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Estenose pilórica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Estenose pilórica
Anatomia do estômago, incluindo o piloro
Especialidadecirurgia geral
Classificação e recursos externos
CID-10K31.1, Q40.0
CID-9537.0, 750.5
DiseasesDB11060 29488
MedlinePlus000970
eMedicineemerg/397 radio/358
MeSHD046248
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Cicatriz de piloromiotomia

Estenose pilórica é uma doença na qual há uma diminuição do lúmen do piloro, na porção final do estômago. A condição pode se manifestar logo após o nascimento (congênita) ou na vida adulta (adquirida); a terapia de ambas as formas é cirúrgica.

O diagnóstico pode ser feito através de uma história minuciosa e exame físico, frequentemente complementados por estudos radiográficos. Exames, como a palpação do abdômen, podem revelar uma massa no epigástrio. Esta massa palpável ao exame físico corresponde ao piloro aumentado, sendo chamada de "oliva". Muitas vezes observa-se ondas peristálticas, que correspondem ao estômago tentando forçar seu conteúdo adiante da saída pilórica estreitada. Exames de sangue podem mostrar hipocaliemia associada a alcalose metabólica hipoclorêmica devido à perda de ácido gástrico (que contêm ácido clorídrico) por vômitos persistentes.

Atualmente a maioria dos casos é confirmada pelo ultrassom abdominal, quando disponível, mostrando o espessamento do piloro. Também podem ser realizados exames de radiografias contrastadas do trato gastrointestinal superior, que mostram o estreitamento da saída pilórica preenchendo um filete delgado de contraste radiológico. Radiografias simples do abdômen não são úteis para confirmar o diagnóstico, mas podem demonstrar aumento da quantidade de ar presente no estômago.

A obstrução de saída gástrica devido à hipertrofia pilórica prejudica o esvaziamento dos conteúdos gástricos no duodeno. Como consequência, toda comida ingerida e secreções gástricas só podem sair por vômito. O material expelido não contém bílis porque a obstrução pilórica previne a entrada de conteúdos duodenais (contendo bílis) no estômago, resultando em perda de ácido gástrico e ácido clorídrico. A perda de cloreto pode resultar em hipocloremia, prejudicando a habilidade do rim de excretar bicarbonato. Este fator significante previne a correção da alcalose metabólica.

Um hiperaldosteronismo secundário desenvolve devido à hipovolemia. O alto nível de aldosterona causa nos rins a retenção de Na+ (a corrigir a depleção de volume intravascular) e excreção de quantias aumentadas de K+ na urina (resultando em hipocaliemia). A resposta compensatória do corpo para a alcalose metabólica é a hipoventilação que resulta em teores de dióxido de carbono arterial elevado.

Estenose hipertrófica congênita

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É a forma mais comum e se manifesta semanas após o nascimento. Crianças do sexo masculino são mais afetadas que as do sexo feminino, numa taxa de 4:1. Há uma predisposição genética para a doença. É uma condição que causa vômito grave nas primeiras semanas ou meses de vida. Ocorre um estreitamento (estenose) da abertura do estômago para o intestino (piloro), devido ao aumento (hipertrofia) do piloro. A causa ainda é desconhecida. O diagnóstico é feito através do exame físico e exames de imagem (ultrassom e radiografia de abdômen). Bebês com esta doença normalmente apresentam vômitos à qualquer hora nas primeiras semanas e meses de vida, com tendência a piorar. Algumas crianças apresentam alimentação pobre e perda de peso, mas outros demonstram ganho de peso normal.

A estenose pilórica infantil é, em geral, tratada através de cirurgia. É importante entender que o perigo da estenose pilórica vem da desidratação e perturbação do equilíbrio de eletrólitos, em lugar do próprio problema subjacente. O bebê deve ser estabilizado, inicialmente corrigindo a desidratação e a alcalose hipoclorêmica com fluidos intra-venosos. Isto normalmente pode ser realizado em aproximadamente 24 a 48 horas. Embora poucos casos sejam moderados o suficiente para serem tratados com medicamentos, a terapia definitiva de estenose pilórica está na piloromiotomia cirúrgica (que divide o músculo do piloro para abrir a saída gástrica). Esta é uma cirurgia relativamente directa que pode ser feita por uma única incisão (normalmente 3–4 cm) ou por laparoscopia, dependendo da experiência do cirurgião e da sua preferência. Alguns vômitos podem ser esperados durante os primeiros dias após a cirurgia. Ocasionalmente a miotomia (divisão de músculo) é incompleta e os vômitos continuam, requerendo uma nova intervenção cirúrgica. A condição geralmente não tem nenhum efeito colateral de longa data ou impacto no futuro da criança.

Estenose hipertrófica adquirida

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A forma adquirida da doença é causada por um piloro estreitado devido à cicatrização de ulceração péptica crônica, ou por uma obstrução mecânica causada por neoplasias. Esta é uma condição completamente diferente da forma infantil. Nos adultos há perda ponderal, vômitos e em alguns casos, relato de dor.

Referências

Bibliografia

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  • Hulka F, Campbell TJ, Campbell JR, Harrison MW. Evolution in the recognition of infantile hypertrophic pyloric stenosis. "Pediatrics" 1997;100(2):E9.
  • «PMID 9233980» (em inglês) 

Ligações externas

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