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Rodovia Fernão Dias

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Rodovia Fernão Dias
São Paulo, Minas Gerais, Brasil
Rodovia Fernão Dias
Identificador  BR-381 
Nomes anteriores (BR-55 1940-64)
Tipo Rodovia
Inauguração 1959
2002 (duplicação São Paulo-Belo Horizonte)[1]
Extensão 562,1 quilómetro562,1 km (349,3 mi)
Extremos
 • norte:
 • sul:

Avenida Cardeal Eugênio Pacelli, Contagem, MG
Avenida Educador Paulo Freire, São Paulo, SP
Trecho de BR-381
Concessionária
(15 anos)
Motiva Minas_SP (desde 2026)
norte
início da rodovia

BR-381
sul
Avenida Educador Paulo Freire >
Rodovias Federais do Brasil
Engarrafamento na BR-381, ao leste (e próximo) de Belo Horizonte.
Divisa entre São Paulo e Minas Gerais, sentido Belo Horizonte.
Vista da descida da Rodovia Fernão Dias na chegada a São Paulo, trecho em que a rodovia corta a Serra da Cantareira.
Veículos de apoio em Três Corações.

Rodovia Fernão Dias, anteriormente Via Fernão Dias, é a denominação que a BR-381 recebe no trecho entre as regiões metropolitanas de São Paulo e Belo Horizonte, atualmente concedido à Motiva Minas_SP.

História

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Em 1959, foi inaugurada pelo presidente Juscelino Kubitschek a ligação Belo Horizonte-Pouso Alegre, ainda inacabada. Apenas em 1961, houve a conclusão da rodovia, com a finalização das obras no trecho paulista.[2]

Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), 43% da economia mineira, 20% de toda a produção do parque industrial de Minas e de São Paulo, cerca de 60% da produção nacional de ferro-gusa e aproximadamente 3 milhões de toneladas da produção agrícola mineira passam pela BR-381, representando uma circulação média de mais de 15 mil veículos - entre ônibus, caminhões e automóveis - por dia. Além disso, 25% da população mineira vivem e trabalham em sua área de influência.[2]

Em junho de 2002, após quase oito anos de obras, o presidente Fernando Henrique Cardoso entregou a total duplicação da rodovia.[3]

Já em outubro de 2007, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) promoveu o leilão da Fernão Dias, juntamente com outras rodovias federais, no qual a espanhola OHL ofertou as menores tarifas de pedágio. A companhia e o Governo Federal assinaram, no dia 14 de fevereiro de 2008, o contrato de concessão, por 25 anos, contemplando a gestão e operacionalização dos 562 km da rodovia.[4] Após a transferência do controle acionário para a Abertis e a Brookfield, em dezembro de 2012, a concessionária passou a pertencer ao grupo Arteris.[5]

No entanto, após processo de renegociação junto à ANTT e ao TCU[6], a concessão foi novamente a leilão em dezembro de 2025, com a vitória do grupo Motiva (ex-CCR).[7] Assim, a partir de abril de 2026, a rodovia passou a ser administrada pela concessionária Motiva Minas_SP. O novo contrato tem a duração prevista de 15 anos, incluindo um amplo programa de investimentos voltado à ampliação de capacidade, recuperação do pavimento e melhorias na segurança viária, além da introdução de tecnologias de monitoramento e atendimento ao usuário. A nova concessionária assumiu a operação sem interrupção dos serviços, de modo correspondente à sua importância como um dos principais corredores logísticos do país.[8]

Pelo sistema antigo de numeração das rodovias federais, em vigor até 1964, era conhecida como BR-55.[9]

Bloqueio total da pista sentido BH

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Um deslocamento de terra afetou as estruturas do viaduto da pista norte, no km 79 (sentido BH), entre São Paulo e Mairiporã, no dia 26 de fevereiro de 2010. A pista foi totalmente bloqueada e a concessionária deu um prazo de até 6 meses para a liberação do viaduto.[10] No entanto, em abril, foi prometido que, até junho, o tráfego seria restabelecido, com um desvio lateral à ponte, abrangendo duas faixas de rolamento. Entre fevereiro e junho, o desvio foi feito pela avenida Coronel Sezefredo Fagundes e pela Rodovia Arão Sahm (SP-008), de pista simples e sinuosa, causando enormes congestionamentos. A partir das 10h do dia 1 de junho, o trecho do km 76 ao km 79 da pista sentido São Paulo da rodovia foi liberado, em mão dupla, de forma que o tráfego da pista sentido Belo Horizonte fosse retomado.[11] Finalmente, o viaduto da pista norte foi liberado ao tráfego, às 9h do dia 7 de dezembro de 2010.[12]

Principais municípios cortados pela rodovia

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São Paulo

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Minas Gerais

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Localização das praças de pedágio

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Praça de Pedágio no centro da cidade de Mairiporã, primeiro pedágio no trecho paulista no sentido Minas Gerais.

São Paulo

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Minas Gerais

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Obs: Todas as praças são bidirecionais.

Ver também

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Referências

  1. ↑ «Após duplicação, segurança ainda preocupa na Fernão Dias». Carta Maior. Consultado em 13 de Agosto de 2014. Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2017
  2. 1 2 «Bandeirantes, JK e a duplicação que demorou mais de uma década: conheça a história da Fernão Dias». G1. Consultado em 14 de março de 2023. Cópia arquivada em 21 de outubro de 2023
  3. ↑ «UOL - Brasil Online - FHC inaugura trecho duplicado da Fernão Dias 27/03/98 08h16». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 14 de março de 2023. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2026
  4. ↑ «História da rodovia BR-38». Rota Legal. Consultado em 3 de Agosto de 2011[ligação inativa]
  5. ↑ Rizério, Lara (20 de dezembro de 2012). «OHL mudará nome para Arteris e passará a ser negociada com o ticker "ARTR3"». InfoMoney. Consultado em 18 de agosto de 2026
  6. ↑ «TCU aprova repactuação de concessão da Fernão Dias, com R$ 9,5 bi em investimentos». Folha de S.Paulo. 25 de junho de 2025. Consultado em 18 de agosto de 2026
  7. ↑ «Motiva vence leilão da Fernão Dias e assume concessão até 2040». G1. 11 de dezembro de 2025. Consultado em 18 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 22 de maio de 2026
  8. ↑ «Concessionária Motiva assume a administração da rodovia Fernão Dias». g1. 3 de abril de 2026. Consultado em 5 de abril de 2026. Cópia arquivada em 22 de abril de 2026
  9. ↑ «Sobre Sistema antigo de numeração das rodovias federais | Tecnologia On-Line». artigos.tol.pro.br. Consultado em 14 de março de 2023. Cópia arquivada em 21 de janeiro de 2022
  10. ↑ Solange Spigliatti (1 de março de 2010). «Fernão Dias deve ficar fechada por até 6 meses». O Estado de S. Paulo. Cópia arquivada em 23 de julho de 2010
  11. ↑ «Apresentação». www.arteris.com.br. Consultado em 14 de março de 2023. Cópia arquivada em 16 de março de 2026
  12. ↑ «Apresentação». www.arteris.com.br. Consultado em 14 de março de 2023. Cópia arquivada em 16 de março de 2026

Ligações externas

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