

Referências

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  3. ↑ Harring, Alex (17 de novembro de 2022). «Visa says Ryan McInerney will replace Al Kelly as its next CEO». CNBC (em inglês). Consultado em 22 de setembro de 2023
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Ligações externas

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