Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 1995
| Fórmula 1 de 1995 | |
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| Campeão (piloto): | |
| Campeão (equipe): | |
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| Fórmula 1 |
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A Temporada de Fórmula 1 de 1995 foi a 46ª realizada pela FIA. Teve como campeão o alemão Michael Schumacher, da equipe Benetton, sendo vice-campeão o britânico Damon Hill, da Williams.[1]
Pilotos e construtores
[editar | editar código]Os três primeiros colocados da temporada 1995: logo abaixo, as equipes e construtores, com as formações que iniciariam a temporada no GP do Brasil.
| Campeão | Vice-campeão | 3º Lugar |
Trocas de pilotos durante o ano
[editar | editar código]- Williams: O inglês Damon Hill continuou como o piloto principal, e o escocês David Coulthard, que substituiu Ayrton Senna após a morte do piloto brasileiro no ano anterior, foi efetivado como titular. No GP de Portugal, Coulthard venceu pela primeira vez na carreira, uma vitória que a Escócia não comemorava desde Jackie Stewart em 1973.
- Tyrrell: Pela terceira temporada seguida, a Yamaha forneceria motores para a equipe de Ken Tyrrell, bancando inclusive a permanência de Ukyo Katayama. O japonês sofreria um forte acidente na largada do GP de Portugal, sendo substituído pelo italiano Gabriele Tarquini na etapa de Jerez. Mika Salo, ex-Lotus, contratado para o lugar de Mark Blundell, disputou sua primeira temporada completa.
- Benetton: O campeão mundial Michael Schumacher teve como novo companheiro de equipe o inglês Johnny Herbert, que já havia disputado as últimas duas etapas de 1994 pelo time anglo-italiano. Foi na Benetton que Herbert alcançou sua primeira vitória na F-1, no GP da Grã-Bretanha. Foi a última temporada do alemão na Benetton, antes de juntar-se à Ferrari para 1996.
- McLaren: Mika Häkkinen permaneceu na equipe de Woking para 1995, ficando fora do GP do Pacífico em Okayama após uma cirurgia de apendicite. O dinamarquês Jan Magnussen disputou esta prova em seu lugar. Campeão mundial de 1992, Nigel Mansell foi contratado para ser companheiro do finlandês, mas alegando falta de espaço em seu carro, abriu mão de correr os GPs de Brasil e Argentina, dando lugar a Mark Blundell, o piloto reserva. Após desempenhos pífios a bordo do #7 nos GPs de San Marino e Espanha, o Leão deixou a Fórmula 1 em definitivo. Blundell o substituiu, agora em definitivo.
- Footwork: O italiano Gianni Morbidelli permaneceria na equipe, que teria o japonês Taki Inoue no #11. Alegando problemas financeiros, a Footwork afastou Morbidelli e contratou Massimiliano Papis, famoso por correr na CART entre 1996 e 2003. Papis não tem desempenho satisfatório nas sete corridas em que foi inscrito, e Morbidelli foi novamente escalado para as últimas etapas, indo ao pódio (pela única vez na carreira) com o 3º lugar no GP da Austrália.
- Jordan: O brasileiro Rubens Barrichello permaneceu na equipe, assim como Eddie Irvine, que disputariam a terceira (e última temporada) juntos - o norte-irlandês iria para a Ferrari no ano seguinte em substituição a Gerhard Berger, enquanto Rubinho permaneceria na Jordan por mais um ano.
- Minardi: Pierluigi Martini seguiria por mais uma temporada na equipe de Faenza, tendo a seu lado o compatriota Luca Badoer. Problemas financeiros causaram a saída de Martini, que foi substituído pelo português Pedro Lamy, recuperado do acidente que sofrera em um teste particular da Lotus em Silverstone, em 1994. Na prova da Austrália, Lamy marcou o primeiro (e único) ponto na carreira, assim como o primeiro ponto de Portugal na categoria (o país só voltaria aos pontos em 2005, com Tiago Monteiro).
- Ligier: Martin Brundle voltaria à equipe francesa depois de uma passagem razoável pela McLaren em 1994. O inglês revezou com o japonês Aguri Suzuki a bordo do #25. Olivier Panis seguiria na Ligier, tendo um segundo lugar no GP da Austrália como seu melhor resultado no ano. Suzuki decidiu encerrar sua carreira de piloto após sofrer acidente nos treinos para o GP do Japão.
- Ferrari: Manteve o austríaco Gerhard Berger e o francês Jean Alesi, que inclusive conquistaria sua única vitória na F-1 no GP do Canadá, em função de um problema elétrico no câmbio que Schumacher teve em seu carro e não conseguia trocar as marchas.
- Sauber: Trouxe de volta Karl Wendlinger, recuperado do grave acidente em Mônaco, e o alemão Heinz-Harald Frentzen. O austríaco teve desempenho fraco nas primeiras corridas (talvez por sequelas do acidente), e foi substituído pelo francês Jean-Christophe Boullion. Wendlinger chegou a reassumir o cockpit do #29 no fim do ano, mas acabou dispensado ao final da temporada. Frentzen foi ao pódio pela primeira vez na carreira com o 3º lugar no GP da Itália. Esse pódio foi, também, o primeiro do time suíço na categoria.
- Simtek: Após uma temporada trágica (com a morte de Roland Ratzenberger) e problemática em 1994, a Simtek contratou o holandês Jos Verstappen (emprestado pela Benetton) e o italiano Domenico Schiattarella. O japonês Hideki Noda chegou a ter um acordo para correr a segunda parte do campeonato, mas os problemas financeiros da equipe inviabilizaram inclusive a continuação do time britânico no curso, sendo que o GP de Mônaco foi o último em que a Simtek alinhou no grid.
- Pacific: Sem o francês Paul Belmondo, que deixou a categoria, a equipe comprou o espólio da Lotus, e manteve o franco-belga Bertrand Gachot, que inclusive era um dos acionistas. Andrea Montermini, Giovanni Lavaggi e Jean-Denis Délétraz foram os outros pilotos da Pacific, que abandonou a Fórmula 1 logo após o GP da Austrália.
- Forti Corse: Estreante na F-1, a equipe dirigida por Guido Forti chegou a ter o brasileiro Carlo Gancia na sociedade (a imprensa chegou a considerar a Forti como uma escuderia ítalo-brasileira). O novato Pedro Paulo Diniz e o veterano Roberto Pupo Moreno disputaram o campeonato, tendo resultados fracos - um sétimo lugar foi o melhor que a Forti obteve (na época, 6 pilotos pontuavam. Desde 2010, o sétimo lugar dá 6 pontos).
Não disputou a temporada
[editar | editar código]↑1 Larrousse: Mesmo com problemas financeiros, o time francês pensou seriamente em continuar na F-1 em 1995. Os franceses Éric Bernard e Christophe Bouchut foram inclusive contratados para disputar o campeonato (Emmanuel Collard, Eric Hélary e o hispano-americano Elton Julian também foram cogitados), porém, imbróglios jurídicos fizeram com que a equipe encerrasse as atividades na categoria.
Calendário
[editar | editar código]Resultados
[editar | editar código]Grandes Prêmios
[editar | editar código]Pilotos
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Negrito – Pole position
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- Em negrito indica pole position e itálico volta mais rápida.
(*) Não terminou a prova, mas foi classificado por percorrer 90% da prova.
Pilotos
[editar | editar código]Construtores
[editar | editar código]| Pos | Construtor | Chassis | Motor | Pneus | GPs | Vitórias | Pódiums | Poles | Subtotal de Pontos |
Total de Pontos |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | B195 | Renault RS7 V10 | G | 17 | 11 | 15 | 4 | 137 | 137 | |
| 2 | FW17 | Renault RS7 V10 | G | 12 | 3 | 11 | 8 | 80 | 112 | |
| FW17B | 5 | 2 | 6 | 4 | 32 | |||||
| 3 | 412T2 | Ferrari 044/1 V12 | G | 17 | 1 | 11 | 1 | 73 | 73 | |
| 4 | MP4/10 | Mercedes FO 110 V10 | G | 4 | 6 | 30 | ||||
| MP4/10B | 14 | 24 | ||||||||
| MP4/10C | 2 | 0 | ||||||||
| 5 | JS41 | Mugen-Honda MF-301H V10 | G | 17 | 2 | 24 | 24 | |||
| 6 | 195 | Peugeot A10 V10 | G | 17 | 2 | 21 | 21 | |||
| 7 | C14 | Ford ECA Zetec-R V8 | G | 17 | 1 | 18 | 18 | |||
| 8 | FA16 | Hart 830 V8 | G | 17 | 1 | 5 | 5 | |||
| 9 | 023 | Yamaha OX10C (Judd HV rebatizados) V10 | G | 17 | 5 | 5 | ||||
| 10 | M195 | Ford EDM V8 | G | 17 | 1 | 1 | ||||
| 11 | PR02 | Ford EDC V8 | G | 17 | 0 | 0 | ||||
| 12 | FG01 | Ford EDD V8 | G | 17 | 0 | 0 | ||||
| 13 | S951 | Ford EDB V8 | G | 5 | 0 | 0 |
Notas sobre a temporada
[editar | editar código]- Esta foi a temporada de estreia de Jan Magnussen, Pedro Paulo Diniz, Massimiliano Papis, Giovanni Lavaggi e Jean-Christophe Boullion. Papis ocuparia o lugar do compatriota Gianni Morbidelli na Footwork Arrows por questões monetárias, mas perderia seu lugar para o próprio Morbidelli.
- Foi também a última temporada de Nigel Mansell, Karl Wendlinger, Domenico Schiattarella, Gabriele Tarquini, Mark Blundell, Bertrand Gachot, Jean-Denis Délétraz, Aguri Suzuki, Roberto Pupo Moreno e Pierluigi Martini. Mansell, campeão mundial em 1992, havia assinado com a McLaren, mas perdeu os dois primeiros GP's do ano (Brasil e Argentina) simplesmente por "não caber" dentro do carro. Ele disputou os GP's de San Marino e Barcelona, com desempenhos muito ruins, deixando a equipe de Woking e dando lugar a Mark Blundell, um dos reservas do time.
- A Larrousse estava inscrita para correr a temporada, e seus pilotos já tinham sido definidos. Porém, a equipe faliu antes da temporada começar, e os franceses Christophe Bouchut e Éric Bernard ficaram "a ver navios".
- Primeira temporada da Forti. A escuderia, que no início foi tratada como ítalo-brasileira, teve dois brasileiros ao volante. Entretanto, o novato Pedro Paulo Diniz e o experiente Roberto Moreno não pontuaram.
- Última temporada da Pacific. Saco de pancadas da temporada de 1994, a equipe absorveu a Lotus ao seu patrimônio, e teve uma melhora significativa. Porém, seus pilotos (Bertrand Gachot, Giovanni Lavaggi, Jean-Denis Délétraz e Andrea Montermini) não marcaram pontos. A equipe saiu de cena depois do GP da Austrália, o último disputado em Adelaide, conquistando um oitavo lugar, com Gachot.
- Última temporada da Ferrari com os motores V12 usados pela equipe desde 1989 após o fim dos motores turbo. A partir da temporada de 1996 a Ferrari utilizaria os motores V10. A última vitória da Ferrari com o V12 ocorreu no GP do Canadá, tendo sido a única vitória da carreira de Jean Alesi.
- Curiosamente, Montermini fazia sua estreia definitiva na F-1 após se acidentar na Espanha, em 1994. Foi a única temporada completa do italiano na categoria, e ele correu também em 1996, pela Forti, mas a equipe faliu. Em 1997, Montermini seria reserva da Lola Mastercard, mas a equipe faliu na segunda etapa daquele ano.
- Karl Wendlinger voltou à F-1 nos últimos GPs de 1995 (Japão e Austrália) no lugar de Boullion, demitido após seguidas derrotas para Heinz-Harald Frentzen. O austríaco deixaria definitivamente a categoria no fim do ano.
- Gabriele Tarquini correu uma etapa pela Tyrrell, no lugar de Ukyo Katayama, que se machucou num acidente no GP de Portugal.
- ↑ Fred Sabino; Pedro Lopes (13 de maio de 2020). «Relembre todos os campeonatos da história da F1 em 70 anos - parte 2». globoesporte.com. Globo Esporte. Consultado em 31 de dezembro de 2025