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Globo e TV do M�xico miram coprodu��o

Emissora brasileira e canal Azteca finalizam acordo para gravar remake hisp�nico da novela "Rainha da Sucata"

Adapta��o de "Louco Amor", 1� parceria foi ao ar no M�xico em 2010, mas n�o teve boa acolhida do p�blico

ELISANGELA ROXO
ENVIADA ESPECIAL � CIDADE DO M�XICO
KEILA JIMENEZ
COLUNISTA DA FOLHA

A sociedade entre a Globo e a TV Azteca parece enredo de amor mal resolvido em novela mexicana.

Desde o in�cio do ano, a emissora brasileira corteja a mexicana com um vistoso buqu�: "Rainha da Sucata", sucesso de 1990 de Silvio de Abreu. O flerte, por�m, ainda n�o foi suficiente para que as duas fechassem neg�cio para a coprodu��o de um remake hisp�nico.

"� um namoro antigo", disse Raphael C�rrea Netto, diretor de vendas internacionais da Globo, durante a festa de abertura dos novos est�dios da Azteca na Cidade do M�xico, no in�cio do m�s.

Tentando desatar o n�, os canais estabeleceram o prazo de um m�s para decidir se assinam um novo contrato.

Se tudo correr como esperado, "La Reina de la Chatarra" come�a a ser produzida ainda no segundo semestre deste ano para estrear em 2013.

O maior empecilho para um final feliz � o receio de Globo e Azteca de que o fruto do relacionamento n�o seja bem recebido pelo p�blico mexicano -o que j� aconteceu antes.

O �nico projeto desenvolvido em conjunto at� aqui pelos canais foi "Entre el Amor y el Deseo". A novela, exibida no M�xico em 2010, � uma adapta��o de "Louco Amor" (1983), de Gilberto Braga. O p�blico de l�, por�m, n�o gostou do resultado. "A audi�ncia foi um problema", reconhece Alberto Santini, diretor do n�cleo de telenovelas da Azteca.

A Globo tamb�m esperava mais. "A novela n�o foi l�der. Teve uma boa m�dia, mas n�o encantou como esper�vamos", diz Ricardo Scalamandr�, diretor da Central Globo de Neg�cios Internacionais.

Santini e Scalamandr� concordam que o calcanhar de Aquiles foi a alquimia entre a trama brasileira e a roupagem mexicana.

"Mexemos demais na estrutura para agradar e acabamos criando um 'Frankenstein'. N�o resultou nem numa novela com DNA da Globo, nem numa novela mexicana. Ficou no meio do caminho", avalia Scalamandr�.

Segundo o executivo, a Globo v� nas coprodu��es uma forma de reconquistar um status perdido no mercado internacional de dramaturgia. "Vendemos mais novelas do que antes, mas nossas produ��es n�o est�o mais no hor�rio nobre l� fora. Por isso, as parcerias s�o um caminho que nos interessa."

PROJAC MEXICANO

"Com certeza, eu gostaria que a primeira coprodu��o da Azteca gravada aqui fosse com a Globo", disse � Folha Ricardo Salinas, dono da Azteca. Ele vende seu complexo dramat�rgico, erguido a um custo de US$ 30 milh�es (R$ 60,8 mi) durante dois anos e meio, como o maior da Am�rica Latina.

Quando questionado, por�m, se os est�dios da Azteca s�o maiores do que os do Projac -centro de produ��o da Globo, na zona oeste do Rio, o mexicano sorriu e desconversou: "Os est�dios da Globo s�o muito importantes".

A jornalista ELISANGELA ROXO viajou a convite da TV Azteca

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