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Comando Militar do Leste

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Comando Militar do Leste
Criação1946; há 80 anos (1946)
RamoExército Brasileiro
GuarniçãoPalácio Duque de Caxias, Rio de Janeiro
Página oficialwww.cml.eb.mil.br
Comando
ComandanteGen Ex Kleber Nunes de Vasconcellos[1]

O Comando Militar do Leste (CML) é um comando militar de área do Exército Brasileiro sediado no Rio de Janeiro e responsável por tropas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Ele comanda duas regiões militares (a 1.ª e 4.ª), a 1.ª Divisão de Exército, a Brigada de Infantaria Paraquedista, o 5.° Grupamento de Engenharia e outras unidades.[2] Historicamente ele é o comando de maior importância política por sua posição na antiga capital federal, e manteve prestígio mesmo após a transferência da capital para Brasília.[3]

História

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A reorganização do Exército de 1946 criou três comandos territoriais de tropa, dentre eles a Zona Militar Leste, sediada no Rio de Janeiro, com autoridade sobre a área da 1.ª Região Militar (Rio de Janeiro e Espírito Santo).[4] Seu comandante em 1955, general Odílio Denys, ocupou o Rio de Janeiro às ordens do general Henrique Teixeira Lott no contragolpe de 11 de novembro.[5] No ano seguinte, nova reorganização transformou as zonas militares em exércitos numerados. A Zona Militar do Leste tornou-se o I Exército e teve sua autoridade estendida ao estado de Minas Gerais (4.ª Região Militar). Ela comandava a 1.ª Divisão de Infantaria, na Vila Militar do Rio de Janeiro, a Divisão Blindada, o Núcleo da Divisão Aeroterrestre e o Grupamento de Unidades-Escola, também no Rio de Janeiro, e a 4.ª Divisão de Infantaria, em Belo Horizonte.[4]

O "dispositivo militar" do governo João Goulart (1961–1964) preenchia os principais comandos do Rio de Janeiro com oficiais leais, culminando no chefe, o general Armando de Moraes Âncora.[6][7] Generais pouco confiáveis foram deixados em Minas Gerais, região de pouca importância militar, que acabaria sendo o ponto de partida do golpe de 1964.[8] Na subsequente ditadura militar, o comandante do I Exército em 1968–1971, general Siseno Sarmento, chegou a pressionar a junta militar de 1969 e ser cotado à sucessão do presidente Costa e Silva.[9][10]

Em 1986 os quatro exércitos numerados tornaram-se comandos militares de área. O I Exército foi convertido no atual Comando Militar do Leste. O Exército começou a redistribuir suas forças para a Amazônia, mas as escolas militares e algumas das melhores tropas permaneceram no Rio de Janeiro. A Vila Militar continuou sendo um destino prestigiado para os oficiais, e o CML encontrou novas missões no combate ao tráfico de drogas e armas no Rio de Janeiro.[3] A intervenção federal no Rio de Janeiro em 2018 subordinou toda a cadeia de comando da segurança pública no Rio de Janeiro ao general Walter Braga Netto, então comandante do CML.[11]

Organização

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Unidades diretamente subordinadas[2][12]
  • Companhia de Comando do Comando Militar do Leste (Rio de Janeiro, RJ)
  • 1.° Batalhão de Guardas (Rio de Janeiro, RJ)
  • 1.° Batalhão de Polícia do Exército (Rio de Janeiro, RJ)
  • 2.° Regimento de Cavalaria de Guarda (Rio de Janeiro, RJ)
  • 1.° Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (Rio de Janeiro, RJ)
  • Centro General Ernani Ayrosa (Petrópolis, RJ)
  • Centro de Adestramento - Leste (Rio de Janeiro, RJ)
  • 2.ª Companhia de Inteligência
1.ª Divisão de Exército (Rio de Janeiro, RJ)[13]
  • Companhia de Comando da 1.ª Divisão de Exército (Rio de Janeiro, RJ)
  • 38.º Batalhão de Infantaria (Vila Velha, ES)
  • 11.º Batalhão de Polícia do Exército (Rio de Janeiro, RJ)
  • Centro de Instrução de Gericinó (Rio de Janeiro, RJ)
  • Brigada de Infantaria de Montanha (Juiz de Fora, MG)[14]
  • Grupamento de Unidades-Escola - 9.ª Brigada de Infantaria Motorizada (Rio de Janeiro, RJ)
    • Companhia de Comando do GUEs/9ª Brigada de Infantaria Motorizada (Rio de Janeiro, RJ)
    • 1.º Batalhão de Infantaria Mecanizado (Escola) (Rio de Janeiro, RJ)
    • 2.º Batalhão de Infantaria Motorizado (Escola) (Rio de Janeiro, RJ)
    • 57.º Batalhão de Infantaria Motorizado (Escola) (Rio de Janeiro, RJ)
    • 15.º Regimento de Cavalaria Mecanizado (Escola) (Rio de Janeiro, RJ)
    • 31.º Grupo de Artilharia de Campanha (Escola) (Rio de Janeiro, RJ)
    • Batalhão Escola de Comunicações (Rio de Janeiro, RJ) (Rio de Janeiro, RJ)
    • 25.º Batalhão Logístico (Escola) (Rio de Janeiro, RJ)
    • 2.ª Companhia de Infantaria (Campos dos Goytacazes, RJ)
    • 9.ª Bateria de Artilharia Antiaérea (Escola) (Macaé, RJ)
    • 9.º Pelotão de Polícia do Exército (Rio de Janeiro, RJ)
  • Artilharia Divisionária da 1.ª Divisão de Exército (Niterói, RJ)[15]
    • Bateria de Comando da Artilharia Divisionária da 1.ª Divisão de Exército (Niterói, RJ)
    • 11.° Grupo de Artilharia de Campanha (Rio de Janeiro, RJ)
    • 14.° Grupo de Artilharia de Campanha (Pouso Alegre, MG)
    • 21.° Grupo de Artilharia de Campanha (Niterói, RJ)
  • Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • Companhia de Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • 25.º Batalhão de Infantaria Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • 26.º Batalhão de Infantaria Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • 27.º Batalhão de Infantaria Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • 8.º Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • 20.º Batalhão Logístico Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • Batalhão de Dobragem, Manutenção de Paraquedas e Suprimento pelo Ar (Rio de Janeiro, RJ)
  • Batalhão de Precursores Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • 1.º Esquadrão de Cavalaria Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • 21.ª Bateria de Artilharia Antiaérea Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • 1.ª Companhia de Engenharia de Combate Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • 20.ª Companhia de Comunicações Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • 36.º Pelotão de Polícia do Exército Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • Centro de Instrução General Penha Brasil (Rio de Janeiro, RJ)
  • Destacamento de Saúde Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
  • Base Administrativa da Brigada de Infantaria Paraquedista (Rio de Janeiro, RJ)
5.° Grupamento de Engenharia (Rio de Janeiro, RJ)[17]
  • Comissão Regional de Obras 1 (Rio de Janeiro, RJ)
  • 1.° Batalhão de Engenharia de Combate (Escola) (Rio de Janeiro, RJ)
  • 4.° Batalhão de Engenharia de Combate (Itajubá, MG)
1.ª Região Militar (Rio de Janeiro, RJ)[18]
  • Companhia de Comando da 1.ª Região Militar (Rio de Janeiro, RJ)
  • Base de Administração e Apoio da 1.ª Região Militar (Rio de Janeiro, RJ)
  • Hospital Central do Exército (Rio de Janeiro, RJ)
  • Hospital Geral do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, RJ)
  • Hospital Militar de Resende (Resende, RJ)
  • Policlínica Militar do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, RJ)
  • Policlínica Militar de Niterói (Niterói, RJ)
  • Policlínica Militar da Praia Vermelha (Rio de Janeiro, RJ)
  • Policlínica Militar da Zona Sul (Rio de Janeiro, RJ)
  • Odontoclínica Central do Exército (Rio de Janeiro, RJ)
  • Instituto de Biologia do Exército (Rio de Janeiro, RJ)
  • Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (Rio de Janeiro, RJ)
  • Prefeitura Militar da Zona Sul (Rio de Janeiro, RJ)
  • Base Administrativa do Complexo de Saúde do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, RJ)
  • 111.ª Companhia de Apoio de Material Bélico (Rio de Janeiro, RJ)
4.ª Região Militar (Belo Horizonte, MG)[19]
  • Companhia de Comando da 4.ª Região Militar (Belo Horizonte, MG)
  • 55.º Batalhão de Infantaria (Montes Claros, MG)
  • 4.º Depósito de Suprimentos (Juiz de Fora, MG)
  • Hospital Geral de Juiz de Fora (Juiz de Fora, MG)
  • 4.ª Companhia de Polícia do Exército (Belo Horizonte, MG)

Referências

  1. ↑ «Comandante do CML4=Visitado em 15 de abril de 2024»
  2. 1 2 «Cadeia de Comando». Comando Militar do Leste. 23 de maio de 2025. Consultado em 19 de outubro de 2025
  3. 1 2 Hudson, Rex. A. (ed.) (1998). Brazil: a country study. Washington, D.C.: Federal Research Division. p. 380-381.
  4. 1 2 Pedrosa, Fernando Velôzo Gomes (2022). «Organização das Forças do Exército Brasileiro na República». In: Francisco Carlos Teixeira da Silva. Dicionário de história militar do Brasil (1822-2022): volume II. Rio de Janeiro: Autografia. p. 382-383.
  5. ↑ Carloni, Karla G. (2009). «O 11 de Novembro de 1955». Rio de Janeiro: IFCS/UFRJ. Militares e Política (5). 111-112.
  6. ↑ Silva, Hélio (2014). 1964: Golpe ou Contragolpe?. Porto Alegre: L&PM. p. 316.
  7. ↑ Gaspari, Elio (2014). A Ditadura Envergonhada. Col: As Ilusões Armadas. Rio de Janeiro: Intrínseca. "O Exército dormiu janguista".
  8. ↑ Faria, Fabiano Godinho (2013). João Goulart e os militares na crise dos anos de 1960 (PDF) (Tese). Universidade Federal do Rio de Janeiro. Cópia arquivada (PDF) em 10 de novembro de 2021. p. 329, 343.
  9. ↑ CPDOC FGV (2001). Dicionário histórico-biográfico brasileiro, pós-1930. Rio de Janeiro: Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, SARMENTO, Siseno.
  10. ↑ Chagas, Carlos (1985). A Guerra das Estrelas (1964/1984): Os bastidores das sucessões presidenciais 2ª ed. Porto Alegre: L&PM. p. 163-165.
  11. ↑ Corazza, Felipe (17 de fevereiro de 2018). «Quem é Braga Netto, o general que vai comandar a intervenção federal no Rio». BBC Brasil. Consultado em 19 de outubro de 2025
  12. ↑ «Quartéis por Estado». Exército Brasileiro. Consultado em 3 de abril de 2026
  13. ↑ «Organograma». 1ª Divisão de Exército. 1 de abril de 2025. Consultado em 3 de abril de 2026
  14. ↑ Brasil, Decreto nº 12.906, de 27 de março de 2026. Altera a denominação da 4ª Brigada de Infantaria Leve - Montanha e da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel).
  15. ↑ «Estrutura Organizacional». Artilharia Divisionária Cordeiro de Farias. 8 de outubro de 2024. Consultado em 3 de abril de 2026
  16. ↑ «Organizações Militares». Brigada de Infantaria Paraquedista. 20 de maio de 2025. Consultado em 3 de abril de 2026
  17. ↑ Faustino, Jucenil de Jesus (2018). A estrutura dos grandes comandos de engenharia em apoio à Força Terrestre Componente (PDF) (Monografia). Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. p. 31.
  18. ↑ «OM subordinadas». 1ª Região Militar. 4 de janeiro de 2025. Consultado em 3 de abril de 2026
  19. ↑ «Histórico da Criação da 4ª Região Militar/Antigos Comandantes/Organizações Militares Subordinadas». 4ª Região Militar. Consultado em 3 de abril de 2026

Ligações externas

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