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Dirty Computer

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Dirty Computer
Álbum de estúdio de
Lançamento27 de abril de 2018 (2018-04-27)
Gravação2015–2018
GênerosPop,[1] funk,[2] hip hop,[3] R&B contemporâneo,[3] neo soul[3]
Duração48:42
Gravadoras
ProduçãoJanelle Monáe (também exec.), Nate "Rocket" Wonder (também exec.), Chuck Lightning (também exec.), Nana Kwabena, Roman GianArthur, Jon Jon Traxx, Wynne Bennett, Mattman & Robin
Cronologia de Janelle Monáe
Wondaland Presents: The Eephus
(2015)
Singles de Dirty Computer
  1. "Make Me Feel"
    Lançamento: 22 de fevereiro de 2018
  2. "Django Jane"
    Lançamento: 22 de fevereiro de 2018
  3. "Pynk"
    Lançamento: 10 de abril de 2018

Dirty Computer é o terceiro álbum de estúdio da cantora americana Janelle Monáe.[4] Foi lançado em 27 de abril de 2018, através das gravadoras Wondaland Arts Society, Bad Boy Records e Atlantic Records.[5] O álbum é o sucessor de The ArchAndroid (2010) e The Electric Lady (2013) e o primeiro a não seguir a narrativa metrópole de seu pseudônimo Cindi Mayweather. O álbum conceitual contou com três singles, "Make Me Feel", "Django Jane" e "Pynk", além de "I Like That" como um single promocional e um filme em narrativa com duração de 46 minutos.[6] O álbum foi muito bem recebido pela crítica e se tornou um dos melhores álbuns de 2018, recebeu duas indicações na 61.ª cerimônia anual do Grammy Awards incluindo Álbum do Ano e Melhor Videoclipe com seu single "Pynk", em parceria com a artista canadense Grimes.

Promoção

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Em 16 de fevereiro de 2018, Monáe revelou seu terceiro álbum de estúdio e um filme em narrativa, intitulado Dirty Computer, através de um teaser no YouTube.[7][8] O teaser foi transmitido em todo o país em cinemas específicos antes do lançamento de Black Panther. Monáe realizou uma série de sessões de audição do álbum em Los Angeles e Nova Iorque.[8][9]

Lançado em 27 de abril de 2018,[10] contou com o lançamento simultâneo de um filme em narrativa com duração de 46 minutos. O lançamento segue o personagem androide de Janelle, Jane 57821, enquanto tenta se libertar das restrições de "uma sociedade totalitária [que] faz com que Jane sujeite-se às crenças homofóbicas... No filme, o personagem de Monáe tenta afirmar sua individualidade, o que a torna inimiga de um regime desalmado – uma tensão comum na ficção científica distópica." A atriz Tessa Thompson e o ator Jayson Aaron atuam como Zen e Ché, respectivamente, pessoas com as quais Jane foge das garras da sociedade repressiva. Tim Grierson, da revista Rolling Stone, descreveu que, no filme, "Monáe brinca com as convenções e os totens da ficção científica distópica para falar sua verdade e promover uma mudança cultural em direção a uma sociedade mais inclusiva e amorosa – não importa qual governo fictício ou real esteja tentando esmagar esse espírito. Monáe fala com uma linguagem do presente, mas para ela, o futuro é agora."[6]

Recepção crítica

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Críticas profissionais
Pontuações agregadas
FonteAvaliação
Metacritic87/100[11]
Avaliações da crítica
FonteAvaliação
AnyDecentMusic?8.5/10[12]
AllMusic4.5 de 5 estrelas.[1]
The A.V. ClubA[13]
The Chicago Tribune3.5 de 4 estrelas.[14]
The Daily Telegraph5 de 5 estrelas.[2]
The Guardian3 de 5 estrelas.[15]
The Independent5 de 5 estrelas.[16]
Los Angeles TimesPositiva[17]
NME5 de 5 estrelas.[3]
Slant Magazine3.5 de 5 estrelas.[18]

Dirty Computer obteve recepção crítica positiva, ressaltando a qualidade contextual e musical do álbum. O portal Metacritic, com base em 33 avaliações, concedeu ao álbum uma nota 87 de 100, indicando "aclamação universal".[11] No AnyDecentMusic?, portal que avalia numa escala de 10, agregou ao álbum uma nota de 8.5 baseada em 18 avaliações.[12]

Para o AllMusic, o jornalista Andy Kellman disse: "Enquanto este é facilmente o álbum mais carregado de Monáe em termos de artistas convidados, com Brian Wilson, Stevie Wonder e Grimes entre os contribuintes, não há duvidas de que é um produto da Wondaland. Isso demonstra que a resistência artística e a música pop não são sequencialmente excludentes."[1] Neil McCormick, do The Daily Telegraph, chamou o álbum de "destemida e insensivelmente direta... [O álbum] estabelece-se como um candidato a Álbum do Ano em diversas formas. O som estratificado de Monáe é tão contemporâneo quanto os pioneiros digitais Kendrick Lamar e Kanye West, mas tem uma qualidade orgânica antiquada originária de uma musicalidade ao vivo. Dirty Computer soa como um funk pop sci-fi por uma Pantera Negra feminina."[2] Roisin O'Connor, do The Independent, afirma que "[Dirty Computer] é um álbum que vai sair não somente como um marco de uma obra de arte, mas uma celebração perfeita de excentricidade, poder feminino e autoestima." Danette Chavez, do portal The A.V. Club, descreveu que, em Dirty Computer, "a antiga "Electric Lady" perde o metal e os circuitos eletrônicos, mas mantém seu poder e arte, cimentando seu status ao lado de Prince no salão de ícones extremamente talentosos, genderfluid que se amam e promovem a negritude."[13]

Numa avaliação mista do álbum, Alex Petridis, do jornal The Guardian, sugeriu: "Você ocasionalmente se pergunta se um desejo compreensível de cruzar comercialmente pode não estar na raiz dos momentos menos inspirados do álbum: há algo comum e avesso ao risco devido à influência R&B de "Crazy, Classic, Life" e "I Got the Juice"... É difícil não pensar se o fracasso de Janelle em conectar-se com populações de massa posa ser parte de seu desejo de trabalhar e repassar conceitos e, ao invés de se aliviar, sugere uma certa indiferença. [Janelle] é indescritível como sempre e seu mistério permanece intacto. Sem perder a equilíbrio, sua posição nas margens do pop também pode permanecer intacta da mesma maneira."[15] Zachary Hoskins, da Slant Magazine, afirma: "Apesar das músicas serem constantemente aventureiras, não há exposição ao risco conforme os álbuns anteriores. Embora o coração de Janelle esteja no lugar certo, suas letras ocasionalmente faltam com a endemia do pop politizado, porém, mais diretas e menos ambiciosas do que o trabalho anterior. No entanto, é o trabalho com satisfação mais imediata da artista."[18]

Lista de faixas

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N.ºTítuloCompositor(es)Produtor(es)Duração
1."Dirty Computer" (com Brian Wilson)Janelle Monáe Robinson, Nathaniel Irvin IIINate "Rocket" Wonder, Chuck Lightning[A], Janelle Monáe[A]1:59
2."Crazy, Classic, Life"Robinson, Irvin III, Charles Joseph IIWonder, Lightning[A], Monáe[A]4:46
3."Take a Byte"Robinson, Irvin III, John M. Webb, Jr., Nana Kwabena Tuffuor, Kellis Parker, Jr.Wonder, Jon Jon Traxx[A], Lightning[A], Monáe[A], Nana Kwabena[B]4:07
4."Jane's Dream"Jon BrionBrion0:18
5."Screwed" (com Zoë Kravitz)Robinson, Irvin III, Roman GianArthur Irvin, Joseph II, Benjamin Hudson McildowieWonder, Roman GianArthur[A], Lightning[A], Monáe[A]5:02
6."Django Jane"Robinson, Irvin III, TuffuorKwabena, Wonder[A]3:10
7."Pynk" (com Grimes)Robinson, Joseph II, Irvin III, Wynne Bennett, Taylor ParksBennett, Lightning, Wonder, Monáe[A]4:00
8."Make Me Feel"Robinson, Mattias Larsson, Robin Fredriksson, Justin Tranter, Julia MichaelsMattman & Robin3:14
9."I Got the Juice" (com Pharrell Williams)Robinson, Irvin III, Irvin, Tuffuor, Parks, Pharrell Williams, Joshua DeanWonder, Kwabena[A], Lightning[B], Monáe[B]3:46
10."I Like That"Robinson, Rico Wade, Patrick L. Brown, Ray Murray, Irvin III, ParksOrganized Noize, Wonder[B]3:20
11."Don't Judge Me"Robinson, Irvin III, Irvin, Parks, DeanWonder, GianArthur[B], Monáe[B]6:00
12."Stevie's Dream"Irvin III, IrvinWonder, GianArthur0:46
13."So Afraid"Robinson, Irvin IIIWonder, Monáe[A]4:04
14."Americans"Robinson, Irvin III, Webb, Jr., Joseph II, Parker, Jr.Wonder, Lightning[A], Monáe[A], Traxx[B]4:06
Duração total:48:42

Notas

A - denota produtor
B - denota co-produtor
  • "Dirty Computer" contém vocais de apoio de Brian Wilson e Matt Jardine.
  • "Take a Byte" contém vocais de apoio de Brian Wilson.
  • "Pynk" contém vocais de apoio de Grimes, Janelle Monáe e Wynne Bennett.
  • "I Got the Juice" contém vocais de apoio de Nate "Rocket" Wonder, The Skunks e Nana Kwabena.
  • "I Like That" contém vocais de apoio de Nate "Rocket" Wonder, Sleepy Brown, Todd Bergman e The Skunks.
  • "Don't Judge Me" contém vocais de apoio de Roman GianArthur e Isis Valentino.
  • "Stevie's Dream" contém vocais não creditados de Stevie Wonder.
  • "So Afraid" contém vocais de apoio de Nate "Rocket" Wonder.

Créditos de sample

Referências

  1. 1 2 3 Kellman, Andy. «Dirty Computer – Janelle Monáe | Songs, Reviews, Credits». AllMusic. Consultado em 27 de abril de 2018
  2. 1 2 3 McCormick, Neil (27 de abril de 2018). «It sounds like 2018 distilled into a sci-fi funk pop extravaganza – Janelle Monáe, Dirty Computer, review». The Daily Telegraph. Consultado em 27 de abril de 2018
  3. 1 2 3 4 Tendell, Andrew (27 de abril de 2018). «Janelle Monáe – 'Dirty Computer' Review». NME. Consultado em 27 de abril de 2018
  4. ↑ Manno, Lizzie (22 de fevereiro de 2018). «Janelle Monae Details New Album Dirty Computer, Shares Two New Singles». Paste. Consultado em 1 de março de 2018
  5. ↑ Carmichael, Rodney (22 de fevereiro de 2018). «Janelle Monáe Bends More Than Gender In Two New Videos From 'Dirty Computer'». NPR. Consultado em 22 de fevereiro de 2018
  6. 1 2 Grierson, Tim. «Why Janelle Monae's 'Dirty Computer' Film Is a Timely New Sci-Fi Masterpiece». Rolling Stone. Consultado em 27 de abril de 2018
  7. ↑ Marine, Brooke (16 de fevereiro de 2018). «Janelle Monáe's Dirty Computer Trailer is Full of Symbolic Looks You May Have Missed». W Magazine. Consultado em 17 de fevereiro de 2018
  8. 1 2 Kim, Michelle (16 de fevereiro de 2018). «Janelle Monáe Announces New Album Dirty Computer». Pitchfork. Consultado em 17 de fevereiro de 2018
  9. ↑ «Janelle Monae Announces First Album in Five Years, 'Dirty Computer,' With Teaser Video». Variety. 16 de fevereiro de 2018. Consultado em 16 de fevereiro de 2018
  10. ↑ Rob Arcand (27 de abril de 2018). «Stream Janelle Monae's New Album 'Dirty Computer'». Billboard. Consultado em 27 de abril de 2018
  11. 1 2 «Reviews for Dirty Computer by Janelle Monáe». Metacritic. Consultado em 3 de junho de 2018
  12. 1 2 «Dirty Computer Janelle Monáe». AnyDecentMusic?. Consultado em 27 de abril de 2018
  13. 1 2 Chavez, Danette (27 de abril de 2018). «Janelle Monáe comes out as an icon on the superb Dirty Computer». The A.V. Club. Consultado em 27 de abril de 2018
  14. ↑ Kot, Greg (27 de abril de 2018). «Review: Janelle Monae comes back down to earth on 'Dirty Computer'». The Chicago Tribune. Consultado em 27 de abril de 2018
  15. 1 2 Petridis, Alexis (27 de abril de 2018). «Janelle Monáe: Dirty Computer review – vagina monologues from a far-off star». The Guardian. Consultado em 27 de abril de 2018
  16. ↑ O'Connor, Roisin (27 de abril de 2018). «What did we do to deserve Janelle Monáe? Dirty Computer – review». The Independent. Consultado em 27 de abril de 2018
  17. ↑ Wood, Mikael (29 de abril de 2018). «Janelle Monáe's 'Dirty Computer' ponders the liberating potential of love». Los Angeles Times. Consultado em 30 de abril de 2018
  18. 1 2 Hoskins, Zachary (27 de abril de 2018). «Janelle Monáe Dirty Computer». Slant Magazine. Consultado em 27 de abril de 2018