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Dionísio Cerqueira (militar)

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Dionísio Cerqueira
Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
Período1° de setembro de 1896 a 15 de novembro de 1898
PresidentePrudente de Morais
Antecessor(a)Carlos Augusto de Carvalho
Sucessor(a)Olinto de Magalhães
Ministro da Guerra do Brasil
Período23 de novembro de 1896 a 4 de janeiro de 1897
PresidentePrudente de Morais
Antecessor(a)Bernardo Vasques
Sucessor(a)Francisco de Paula Argolo
Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas do Brasil
Período1° de outubro de 1897 a 13 de novembro de 1897
PresidentePrudente de Morais
Antecessor(a)Joaquim Murtinho
Sucessor(a)Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda
Dados pessoais
Nascimento2 de abril de 1847
Curralinho
Morte15 de fevereiro de 1910 (62 anos)
Paris
ProgenitoresMãe: Ana Fausta dos Santos Castro
Pai: Antônio Cerqueira Pinto
CônjugeAntonietta Braga Torres
ParentescoSilva Castro (avô)
Castro Alves (primo)
Ocupaçãoengenheiro, político, militar
Serviço militar
LealdadeImpério do Brasil
Brasil
Serviço/ramoBrasão do Exército Brasileiro Exército Brasileiro
Anos de serviço1865 — 1891
Graduação General de Brigada
ConflitosGuerra do Paraguai
●Batalha de Lomas Valentinas
●Batalha de Piribebuy
●Rendição de Angostura
●Batalha de Campo Grande
CondecoraçõesImperial Ordem da Rosa
Ordem do Mérito Militar

Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira (Curralinho, 2 de abril de 1847 — Paris, 15 de fevereiro de 1910) foi um herói da Guerra do Paraguai, General de Brigada, Deputado Federal, Ministro de Estado e engenheiro militar brasileiro.[1]

Biografia

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De família baiana de recursos, seu pai era catedrático da Escola de Medicina de Salvador, entrou no exército como voluntário da pátria, praça, em 2 de fevereiro de 1865, quando estudante da Escola Central, do Rio de Janeiro, devido à guerra do Paraguai, de onde retornou, em 5 de fevereiro de 1870, como tenente. Serviu inicialmente na artilharia e, a seguir, na infantaria, em batalhão baiano. No exército, reformou-se como general-de-brigada.[1]

Escreveu o livro "Reminiscências da Guerra do Paraguai", no qual revisava as provas quando morreu em Paris, onde se encontrava a serviço. O livro foi editado, na França, e meados de 1910, com reedição em 1929, terceira apresentação, em 1948, e quarta em 1980 pela Biblioteca do Exército.

Foi deputado na Assembléia Nacional Constituinte, de 1891, pela Bahia, tendo sido reeleito por mais duas oportunidades.[1]

No governo de Prudente de Morais foi ministro das Relações Exteriores (1 de setembro de 1896 a 15 de novembro de 1898), da Guerra (23 de novembro de 1896 a 4 de janeiro de 1897) e da Indústria, Viação e Obras Públicas (1 de outubro a 13 de novembro de 1897).

Tomou parte nos trabalhos que delimitaram as fronteiras brasileiras com a Guiana, Venezuela, Bolívia e Argentina.

O município catarinense de Dionísio Cerqueira é assim denominado em sua homenagem, pois pacificou os limites geográficos das fronteiras entre Brasil e Argentina, e celebrou o tratado arbitrado por Grover Cleveland, o qual ficou conhecido como a Questão de Palmas.

Casou-se com Antonietta Braga Torres, nascida em Sobral, filha do Brigadeiro Francisco Xavier Torres Junior com que teve a filha Dionísia e a neta Maria Antonietta. Cunhado do senador Joaquim Antônio da Cruz e do escritor Domingos Olímpio, que o assessorou na missão acima e com quem colaborou no periódico "Os Annaes", que era editado até o início do século XX no Rio de Janeiro. Tio de Eurico Cruz e, por afinidade, do senador Benjamim Liberato Barroso. Tio-avô de Benjamin Eurico Cruz.

Ver também

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Referências

  1. 1 2 3 «CERQUEIRA, Dionísio» (PDF). CPDOC. Consultado em 28 de abril de 2023

Ligações externas

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Precedido por
Carlos Augusto de Carvalho
Ministro das Relações Exteriores
1896 — 1898
Sucedido por
Olinto de Magalhães
Precedido por
Bernardo Vasques
Ministro da Guerra do Brasil
1896 — 1897
Sucedido por
Francisco de Paula Argolo
Precedido por
Joaquim Duarte Murtinho
Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas
1897
Sucedido por
Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda