Ir para o conteúdo

Grupo Galpão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Companhia de teatro
Grupo Galpão
Grupo Galpão
Ensaio de Os Gigantes da Montanha, em Caetité, 2019
Local e data da fundação
Belo Horizonte, 1982
Tipologia
Teatro de rua
Obras destacadas
Romeu e Julieta, 1992
Sede
Rua Pitangui, Sagrada Família, Belo Horizonte
Elenco
Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones

O Grupo Galpão é uma companhia de teatro originária do teatro de rua de Belo Horizonte, em Minas Gerais, cujos espetáculos resultam da pesquisa de linguagens como o circo, a música, a farsa e o melodrama.[1] Fundado em 1982 por Teuda Bara, Eduardo Moreira, Wanda Fernandes, Antonio Edson e o argentino Fernando Linares,[1][2][3][4] teve sua primeira peça, E a Noiva Não Quer Casar, encenada na Praça Sete de Setembro, área central de Belo Horizonte, em novembro do mesmo ano.[5][6]

Ganhou projeção nacional com Romeu e Julieta (1992), dirigida por Gabriel Villela, montagem com a qual, em 2000, tornou-se o primeiro grupo brasileiro a apresentar-se no Shakespeare's Globe, em Londres, palco ao qual voltou em 2012.[1][7][8] Organiza-se como um coletivo de atores, sem diretor residente, e trabalha com diretores convidados e com integrantes que dirigem espetáculos.[9][10] Desde 1998, mantém em Belo Horizonte o centro cultural Galpão Cine Horto.[9] Em 2011, recebeu a Ordem do Mérito Cultural.[11]

Histórico

[editar | editar código]

Origens (1982–1991)

[editar | editar código]

O grupo de fundadores se conheceu nas oficinas de teatro dos alemães Kurt Bildstein e George Froscher, do Teatro Livre de Munique, que trabalhavam com o teatro de rua, surgindo a ideia de fundação do grupo a partir desta experiência.[12] Em março de 1982, Teuda Bara, Eduardo Moreira, Wanda Fernandes e Antonio Edson participaram de uma oficina dos dois alemães no Teatro Marília, em Belo Horizonte. No mesmo ano, os diretores convidaram sete dos participantes para outra experiência, voltada ao teatro de rua, em Diamantina,[5] por ocasião do Festival de Inverno da UFMG, realizado naquele ano na cidade.[13][3][7] A oficina resultou em A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, montagem conduzida pelos diretores alemães e considerada a primeira do grupo.[12][4]

Segundo o próprio grupo, Teuda Bara, Eduardo Moreira, Wanda Fernandes e Fernando Linares decidiram, numa mesa de bar, organizar-se como companhia de teatro um dia antes de começarem a montar E a Noiva Não Quer Casar.[10][5] O nome Grupo Galpão foi tomado de uma antiga empresa de atividades culturais constituída por Carlos Antônio Leite Brandão e outros, reativada para a montagem do primeiro espetáculo.[5] Criação coletiva apresentada na rua, com o elenco sobre pernas de pau e números circenses, E a Noiva Não Quer Casar estreou na Campanha de Popularização do Teatro de Belo Horizonte.[5][2][7] As primeiras peças do grupo foram encenadas em sedes de movimentos sociais, sindicatos e praças de Belo Horizonte, durante a ditadura militar.[9]

A segunda montagem, o infantil De Olhos Fechados (1983), dirigido por Linares, foi apresentada em salas convencionais e recebeu os prêmios de melhor direção e melhor espetáculo da Associação Mineira de Críticos Teatrais; com ela, começou a delinear-se no grupo a proposta de alternar o trabalho entre o palco e a rua.[1][7] Ó Prô Cê Vê na Ponta do Pé (1984), que misturava acrobacia, mímica, bonecos e técnicas circenses, teve 350 apresentações em cidades de Minas Gerais e em festivais nacionais.[1] Em 1985, Arlequim, Servidor de Tantos Amores, de Carlo Goldoni, foi o primeiro espetáculo adulto do grupo em sala fechada, com as máscaras e o jogo físico da commedia dell'arte.[1] A montagem teve pouco público; segundo Eduardo Moreira, o grupo, que tinha então nove integrantes, ficou reduzido a quatro.[4] O Galpão voltou à commedia dell'arte em 1986, na rua, com A Comédia da Esposa Muda, que ficou em repertório até 1994.[1] Entre 1986 e 1987, participou de Triunfo — Um Delírio Barroco, dirigido pela coreógrafa e encenadora Carmen Paternostro, com o corpo de baile da Fundação Clóvis Salgado e músicos percussionistas.[14] Em 1987, montou Foi por Amor, que discutia a defesa da honra a partir de notícias de crimes passionais publicadas nos jornais mineiros.[1] No mesmo ano, comprou a "Esmeralda", uma antiga picape Chevrolet que, cinco anos depois, seria usada em Romeu e Julieta.[10]

Em 1988, o grupo apresentou-se no 8.º Encontro Internacional de Teatro de Grupo, no Peru, e estreou Corra Enquanto É Tempo, com texto e direção de Eid Ribeiro, espetáculo também realizado em espaços públicos, que simulava uma pregação religiosa, com os atores tocando, cantando e dançando.[1] Em 1989, depois de uma longa excursão pela Itália, o grupo comprou com recursos próprios um terreno na rua Pitangui, no bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte, onde instalou sua sede.[10] Em 1990, novamente com Eid Ribeiro, montou Álbum de Família, de Nelson Rodrigues, concebido para espaços fechados, com o qual recebeu o Prêmio Cauê em oito categorias, entre elas melhor espetáculo e melhor direção.[1]

Romeu e Julieta e projeção nacional

[editar | editar código]

O grupo ganhou projeção nacional a partir de 1992, quando encenou Romeu e Julieta, de Shakespeare, com direção de Gabriel Villela, uma montagem típica de teatro de rua.[15][7][1][16] O espetáculo estreou em Ouro Preto[17] e transpunha a tragédia para o contexto da cultura popular brasileira e do interior de Minas Gerais, com um narrador de linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro; seu principal elemento cenográfico era a velha picape Chevrolet do grupo.[8][10][18] A montagem recebeu o prêmio do júri popular do Festival Nacional de Teatro de Curitiba e, em 1993, o Prêmio Shell especial,[15][7] que a página de prêmios do grupo registra como reconhecimento pela trajetória do grupo.[11]

Em 21 de abril de 1994, Wanda Fernandes, que interpretava Julieta e era casada com Eduardo Moreira, morreu num acidente de carro quando voltava de uma apresentação.[19][20][8] A primeira versão de Romeu e Julieta, em cartaz desde setembro de 1992, foi interrompida em abril de 1994 com a morte da atriz; a segunda, com Fernanda Vianna no papel de Julieta, foi apresentada de maio de 1995 a março de 2003.[8] Ainda de luto, o grupo retomou a parceria com Villela em A Rua da Amargura (1994), a partir de O Mártir do Calvário, do dramaturgo português Eduardo Garrido.[10][21][1] A montagem estreou no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro e recebeu 17 prêmios, entre eles o Sharp, o Molière, o Shell e o Mambembe.[1] Com os dois espetáculos, o grupo apresentou-se na Inglaterra, na Alemanha, na Costa Rica, na Colômbia e no Uruguai.[1] Também em 1994, o Galpão organizou a primeira edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT).[10][1]

O grupo fez também várias turnês nacionais e internacionais, embora suas temporadas geralmente sejam curtas.[1] Além de participar de quase todos os festivais de âmbito nacional, apresentou-se em festivais internacionais como os de Aurillac (França, 1989), Caracas (Venezuela, 1997) e Santiago (Chile, 1998).[1] Em 1999, Romeu e Julieta recebeu os prêmios de melhor espetáculo e de figurino no festival internacional de teatro de San Antonio, nos Estados Unidos.[19][11] Em 2000, a convite do Shakespeare's Globe, reconstrução do teatro elisabetano inaugurada em Londres em 1997,[18] o grupo apresentou Romeu e Julieta numa temporada de duas semanas,[9][10] tornando-se o primeiro grupo brasileiro a apresentar-se no Globe Theatre.[22][23][7] A montagem foi apresentada integralmente em português.[18] Remontado em 2012 para as comemorações dos 30 anos do grupo e para a Olimpíada Cultural de Londres, o espetáculo voltou ao Globe no festival Globe to Globe, para o qual o Galpão foi a única companhia brasileira convidada.[8][17][24]

Galpão Cine Horto e diretores convidados (1997–2009)

[editar | editar código]

Em 1997, estreou Um Molière Imaginário, adaptação de Cacá Brandão para O Doente Imaginário, de Molière, dirigida por Eduardo Moreira e encenada num palco montado na rua; o espetáculo abriu o Festival Nacional de Teatro de Curitiba.[1][10] Ao completar quinze anos, o grupo ampliou suas atividades e instalou, num prédio alugado na mesma rua de sua sede, o Galpão Cine Horto,[10] inaugurado em março de 1998.[25] Em 1999, Cacá Carvalho dirigiu Partido, adaptação de O Visconde Partido ao Meio, de Ítalo Calvino, espetáculo que inaugurou uma sala própria no Galpão Cine Horto.[1][10]

No ano seguinte, o grupo obteve o patrocínio da Petrobras[1][7] e estreou Um Trem Chamado Desejo, de Luís Alberto de Abreu, dirigido pelo integrante Chico Pelúcio, peça sobre a luta pela sobrevivência de uma companhia teatral mineira no fim dos anos 1920 e início dos anos 1930.[1] Na década, o grupo continuou a convidar diretores de fora do elenco: Paulo José dirigiu O Inspetor Geral (2003), de Nikolai Gogol, e Um Homem É um Homem (2005), de Brecht.[10][26][27][6] Pequenos Milagres (2007), dirigido por Paulo de Moraes, marcou os 25 anos do grupo e foi criado a partir de histórias reais enviadas pelo público.[28] Em 2009, estreou na Praça do Papa, em Belo Horizonte, Till, a Saga de um Herói Torto, espetáculo de rua com texto de Luís Alberto de Abreu e direção do integrante Júlio Maciel.[10][29] No mesmo ano foi lançado o documentário Moscou, de Eduardo Coutinho, que acompanhou durante três semanas os ensaios de As Três Irmãs, de Anton Tchekhov, feitos pelo grupo sob a direção de Enrique Diaz; a peça não chegou a estrear.[30][31][6]

Décadas de 2010 e 2020

[editar | editar código]

Em 2011, o grupo recebeu a Ordem do Mérito Cultural[11] e dividiu-se, pela primeira vez, para realizar duas montagens do projeto Viagem a Tchékhov: Tio Vânia (Aos Que Vierem Depois de Nós), dirigida por Yara de Novaes, e Eclipse, dirigido pelo russo Jurij Alschitz a partir de contos de Tchékhov.[10][32][33] Em 2013, estreou Os Gigantes da Montanha, de Luigi Pirandello, terceira montagem do grupo dirigida por Gabriel Villela.[34][35] No ano seguinte, as integrantes Lydia Del Picchia e Simone Ordones dirigiram De Tempo Somos — Um Sarau do Grupo Galpão, que reúne músicas do repertório do grupo e textos sobre a passagem do tempo.[36] Com o diretor Marcio Abreu, montou Nós (2016) e Outros (2018).[37][38][6] Em 2017, além da Petrobras, o grupo tinha o patrocínio da CBMM e da Cemig e o apoio do Itaú, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.[39]

Em 2020, a Petrobras encerrou, sem aviso prévio, o patrocínio que mantinha com o grupo.[9] Durante a pandemia de COVID-19, o Galpão produziu obras audiovisuais e trabalhou remotamente;[40] entre os projetos do período estão o espetáculo virtual Histórias da Pandemia, com cenas gravadas pelos atores em casa a partir de relatos enviados pelo público, e o projeto Dramaturgias, com dramaturgos e diretores convidados.[10] Em 2021, lançou sua primeira peça radiofônica, Quer Ver Escuta.[41] No mesmo ano, as Edições Sesc São Paulo publicaram o livro Grupo Galpão: Tempos de Viver e de Contar, organizado por Eduardo Moreira, sobre a trajetória da companhia.[2][6] Em 2022, o grupo retomou as atividades presenciais, em meio às comemorações de seus 40 anos.[40] O relatório de sustentabilidade da Petrobras referente a 2023 inclui o Grupo Galpão entre os patrocínios culturais destacados no ano.[42]

Cabaré Coragem, dirigido pelo integrante Júlio Maciel e criado a partir de leituras de Bertolt Brecht, estreou em junho de 2023 no Galpão Cine Horto; o espetáculo foi realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Cultural Vale e da Cemig.[43][40] Entre as ações formativas do grupo está a Experiência Galpão, série de quatro oficinas gratuitas com sua equipe de gestão, realizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com patrocínio da Cemig.[44] Em 30 de abril de 2025, estreou no Galpão Cine Horto (Um) Ensaio sobre a Cegueira, adaptação do romance Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, com direção e dramaturgia de Rodrigo Portella, em que, a cada sessão, catorze espectadores participam da cena com os olhos vendados.[45][46] O espetáculo recebeu o Prêmio Shell de melhor direção e o Prêmio APCA de melhor espetáculo de 2025.[45][47][11]

Teuda Bara, uma das fundadoras, morreu em 25 de dezembro de 2025, em Belo Horizonte, aos 84 anos.[48][49] Segundo dados do próprio grupo citados na ocasião, a companhia havia montado 27 espetáculos, apresentado-se em 19 países, participado de cerca de 300 festivais, recebido mais de 100 prêmios e reunido mais de 2 milhões de espectadores.[48]

Organização, sede e Galpão Cine Horto

[editar | editar código]

Desde o início, o grupo optou por não ter um diretor residente; os atores tomam juntos as decisões administrativas e escolhem os artistas com quem desejam trabalhar.[9] Além de diretores convidados, como Fernando Linares, Paulinho Polika, Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes, Yara de Novaes, Jurij Alschitz, Marcio Abreu e Rodrigo Portella, os integrantes Eduardo Moreira, Chico Pelúcio, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia e Simone Ordones também dirigiram espetáculos do grupo.[10]

A sede do grupo fica na rua Pitangui, número 3413, no bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte, num lote antes usado como depósito de madeira e comprado em 1989.[10] Na mesma rua, no número 3613, no bairro Horto, funciona o Galpão Cine Horto, centro cultural criado pelo grupo num prédio alugado.[10][50] Inaugurado em março de 1998, o espaço resultou da transformação de um antigo cinema da década de 1950.[25][51] Dispõe de sala de espetáculos, sala de cinema e vídeo e salas de aula, e oferece cursos livres de artes cênicas, oficinas, núcleos de pesquisa e apresentações.[50][9] Entre seus projetos estão o Festival de Cenas Curtas, o Oficinão, o Galpão Convida e o Centro de Pesquisa e Memória do Teatro.[25][51] Em 2023, o integrante Chico Pelúcio era o diretor e coordenador-geral do espaço.[51] Em dezembro de 2025, depois de quase três décadas de aluguel, o imóvel foi posto à venda pelo proprietário, e o centro cultural passou a correr o risco de despejo.[25]

Espetáculos do grupo, com o ano de estreia e a direção:[52]

  • E a Noiva Não Quer Casar (1982),[1] texto de Eduardo Moreira, direção de Fernando Linares[53]
  • De Olhos Fechados (1983),[1] texto de João Vianney, direção de Fernando Linares[54]
  • Ó Prô Cê Vê na Ponta do Pé (1984),[1] direção de Fernando Linares e Eduardo Moreira[55]
  • Arlequim, Servidor de Tantos Amores (1985), adaptação de um clássico da commedia dell'arte, de Carlo Goldoni,[1] direção de Fernando Linares[56]
  • A Comédia da Esposa Muda (1986), direção de Paulinho Polika[57]
  • Triunfo — Um Delírio Barroco (1986), direção de Carmen Paternostro[14]
  • Foi por Amor (1987), direção de Antonio Edson[58]
  • Corra Enquanto É Tempo (1988), texto e direção de Eid Ribeiro[59]
  • Álbum de Família (1990), de Nelson Rodrigues, direção de Eid Ribeiro[60]
  • Romeu e Julieta (1992), adaptação da peça de William Shakespeare, direção de Gabriel Villela[61][8]
  • A Rua da Amargura (1994), a partir de O Mártir do Calvário, de Eduardo Garrido, direção de Gabriel Villela[21]
  • Um Molière Imaginário (1997), uma adaptação de O Doente Imaginário de Molière, direção de Eduardo Moreira[62]
  • Partido (1999), adaptação de O Visconde Partido ao Meio de Ítalo Calvino, direção de Cacá Carvalho[63]
  • Um Trem Chamado Desejo (2000), texto de Luís Alberto de Abreu, direção de Chico Pelúcio[64]
  • O Inspetor Geral (2003), de Nikolai Gogol, direção de Paulo José[26]
  • Um Homem É um Homem (2005), de Bertolt Brecht, direção de Paulo José[27]
  • Pequenos Milagres (2007), direção de Paulo de Moraes[28]
  • Till, a Saga de um Herói Torto (2009), texto de Luís Alberto de Abreu, direção de Júlio Maciel[29]
  • Tio Vânia (Aos Que Vierem Depois de Nós) (2011), de Anton Tchekhov, direção de Yara de Novaes[32]
  • Eclipse (2011), direção de Jurij Alschitz[33]
  • Os Gigantes da Montanha (2013), adaptação de Luigi Pirandello, direção de Gabriel Villela[34][35][65]
  • De Tempo Somos (2014), direção de Lydia Del Picchia e Simone Ordones[36]
  • Nós (2016), direção de Marcio Abreu[37]
  • Outros (2018), direção de Marcio Abreu[38]
  • Quer Ver Escuta (2021), peça radiofônica, direção de Marcelo Castro e Vinícius de Souza[41]
  • Cabaré Coragem (2023), direção de Júlio Maciel[66]
  • (Um) Ensaio sobre a Cegueira (2025), adaptação do romance de José Saramago, direção de Rodrigo Portella[46]

Em 2026, o elenco do grupo era formado por:[67][10]

  • Antonio Edson
  • Arildo de Barros
  • Beto Franco
  • Chico Pelúcio
  • Eduardo Moreira
  • Fernanda Vianna
  • Inês Peixoto
  • Júlio Maciel
  • Lydia Del Picchia
  • Paulo André
  • Simone Ordones

Antigos integrantes:

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 «Grupo Galpão». Enciclopédia Itaú Cultural. 27 de março de 2026. Consultado em 11 de outubro de 2026
  2. 1 2 3 4 «Galpão: a trajetória de um grupo inquieto». Diário do Grande ABC. Agência Estado. 15 de julho de 2021. Consultado em 11 de outubro de 2026
  3. 1 2 3 Ribeiro, Ewerton Martins (26 de dezembro de 2025). «Teuda Bara, morta nesta quinta, recebeu medalha como ex-aluna de destaque da UFMG». Universidade Federal de Minas Gerais. Consultado em 11 de outubro de 2026
  4. 1 2 3 Goldschmidt, Cristiano (19 de setembro de 2024). «Grupo Galpão comemora 42 anos de teatro coletivo, popular e de rua». Extra Classe. Consultado em 11 de outubro de 2026
  5. 1 2 3 4 5 6 Silva, Edilaine de Araújo Soares (2021). Grupo Galpão: a trajetória entre Nós e Outros (PDF) (Tese de Mestrado em Letras). Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. pp. 18–21. Consultado em 11 de outubro de 2026
  6. 1 2 3 4 5 6 Cassese, Patrícia (15 de julho de 2021). «Trajetória do Grupo Galpão ganha registro em livro». O Tempo. Belo Horizonte. Consultado em 11 de outubro de 2026
  7. 1 2 3 4 5 6 7 8 «Homenagem destaca papel do Grupo Galpão na cultura de MG». Assembleia Legislativa de Minas Gerais. 25 de abril de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2026
  8. 1 2 3 4 5 6 7 «Romeu & Julieta». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  9. 1 2 3 4 5 6 7 Queirós, Amanda (1 de dezembro de 2022). «Profissão de fé». CartaCapital (1237). Consultado em 11 de outubro de 2026
  10. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 «Sobre o Grupo Galpão». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  11. 1 2 3 4 5 «Prêmios». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  12. 1 2 «Quatro festivas décadas». Universidade Federal de Minas Gerais. Diversa (6). Março de 2005. Consultado em 11 de outubro de 2026
  13. ↑ «Oficinas seminais». Caderno Em Cultura. Estado de Minas. Belo Horizonte. 20 de junho de 2010
  14. 1 2 «Triunfo — Um Delírio Barroco». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  15. 1 2 «Um quarto de século». SEC. 25 de abril de 2008. Consultado em 14 de abril de 2010
  16. ↑ «Entre a rua e o palco». Sesc São Paulo. 11 de setembro de 2012. Consultado em 11 de outubro de 2026
  17. 1 2 Braga, Carolina (24 de maio de 2012). «Grupo Galpão conquista mais uma vez o público inglês com sua montagem de Romeu e Julieta». Uai. Consultado em 11 de outubro de 2026
  18. 1 2 3 Lima, Evelyn Furquim Werneck (2013). Novas perspectivas para uma antiga arquitetura: um Romeu e Julieta brasileiro no Shakespeare's Globe (PDF). XXVII Simpósio Nacional de História. Natal: ANPUH. Consultado em 11 de outubro de 2026
  19. 1 2 3 Népoli, Beth (4 de janeiro de 2000). «Livro conta a trajetória do grupo Galpão». Folha de Londrina. Consultado em 11 de outubro de 2026
  20. ↑ Campos, Rafael (13 de julho de 2021). «Prestes a completar 40 anos, Grupo Galpão lança livro com fotos históricas». Encontro. Consultado em 11 de outubro de 2026
  21. 1 2 «A Rua da Amargura». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  22. ↑ «Festivais internacionais». Grupo Galpão. Consultado em 14 de abril de 2010. Arquivado do original em 8 de outubro de 2013
  23. ↑ «Veja cenas da Temporada Galpão 40 anos». Fotografia - Folha de S.Paulo. 1 de dezembro de 2022. Consultado em 25 de janeiro de 2023
  24. ↑ Guner, Fisun (21 de maio de 2012). «Globe to Globe: Romeo and Juliet, Shakespeare's Globe». The Arts Desk (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2026
  25. 1 2 3 4 Matina, Gabriela (16 de dezembro de 2025). «Galpão Cine Horto está ameaçado de despejo e pode perder sede». Estado de Minas. Consultado em 11 de outubro de 2026
  26. 1 2 «O Inspetor Geral». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  27. 1 2 «Um Homem É Um Homem». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  28. 1 2 «Pequenos Milagres». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  29. 1 2 «Till, a saga de um herói torto». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  30. ↑ «Moscou». Instituto Moreira Salles. Consultado em 11 de outubro de 2026
  31. ↑ «Eduardo Coutinho canta o seu novo filme». Exame. 6 de janeiro de 2012. Consultado em 11 de outubro de 2026
  32. 1 2 «Tio Vânia (Aos Que Vierem Depois de Nós)». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  33. 1 2 «Eclipse». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  34. 1 2 «Com entrada franca, Galpão estreia 'Os gigantes da montanha' em BH». Consultado em 11 de setembro de 2015
  35. 1 2 «Fábula inacabada de Pirandello é difícil e bela». Gazeta do Povo. 5 de abril de 2014. Consultado em 11 de outubro de 2026
  36. 1 2 «De Tempo Somos — Um Sarau do Grupo Galpão». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  37. 1 2 «Nós». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  38. 1 2 «Outros». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  39. ↑ Cabral, Guilherme (9 de setembro de 2017). «Grupo mineiro vai apresentar espetáculos em João Pessoa» (PDF). A União. João Pessoa. p. 12. Consultado em 11 de outubro de 2026
  40. 1 2 3 Barbosa, Daniel (26 de dezembro de 2023). «Campanha de Popularização do Teatro e da Dança voltou a ter bons números». Estado de Minas. Consultado em 11 de outubro de 2026
  41. 1 2 «Quer Ver Escuta». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  42. ↑ «Comunidades locais e tradicionais». Petrobras. Consultado em 11 de outubro de 2026
  43. ↑ «Grupo Galpão estreia hoje com "Cabaré Coragem"». Diário do Comércio. Belo Horizonte. 1 de junho de 2023. Consultado em 11 de outubro de 2026
  44. ↑ «Experiência Galpão». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  45. 1 2 Resende, Lucas Lanna (8 de junho de 2026). «Galpão traz de volta a BH peça inspirada em Saramago». Estado de Minas. Consultado em 11 de outubro de 2026
  46. 1 2 Barbosa, Daniel (28 de abril de 2025). «Galpão monta "(Um) Ensaio sobre a cegueira" com participação da plateia». Estado de Minas. Consultado em 11 de outubro de 2026
  47. ↑ Bessas, Alex (27 de janeiro de 2026). «Corpo e Galpão vencem APCA com Piracema e (Um) Ensaio Sobre a Cegueira; Lima Duarte é homenageado». O Tempo. Belo Horizonte. Consultado em 11 de outubro de 2026
  48. 1 2 Maraccini, Gabriela (26 de dezembro de 2025). «Ministério da Cultura lamenta morte de Teuda Bara, do Grupo Galpão». CNN Brasil. Consultado em 11 de outubro de 2026
  49. ↑ Aquino, Raquel (25 de dezembro de 2025). «Morre Teuda Bara, atriz e fundadora do Grupo Galpão, aos 84 anos». O Povo. Fortaleza. Consultado em 11 de outubro de 2026
  50. 1 2 «Galpão Cine Horto». Galpão Cine Horto. Consultado em 11 de outubro de 2026
  51. 1 2 3 Cassese, Patrícia (23 de março de 2023). «Galpão Cine Horto festeja 25 anos de atividades com uma série de projetos». Culturadoria. Consultado em 11 de outubro de 2026
  52. ↑ «Espetáculos». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  53. ↑ «E a Noiva Não Quer Casar». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  54. ↑ «De Olhos Fechados». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  55. ↑ «Ó Prô Cê Vê na Ponta do Pé». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  56. ↑ «Arlequim Servidor de Tantos Amores». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  57. ↑ «A Comédia da Esposa Muda». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  58. ↑ «Foi por amor…». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  59. ↑ «Corra Enquanto É Tempo». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  60. ↑ «Álbum de Família». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  61. ↑ Grossi, Isabella (24 de maio de 2012). «Consagração no palco de Shakespeare». vejabh.abril.com.br. Editora Abril. Consultado em 11 de Setembro de 2015. Arquivado do original em 5 de março de 2016
  62. ↑ «Um Molière Imaginário». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  63. ↑ «Partido». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  64. ↑ «Um Trem Chamado Desejo». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  65. ↑ «Grupo Galpão chega a Uberlândia com "Os Gigantes da Montanha"». www.uberlandia.mg.gov.br. Consultado em 11 de setembro de 2015
  66. ↑ «Cabaré Coragem». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026
  67. 1 2 «Elenco». Grupo Galpão. Consultado em 11 de outubro de 2026

Bibliografia

[editar | editar código]

Ligações externas

[editar | editar código]