Príncipe das Astúrias

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Príncipe de Astúrias ou Príncipe das Astúrias (em castelhano: Príncipe de Asturias) é um título da casa real de Espanha, atribuído ao herdeiro (presuntivo ou aparente) da Coroa.[2] Antes da Unificação espanhola, o título era reservado ao herdeiro da Coroa de Castela.[3] Atualmente, Leonor de Bourbon e Ortiz - filha primogênita de Filipe VI - ostenta o título de Princesa das Astúrias como herdeira presuntiva de seu pai desde a coroação deste como Rei de Espanha em 2014.[4][5]

Príncipe das Astúrias
Príncipe das Astúrias
Leonor, Princesa das Astúrias, 19 de junho de 2014
Pariato Espanha
Criação João I,
17 de setembro de 1388
Ordem Nobreza titulada
Tipo Hereditário
1.º titular Henrique III
Linhagem Casa de Bourbon
Títulos subsidiários Príncipe de Girona
Príncipe de Viana
Duque de Montblanc
Conde de Cervera
Senhor de Balaguer
Actual titular Leonor
Solar Palácio da Zarzuela[nota 1]

O título tem sua origem em 1388, quando João I de Castela concedeu esta dignidade — que implicava também senhorio o respectivo território homônimo — a seu filho mais velho Henrique e sua esposa, Catarina de Lencastre.[6] Na tentativa de superar a disputa dinástica entre as casas castelhanas de Borgonha e Trastâmara, recorreu-se ao principado, senhorio territorial do mais alto grau entre os pares hispânicos.[7] Neste período, o ato de designar o título de mais alto grau no pariato ao herdeiro da monarquia já era uma tradição em Aragão (Príncipe de Girona), Inglaterra (Príncipe de Gales) e na França (Delfim de França).[8] O título, portanto, foi aplicado de duas maneiras: genérico para nomear o herdeiro castelhano e específico para indicar o primeiro Infante na linha de sucessão quando o monarca transmitiu efetivamente o território do principado, com seu governo e seus rendimentos.[9]

Com a união dinástica entre Castela e Aragão, o título foi incorporado aos generais da monarquia e príncipe herdeiro acumulou os títulos de Príncipe das Astúrias, de Girona, de Viana, de Espanha e do Novo Mundo, sendo titulado já na era da Espanha dos Habsburgo como "príncipe destes reinos, príncipe das Espanhas e do Novo Mundo".[10] A partir de 1705, com a ascensão da Casa de Bourbon, o título foi promovido como resultado da ajuda decisiva de Castela aos Bourbon na Guerra da Sucessão Espanhola.[11] No início do século XIX, o primeiro projeto constitucional conservou habitualmente o título do herdeiro da Coroa, que foi reduzido em dignidade nas constituições espanholas seguintes.[12] Após várias alterações nas sucessivas constituições, o título foi restaurado em grau e dignidade pela Constituição espanhola de 1978.[13]

Regulados por o decreto real desde 1977, os títulos históricos dos herdeiros dos diferentes reinos de Espanha são:[14]

Por meio da fundação homónima, cuja presidência ostenta, se entregam anualmente os prestigiosos Prêmio Príncipe das Astúrias em um solene acto em Oviedo, capital do Principado das Astúrias.

História

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Os senhorios jurisdicionais, formas de governo – não de propriedade ou posse, que se consolidaram nos séculos XIV e XV – eram sub-rogações do poder régio para a administração das vilas, geralmente aquelas com dificuldades geográficas ou estruturais que geravam renda. A partir do reinado de Afonso XI, os governantes criaram estes senhorios para dar aos seus aliados uma forma adequada de manter sua posição e poder governar e administrar áreas que, de outra forma, eram difíceis de administrar pela monarquia tradicional.

Condados de Noreña e Gijón

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O Castelo de Noronha é um dos locais históricos de origem da monarquia hispânica.

As origens do Principado das Astúrias remontam aos condados de Noronha e Gijón, territórios dotados de jurisdição senhorial que pertenciam a Rodrigo Álvarez, que passou a adotar o sufixo "das Astúrias".[15] Esses senhorios apresentavam uma singularidade extraordinária: eram territórios que em tempos remotos tornaram-se o Reino das Astúrias, identificado com as origens da monarquia espanhola.[16]

Ao morrer sem descendência em 1333, Rodrigo Álvarez legou sua propriedade à Henrique de Trastâmara. Durante o reinado de Pedro I, "uma verdadeira guerra civil" eclodiu nas Astúrias de Oviedo porque um grupo de cavaleiros instalados em pequenos domínios acreditava que a consolidação dos "estados" que estavam sendo ocupados por Henrique, conde de Trastâmara em guerra civil contra Pedro I, isso afetaria seu poder.[17] Henrique, outrora rei, cedeu os condados a seu filho bastardo Afonso Henriques.[18] Durante o reinado de João I, o conde de Noronha e Gijón protagonizou numa série de revoltas que levaram o rei a confiscar o feudo e incorporá-lo à Coroa, prometendo-o por escritura de concórdia de 18 de julho de 1383.[19][20]

Principado senhorial

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Henrique de Castela (1379-1406) foi o primeiro Príncipe das Astúrias, criado em 1388.

Em 8 de julho de 1388, o Tratado de Baiona foi firmado entre João de Gante e João I de Castela, estabelecendo a reconciliação dinástica após o assassinato de Pedro I. Por este tratado, João de Gante e sua esposa Constança renunciaram aos direitos dinásticos castelhanos em favor do casamento de sua filha Catarina de Lencastre com o filho mais velho de João I, o futuro Henrique III, a quem foi concedido como herdeiro a dignidade de Príncipe das Astúrias.[21] O título foi concedido com certa cerimônia. A morte prematura de João I e a menoridade de Henrique impediram a formação institucional e legal do principado, enquanto Afonso Henriques voltou a reclamar seus direitos sucessórios. Pressionado por aliados do antigo monarca, Afonso Henriques foi levado a julgamento por Carlos VI de França que lhe impôs a devolução dos territórios que possuía nas Astúrias.[22]

Nos primórdios do principado, o título de Príncipe das Astúrias não era apenas um título de honra, pois o território asturiano lhes pertencia como patrimônio.[23] João II finalmente conseguiu em um decreto datado de 3 de março de 1444 a conversão do principado em senhorio jurisdicional, ligando as cidades, vilas e lugares das Astúrias de Oviedo com suas rendas e jurisdições ao patrimônio dos herdeiros da Coroa — tal documento foi eventualmente desrespeitado e ignorado pelos povos asturianos por ser considerado um poder ilimitado dos Reis Católicos.[24]

Embora, tradicionalmente todos os herdeiros da Coroa de Castela tenham sido considerados príncipes das Astúrias, nem todos tiveram um ato formal pelo qual o senhorio jurisdicional foi concedido;[25] consequentemente, a rigor, foram apenas príncipes das Astúrias Henrique entre 1388 e 1390, Henrique entre 1444 e 1453, Isabel entre 1468 e 1474 e, brevemente, João de Trastâmara em 1496. Nos períodos em que nenhum príncipe foi proclamado, o principado não deixava de existir, sendo governado diretamente pelo monarca soberano.[26]

Sob os Reis Católicos iniciou-se uma política de reintegração do património régio, que deu origem a um longo processo no principado, que teve início em 1483 e terminou em 1490 com a assinatura de um acordo pelo qual os Quiñones entregaram as vilas de Cangas, Tineo, Llanes e Ribadesella em troca de cinco milhões de maravedis e as Babias de León.[27] Em 1496, foi feita uma tentativa de revitalizar o principado por carta-régia datada de 20 de maio, na qual os reis, "querendo observar o antigo costume dos seus reinos" — aludindo a Aragão—, concedeu ao Príncipe João a renda e jurisdição dos lugares das Astúrias que passaram a pertencer à Coroa, reservando a maior parte da justiça e a condição de não alienar o patrimônio.[28]

Príncipes das Astúrias (1388-presente)

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Nome Imagem Armas Monarca Período de vida Casamento e
descendência
Henrique
17 de setemnbro de 1388
–
9 de outubro de 1390
Henrique, Príncipe das Astúrias Armas do Príncipe das Astúrias João I
(r. 1379–1390)
4 de agosto de 1379
–
25 de dezembro de 1406
(27 anos)
Catarina de Lancaster
1388
3 filhos
Maria de Castela
6 de janeiro de 1402
–
6 de março de 1405
Maria de Castela, Princesa das Astúrias Henrique III
(r. 1390–1406)
14 de setembro de 1401
–
7 de setembro de 1458
(56 anos)
Afonso V de Aragão
12 de junho de 1415
Sem filhos
João
6 de março de 1405
–
25 de dezembro de 1406
João, Príncipe das Astúrias 6 de março de 1405
–
20 de julho de 1454
(49 anos)
Maria de Aragão
4 de agosto de 1420
4 filhos
Catarina
Janeiro de 1423
–
10 de setembro de 1424
Catarina, Princesa das Astúrias João II
(r. 1406–1454)
5 de outubro de 1422
–
17 de setembro de 1424
(1 ano)
Não se casou.
Leonor
10 de setembro de 1424
–
6 de janeiro de 1425
Leonor, Princesa das Astúrias 10 de setembro de 1423
–
22 de agosto de 1425
(1 ano)
Não se casou.
Henrique
6 de janeiro de 1425
–
22 de julho de 1454
Henrique, Príncipe das Astúrias 6 de janeiro de 1425
–
12 de dezembro de 1474
(49 anos)
Branca de Aragão
16 de setembro de 1440
Sem filhos
Joana
9 de maio de 1462
–
4 de setembro de 1464
[a]
Joana, Princesa das Astúrias Henrique IV
(r. 1454–1474)
28 de fevereiro de 1462
–
12 de abril de 1530
(68 anos)
Afonso V de Portugal
30 de maio de 1475
Sem filhos
Afonso
4 de setembro de 1464
–
5 de junho de 1465
Afonso, Príncipe das Astúrias 15 de setembro de 1453
–
5 de julho de 1468
(14 anos)
Não se casou.
Isabel
19 de setembro de 1468
–
25 de outubro de 1470
Isabel, Princesa das Astúrias 22 de abril de 1451
–
26 de novembro de 1504
(53 anos)
Fernando II de Aragão
19 de outubro de 1469
6 filhos
João
30 de junho de 1478
–
4 de outubro de 1497
João, Príncipe das Astúrias Isabel I
(r. 1474–1504)
30 de junho de 1478
–
4 de outubro de 1497
(19 anos)
Não se casou.
Isabel
4 de outubro de 1497
–
23 de agosto de 1498
Isabel, Princesa das Astúrias 2 de outubro de 1470
–
28 de agosto de 1498
(27 anos)
Manuel I de Portugal
6 de outubro de 1497
1 filho
Miguel da Paz
23 de agosto de 1498
–
19 de julho de 1500
Miguel da Paz, Príncipe das Astúrias 23 de agosto de 1498
–
19 de julho de 1500
(1 ano)
Não se casou.
Joana
22 de maio de 1502
–
26 de novembro de 1504
Joana, Princesa das Astúrias 6 de novembro de 1479
–
12 de abril de 1555
(75 anos)
Filipe de Habsburgo
20 de outubro de 1496
6 filhos
Nome Imagem Armas Monarca Período de vida Casamento e
descendência
Carlos
25 de setembro de 1506
–
14 de março de 1516
Carlos, Príncipe das Astúrias Armas de Carlos, Príncipe das Astúrias Joana I
(r. 1504–1555)
24 de fevereiro de 1500
–
21 de setembro de 1558
(58 anos)
Isabel de Portugal
11 de março de 1526
3 filhos
Filipe
19 de abril de 1528
–
16 de janeiro de 1556
Filipe, Príncipe das Astúrias Armas de Filipe, Príncipe das Astúrias Carlos I
(r. 1516–1556)
21 de maio de 1527
–
13 de setembro de 1598
(71 anos)
Maria Manuela de Portugal
14 de novembro de 1543
1 filho
Maria de Inglaterra
25 de julho de 1554
Sem filhos
Isabel de Valois
22 de junho de 1559
2 filhos
Ana da Áustria
14 de novembro de 1570
5 filhos
Carlos
16 de janeiro de 1556
–
24 de julho de 1568
Carlos, Príncipe das Astúrias Armas de Carlos, Príncipe das Astúrias Filipe II
(r. 1556–1598)
8 de julho de 1545
–
24 de julho de 1568
(23 anos)
Não se casou.
Fernando
31 de maio de 1573
–
18 de outubro de 1578
Fernando, Príncipe das Astúrias Armas de Fernando, Príncipe das Astúrias 4 de dezembro de 1571
–
18 de outubro de 1578
(6 anos)
Não se casou.
Diego Félix
18 de outubro de 1578
–
21 de novembro de 1582
Diego Félix, Príncipe das Astúrias Armas de Diego Félix, Príncipe das Astúrias 15 de agosto de 1575
–
21 de novembro de 1582
(7 anos)
Não se casou.
Filipe
11 de novembro de 1584
–
13 de setembro de 1598
Filipe, Príncipe das Astúrias Armas de Filipe, Príncipe das Astúrias 14 de abril de 1578
–
31 de março de 1621
(42 anos)
Margarida da Áustria
18 de abril de 1599
5 filhos
Filipe
13 de maio de 1608
–
31 de março de 1621
Filipe, Príncipe das Astúrias Armas de Filipe, Príncipe das Astúrias Filipe III
(r. 1598–1621)
8 de abril de 1605
–
17 de setembro de 1665
(60 anos)
Isabel de Bourbon
25 de novembro de 1615
2 filhos
Maria Ana de Áustria
7 de outubro de 1649
6 filhos
Baltasar Carlos
7 de março de 1632
–
9 de outubro de 1646
Baltasar Carlos, Príncipe das Astúrias Armas de Baltasar Carlos, Príncipe das Astúrias Filipe IV
(r. 1621–1665)
17 de outubro de 1629
–
9 de setembro de 1646
(16 anos)
Não se casou.
Filipe Próspero
28 de novembro de 1657
–
1 de novembro de 1661
Filipe Próspero, Príncipe das Astúrias Armas de Filipe Próspero, Príncipe das Astúrias 28 de novembro de 1657
–
1 de novembro de 1661
(3 anos)
Não se casou.
Carlos
6 de novembro de 1661
–
17 de setembro de 1665
Carlos, Príncipe das Astúrias Armas de Carlos, Príncipe das Astúrias 6 de novembro de 1661
–
1 de novembro de 1700
(38 anos)
Maria Luísa de Orleães
19 de novembro de 1679
Sem filhos
Maria Ana de Neuburgo
28 de agosto de 1689
Sem filhos
Nome Imagem Armas Monarca Período de vida Casamento e
descendência
Luís
7 de abril de 1709
–
15 de janeiro de 1724
Luís, Príncipe das Astúrias Armas de Luís, Príncipe das Astúrias Armas do Rei de Espanha
Filipe V
(r. 1700–1746)
25 de agosto de 1707
–
31 de agosto de 1724
(17 anos)
Luísa Isabel de Orleães
20 de janeiro de 1722
Sem filhos
Fernando
25 de novembro de 1724
–
9 de julho de 1746
Fernando, Príncipe das Astúrias Armas de Fernando, Príncipe das Astúrias 23 de setembro de 1713
–
10 de agosto de 1759
(45 anos)
Bárbara de Bragança
19 de janeiro de 1729
Sem filhos
Carlos
19 de julho de 1760
–
14 de dezembro de 1788
Carlos, Príncipe das Astúrias Armas de Carlos, Príncipe das Astúrias Armas do Rei de Espanha
Carlos III
(r. 1759–1788)
11 de novembro de 1748
–
20 de janeiro de 1819
(70 anos)
Maria Luísa de Parma
4 de setembro de 1765
7 filhos
Fernando
23 de septembro de 1789
–
19 de março de 1808
Fernando, Príncipe das Astúrias Armas de Fernando, Príncipe das Astúrias Armas do Rei de Espanha
Carlos IV
(r. 1788–1808)
14 de outubro de 1784
–
9 de setembro de 1833
(48 anos)
Maria Cristina das Duas Sicílias
11 de dezembro de 1829
2 filhas
Isabel
13 de outubro de 1830
–
29 de setembro de 1833
Isabel, Princesa das Astúrias Armas de Isabel, Princesa das Astúrias Armas do Rei de Espanha
Fernando VII
(r. 1813–1833)
10 de outubro de 1830
–
9 de abril de 1904
(73 anos)
Francisco de Assis de Bourbon
10 de outubro de 1846
5 filhos
Isabel
20 de dezembro de 1851
–
28 de novembro de 1857
Isabel, Príncipe das Astúrias Armas de Isabel, Príncipe das Astúrias Armas da Rainha de Espanha
Isabel II
(r. 1833–1868)
20 de dezembro de 1851
–
23 de abril de 1931
(79 anos)
Caetano, Conde de Girgenti
13 de maio de 1868
Sem filhos
Afonso Francisco
28 de novembro de 1857
–
25 de junho de 1870
Afonso Francisco, Príncipe das Astúrias Armas de , Príncipe das Astúrias 28 de novembro de 1857
–
25 de novembro de 1885
(27 anos)
Maria Cristina da Áustria
29 de novembro de 1879
3 filhos
Emanuel Felisberto
2 de janeiro de 1871
–
11 de fevereiro de 1873
Emanuel Felisberto, Príncipe das Astúrias Armas de Emanuel Felisberto, Príncipe das Astúrias Armas do Rei de Espanha
Amadeu I
(r. 1870–1873)
13 de janeiro de 1869
–
4 de julho de 1931
(62 anos)
Helena de Orleães
25 de junho de 1895
2 filhos
Isabel
14 de janeiro de 1875
–
22 de agosto de 1880
Isabel, Príncipe das Astúrias Armas de Isabel, Príncipe das Astúrias Armas do Rei de Espanha
Afonso XII
(r. 1874–1885)
20 de dezembro de 1851
–
23 de abril de 1931
(79 anos)
Caetano, Conde de Girgenti
13 de maio de 1868
Sem filhos
Maria das Mercedes
10 de março de 1881
–
17 de outubro de 1904
Maria das Mercedes, Princesa das Astúrias Armas de Maria das Mercedes, Princesa das Astúrias 11 de setembro de 1880
–
17 de outubro de 1904
(24 anos)
Carlos de Bourbon-Duas Sicílias
14 de fevereiro de 1901
3 filhos
Afonso
10 de maio de 1907
–
11 de junho de 1933
Afonso, Príncipe das Astúrias Armas de Afonso, Príncipe das Astúrias Armas do Rei de Espanha
Afonso XIII
(r. 1886–1931)
10 de maio de 1907
–
6 de setembro de 1938
(31 anos)
Edelmira Sampedro Robato
11 de junho de 1933
Sem filhos
João
11 de junho de 1933
–
15 de janeiro de 1941
João, Príncipe das Astúrias Armas de João, Príncipe das Astúrias 20 de junho de 1913
–
1 de abril de 1993
(79 anos)
Maria das Mercedes de Bourbon
12 de outubro de 1935
4 filhos
Filipe
21 de janeiro de 1977
–
19 de junho de 2014
[29]
Filipe, Príncipe das Astúrias Armas de Filipe, Príncipe das Astúrias Armas do Rei de Espanha
Juan Carlos I
(r. 1975–2014)
30 de janeiro de 1968
(58 anos e 256 dias)
Letícia Ortiz Rocasolano
22 de maio de 2004
2 filhas
Leonor
19 de junho de 2014
–
presente
[30]
Leonor, Princesa das Astúrias Armas de Leonor, Princesa das Astúrias Armas do Rei de Espanha
Filipe VI
(r. 2014)
31 de outubro de 2005
(20 anos e 347 dias)
Não se casou.

Ver também

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Notas

  1. ↑ Apesar do Palácio Real de Madrid figurar como a residêncial real oficial da Família real espanhola, o Pavilhão do Príncipe no Palácio da Zarzuela abriga a residência de facto do monarca espanhol.[1]
  1. ↑ Joana de Trastâmara ostentou o título de Princesa das Astúrias em duas ocasiões distintas. Primeiramente, Joana foi herdeira presuntiva de Henrique IV de Castela entre 1462 e 1464, cedendo seu lugar na sucessão para seu irmão mais novo, Afonso de Castela e, em seguida, para sua irmã mais nova, Isabel de Castela. Na Cerimônia da Val de Lozoya, em 20 de outubro de 1470, Henrique IV anulou o Tratado dos Touros de Guisando e proclamou Joana como Princesa das Astúrias novamente.

Referências

  1. ↑ Tiburcio, N. (27 de janeiro de 2018). «Entramos en el Pabellón del Príncipe: así es la residencia de los Reyes y sus hijas». Vanitatis. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2026
  2. ↑ Espanhola 1978, p. 57.
  3. ↑ Coronas González 2001, p. 49.
  4. ↑ «Así será la proclamación de Felipe VI». El País. 18 de junho de 2014. Cópia arquivada em 12 de junho de 2018
  5. ↑ Galaz, Mábel (4 de junho de 2014). «Leonor vira princesa». El País. Cópia arquivada em 17 de janeiro de 2026
  6. ↑ Álvarez, María Teresa (12 de outubro de 2008). «La primera gran princesa de Asturias». El Mundo. Cópia arquivada em 6 de julho de 2025
  7. ↑ Coronas González 2001, p. 394.
  8. ↑ Coronas González 2001, p. 53.
  9. ↑ Coronas González 2001, p. 395.
  10. ↑ Coronas González 2001, p. 61-62.
  11. ↑ Coronas González 2001, p. 64.
  12. ↑ Coronas González 2001, p. 69.
  13. ↑ Coronas González 2001, p. 73.
  14. ↑ «Real Decreto 1368/1987, de 6 de noviembre, sobre régimen de títulos, tratamientos y honores de la Familia Real y de los Regentes» (PDF). Boletim Oficial do Estado. 12 de novembro de 1987. Cópia arquivada (PDF) em 6 de agosto de 2026
  15. ↑ Suárez Fernández 2000, p. 393.
  16. ↑ Suárez Fernández 2000, p. 396.
  17. ↑ Suárez Fernández 2000, p. 401.
  18. ↑ Suárez Fernández 2000, p. 407.
  19. ↑ Suárez Fernández 2000, p. 413-414.
  20. ↑ Coronas González 2001, p. 54-55.
  21. ↑ Coronas González 2001, p. 58.
  22. ↑ Coronas González 2001, p. 55-56.
  23. ↑ Coronas González 2001, p. 56.
  24. ↑ Coronas González 2001, p. 57.
  25. ↑ Suárez Fernández 2000, p. 394-395.
  26. ↑ Suárez Fernández 2000, p. 395.
  27. ↑ Coronas González 2001, p. 60.
  28. ↑ Coronas González 2001, p. 61.
  29. ↑ «Lei Orgânica 3/2014, de 18 de junho, pela qual se torna efetiva a abdicação de Sua Majestade o Rei Dom Juan Carlos I de Bourbon» (PDF). Agência Estatal Boletim Oficial do Estado. Boletim Oficial do Estado n.º 148 de 19 de junho de 2014.: 46396. ISSN 0212-033X. Consultado em 24 de setembro de 2014
  30. ↑ «Princesa Leonor, da Espanha, rompe tradição em primeira comunhão». O Globo. 20 de maio de 2015. Consultado em 12 de janeiro de 2022. Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2025

Bibliografia

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