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Semencaré

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Semencaré
Possível representação de Semencaré no estilo de Amarna
Possível representação de Semencaré no estilo de Amarna
Faraó do Egito
Predecessor Aquenáton
Sucessor Tutancâmon
Esposa(s) Meritaton
Pai Aquenáton
Falecimento 1334 a.C.
Tumba KV55 ?

Semencaré (também grafado como Smenkhare, Smenkare ou Smenkhkara; seu nome significa "Vigorosa é a alma de Rá") foi um faraó do Antigo Egito de origem desconhecida que viveu e governou durante o Período de Amarna, na XVIII dinastia egípcia, de 1338 a.C. a 1336 a.C..

Semencaré foi casado com Meritaton, filha de Aquenáton, que provavelmente atuou como seu corregente. Como o Período de Amarna foi alvo de uma ampla política de apagamento de memória promovida por faraós posteriores, muito pouco pode ser afirmado com certeza sobre Smenkhkare, razão pela qual sua identidade continua sendo objeto de intenso debate entre os estudiosos.[1]

Alguns pesquisadores defendem que Semencaré e a faraó mulher Neferneferuaton eram a mesma pessoa, enquanto outros sustentam que se tratavam de indivíduos distintos.[2][3] Este artigo segue a interpretação segundo a qual Semencaré foi um governante masculino, separado de Neferneferuaton.[4]

Origem e família

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As origens de Semencaré são desconhecidas. Presume-se que ele tenha pertencido à família real egípcia, sendo provavelmente irmão ou filho do faraó Aquenáton. Caso tenha sido irmão de Aquenáton, sua mãe provavelmente seria Tié ou Sitamon. Se, por outro lado, fosse filho de Aquenáton, teria sido presumivelmente um irmão mais velho de Tutancâmon, já que assumiu o trono antes dele. Nesse caso, sua mãe provavelmente teria sido uma esposa secundária cujo nome não é conhecido.[5]

Uma hipótese alternativa, baseada em objetos encontrados na tumba de Tutancâmon, sugere que Semencaré teria sido filho de Tutemés, irmão mais velho de Aquenáton, e de uma mulher desconhecida, possivelmente uma de suas irmãs. Sabe-se que Semencaré se casou com Meritaton, a filha mais velha de Aquenáton, que ocupou o título de Grande Esposa Real. Algumas inscrições mencionam uma Filha do Rei chamada Meritaton Tasherit, que pode ter sido filha de Meritaton e Semencaré.[6]

Além disso, Semencaré já foi apontado como um possível candidato à identidade da múmia encontrada na tumba KV55. Caso essa identificação esteja correta, ele teria sido o pai de Tutancâmon.[6]

O nome de Semencaré aparece no final do reinado de Aquenáton, convertido em corregente do trono e, nessa condição, seu sucessor. Todavia, há muitas dúvidas e teorias sobre sua identidade. As mais aceitas são:

  • Ele seria um dos filhos de Amenófis III com um de suas esposas reais, talvez Tiy. Nesse caso, ele seria irmão de Aquenáton.
  • Ele seria marido de Meritaton, a filha mais velha de Aquenáton e, por conseguinte, genro do rei.[7] Era adepto convicto da doutrina de Aton, razão pela qual Aquenáton – que não teria herdeiros masculinos – escolheu-o para sucedê-lo. Em alguns anéis de fiança encontrados em Amarna, ele é referido como o “predileto de Aton”. Por outro lado, se correta essa teoria, é estranho que ele não tenha adotado um nome em homenagem a Aton, como o fez Tutancaton (depois, Tutancâmon). [8]
  • Ele seria filho de Aquenáton com uma de suas esposas secundárias e, desse modo, herdeiro legítimo do trono. No entanto, até hoje somente se registra Tutancâmon como filho homem de Aquenáton.[9]
  • Ele seria, na verdade, não um homem mas a própria esposa de Aquenáton, a famosa Nefertiti que, a exemplo de Hatexepsute, teria adotado aparência e títulos masculinos para assumir o trono, após a morte do marido. Em favor dessa teoria conta o fato do nome de Nefertiti deixar de ser mencionado à época em que aparecem referências a Semencaré.

De qualquer forma, o fato de ter governado por apenas 2 ou 3 anos, sugere que Semencaré morreu prematuramente (devia ter menos de 30 anos), em circunstâncias desconhecidas e tão misteriosas quanto as da morte de seu sucessor, o faraó-menino Tutancâmon.


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Referências

  1. ↑ Dodson 2009, pp. 30.
  2. ↑ Reeves, Nicholas (2007). The Complete Tutankhamun: The King. The Tomb. The Royal Treasure. [S.l.]: Thames & Hudson. pp. 8, 23. ISBN 978-0-500-05146-7
  3. ↑ Cooney, Kara (2018). When Women Ruled the World: Six Queens of Egypt. [S.l.]: National Geographic. pp. 194–197. ISBN 978-1-4262-1977-1
  4. ↑ Naunton, Chris (2018). Searching for the Lost Tombs of Egypt. [S.l.]: Thames & Hudson. pp. 168–170, 181–182 of e–book edition. ISBN 978-0500051993
  5. ↑ Tawfik, Thomas & Hegenbarth-Reichardt 2018, pp. 180.
  6. 1 2 Ridley 2019, p. 252.
  7. ↑ H. R. Hall, História Antiga do Oriente Próximo, Rio de Janeiro, CEB, 1948.
  8. ↑ O nome Semenchkar homenageia o deus solar Rá, significando "As manifestações de Rá são vivas"
  9. ↑ Rei Tut: segredo de família. Artigo publicado por Zahi Hawass na revista National Geographic do Brasil de setembro de 2010 - ano 11, nº 126, págs. 44-69.

Bibliografia

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Ligações externas

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Precedido por
Aquenáton
Faraó
XVIII dinastia
Sucedido por
Tutancâmon