Taifa de Santa Maria do Algarve
Taifa de Santa Maria do Algarve | |||||||||
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Taifa ca. 1037 | |||||||||
| Continente | Europa | ||||||||
| Capital | Santa Maria do Algarve (atual Faro) | ||||||||
| Religião | Islamismo | ||||||||
| Forma de governo | Monarquia | ||||||||
| Maleque | |||||||||
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| História | |||||||||
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A Taifa de Santa Maria do Algarve (em árabe: شنتمرية الغرب; romaniz.: Šantamarīyya al-Gārb) foi uma pequena taifa (reino) surgido em 1016, durante o processo de desintegração do Califado de Córdova, e que perdurou até 1052, quando foi conquistada pela Taifa de Sevilha dos abádidas.
História
[editar | editar código]O primeiro governante de Santa Maria do Algarve foi Abu Otomão Saíde, que foi designado como governador pelo então califa Solimão Almostaim.[1] Rapidamente, Abu Otomão Saíde agiu de forma independente, promovendo melhorias em sua capital, que mudaria eventualmente de nome para Santa Maria de Harune (Šantamarīyya al-Hārūn) em referência ao nisba Ibne Harune de seu rei.[2] Ao falecer, Abu Otomão Saíde foi sucedido por seu filho Maomé Almotácime. Relata-se que seu reinado foi próspero, mas essa prosperidade foi interrompida pela eventual conquista do reino em 1051, pelo rei Almutadide (r. 1042–1069) da Taifa de Sevilha.[3]
Referências
- ↑ Lopes & Machado 1968, p. 42-43.
- ↑ Oliveira-Leitão 2008, p. 76, nota 22.
- ↑ Lévi-Provençal 1993, p. 153.
Bibliografia
[editar | editar código]- Oliveira-Leitão, André (2008). «Do Garb al-Ândalus ao «segundo reino» da «Coroa de Portugal»: território, política e identidade». CLIO, Revista do Centro de História da Universidade de Lisboa. 16/17: 69-104
- Lévi-Provençal, E. (1993) [1927]. «Santa Maria do Algarve». In: Houtsma, M. Th.; Wensinck, A. J.; Gibb, H. A. R.; Heffening, W.; Lévi-Provençal, E. E. J. Brill's First Encyclopaedia of Islam. VII S-Ṭaiba. Leida, Nova Iorque e Colônia: E.J. Brill
- Lopes, David; Machado, José Pedro (1968). Nomes árabes de terras portuguesas. Lisboa: Sociedade de Língua Portuguesa e Circulo David Lopes