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Dudley North

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Dudley North
Nascimento16 de maio de 1641
Westminster
Morte31 de dezembro de 1691 (50 anos)
Londres
SepultamentoChurch of St Andrew, Little Glemham
CidadaniaReino da Inglaterra
Progenitores
  • Dudley North, 4.º Barão North
  • Anne Montagu
CônjugeAnne Cann
Filho(a)(s)Dudley North, John North, Anne North
Irmão(ã)(s)Francis North, Hon. Anne North, Elizabeth Wiseman, Charles North, 5th Baron North and 1st Baron Grey of Rolleston, Roger North, John North
Ocupaçãoeconomista, político, empresário
Distinções
Cargo(s)
Sheriff of the City of London (1683–1683)
membro do Parlamento de 1685-87
membro do Parlamento de Inglaterra

Sir Dudley North (16 de maio de 1641, em Westminster — 31 de dezembro de 1691, em Londres) foi um comerciante, político, economista e escritor inglês sobre livre-comércio. Também foi membro da família North.

Foi o quarto filho do barão Dudley North, de Kirtling Tower, e de Anne Montagu, filha de Sir Charles Montagu, de Boughton House. Em seus primeiros anos, foi raptado por ciganos, mas foi recuperado por sua família. Era irmão do lord chanceler Francis North, 1.º Barão Guilford e de Roger North, solicitador-geral do duque de Iorque e procurador-geral da rainha Maria de Módena, da Casa de Este.[1] Seu sobrinho foi o tenente-general William North, 6.º Barão North, que lutou sob o comando do príncipe John Churchill, 1.º Duque de Marlborough, de Blenheim Palace, nomeado em referência à Batalha de Blenheim, na qual North combateu.[2]

Dudley dedicou-se ao comércio exterior, especialmente com a Turquia, e passou vários anos em Constantinopla e Esmirna. Tendo retornado a Londres com uma fortuna, continuou a comerciar com o Levante. Seu conhecimento do comércio atraiu a atenção do governo, e ele foi ainda recomendado pela influência de seu irmão, Lord Guilford. Durante a reação tory sob Carlos II, foi um dos xerifes impostos à cidade de Londres em 1683, com o objetivo expresso de assegurar vereditos favoráveis à Coroa em julgamentos de Estado.[3]

Foi nomeado cavaleiro em 1683 e designado comissário das alfândegas, depois do tesouro e, novamente, das alfândegas. Tendo sido eleito membro do Parlamento em 1685 por Banbury, sob Jaime II, assumiu, segundo Roger North, a função de gestor da Coroa em todos os assuntos de receita. Após a Revolução Gloriosa, foi chamado a prestar contas por seus supostos procedimentos inconstitucionais no cargo de xerife.[3]

Foi sepultado na Igreja de Santo André, em Little Glemham, em Suffolk. Um memorial na parede oriental da capela-mor fica nas proximidades.[2]

Retrato duplo de Dudley North (1684–1730), com sua irmã Anne

Casou-se com Anne, filha de Sir Robert Cann, 1.º Baronete, de Compton Greenfield, Gloucestershire, e viúva de Sir Robert Gunning, de Cold Ashton, Gloucestershire. Tiveram um filho sobrevivente, Dudley North, que sucedeu em Glemham e casou-se com Katherine Yale, filha do governador Elihu Yale, do Yale College.[2]

Memorial de Dudley North na Igreja de Santo André, Little Glemham

Algumas observações sobre os costumes e práticas do Oriente foram publicadas a partir de seus papéis por seu irmão.[2]

Seu tratado intitulado Discourses upon Trade, dirigido principalmente aos casos dos juros, da cunhagem, do corte de moedas e do aumento da moeda, foi publicado anonimamente em 1691 e editado em 1856 por J. R. McCulloch em Select Collection of Early English Tracts on Commerce, impresso pelo Political Economy Club de Londres. Nessa afirmação da doutrina do livre-comércio contra o sistema de proibições que havia ganhado força com a Revolução Inglesa, North demonstra que a riqueza pode existir independentemente do ouro ou da prata, tendo como fonte a indústria humana, aplicada tanto ao cultivo do solo quanto às manufaturas. É um erro supor que a estagnação do comércio decorra da falta de dinheiro; ela deve decorrer ou de uma saturação do mercado interno, ou de uma perturbação do comércio exterior, ou de uma redução do consumo causada pela pobreza. A exportação de dinheiro no curso do tráfico comercial, em vez de diminuir, aumenta a riqueza nacional, sendo o comércio apenas uma troca de excedentes. As nações se relacionam com o mundo da mesma maneira que as cidades se relacionam com o Estado ou as famílias com a cidade. North enfatiza, mais do que seus predecessores, o valor do comércio interno.[3]

No que diz respeito aos juros do capital, sustenta que eles dependem, como o preço de qualquer mercadoria, da proporção entre oferta e procura, e que uma taxa baixa é resultado do aumento relativo do capital, não podendo ser produzida por regulamentações arbitrárias, como haviam proposto Sir Josiah Child e outros. Ao discutir a questão do livre-comércio, afirma que toda vantagem concedida a um interesse em detrimento de outro é prejudicial ao público. Nenhum comércio é improdutivo para o público; se fosse, seria abandonado; quando os negócios prosperam, também prospera o público, do qual fazem parte. Os preços devem se determinar por si mesmos e não podem ser fixados por lei; toda interferência coercitiva neles causa dano em vez de benefício. Nenhum povo pode enriquecer por meio de regulamentações estatais, mas apenas pela paz, pela indústria, pela liberdade e pela atividade econômica desimpedida.[3]

North foi apontado por Wilhelm Roscher como um dos integrantes do triunvirato da escola inglesa de economistas do século XVII que ocupou o primeiro lugar na Europa, sendo os outros John Locke e William Petty.[3]

Referências

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  1. ↑ Chisholm 1911.
  2. 1 2 3 4 Roger Burrow Manning, Swordsmen: the martial ethos in the three kingdoms (2003), Oxford University Press, p. 45
  3. 1 2 3 4 5 Este artigo incorpora texto (em inglês) da Encyclopædia Britannica (11.ª edição), publicação em domínio público.